Mensagem 1: COSMO • O TEMPLO - ESTAÇÃO DA CRIAÇÃO - Regis Fontes - 04/09/2022
Introdução ao Tema do Cosmo e Templo
Relação entre Cosmo e Templo
- A pregação aborda a conexão entre os conceitos de cosmo (universo criado) e templo nas escrituras, sugerindo que essa relação ajuda a entender o conceito de tempo na criação.
Leitura de Gênesis
- O sermão inicia com a leitura de Gênesis 1:1, que descreve a criação dos céus e da terra, enfatizando que tudo foi criado por Deus.
Criação dos Seres Vivos
Criação do Homem
- Deus cria os seres vivos segundo suas espécies e, em seguida, decide criar o homem à Sua imagem, dando-lhe domínio sobre toda a criação. Isso destaca a importância do ser humano no plano divino.
Mandato para Multiplicação
- Após criar o homem e a mulher, Deus os abençoa e ordena que se multipliquem e dominem sobre a terra, estabelecendo um propósito claro para a humanidade.
Conclusão da Criação
Sétimo Dia de Descanso
- No sétimo dia, Deus completa Sua obra e descansa, santificando esse dia como um momento especial na narrativa da criação. Isso sugere uma pausa intencional após o trabalho criativo.
Formação do Jardim do Éden
O Jardim como Lugar Especial
- Deus planta um jardim no Éden para o homem cultivar e guardar, introduzindo elementos como árvores agradáveis à vista e ao paladar, além da árvore da vida. Isso simboliza abundância e cuidado divino pela criação.
Oração pela Direção Divina
Pedido por Auxílio Espiritual
- O pregador clama por direção divina durante sua pregação, pedindo que o Espírito Santo abra corações para receberem a verdade de Deus. Essa oração reflete uma dependência espiritual na comunicação da mensagem divina.
Afirmando a Criação
Importância da Afirmação Criacionista
- A afirmação de que tudo foi criado implica uma rejeição das narrativas aleatórias sobre as origens das coisas; isso estabelece uma base sólida para discutir identidade humana e propósito existencial sob uma perspectiva teológica.
Reconhecimento do Criador
- Ao afirmar que todas as coisas foram criadas por Deus Pai Todo-Poderoso, é ressaltada não apenas a origem das coisas mas também um relacionamento pessoal com o Criador como parte fundamental da fé cristã.
Por que Deus criou todas as coisas?
A Questão da Criação
- O questionamento central não é como Deus criou, mas por que Ele criou todas as coisas. Essa pergunta revela muito sobre a natureza de Deus e da criação.
- A resposta à pergunta "por que" é fundamental para entender a essência de Deus, além das discussões científicas sobre o tempo e os métodos de criação.
Respostas Antigas e a Natureza de Deus
- Civilizações antigas tentavam responder ao porquê da criação com base em suas crenças sobre divindades, geralmente ligando isso à falta ou conflito entre elas.
- No entanto, o Deus revelado na Bíblia não se encaixa nessa narrativa; Ele não cria por necessidade ou carência, mas sim a partir de uma plenitude interna.
A Trindade e o Amor Divino
- A crença na Trindade implica que antes do tempo, Deus existia em perfeita comunhão e amor entre as três pessoas da divindade.
- Portanto, a criação não surge de uma necessidade divina, mas do transbordamento do amor entre o Pai e o Filho.
O Propósito da Criação
- A única razão válida para a criação é o excesso do amor divino; tudo foi criado como um ato de amor direcionado ao Filho.
- Isso significa que cada elemento da criação existe porque foi amado por Deus, refletindo Sua natureza amorosa.
Sustentação e Dignidade da Criação
- A criação não serve para sustentar a necessidade divina; pelo contrário, ela é sustentada pelo próprio ato criador de Deus como expressão do Seu amor.
- Essa perspectiva confere dignidade às criaturas, pois elas existem para serem alvos desse amor eterno e incondicional.
- Em Efésios 1, vemos que o propósito eterno de Deus era fazer convergir todas as coisas em Cristo, reforçando a ideia de que tudo foi criado por causa do amor divino.
Conclusão Sobre Relação Criador-Criação
- O relacionamento entre Deus e Sua criação é descrito como um ato contínuo onde Ele não apenas cria mas também sustenta tudo aquilo que fez.
- As Escrituras afirmam que toda árvore boa para alimento foi criada para sustentar Suas criaturas sem qualquer necessidade prévia por parte d'Ele.
A Habitação de Deus e o Conceito de Templo
A Relação entre Criação e Templo
- A palavra "habitação" é central na narrativa do Êxodo, destacando que Deus criou para habitar com seu povo.
- O conceito de templo no mundo antigo está ligado à ideia de habitação, onde rituais e ofertas eram realizados em um espaço sagrado.
Elementos da Construção do Templo
- Os templos antigos eram complexos arquitetônicos, não apenas edifícios isolados; incluíam várias estruturas interconectadas.
- No Antigo Oriente Próximo, a construção de um templo começava pela escolha do local através de oráculos, indicando a presença divina.
Estruturas Comuns nos Templos
- O santuário principal era o coração do templo, onde rituais e ofertas eram feitos; frequentemente acompanhado por fontes ou rios que simbolizavam fertilidade.
- Jardins eram plantados ao redor dos templos para representar a fertilidade proporcionada pela divindade presente.
Zigurates e a Mediação Divina
- Zigurates eram grandes estruturas que facilitavam a descida dos deuses ao templo, permitindo sua interação com os humanos.
- A imagem da divindade era esculpida como parte essencial da inauguração do templo, funcionando como mediadora entre o povo e Deus.
Significado da Habitação Divina
- A presença da imagem no templo habilitava-o para receber a divindade; não era uma morada permanente, mas uma representação temporária.
- O templo trazia ordem ao caos e refletia uma realidade divina maior; servia como um espaço onde Deus poderia se manifestar entre seu povo.
A Criação e o Jardim do Éden
A Escolha do Lugar Especial
- Deus escolhe um lugar especial, o Éden, para conversar com a humanidade. O jardim é irrigado por quatro rios, simbolizando as fontes de água que sustentam a criação.
A Sustentação da Criação
- Diferente das divindades antigas, Deus não depende de ofertas para sustentar o jardim; ao contrário, tudo que é produzido serve para sustentar Sua criação.
A Imagem da Divindade
- Para que o templo cósmico funcione plenamente, era necessário criar uma imagem da divindade. Deus decide fazer o homem à Sua imagem e soprar nele o fôlego de vida.
O Propósito da Criação
- A narrativa bíblica revela que a criação tem um propósito: ser a habitação de Deus. Assim como um templo, tudo foi criado para refletir e apontar para seu Criador.
Revelação do Criador na Criação
- Paulo menciona em Romanos 1:18-20 que os atributos invisíveis de Deus são conhecidos através da criação. Aqueles que rejeitam esse conhecimento tornam-se indesculpáveis.
A Dignidade do Ser Humano
O Homem como Templo e Sacerdote
- O homem é colocado como imagem de Deus e também como parte integrante da criação. Ele possui uma dignidade especial, sendo encarregado de cuidar do mundo criado.
Irmandade com a Criação
- Embora tenha uma dignidade única, o homem é criado no mesmo dia dos outros seres vivos, indicando uma irmandade entre ele e toda a criação.
Função Original do Homem
- Originalmente, o homem deveria atuar como templo, imagem e sacerdote dentro da ordem divina estabelecida por Deus na criação.
A Tragédia da Queda
A Desobediência no Jardim
- Após ter sido preparado tudo no jardim, Adão desobedece ao comer do fruto proibido. Essa ação resulta em consequências cósmicas significativas.
Consequências da Queda
- Ao escolher não ser a imagem de Deus, Adão rejeita sua função primordial e se torna apenas um objeto sem valor espiritual. Isso gera uma ruptura entre a criação e seu Criador.
Perda da Presença Divina
- Com a expulsão do Éden, Adão perde mais do que as delícias físicas; ele perde principalmente a presença gloriosa de Deus em sua vida. Essa destituição marca um ponto crítico na relação entre humanidade e divindade.
A Relação do Homem com a Criação e o Propósito de Deus
A Expulsão e o Estranhamento da Criação
- A expulsão do homem resulta em um estranhamento entre ele e o restante da criação, levando à negligência de seu papel de cuidar do Jardim.
- A maldição pronunciada por Deus faz com que a criação produza espinhos e dificuldades, rompendo a harmonia anterior entre homem e natureza.
O Propósito de Deus Não Está Perdido
- Apesar da queda, não está tudo perdido; Deus mantém seu propósito de habitar com os homens em um templo.
- Após pronunciar a maldição, Deus promete um descendente que ferirá a serpente, sinalizando esperança para a humanidade.
O Sacrifício como Sinal de Provisão
- Deus sacrifica um animal para cobrir Adão e Eva, simbolizando sua provisão contínua mesmo após o pecado.
- Com a expulsão, a criação não pode funcionar como templo adequado para Deus devido ao pecado humano.
Construção do Templo: Um Sinal do Propósito Divino
- Agora que o pecado entrou no mundo, Deus demanda a construção de um templo como sinal de seu propósito inabalável.
- Ele chama Abraão para mostrar onde esse templo deve ser construído, preparando-se para habitar entre seu povo.
Elementos da Criação no Tabernáculo
- O Tabernáculo contém elementos que refletem a criação e apontam para uma morada divina.
- Sacrifícios são realizados continuamente no altar do Tabernáculo para expiar pecados, relembrando o sacrifício inicial por Adão e Eva.
A Presença de Deus no Santíssimo Lugar
- Apenas os sacerdotes podem entrar na antecâmara da presença divina; há elementos do jardim representados ali.
- No Santo Lugar existe uma mesa simbolizando o sustento divino à humanidade, refletindo as provisões feitas no Jardim.
Limitações ao Acesso à Presença Divina
- Entre os sacerdotes e a presença divina há uma cortina espessa que limita o acesso ao Santíssimo lugar.
- Somente o sumo sacerdote entra na presença de Deus uma vez por ano com sangue pelos pecados dele e do povo.
O Desejo Contínuo de Habitação Divina
- Com sacrifícios adequados, Deus se manifesta ao povo através da Arca da Aliança; sua presença é visível em colunas de nuvem durante o dia e fogo à noite.
A Habitação de Deus e o Papel do Sumo Sacerdote
A Natureza do Templo e a Ausência de Imagens
- O Sumo Sacerdote entrava no Santo dos Santos, representando a habitação de Deus com seu povo, sem a presença de imagens, conforme as instruções divinas.
- O segundo mandamento proíbe a criação de imagens esculpidas; o Sumo Sacerdote era visto como uma imagem viva da divindade dentro do templo.
- As vestes do Sumo Sacerdote, incluindo pedras preciosas em seu peitoral e ombros, simbolizavam sua função sacerdotal e sua conexão com o templo.
Diferenças entre Tabernáculo e Templo
- O templo construído por Salomão não era destinado a ser uma morada definitiva para Deus; deveria ser temporário e eventualmente obsoleto.
- Salomão reconheceu que mesmo um templo elaborado não poderia conter a grandeza divina, conforme mencionado em 2 Crônicas 6.
Jesus como o Novo Templo
- A obsolescência do templo físico é atribuída à encarnação de Jesus Cristo, que se torna o novo lugar da habitação divina entre os homens.
- Em João 2:18-21, Jesus afirma que destruirá o santuário (seu corpo), indicando que ele é agora o verdadeiro templo.
A Relevância da Morte de Jesus
- Com a morte de Jesus na cruz, o véu do templo foi rasgado, simbolizando que agora todos têm acesso à presença de Deus sem intermediários.
- A encarnação de Cristo representa um evento crucial onde Deus se une à humanidade, tornando-se parte da criação.
Reconciliação através de Cristo
- Jesus é descrito como o "segundo Adão", trazendo reconciliação entre Deus e os homens ao assumir plenamente a natureza humana.
- O sacrifício de Cristo cumpre perfeitamente o propósito divino de habitar entre os homens e estabelece um novo relacionamento com toda a criação.
A Esperança da Criação e a Habitação de Deus
A Criação como Habitação de Deus
- A criação é vista como um jardim que Deus fez para habitar, simbolizando esperança na transformação futura da habitação incompleta em uma completa.
- Aqueles reconciliados com Deus têm a responsabilidade de valorizar e cuidar da criação, reconhecendo seu valor intrínseco.
- O desejo pela habitação de Deus implica na redenção e restauração da boa criação, refletindo a esperança de um futuro onde habitaremos com Ele.
A Nova Jerusalém e a Presença Divina
- A expectativa é que, no futuro, haverá novos céus e nova terra onde Deus habitará com os homens; essa realidade já pode ser antecipada hoje.
- Na nova Jerusalém não haverá templo físico, pois o Senhor e o Cordeiro serão o templo; isso indica uma união plena entre o celestial e o terreno.
O Papel do Crente como Templo
- O propósito divino é reunir todas as coisas em Cristo; assim, a nova criação será um espaço onde Deus habita com os homens.
- Em 1 Pedro 2:4, somos descritos como pedras vivas sendo edificadas em um templo espiritual, enfatizando que somos parte dessa construção divina.
Responsabilidade dos Fiéis
- Os crentes são tanto as paredes quanto os sacerdotes do templo que Deus está construindo; isso redefine nossa compreensão sobre templos físicos.
- Como templos vivos, devemos viver sob a presença abençoadora de Deus todos os dias, sem distinção entre secular e sagrado.
Viver para a Glória de Deus
- Há uma grande responsabilidade em ser templo do Senhor; devemos viver para Sua glória e agir redentivamente na criação.
- A oração final expressa gratidão por sermos convidados à casa de Deus e pede ajuda para viver dignamente nessa realidade.