27. Saber, Considerar-se e Oferecer-se (Rm 6.1-14)
A Libertação do Pecado em Romanos 6
Introdução ao Capítulo 6 de Romanos
- O apóstolo Paulo inicia a exposição sobre o capítulo 6 da carta aos Romanos, destacando a importância do tema abordado.
- Durante a leitura, observações serão feitas para esclarecer a estrutura e o propósito do texto.
Tema Central: A Vida Sem Pecado
- Paulo introduz a questão central: "Devemos permanecer no pecado para que a graça aumente?" Ele responde enfaticamente que isso não é aceitável.
- Nos versos 3 a 5, ele explica que os crentes foram batizados na morte de Cristo e, portanto, devem viver em novidade de vida.
Ações Necessárias dos Crentes
- Paulo delineia três ações essenciais:
- Saber: Os crentes devem saber que morreram com Cristo para o pecado (verso 6).
- Considerar: Devem se considerar mortos para o pecado e vivos para Deus (verso 11).
- Oferecer-se: É necessário oferecer os membros do corpo como instrumentos de justiça (verso 13).
A Promessa da Graça
- No verso 14, Paulo afirma que o pecado não terá domínio sobre os crentes porque estão sob a graça e não sob a lei.
- Ele pede ajuda divina para compreender as promessas contidas nesta passagem e viver essas realidades na prática.
Estrutura Geral da Carta aos Romanos
- Com o capítulo 6, inicia-se uma nova divisão na carta. As divisões anteriores tratavam da perdição humana e da justificação pela fé.
- A primeira parte aborda a perdição dos gentios e judeus; já na segunda parte discute-se como Deus justifica o pecador através de Jesus Cristo.
Comparação entre Adão e Cristo
- Paulo compara Adão e Cristo, explicando que em Adão todos morrem devido ao pecado, enquanto em Cristo há justificação e vida eterna.
A Justificação pela Fé e a Questão do Pecado
A Entrada do Pecado e a Graça de Deus
- O apóstolo Paulo discute como o pecado entrou no mundo através de Adão, enfatizando que a lei foi dada a Israel por Moisés para evidenciar esse pecado.
- Ele destaca que, apesar da gravidade do pecado, a graça de Deus é superior e abundante, superando onde o pecado se manifestou.
Questionamentos sobre a Doutrina da Graça
- Um judeu na audiência levanta uma preocupação sobre a doutrina apresentada por Paulo, questionando se isso não incentivaria as pessoas a pecar mais para experimentar mais graça.
- Paulo antecipa essa objeção e introduz uma nova seção em sua carta, abordando como os justificados devem viver após serem perdoados.
A Vida Cristã Segundo Paulo
- Nos capítulos 6, 7 e 8 da carta aos romanos, Paulo explica que a graça liberta os crentes do domínio do pecado (Capítulo 6), da lei (Capítulo 7), e oferece o Espírito Santo (Capítulo 8).
- Ele inicia o Capítulo 6 respondendo à questão se um cristão pode continuar pecando já que sua salvação é pela graça.
Resposta de Paulo à Questão do Pecado
- No início do Capítulo 6, Paulo utiliza uma negativa enfática ao afirmar que permanecer no pecado para aumentar a graça é inaceitável.
- Ele argumenta que um verdadeiro crente não pode viver na prática contínua do pecado; isso seria uma contradição.
Perfeccionismo vs. Realidade Cristã
- A discussão sobre perfeccionismo surge; alguns acreditam que é possível alcançar um estado sem pecado. João Wesley defendia essa ideia com seu conceito de "amor perfeito".
- Contudo, Paulo refuta tanto o perfeccionismo quanto a ideia de que os crentes pecam constantemente em pensamentos ou ações.
Reflexões Finais sobre Pecado e Graça
- A vida cristã deve ser marcada por um padrão diferente: embora o pecado possa ocorrer ocasionalmente, ele não deve definir o crente.
Reflexões sobre a Vida Cristã e o Pecado
A Viagem à África do Sul
- O narrador compartilha uma experiência de viagem de 5.000 km pela África do Sul, destacando a beleza do país e a companhia de um casal sul-africano.
- Após a viagem, amigos perguntam sobre as experiências, levando o narrador a refletir sobre os desafios enfrentados durante o percurso.
Analogias da Vida e do Pecado
- O narrador usa a analogia de um pneu furado para ilustrar que na vida normal, problemas (pecados) são esperados ocasionalmente, mas não devem ser constantes.
- Ele argumenta que se alguém está constantemente "trocando pneus" (pecando), algo está errado em sua vida espiritual.
Tentação vs. Pecado
- É feita uma distinção entre tentação e pecado; todos têm desejos pecaminosos, mas resistir a eles é crucial para não pecar.
- Um crente pode ser tentado sem necessariamente ceder ao pecado; ele pode passar o dia lutando contra suas vontades.
Compreensão da Santidade Cristã
- O narrador critica a ideia de que viver em pecado é aceitável para um cristão; isso contraria os ensinamentos bíblicos sobre santidade.
- Paulo expressa indignação ao imaginar que alguém poderia pensar em permanecer no pecado após conhecer a graça de Deus.
Morte para o Pecado
- A base da argumentação é que os crentes já morreram para o pecado através da morte de Cristo, portanto não devem viver mais nele.
- Essa morte significa liberdade do domínio do pecado, permitindo aos crentes resistirem às tentações com eficácia.
Significado do Batismo
- O batismo simboliza essa nova vida em Cristo; aqueles que foram batizados estão unidos à sua morte e ressurreição.
A União com Cristo e o Significado do Batismo
A Crucificação com Cristo
- O apóstolo Paulo enfatiza que somos crucificados com Cristo para subjugarmos nossa natureza pecaminosa, destacando que a vitória sobre o pecado é obtida através da cruz.
O Significado do Batismo
- O batismo representa a união do crente com Cristo em sua morte, simbolizando não apenas a morte, mas também a ressurreição e nova vida em Cristo.
Identidade em Cristo
- Paulo explica que, assim como estamos unidos na semelhança da morte de Cristo, também seremos na semelhança de sua ressurreição. Isso implica que o que aconteceu com Jesus se aplica aos crentes.
Vida Cristã Transformada
- A nova vida cristã é baseada na vitória sobre o pecado; Deus não remove o pecado imediatamente após a conversão, mas introduz uma nova vida que permite ao crente resistir à natureza pecaminosa.
Andar em Novidade de Vida
- Paulo afirma que a vida cristã deve ser distinta da antiga; os crentes são chamados para andar em novidade de vida e não serem escravos do pecado.
Práticas Diárias para Vencer o Pecado
- Para experimentar essa nova vida na prática, Paulo sugere três atitudes diárias regadas em oração. Essas decisões são essenciais para vencer o domínio do pecado.
Processo de Santificação
- A santificação é um processo contínuo; mesmo após justificação e perdão, os crentes devem lutar contra o pecado até seu último dia. Essa luta requer disciplina espiritual diária.
Conhecimento Necessário para Viver em Vitória
- Paulo destaca a importância do conhecimento: os cristãos precisam entender sua identidade e as verdades espirituais para viverem plenamente as promessas de Deus.
Ignorância Espiritual e Suas Consequências
Entendimento da Cruz e Libertação do Pecado
A Ignorância sobre a Riqueza Espiritual
- Paulo menciona a história de um vizinho que, apesar de ter petróleo em sua propriedade, vive como pobre por ignorar essa riqueza. Isso ilustra a ignorância espiritual que muitos têm sobre o que Deus fez por nós em Cristo Jesus.
A Necessidade de Entender a Cruz
- O foco é entender a cruz e nossa união com Cristo. Sem esse entendimento, não há base para viver uma vida cristã autêntica; isso pode levar ao misticismo ou à superstição.
Crucificação do Velho Homem
- Paulo explica que nosso "velho homem", ou natureza humana decaída, foi crucificado com Cristo. Essa crucificação é essencial para destruir o corpo do pecado e libertar-nos da escravidão ao pecado.
Objetivos da Crucificação
- O velho homem foi crucificado com dois objetivos:
- Para destruir o corpo do pecado.
- Para acabar com o domínio do pecado sobre nossas vidas.
Escravidão ao Pecado
- Paulo compara a condição dos não convertidos à escravidão no Império Romano, onde os escravos não tinham direitos. Antes de conhecerem o evangelho, as pessoas eram completamente dominadas pelo pecado.
Liberdade em Cristo
- Após serem alcançados pelo evangelho, os cristãos não são mais escravos do pecado. Eles podem resistir às tentações e afirmar sua liberdade em Cristo, pois foram crucificados com Ele.
Justificação e Libertação
A Morte e Ressurreição em Cristo
A Justificação pela Morte de Cristo
- Paulo explica que quem morreu está justificado do pecado, não estando mais sob o domínio da condenação. A morte para o pecado é válida tanto para a morte de Cristo quanto para sua ressurreição.
- A crença na ressurreição de Cristo implica que, assim como Ele vive, também viveremos com Ele. A vitória sobre a morte e o pecado é central na mensagem.
- Paulo destaca que a ressurreição de Cristo significa que a morte não tem domínio sobre Ele. Da mesma forma, os cristãos não estão mais sob o domínio do pecado.
Identidade em Cristo
- Assim como Cristo morreu para o pecado e ressuscitou, os cristãos devem se considerar mortos para o pecado e vivos para Deus em Cristo Jesus.
- É essencial ter conhecimento dessa identidade espiritual; saber que há um "posto de petróleo" sob a superfície da vida espiritual é crucial.
O Conhecimento Não É Suficiente
- Um exemplo histórico da Segunda Guerra Mundial ilustra que saber algo (como o fim da guerra) não é suficiente se não for aplicado à vida cotidiana.
- Paulo enfatiza que além de saber, os cristãos devem se considerar mortos para o pecado e vivos para Deus. Essa consideração deve ser uma atitude ativa.
Exemplos Práticos
- Uma história sobre um homem ganhando na loteria ilustra como conhecer sua nova realidade pode mudar comportamentos. Ao saber que era rico, ele agiu como tal.
- Paulo usa essa analogia: ao entender nossa identidade em Cristo, devemos agir conforme essa nova realidade – mortos para o pecado e vivos para Deus.
Resistência ao Pecado
- Agostinho exemplifica a luta contra as tentações do passado. Ao reconhecer sua nova identidade em Cristo, ele rejeita seu antigo eu quando confrontado pelo pecado.
A Luta Contra o Pecado e a Liberdade em Cristo
A Personificação do Pecado
- Paulo personifica o pecado como um rei que deseja reinar sobre nosso corpo mortal, buscando dominar nossa existência humana.
- O pecado quer utilizar nossos membros, referindo-se a todas as nossas faculdades físicas e mentais, para promover a iniquidade.
- O objetivo do pecado é contaminar toda a raça humana através de ações malignas manifestadas nas pessoas.
A Advertência de Paulo
- Paulo adverte os cristãos para não permitirem que o pecado reine em seus corpos mortais, evitando obedecer às suas paixões.
- A vida cristã normal é caracterizada pela resistência ao domínio do pecado, não por força própria, mas porque já morremos para ele.
A Libertação da Escravidão
- Paulo compara a libertação dos israelitas da escravidão no Egito à liberdade do cristão em relação ao pecado; uma vez livres, não devemos voltar à antiga servidão.
- Ele ilustra que retornar ao pecado é como um ex-escravo voltando para beijar os pés de seu antigo patrão.
O Novo Status em Cristo
- Os cristãos são chamados a oferecer seus membros a Deus como instrumentos de justiça, abandonando o papel de instrumentos de iniquidade.
- Ao morrer para o antigo patrão (pecado), agora podemos servir a Deus e nos oferecer como instrumentos de justiça.
A Promessa da Graça
- Paulo enfatiza que ninguém pode servir a dois senhores; ao morrer para o pecado, somos livres para servir a Deus.
A Libertação Através da Fé
O Poder Transformador da Salvação
- A salvação não apenas perdoa os pecados, mas também liberta do domínio do pecado e proporciona uma nova vida. A Bíblia enfatiza que a fé sem obras é morta e que a santificação é essencial para ver o Senhor.
- Aqueles que são nascidos de Deus não vivem na prática do pecado. A graça salvadora é transformadora e libertadora, questionando como alguém pode afirmar estar salvo se ainda vive em práticas pecaminosas.
- A salvação oferecida por Deus é completa e requer disciplina diária e intencionalidade. É um compromisso de viver em novidade de vida, dedicando-se ao estudo da Bíblia e à meditação.
Exercitando a Fé
- A fé deve ser exercitada como um músculo; se não for praticada, atrofia. Envolver-se no serviço cristão, amar o próximo e ajudar os necessitados são ações diárias que levam à vitória sobre o pecado.
- Apenas frequentar a igreja aos domingos sem leitura bíblica ou reflexão pessoal não promove crescimento espiritual. É necessário um compromisso mais profundo com a palavra de Deus.
Reflexão Pessoal
- A palavra de Deus serve como um espelho para a alma, exigindo uma análise pessoal diante dela. É importante buscar libertação não só dos problemas externos, mas principalmente da escravidão ao pecado.
- Cristo oferece libertação através do evangelho mediante a fé. Essa libertação é fundamental para viver uma vida plena em santidade.
Oração pela Libertação
- Uma oração expressa gratidão pelo evangelho completo e pede conhecimento mais profundo da santidade. Há um desejo sincero de experimentar pureza no coração e na mente.