Fantasy Then and Now | FT. George R.R. Martin, Robin Hobb, Rebecca Roanhorse and Ryan Cahill
Introdução ao SFFhatics Podcast
Apresentação dos Co-hosts
- O evento começa com uma introdução animada, destacando a colaboração do podcast SFFhatics com a Dragon Steel Books.
- MJ se apresenta como autora de "Among Thieves" e co-host do podcast.
- Greta Kelly, autora da série "Warrior Witch Duology", também se apresenta e menciona que seus livros estão disponíveis no local.
- Adrian M. Gibson, criador e co-host do SFFhatics, se junta à conversa.
Painel de Autores
- Os participantes incluem autores renomados como Brandon Sanderson, Ryan Cahill, Rebecca Ronhorse, Robin Hob e George R. Martin.
- George R. Martin faz uma referência humorística sobre estar atrasado em seu trabalho mais famoso, "A Song of Ice and Fire".
Discussão sobre Fantasia Épica
Importância do Gênero
- Adrian expressa sua paixão pela fantasia épica desde a infância e destaca sua relevância contínua na literatura atual.
Experiências Pessoais com o Gênero
- Ryan compartilha suas memórias de leitura de fantasia épica, mencionando "Wheel of Time" como uma influência significativa em sua juventude.
- Ele observa que as histórias eram mais estruturadas e focadas em arquétipos de personagens na época.
Mudanças no Gênero
- Ryan comenta sobre a evolução da escrita em fantasia épica e menciona autores que contribuíram para essa mudança.
Reflexões sobre o Passado da Fantasia Épica
Primeiras Impressões
- Robin fala sobre sua dificuldade em encontrar obras de fantasia épica após "O Senhor dos Anéis", levando-a a explorar outros gêneros clássicos.
A Evolução do Gênero
- George R. Martin reflete sobre o início da fantasia como um gênero distinto e menciona que não havia um rótulo específico para ele quando começou a escrever.
A Evolução da Fantasia Épica
A Influência de Gilgamesh e Mitos Clássicos
- O conceito de fantasia épica tem raízes em histórias antigas, como as de Gilgamesh e mitos gregos e romanos.
- Antes do surgimento da fantasia épica, existia um gênero reconhecido chamado "sword and sorcery", dominado por Robert E. Howard.
Descobrindo a Fantasia com Tolkien
- As obras "O Senhor dos Anéis" e "O Hobbit" de J.R.R. Tolkien marcaram uma mudança significativa no gênero, embora inicialmente não tenham sido um sucesso estrondoso.
- O narrador menciona ter lido uma edição pirata das obras de Tolkien, que despertou seu interesse pela narrativa mais complexa em comparação com outras fantasias que ele havia lido.
A Experiência Pessoal com a Leitura
- Ao ler "O Senhor dos Anéis", o narrador ficou intrigado com o início focado em detalhes cotidianos, como festas de aniversário, contrastando com suas leituras anteriores repletas de ação.
- A história evolui para algo mais profundo e envolvente à medida que novos personagens são introduzidos, mantendo o leitor cativado.
Impacto Cultural e Publicação
- O impacto das obras de Tolkien foi imenso; muitos leitores se tornaram obcecados por sua narrativa rica e detalhada.
- Inicialmente considerado um fenômeno isolado na literatura americana, a obra de Tolkien inspirou outros autores a explorar o gênero da fantasia.
A Ascensão do Gênero Fantástico
- Após o sucesso inicial de Tolkien, editores começaram a buscar novas vozes no gênero; Terry Brooks é mencionado como um exemplo significativo.
- Steven Donaldson enfrentou dificuldades para publicar seus livros sobre Thomas Covenant até que finalmente encontrou um editor disposto a apostar nele.
Reflexões Finais sobre a Evolução do Gênero
- O sucesso inesperado das obras fantásticas levou à proliferação do gênero na literatura contemporânea.
- A conversa destaca como uma única publicação pode abrir portas para muitos outros escritores dentro do mesmo estilo literário.
A Influência de Tolkien e a Evolução da Fantasia
Reflexões sobre a Leitura na Adolescência
- O orador se identifica com George, mencionando que sua experiência na escola secundária foi marcada pela leitura de "Dune", que expandiu sua visão sobre o que é possível na literatura.
- Destaca a importância das "Dragon Lance Chronicles" e como esses personagens, especialmente Racelyn, impactaram seu amor pela fantasia.
- Menciona a transição para a fantasia urbana nos anos 90, ressaltando como esse gênero trouxe elementos ausentes da fantasia épica, como histórias centradas em mulheres e romance.
A História da Fantasia
- Brandon reflete sobre a história da fantasia e sua própria jornada de leitura desde os anos 80, reconhecendo-se como parte da terceira geração influenciada por Tolkien.
- Ele discute autores que responderam ao trabalho de Tolkien, incluindo obras voltadas para um público mais jovem e tentativas de desconstruir suas narrativas.
- Compartilha suas primeiras leituras em fantasia: "Dragon Spain", "Dragon Prince" e "Dragon Riders of Pern", enfatizando o uso do catálogo de biblioteca para descobrir novos livros.
Mudanças no Gênero Fantástico
- Comenta sobre o surgimento de autores como Robin Hobb e George R.R. Martin nos anos 90, que desafiaram as normas estabelecidas por Tolkien.
- Observa que essa nova onda não era uma crítica direta a Tolkien, mas sim uma tentativa de explorar novas possibilidades dentro do gênero.
- Reconhece a importância dessa evolução para o crescimento do gênero fantástico, destacando as contribuições dos escritores dos anos 80.
A Transição Pessoal na Escrita
- Discute a mudança no nome literário de Megan Lindholm para Robin Hobb e as razões por trás dessa decisão criativa.
- Revela que um agente astuto teve um papel crucial nessa transição, sugerindo uma estratégia eficaz para navegar no mercado editorial.
A Influência Duradoura de Tolkien
- Um patrono levanta questões sobre o impacto duradouro de Tolkien na literatura fantástica contemporânea.
- Rebecca menciona que embora não tenha lido Tolkien diretamente, sentiu uma conexão com George R.R. Martin através do seu trabalho em "A Song of Ice and Fire".
- Ela destaca como Martin lhe deu permissão para criar personagens moralmente complexos e abordar questões sociais em suas histórias.
A Influência de Tolkien na Fantasia Épica
Comparações e Referências na Fantasia Moderna
- A dificuldade de escapar das comparações com obras clássicas, como as de Tolkien, é um tema recorrente entre os autores contemporâneos.
- "A Canção de Gelo e Fogo" se tornou um novo ponto de referência, assim como outras obras que tentam emular ou se distanciar do estilo de Tolkien.
- Autores mencionados, como Anne McCaffrey e Naomi Novik, também influenciaram a percepção moderna sobre dragões e fantasia.
A Presença Contínua de Tolkien
- Embora a sombra de Tolkien não seja mais tão opressiva, sua obra continua sendo uma referência importante para muitos escritores atuais.
- Robin destaca que "O Senhor dos Anéis" e "O Hobbit" criaram mundos ricos com história e tradição, algo raro na literatura contemporânea.
Diversidade no Gênero da Fantasia
- Desde o início da popularidade de Tolkien, outros autores como Michael Moorcock escreveram obras que não seguem seu estilo tradicional.
- O mercado editorial começou a valorizar uma maior variedade dentro do gênero da fantasia, permitindo novas vozes emergirem.
Mudanças no Mercado Editorial
- Brandon reflete sobre sua própria evolução em relação à obra de Tolkien; inicialmente crítico, ele agora aprecia a diversidade que existe no gênero.
- A série "Game of Thrones" desafiou expectativas ao subverter arcos narrativos tradicionais, surpreendendo leitores com reviravoltas inesperadas.
Desafios da Fantasia Épica nos Anos 90 e 2000
- O final dos anos 90 foi um período difícil para a fantasia épica devido à saturação do mercado com títulos que não conseguiram atender às expectativas dos leitores.
- Durante esse tempo, muitos leitores migraram para outros gêneros populares como vampiros e fantasias urbanas.
A Influência de Lester Del Rey na Fantasia Épica
O Papel de Lester Del Rey
- Lester Del Rey foi um editor influente que ajudou a moldar o gênero da fantasia épica, especialmente através da publicação de obras como as de Steven Donaldson.
- Além de editor, Del Rey também era um escritor importante durante a era pulp da ficção científica e fantasia, com opiniões fortes sobre a formulação das histórias.
Conflitos Criativos
- Del Rey tentava impor suas visões aos autores, resultando em livros muitas vezes formulaicos; alguns escritores seguiram essa fórmula, enquanto outros resistiram.
- Um exemplo notável é o conflito entre Del Rey e Steven Donaldson, onde Donaldson se recusou a seguir as notas editoriais de Del Rey, levando a uma disputa significativa.
Mudanças no Gênero
- Após a saída de Donaldson do controle editorial de Del Rey, houve uma abertura criativa que permitiu maior diversidade nas narrativas dentro do gênero.
- A liberdade criativa resultante dessa mudança levou à exploração de temas mais complexos e personagens menos previsíveis.
Surpresas Narrativas na Fantasia
Expectativas do Leitor
- O autor expressa sua preferência por histórias que surpreendem os leitores, citando sua reação à morte de Gandalf em "O Senhor dos Anéis" como uma influência em seu próprio trabalho.
- Ele critica narrativas previsíveis onde os heróis nunca enfrentam consequências reais ou riscos significativos.
A Busca por Novas Experiências
- O autor enfatiza seu desejo por reviravoltas e profundidade nos personagens, independentemente do gênero literário.
- Essa busca por inovação narrativa reflete uma tendência crescente na fantasia épica para explorar culturas diversas além das tradições eurocêntricas.
Construção de Mundos Diversificados
Abordagens Culturais na Fantasia
- Rebecca menciona que sua série "Between Earth and Sky" é inspirada nas Américas pré-colombianas, buscando trazer à tona culturas ricas frequentemente esquecidas pela história convencional.
- Ela destaca a importância dessas tradições culturais e históricas para criar um mundo fantástico autêntico e envolvente.
Inclusão e Representatividade
- Rebecca observa que autores BIPOC (Black, Indigenous and People of Color), autores queer e suas obras não recebem o mesmo marketing que outros autores; isso limita a diversidade nas prateleiras das livrarias.
- Ela conclui ressaltando que o apoio dos leitores é crucial para aumentar a visibilidade desses trabalhos diversos no mercado literário.
Recomendações de Livros de Fantasia
Livros Destacados
- O apresentador menciona "The Poppy War" de RF Kuang, "She Who Became the Sun" de Shelley Parker Chan e "The Jasmine Throne" de Tasha Suri como algumas das suas leituras favoritas.
- Também é destacado "Rage of Dragons" de Evan Winter e a série "Green Bone Saga", considerada uma das melhores fantasias urbanas já lidas pelo apresentador.
Construção de Mundos na Fantasia
Abordagens e Desafios
- A discussão gira em torno da construção de mundos na fantasia, mencionando que muitos autores tentam replicar o que Tolkien fez, mas sem a profundidade necessária.
- É ressaltado o perigo de confundir os tropos utilizados por Tolkien com a verdadeira profundidade cultural e social que ele incorporou em suas obras.
Protagonistas Femininas e Tropos
Questões sobre Representação
- O debate inclui a crítica à insistência em protagonistas masculinos, citando um conflito entre Steve Donaldson e Lester Del Rey sobre isso.
- A importância da representação feminina é enfatizada, destacando que o verdadeiro protagonista não era um homem, mas sim uma mulher.
A Evolução do Gênero Fantástico
Novas Perspectivas
- O apresentador argumenta que a falta de inovação nos anos 90 levou à estagnação do gênero, pois os leitores buscavam algo novo e diferente.
- A sensação de exploração e descoberta é crucial para manter o interesse dos leitores no gênero fantástico.
Diversidade nas Narrativas Fantásticas
Importância da Variedade
- É sugerido que os leitores devem explorar diferentes estilos dentro da fantasia para evitar o tédio com narrativas repetitivas.
- Menciona-se a necessidade de misturar diferentes tipos de livros para enriquecer a experiência literária.
Cenários Inovadores na Fantasia Contemporânea
Novas Influências Culturais
- Robin discute como escritores contemporâneos estão explorando cenários incomuns, como bibliotecas mágicas em histórias fantásticas.
- Há uma reflexão sobre se esses novos cenários são inspirados pela Europa ou se seguem direções mais originais.
Raízes Culturais na Literatura Fantástica
Autenticidade nas Histórias
- Observa-se uma tendência crescente entre autores contemporâneos em buscar raízes culturais específicas ao invés de criar fantasias genéricas europeias.
- Exemplos como "Uprooted" mostram como as influências históricas podem enriquecer as narrativas fantásticas.
Esses pontos oferecem um resumo abrangente das discussões abordadas no transcript.
A Importância da Textura no Mundo da Escrita
Dicas de Escrita e Construção de Mundos
- O estilo limitado em terceira pessoa intensifica a realidade do mundo, adicionando textura e profundidade à narrativa.
- A escritora Mary Robinette Kowal aconselha a desafiar os padrões habituais na representação de personagens, como a predominância masculina nas forças armadas.
- A frase "Desafie seu padrão" se torna um mantra para o autor, incentivando-o a explorar novas perspectivas e enriquecer sua construção de mundos.
Elementos Sensoriais na Narrativa
- Mary Robinette explica que não é necessário explicar tudo sobre criaturas fantásticas; ao mostrar detalhes práticos, como selar um Pégaso, cria-se uma conexão com o leitor.
- O autor enfatiza que a profundidade do mundo vai além da construção; envolve também as experiências sensoriais dos personagens, como o que eles sentem e cheiram.
Imersão do Leitor no Mundo Criado
- O autor deseja transmitir não apenas visões de criaturas ou comidas, mas também as sensações físicas associadas a elas, criando uma experiência mais rica para o leitor.
- Quando os leitores conseguem sentir o mundo descrito, eles se tornam parte dele. Essa imersão é fundamental para uma boa narrativa.
Influência de Autores Clássicos na Construção de Mundos
- George menciona que J.R.R. Tolkien teve grande influência na forma como ele percebe a construção de mundos em fantasia.
- Ele critica obras anteriores à Tolkien por suas tentativas superficiais de construção de mundos e destaca a importância da profundidade histórica.
Comparação entre Estilos de Construção de Mundos
- George discute exemplos do "Hiboreian Age" e critica sua falta de lógica econômica nas interações entre países fictícios.
- Ele elogia Tolkien por criar um mundo rico em história e detalhes que fazem com que os leitores se sintam conectados à narrativa.
Reflexões Finais sobre Construção Literária
- A obra de Tolkien estabeleceu novos padrões para escritores; agora é esperado um nível mínimo semelhante ao trabalho feito por Howard em suas histórias.
- George observa que após Tolkien, qualquer escritor deve se esforçar para construir mundos mais elaborados do que era comum anteriormente.
A Influência da Ficção Histórica na Fantasia
A Combinação de Gêneros
- O autor menciona que, além de Tolkien e fantasia, ele também aprecia ficção histórica. Ele busca misturar a maravilha da fantasia com o realismo e a dureza da ficção histórica.
- O autor expressa que escreve sobre o que ama e espera que outros compartilhem desse interesse, mesmo sabendo que nem todos os leitores podem gostar de suas escolhas.
Críticas e Detalhes na Narrativa
- O autor reconhece as críticas sobre a atenção aos detalhes, como heráldica e comida em seus livros. Ele acredita que esses elementos são essenciais para construir um mundo rico.
- Ele enfatiza a importância da pesquisa ao escrever fantasia, afirmando que é necessário manter a suspensão da descrença dos leitores.
Realismo na Construção do Mundo
- O autor discute como eventos fantásticos devem ser plausíveis; por exemplo, um cavalo não pode atravessar um deserto sem consequências.
- Ele destaca a necessidade de considerar fatores geográficos ao criar mundos fictícios, como rios fluindo para baixo e climas adequados para cultivo.
Pesquisa e Autenticidade
- O autor fala sobre a importância de entender as necessidades logísticas em sua narrativa, como alimentar exércitos ou sustentar populações.
- Ele menciona experiências pessoais com fãs para garantir autenticidade em representações de personagens com deficiências.
Aprendizado através da Interação
- O autor relata ter consultado pessoas reais para obter informações precisas sobre experiências específicas, como paralisia ou menstruação.
- Ele reflete sobre erros cometidos devido à falta de pesquisa adequada em áreas como vinhos, mostrando a importância do conhecimento detalhado no processo criativo.
Discussão sobre a Importância de Consultar Especialistas
A Utilização de Contatos para Pesquisa
- O uso de um "rolodex" é mencionado como uma ferramenta valiosa para encontrar especialistas em diversas áreas, como equitação. Isso permite que escritores façam perguntas específicas e obtenham respostas informadas.
- Um exemplo prático é dado onde Steven Bur consulta um especialista em emergência médica para entender o impacto real de um tiro em uma história, revelando a importância do conhecimento especializado na narrativa.
- A ideia central é que coletar informações não se limita ao aprendizado teórico; deve-se buscar pessoas com experiências únicas que podem enriquecer as histórias.
Criatividade e Estranheza nas Histórias
- A discussão destaca que elementos estranhos e inusitados são essenciais para criar narrativas envolventes, sugerindo que os escritores devem aproveitar suas redes de contatos para explorar ideias criativas.
- É feita uma comparação entre pesquisar online sobre temas macabros e consultar especialistas, enfatizando a importância da interação humana no processo criativo.
Sistemas Mágicos na Narrativa
Tipos de Sistemas Mágicos
- A conversa se volta para sistemas mágicos, discutindo como eles podem enriquecer mundos fictícios. Autores têm diferentes abordagens: alguns preferem sistemas rígidos (hard magic), enquanto outros optam por sistemas mais flexíveis (soft magic).
- Brandon Sanderson menciona que a magia deve ser vista como uma ferramenta narrativa. Diferentes tipos de magia evocam emoções distintas nos leitores e influenciam o desenvolvimento da história.
Equilíbrio entre Ciência e Fantasia
- Sanderson compartilha sua formação científica e como isso influencia sua escrita. Ele busca equilibrar elementos científicos com narrativas épicas, mas reconhece que isso pode reduzir o senso de maravilha associado à magia.
- Ele discute os custos associados ao uso da magia em suas histórias, mencionando exemplos clássicos como "O Pata do Macaco", onde o uso imprudente da magia resulta em consequências terríveis.
Comparação entre Sistemas Mágicos
- Sanderson compara sistemas mágicos duros e suaves usando Tolkien como referência. Enquanto Tolkien tem regras claras sobre seu sistema mágico, ele também utiliza elementos misteriosos que geram tensão na narrativa.
- O autor observa que muitos escritores assumem erroneamente que devem seguir seu estilo específico ao criar sistemas mágicos. Ele encoraja a experimentação com diferentes abordagens até encontrar aquela que melhor se adapta à história sendo contada.
Reações dos Leitores aos Sistemas Mágicos
Diversidade nas Preferências dos Leitores
- Há uma variedade nas reações dos leitores em relação aos sistemas mágicos elaborados. Alguns apreciam inovações complexas enquanto outros preferem narrativas mais simples sem regras rígidas.
- Sanderson conclui ressaltando a importância da liberdade criativa na escrita, incentivando autores a explorarem diferentes estilos sem se limitarem às expectativas do público ou das tendências atuais.
Discussão sobre Sistemas de Magia em Fantasia
A Perspectiva de Gandalf e Sauron
- Gandalf, ao enfrentar 100.000 orcs em Moria, não utiliza magia poderosa, mas sim sua espada Glamdring, lutando lado a lado com Boromir e Aragorn. Isso demonstra que a sabedoria e coragem são mais importantes do que grandes feitiços.
- Mesmo Sauron, o grande vilão da história, é derrotado por um homem comum com uma espada. Isso sugere que a verdadeira força pode vir de ações humanas simples e não necessariamente de magia.
Crítica aos Sistemas de Magia Elaborados
- O autor expressa ceticismo em relação à magia como apresentada em obras como Harry Potter, considerando-a uma "ciência falsa". Ele acredita que sistemas mágicos elaborados podem ser perigosos e incertos.
- Embora reconheça que alguns leitores apreciem sistemas complexos de magia, ele afirma que essa abordagem não ressoa com ele pessoalmente. Cada leitor tem suas preferências quando se trata de histórias e sistemas mágicos.
A Visão Pessoal da Autora Rebecca
- Rebecca compartilha sua visão sobre sistemas mágicos orgânicos, onde a linha entre realidade e magia é tênue. Para ela, a magia deve refletir as experiências vividas dos personagens.
- Em sua série ambientada na nação Navajo pós-apocalíptica, ela enfatiza que a cultura local molda o sistema mágico apresentado nas histórias.
Trauma e Magia
- Rebecca menciona que muitos elementos mágicos em suas histórias estão enraizados no trauma dos personagens. Essa conexão entre trauma e habilidade mágica oferece profundidade emocional às narrativas.
- Ela observa que seus personagens interagem com a natureza de maneira simbiótica; isso reflete uma relação íntima entre humanos e o mundo natural.
Reflexões sobre Conhecimento Mágico
- Ryan elogia a abordagem de Rebecca ao usar magia como ferramenta para explorar traumas nos personagens. Ele destaca a importância do craft na escrita.
- Ryan discute como os autores podem equilibrar conhecimento mágico conhecido com mistérios não compreendidos para enriquecer o mundo da fantasia. Ele argumenta que um pouco de conhecimento pode ser perigoso se mal interpretado.
- A conversa aborda exemplos literários onde os personagens acreditam entender completamente a magia apenas para descobrir suas limitações; isso reflete temas mais amplos sobre ciência e compreensão humana no contexto da fantasia.
Dichotomia e Construção de Mundos na Fantasia
A Importância da Interação entre Personagens e Magia
- A construção de mundos é um tema central em discussões sobre fantasia, mas não é o único fator que atrai os leitores.
- O interesse pela magia se relaciona diretamente com seu impacto nos personagens e nas temáticas abordadas na narrativa.
- A configuração do mundo é considerada menos importante do que a profundidade dos personagens; uma história pode ser boa mesmo com um cenário fraco.
- Os leitores permanecem engajados devido à conexão emocional com os personagens, não apenas por sistemas mágicos complexos.
- Um exemplo notável é "A Guerra dos Tronos", onde a impotência dos personagens frente à magia cria tensão e complexidade.
Reflexões sobre Magia e Religião
- A exploração das diferentes formas de magia revela como elas afetam as pessoas, refletindo temas históricos e filosóficos.
- As profecias em histórias muitas vezes são mal interpretadas, levando a consequências inesperadas para os personagens.
- Discussões sobre religião dentro da fantasia levantam questões sobre a presença de divindades e suas influências no mundo criado.
- Uma experiência pessoal do autor revela como questionamentos infantis sobre figuras míticas podem levar a reflexões mais profundas sobre crenças.
Consistência Interna da Magia
- É crucial que os escritores compreendam as regras da magia em seus mundos; inconsistências podem frustrar os leitores.
- A relação entre tecnologia avançada e magia sugere que ambas podem ser indistinguíveis dependendo do contexto apresentado ao leitor.
- Escritores devem evitar soluções fáceis ou inconsistentes quando se trata de resolver problemas através da magia; isso prejudica a narrativa.
- O conceito de "magia ruim" refere-se à falta de confiabilidade em sistemas mágicos mal construídos, o que pode desviar o foco da história principal.
Evolução do Gênero Fantástico
- As últimas décadas têm sido um período emocionante para fãs de fantasia, refletindo mudanças significativas no gênero.
Discussão sobre a Evolução das Adaptações de Fantasia Épica
Mudanças nas Expectativas de Adaptação
- A trilogia "O Senhor dos Anéis" e adaptações como "Game of Thrones" trouxeram a fantasia épica para o mainstream, levantando questões sobre os padrões de adaptação.
- O autor menciona sua experiência em Hollywood ao apresentar "Black Sun", destacando que as perguntas mais frequentes giravam em torno do romance entre os personagens principais.
- Observa-se uma tendência crescente de misturar fantasia épica com elementos românticos, o que pode diluir as diretrizes tradicionais de construção de mundos.
Gêneros Mistos e Novas Tendências
- O autor cita obras como "The Tainted Cup", que combina fantasia épica com mistério criminal, refletindo uma mistura de gêneros na literatura contemporânea.
- Há um feedback indicando que o público está se afastando da fantasia épica tradicional, preferindo narrativas mais curtas e diretas devido à diminuição da atenção.
Impacto das Séries na Indústria
- A série "Game of Thrones" é vista como um divisor de águas para a fantasia, mas também trouxe desafios ao criar expectativas irreais para novas produções.
- O autor critica a pressão da indústria cinematográfica para replicar sucessos anteriores como Harry Potter ou Game of Thrones, resultando em adaptações mal executadas.
Diversidade e Novas Vozes na Fantasia
- Após um período focado em vozes diversas na fantasia, atualmente há uma ênfase no romance dentro do gênero, levando a uma nova era criativa.
- O autor reflete sobre tendências passadas e atuais, mencionando movimentos como distopias juvenis e fantasias aconchegantes.
A Essência das Boas Histórias
- As boas histórias são atemporais; mesmo durante mudanças nos gêneros populares, narrativas bem construídas continuam a encontrar seu público.
- Um editor famoso declarou que livros sobre vampiros estavam mortos antes do sucesso inesperado de "Twilight", ressaltando que escrever histórias autênticas é fundamental.
Desafios e Triunfos na Carreira de Escritor
Reflexões sobre a carreira
- O palestrante menciona que teve várias falhas em sua carreira, mas ainda acredita que há tempo para reverter situações difíceis.
- Ele critica conselhos comuns no setor editorial, como evitar capas amarelas, destacando a irracionalidade de tais afirmações.
- A importância de escrever sobre o que se ama é enfatizada; ele encoraja os escritores a criarem histórias que desejam ler.
A realidade da publicação
- O palestrante observa que mesmo com muitos escritores tentando publicar, apenas uma pequena fração consegue sucesso comercial.
- Ele compartilha sua experiência pessoal de escrever uma trilogia antes de enviá-la para publicação, ressaltando a dificuldade do processo.
Encontrando seu próprio caminho
- O autor discute a importância de cada escritor encontrar seu próprio método criativo e como isso pode variar entre indivíduos.
- Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas ao longo da carreira, ele destaca as recompensas emocionais e sociais da profissão.
Inclusão e diversidade na literatura
- Uma discussão surge sobre a predominância masculina e branca na fantasia épica, dificultando vozes marginalizadas e femininas.
- Robin compartilha suas experiências iniciais no setor editorial e como ela superou barreiras para ser publicada.
Quebrando regras na indústria literária
- Robin fala sobre como desafiou normas ao enviar um conto para uma antologia, resultando em reconhecimento inesperado.
- Ela enfatiza que não existe um único caminho para o sucesso; persistência e criatividade são essenciais.
Como Manter a Criatividade e a Autenticidade na Escrita?
A Importância de Escrever Regularmente
- O conselho clichê de "sentar e escrever" é fundamental; sem uma história, não se pode avançar como autor.
- A experiência pessoal do autor com o nascimento da filha destaca a dificuldade de equilibrar prazos e vida familiar, revelando um desejo intenso de continuar escrevendo.
- O autor expressa que parar de escrever pode levar à estagnação; é crucial manter-se ativo na escrita para evitar perder o impulso criativo.
Tendências no Mercado Editorial
- Há um risco em tentar replicar sucessos como "Game of Thrones"; isso pode desviar os escritores de suas histórias autênticas.
- O mercado editorial é influenciado por tendências rápidas, mas perseguir essas modas resulta em trabalhos menos originais e mais genéricos.
- Um editor sugeriu ao autor que ele escrevesse algo semelhante a "Game of Thrones", mas ele defendeu sua própria voz única.
A Necessidade de Autenticidade
- Escrever sobre o que realmente importa para você evita frustração e burnout; a paixão pelo tema é essencial para concluir projetos.
- Não há garantias no sucesso literário; cada escritor deve encontrar seu próprio caminho, sendo consistente na prática da escrita.
Tempo e Paciência no Processo Criativo
- O processo tradicional de publicação pode levar até 18 meses; portanto, seguir tendências rapidamente se torna inviável.
- É vital contar uma história pessoal que ressoe com os leitores; autenticidade atrai conexões genuínas com o público.
Mudanças nas Formas de Publicação
- Novas formas de publicação, como crowdfunding e plataformas independentes, estão mudando como as histórias são apresentadas ao público.
- Ser autêntico na escrita permite que os leitores sintam a paixão do autor pela obra, criando uma experiência mais rica durante a leitura.
Autopublicação e Fantasia Épica
A Experiência de Autopublicação
- O autor menciona que, ao entrar no mundo da autopublicação em 2021, sentiu como se já tivesse passado uma década devido às mudanças rápidas no setor.
- Ele decidiu não submeter seu trabalho a editoras tradicionais, pois não queria depender do sucesso ou fracasso de outros; sua motivação era escrever e se divertir com isso.
Mudanças nas Preferências dos Leitores
- O autor percebeu que o gênero fantasia épica estava em declínio, com muitos afirmando que "a fantasia épica está morta", enquanto ele ainda desejava contar suas histórias nesse estilo.
- Ele faz uma analogia comparando sua entrada na fantasia épica à chegada de Justin Bieber na música pop, destacando a falta de novas obras nesse nicho.
Impacto da Autopublicação
- Com o tempo, novos leitores começaram a aparecer para suas obras, revelando uma lacuna no mercado editorial tradicional para novas histórias de fantasia épica.
- O autor agora possui um contrato global de impressão com uma editora, mas mantém controle sobre seus ebooks e audiolivros, mostrando como a autopublicação pode mudar o cenário literário.
Flexibilidade e Sustentabilidade Financeira
- A abordagem híbrida (autopublicação e publicação tradicional) oferece flexibilidade financeira importante para sustentar uma carreira literária.
- Ele destaca a responsabilidade adicional de cuidar da filha pequena e como isso impacta suas decisões financeiras e profissionais.
Construindo um Negócio Literário
- O autor enfatiza a necessidade de tratar a escrita como um negócio, aprendendo sobre gestão e construção de marca pessoal.
- Ele compartilha que publicou 1.5 milhões de palavras desde seu início na escrita profissional, ressaltando a dedicação necessária para ter sucesso nessa carreira.
Crowdfunding e Publicação Tradicional
Integração do Crowdfunding na Publicação
- O autor discute como o crowdfunding (ex: Kickstarter) se encaixa em sua estratégia comercial para entregar histórias de fantasia épica fora dos métodos tradicionais.
Valorização da Publicação Tradicional
- Apesar das vantagens da autopublicação, ele acredita que sempre haverá um lugar valioso para as editoras tradicionais devido à comunidade envolvida no processo editorial.
Desafios Enfrentados por Editoras Tradicionais
- Menciona disputas contratuais entre editoras (como McMillan e Amazon), que afetaram significativamente as vendas durante períodos críticos.
A Evolução da Publicação Independente
A Influência da Amazon e o Início da Publicação Independente
- O palestrante menciona que, em um determinado mês, seus livros não puderam ser comprados na Amazon, destacando a influência significativa que a plataforma já tinha sobre as editoras.
- Ele observa que amigos enfrentaram dificuldades quando suas obras não foram aceitas por grandes livrarias como a Barnes & Noble, resultando no fracasso de muitos livros.
- A publicação independente começou a ganhar força em 2010 com o crescimento do Kindle; o palestrante decidiu ter uma linha direta com seus fãs para evitar depender de empresas.
Construindo uma Carreira Independente
- O primeiro livro do palestrante foi lançado em 2015 sem financiamento coletivo; ele começou a explorar crowdfunding entre 2017 e 2019 após algumas tentativas pessoais.
- Ele reconhece que sua trajetória é única devido ao seu sucesso anterior na publicação tradicional e à construção de uma base sólida de fãs.
Vantagens do Crowdfunding e Publicação Independente
- O palestrante destaca que o crowdfunding permite aos autores não ficarem dependentes da Amazon ou das editoras tradicionais, criando novas opções para os escritores.
- A publicação independente se tornou uma opção viável para muitos autores, permitindo-lhes explorar diferentes caminhos sem as limitações das editoras tradicionais.
Novas Oportunidades para Autores Diversos
- A possibilidade de publicar independentemente oferece oportunidades para vozes marginalizadas e autores que desejam contar histórias épicas sem restrições impostas pelas editoras tradicionais.
- Essa nova abordagem permite que autores com dificuldades na publicação tradicional possam optar por modelos híbridos ou auto-publicação.
Reflexões sobre o Futuro da Publicação
- O palestrante conclui refletindo sobre as mudanças constantes no setor editorial, incluindo publicações independentes, streaming e inteligência artificial.
- Ele questiona o público sobre suas experiências com livros publicados independentemente e expressa curiosidade sobre as tendências futuras na indústria.
Publicação Independente: Desafios e Realidades
A Realidade da Publicação Independente
- O autor menciona uma convenção anual onde observa um escritor independente que, apesar de ter publicado seu livro há 10 anos, parece não ter vendido cópias. Isso ilustra a dificuldade de muitos autores independentes em alcançar o sucesso.
- Há uma percepção negativa em relação aos autores independentes nas convenções, onde as pessoas evitam contato visual com eles devido à pressão para comprar seus livros. Isso reflete a luta pela aceitação no mercado.
- O autor discute a qualidade dos livros publicados independentemente, afirmando que muitos não são bons o suficiente para serem aceitos por editoras tradicionais. Essa situação é comum tanto na publicação independente quanto na tradicional.
Desafios da Distribuição
- O autor questiona como os escritores independentes podem distribuir seus livros e quais livrarias ou distribuidores estarão dispostos a carregá-los. Ele destaca as dificuldades enfrentadas por novos autores nesse aspecto.
- Compartilha sua experiência como proprietário de uma livraria, mencionando que mesmo com um catálogo diversificado, ainda é desafiador vender livros e manter uma carreira estável como autor.
Mudanças no Cenário Literário
- O autor comenta sobre mudanças nas convenções literárias e na liberdade de expressão dos escritores. Ele observa que agora é preciso ter cuidado com o que se diz publicamente devido ao risco de "cancelamento".
- Menciona jovens autores talentosos tentando entrar no mercado editorial, mas enfrentando perguntas sobre seguidores nas redes sociais antes mesmo de suas obras serem lidas pelos editores.
A Influência da Internet
- Discute como a presença online se tornou crucial para novos autores, citando exemplos de escritores que tiveram sucesso através das redes sociais e blogs pessoais.
- Relata a história do autor John Scalzi, cuja carreira começou quando ele disponibilizou seu livro gratuitamente online. No entanto, ressalta que nem todos conseguem replicar esse sucesso.
Tendências Literárias e Autenticidade
- O autor alerta sobre seguir tendências populares sem autenticidade própria. Ele menciona o boom do horror nos anos 70 e 80 e outros gêneros que rapidamente perderam popularidade.
- Encoraja os escritores a permanecerem fiéis ao seu estilo pessoal em vez de tentar se adaptar às modas passageiras do mercado literário.
Reflexões Finais sobre Escrita
- Conclui expressando incerteza sobre conselhos para novos escritores, sugerindo que ter segurança financeira pode ser benéfico enquanto buscam desenvolver suas carreiras literárias.
A Evolução da Publicação de Livros
Mudanças na Indústria Editorial
- A autora menciona que, anteriormente, escritores publicados tradicionalmente enviavam seus livros para editoras que cuidavam de toda a parte de edição, capa e promoção.
- Atualmente, os escritores estão sendo solicitados a promover seus próprios livros e realizar tarefas que antes eram responsabilidade das editoras.
- Essa mudança levou ao crescimento da auto-publicação, pois se o editor tradicional não faz o trabalho pesado, os autores podem optar por fazê-lo sozinhos e potencialmente ganhar mais dinheiro.
O Papel das Comunidades e Eventos
- A importância de cultivar autores com uma presença online forte é destacada; blogs e podcasts são ferramentas valiosas para alcançar leitores.
- O WorldCon é mencionado como um evento significativo onde autores podem se conectar com leitores, editores e agentes. No entanto, a participação das editoras tem diminuído ao longo dos anos.
Reflexões sobre o WorldCon
- A autora compartilha sua experiência pessoal no WorldCon desde 1973, ressaltando a importância do evento para encontrar outros escritores e profissionais da indústria.
- Apesar do declínio na presença de grandes editoras no WorldCon em comparação com eventos como San Diego Comic-Con, ela ainda considera o evento especial.
Celebração do Podcast
- O painel encerra com agradecimentos aos participantes e uma celebração do quarto aniversário do podcast dedicado à fantasia épica.
- A autora expressa otimismo sobre o futuro da fantasia épica, reconhecendo seu desenvolvimento ao longo dos anos.