#953 Diário Econômico: Petróleo cai quase 5% e alivia juros globais - 04/08/2026

#953 Diário Econômico: Petróleo cai quase 5% e alivia juros globais - 04/08/2026

Resumo do Diário Econômico Picpay - 4 de agosto de 2026

Situação Atual dos Mercados

  • O petróleo caiu quase 5%, aliviando os juros globais, mas pressionou ações da Petrobras e Vale, limitando o Ibovespa.
  • A produção industrial no Brasil e os dados de empregos nos EUA devem influenciar as expectativas sobre atividade econômica e taxas de juros.

Reações ao Conflito no Irã

  • Os mercados mostraram melhora no apetite por risco após declarações de Donald Trump sobre negociações com o Irã, que foram classificadas como uma última oportunidade para um acordo.
  • Trump suspendeu ataques planejados, reduzindo temores imediatos de escalada no conflito.

Impacto da Queda do Petróleo

  • O preço do Brent caiu 4,73%, afastando-se da faixa de $90 por barril, o que diminuiu preocupações com a inflação energética e reduziu rendimentos dos treasuries americanos.
  • Apesar da queda do petróleo, a situação deve ser interpretada com cautela devido à negação do Irã sobre negociações diretas.

Desempenho das Bolsas

  • As bolsas em Nova York reagiram positivamente: NASDAQ subiu mais de 2% e S&P 500 avançou quase 1,5%. Além disso, o Dow Jones atingiu máxima histórica acima de 53.000 pontos.
  • Resultados positivos da Amazon e Microsoft reforçaram a percepção de crescimento na receita impulsionado por investimentos em inteligência artificial.

Cenário Brasileiro

  • O Bovespa fechou praticamente estável aos 178.000 pontos após cair até 0,68% durante o dia; a composição do índice explica essa movimentação mista entre setores tecnológicos e commodities como petróleo e minério de ferro.
  • No mercado futuro, as taxas recuaram principalmente nos vencimentos médios e longos devido ao alívio nos treasuries e na queda do petróleo; DI para janeiro/29 caiu para 13,97%.

Expectativas para Juros Futuros

  • O mercado consolidou expectativa de corte na taxa Selic em 0,25% na próxima reunião do COPOM; probabilidade implícita é próxima a 98%. Discussões agora se concentram em possíveis cortes futuros em setembro.
  • Apesar das melhorias nas expectativas inflacionárias atuais, o COPOM pode manter certa flexibilidade nas próximas reuniões devido à volatilidade externa persistente.

Câmbio e Produção Industrial

  • O dólar subiu para R$5,08 influenciado pela queda do petróleo que afeta os termos de troca brasileiros; abertura esperada entre R$5,08 e R$5,09 indica leve oscilação compatível com cenário atual.
  • Para hoje estão previstas divulgações importantes como a produção industrial brasileira referente ao mês anterior; espera-se alta sustentada pela recuperação da indústria extrativa e produção petrolífera.

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Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise do time de economistas do PicPay. No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo caiu quase 5% após sinais de negociação entre EUA e Irã, trazendo alívio aos juros globais. O Ibovespa ficou estável aos 178 mil pontos, limitado por Petrobras e Vale. O mercado consolidou expectativa de corte de 0,25 p.p. na Selic amanhã, com probabilidade de 98%. Hoje, produção industrial no Brasil e dados de emprego nos EUA testam a continuidade desse alívio. Acompanhe as principais notícias ao longo do dia no BDM News: https://picpay.onelink.me/gnhW/ppw5kkxr #DiarioEconomico #Copom #Selic #Petroleo #MercadoFinanceiro #Juros