Marxismo e a questão racial - Part. I

Marxismo e a questão racial - Part. I

Marxism and Racial Issues: An Overview

Introduction to the Topic

  • The video introduces the channel "Makaveli Teorizando," focusing on Marxism and contemporary class struggles. The first discussion centers on Marxism's contributions to combating racism, colonialism, and apartheid, questioning whether Marxism itself is racist.

Critique of Marx by Carlos Moore

  • Carlos Moore argues that Marx and Engels are fundamentally racist, claiming they supported white supremacy and ignored issues related to Africa and the Black struggle. He suggests that their focus was solely on "Aryan proletarians."
  • Moore's critique includes three main points:
  1. Lack of attention to Africa.
  1. Ignoring the fight against colonialism.
  1. Failure to address the struggles of Black people globally.

Historical Context of Marx and Engels

  • It is essential to consider the political culture during Marx and Engels' time; they lived in a period dominated by racialist ideologies that viewed society through a lens of racial struggle influenced by Darwinian theories.
  • Despite this context, both thinkers focused on class struggle rather than race as a primary societal conflict, actively opposing racial explanations for social dynamics.

Misinterpretations of Their Work

  • Critics like Moore often ignore the broader cultural context when analyzing Marx’s works, leading to misinterpretations regarding their stance on colonialism and race relations. They fail to acknowledge how these thinkers critiqued prevailing ideologies of their time while also grappling with contradictions in their views.
  • While some passages may seem ambiguous or contradictory regarding colonial perspectives, overall, both thinkers opposed colonial practices vehemently throughout their writings.

Contributions Against Colonialism

  • In "Capital," particularly Chapter 24 ("Primitive Accumulation"), Marx provides a profound critique of colonial exploitation in Africa and Asia, dismantling justifications for such actions within capitalist frameworks. This counters claims that he supported colonial endeavors.
  • The argument that they endorsed colonialism stems from selective quoting—taking statements out of context without considering their overall critical stance against imperialist ideologies. This practice is termed “the art of scissors.”

Support for Anti-Slavery Movements

  • Contrary to claims made by critics like Moore, both Marx and Engels were strong advocates for ending slavery during the American Civil War; they actively supported abolitionist efforts through various publications and campaigns aimed at preventing British intervention on behalf of slave states in America.
  • Their involvement with the First International further solidified their commitment to anti-slavery movements as part of a broader fight against oppression faced by marginalized groups globally. This historical engagement contradicts assertions about their indifference towards racial issues or support for white supremacy narratives.

Conclusion: Reevaluating Contributions

  • The video concludes with an emphasis on recognizing how Marxism has contributed significantly to anti-racist movements historically while challenging misconceptions about its founders’ positions regarding race relations amidst prevalent ideological contexts during their lifetimes. Understanding these nuances is crucial for appreciating the ongoing relevance of Marxist thought in contemporary discussions around racism and oppression today.
Video description

Um trecho com uma demolidora crítica ao colonialismo do famoso texto “Acumulação primitiva de capital”: “A descoberta das terras auríferas e argentíferas na América, o extermínio, a escravização e o soterramento da população nativa nas minas, o começo da conquista e saqueio das Índias Orientais, a transformação da África numa reserva para a caça comercial de peles-negras que caracterizam a aurora da era da produção capitalista. Esses processos idílicos constituem momentos fundamentais da acumulação primitiva. […] na Inglaterra, no fim do século XVII, esses momentos foram combinados de modo sistêmico, dando origem ao sistema colonial, ao sistema da dívida pública, ao moderno sistema tributário e ao sistema protecionista. Tais métodos, como por exemplo, o sistema colonial, baseiam-se, em parte, na violência mais brutal” - Texto completo: https://www.marxists.org/portugues/marx/1867/capital/cap24/ Sobre a cultura política e ciência na época de Marx e Engels: “Observemos agora, por linhas gerais, os paradigmas mais frequentemente usados pela cultura do tempo para abordar esses três nós teóricos e políticos. Em 1883, o mesmo ano da morte de Marx, vê a luz na Áustria um livro de Ludwig Gumplowicz que, já pelo título (a luta de raças), se contrapõe à tese da luta de classes como chave de leitura da história. Três décadas antes de Gumplowicz, na França, Arthur Gobineau publicou seu “ensaio sobre a desigualdade das raças humanas”, uma obra cujo título também fala por si só. E, nesse mesmo período, na Inglaterra, Benjamin Disraeli argumenta de modo análogo, enunciando a tese de que a raça é a “chave da história” e que “tudo é raça e não há outra verdade”, e “é somente uma coisa, o sangue”, que define e constitui uma raça” Domenico Losurdo – a luta de classes: uma história política e filosófica. Boitempo Editorial, 2015, p. 44. Para uma crítica sistemática da “obra” de Carlos Moore: - O marxismo e a questão racial: reflexões anticapitalistas sobre a obra de Carlos Moore: http://blog.esquerdaonline.com/?p=2655 Para uma crítica ao Carlos Moore de minha autoria: - Marxismo e racismo: Algumas considerações: http://makaveliteorizando.blogspot.com.br/2014/11/marxismoe-racismo-algumas-consideracoes.html Carta de Marx felicitando a nova eleição de Abram Lincoln como uma expressão da luta contra a escravidão: “”Senhor, felicitamos o povo americano pela sua reeleição por uma larga maioria. Se a palavra de ordem reservada da sua primeira eleição foi resistência ao Poder dos Escravistas [Slave Power], o grito de guerra triunfante da sua reeleição é Morte à Escravatura.”” Texto completo: http://www.revistabula.com/157-carta-de-karl-marx-para-abraham-lincoln/ Segundo Domenico Losurdo (a luta de classes: uma história política e filosófica. Boitempo Editorial, 2015, p. 79) a posição de Marx e Engels na guerra civil americana era: “Compreende-se, então, que ao eclodir a Guerra de Secessão, os dois filósofos e militantes revolucionários colocam-se resolutamente a favor da União. Desde o início das hostilidades, eles solicitam combater contra o Sul [dos EUA] uma guerra revolucionária pela abolição da escravidão negra” Captação de imagem e edição: Antonio Alves contato: anton2alves@gmail.com Texto, argumento, apresentação e roteiro: Jones Makaveli