IGREJA GLORIOSA com Angelo Bazzo | Conferência Escola Convergência 2019
Reflexões sobre a Igreja: Ideal vs. Realidade
Críticas à Igreja Atual
- Muitos têm críticas em relação à igreja que frequentam ou à igreja no Brasil, não por falta de amor a Jesus, mas pela dificuldade de encontrar comunidades que pregam a Bíblia e são abertas à presença do Espírito Santo.
- Pastores também enfrentam dificuldades ao observar a realidade da igreja, muitas vezes visualizando-a de uma forma idealizada que contrasta com o que vivenciam.
A Visão da Igreja Ideal
- O palestrante reflete sobre como pensar na relação entre a igreja ideal e a atual, mencionando influências de Erik Prince sobre essa temática.
- Ele destaca Efésios 5:25-27 para ilustrar três tempos da obra de Deus em relação à igreja: passado (Cristo amou), presente (Deus santificando) e futuro (a visão gloriosa da igreja).
A Promessa de uma Igreja Gloriosa
- Paulo descreve um futuro onde Deus apresentará uma igreja gloriosa, sem mácula ou ruga, enfatizando que essa é a visão divina para sua comunidade.
- Apesar das imperfeições atuais, o palestrante afirma que Deus tem um plano para uma igreja perfeita e sem defeitos.
O Dilema entre Ideal e Realidade
- É importante reconhecer o ideal futuro sem ignorar as realidades presentes; muitos podem se perder nesse dilema entre o que desejam ver e o que realmente existe.
- O palestrante menciona Apocalipse 2, onde Jesus critica a igreja em Éfeso por ter abandonado seu primeiro amor, mostrando um contraste com a visão gloriosa apresentada anteriormente.
Reflexão Final sobre os Desafios da Igreja
- A crítica é feita ao fato de que mesmo após décadas desde Cristo, as igrejas ainda enfrentam problemas significativos; isso revela um dilema contínuo na vida cristã.
- O palestrante conclui ressaltando que Deus está ciente dos defeitos da igreja atual e trabalha com essas realidades enquanto mantém sua promessa de uma comunidade perfeita no futuro.
Dilema da Visão Profética
O Paradoxo entre o Presente e o Futuro
- O dilema da visão profética é apresentado através de uma referência a Lucas 7:18, onde João Batista questiona se Jesus é realmente o Messias esperado.
- Os discípulos de João perguntam a Jesus se Ele é aquele que estava para vir ou se devem esperar outro, refletindo a incerteza sobre as promessas messiânicas.
- Jesus responde com evidências de Seu ministério, curando enfermos e ressuscitando mortos, reafirmando Sua identidade como Messias.
Expectativas vs. Realidade
- João Batista tinha uma expectativa clara do Messias que libertaria Israel dos opressores romanos, mas agora se encontra na prisão, questionando sua própria mensagem.
- A situação paradoxal leva João a duvidar: "Você não é o rei que eu anunciei?" Isso reflete um conflito entre suas expectativas e a realidade presente.
A Limitação das Circunstâncias Presentes
- Muitas vezes, nossas circunstâncias atuais podem nos desencorajar e fazer-nos duvidar das promessas de Deus para o futuro.
- É comum ter uma visão do que Deus quer fazer no futuro enquanto enfrentamos limitações no presente.
Maturidade Espiritual
- Maturidade espiritual envolve reconhecer o ideal (o futuro prometido por Deus) enquanto vive-se com as realidades atuais da igreja.
- Rejeitar essa visão futura em favor do presente pode levar ao fracasso espiritual; aceitar apenas a realidade atual sem esperança no futuro é imaturidade.
O Dilema do Profeta e do Pastor
- Há um contraste entre a perspectiva do profeta (que vê o futuro glorioso da igreja) e a do pastor (que lida com as necessidades imediatas).
- Sem uma visão profética, há risco de estagnação; focar apenas no presente pode matar os sonhos futuros que Deus tem para nós.
A Necessidade da Comunhão na Igreja
- Aqueles que rejeitam a igreja atual por não ser perfeita perdem oportunidades valiosas de crescimento espiritual e comunitário.
- A ideia de viver isoladamente em busca de uma "igreja ideal" é contraproducente; todos precisamos uns dos outros dentro da comunidade cristã.
Conclusão sobre Visões Proféticas
- Não devemos abandonar nossa visão profética só porque estamos vivendo realidades difíceis. É essencial manter viva a esperança nas promessas divinas enquanto lidamos com os desafios presentes.
A Importância do Desconforto na Jornada Espiritual
Abraçando o Desconforto
- A jornada espiritual exige que abracemos o desconforto, reconhecendo que somos peregrinos e não devemos nos acomodar na realidade atual.
- Assim como Abraão viveu em tendas, devemos estar prontos para desmontar e montar nossas vidas conforme Deus se movimenta, evitando a institucionalização e petrificação da fé.
O Processo de Andar
- O ato de andar traz insegurança; é um processo contínuo de perder e recuperar equilíbrio. Permanecer parado não é uma opção viável para quem busca crescimento espiritual.
- Para ser uma igreja que caminha com Deus, precisamos aceitar o desconforto do processo. A maturidade está em ter um ideal como visão enquanto lidamos com a realidade presente.
Frustração entre Ideal e Realidade
- Existe um espaço perigoso entre a igreja idealizada e a realidade atual, onde muitos vivem frustrados por não se comprometerem nem com o presente nem com o futuro.
- Essa frustração pode levar à estagnação espiritual, pois as pessoas ficam presas sem trabalhar pelo futuro ou se entregarem ao presente.
Expectativas de Deus
- A ideia de que podemos frustrar Deus é equivocada; Ele conhece nosso futuro e tem expectativas baseadas no Seu poder, não nas nossas limitações humanas.
- Maria exemplifica isso: ela não poderia gerar Jesus pela própria vontade, mas sua aceitação da vontade divina permitiu a encarnação do Verbo.
Motivação Espiritual
- Manipular as pessoas para que sigam o ideal divino não é eficaz; motivação deve vir da liberdade em Cristo, não do medo ou condenação.
- É importante parar de representar Deus como frustrado com Sua igreja; Ele tem um plano glorioso para nós apesar das imperfeições atuais.
A Natureza da Igreja: Posição vs. Experiência
Doutrinas Confusas
- Há confusão sobre a natureza da igreja devido à mistura entre doutrinas sobre posição (quem somos em Cristo) e experiência (como vivemos essa posição).
Santidade da Igreja
- A santidade da igreja é tanto uma posição quanto uma experiência. Mesmo quando imperfeita, ela permanece santa porque foi separada para Deus através de Cristo.
A Santificação e a Experiência da Igreja
A Necessidade de Santificação
- Todos os santos precisam passar pela transformação e santificação, uma obra que é realizada por Deus através de Cristo.
- A posição da igreja como amada por Deus fundamenta a experiência de santificação; não se trata de se tornar santo para ser aceito, mas sim buscar a santificação porque já somos santos em Cristo.
Compreendendo o Relacionamento com Deus
- O relacionamento com Deus não deve ser visto como uma escadaria que precisamos subir; ao contrário, somos unidos a Cristo e transformados a partir dessa união.
- É importante reconhecer que, apesar dos erros na igreja, todos são amados por Deus. Criticar os erros não significa negar o amor divino.
O Olhar de Deus sobre Nossos Erros
- Ignorar os erros não implica que a igreja perde o amor de Deus; as cartas do Apocalipse mostram que Ele observa nossas falhas.
- Assim como chamou Abraão e Gideão em suas imperfeições, Deus nos vê além do pecado e nos chama à santidade.
Desafios Enfrentados pela Igreja Hoje
- Há um problema atual onde muitos pararam de sonhar com uma igreja melhor ou gloriosa, vivendo apenas no presente sem visão futura.
- É crucial entender que a realidade atual da igreja é a matéria-prima para sua glória futura; devemos nos envolver ativamente no processo.
Esperança e Engajamento na Comunidade
- A transformação da igreja gloriosa requer um processo contínuo; cada dia conta na construção desse futuro desejado.
- Aqueles inclinados ao profético devem encher as pessoas de esperança sobre o futuro. Não devemos desvalorizar quem vive no presente, pois ambos são essenciais para construir o amanhã.