ANALOGIA DO ENTE | Metafísica #12
Analogia
Visão geral da seção: Nesta seção, o professor explica a noção de analogia e como ela é usada para predicar as coisas.
O que é analogia?
- Analogia é o modo de predictabilidade segundo a qual o certo predicado pode se atribui a distinto sujeitos em parte no mesmo sentido e em parte.
- A analogia é uma maneira intermediária entre conceitos unívocos (que têm sempre o mesmo sentido) e conceitos equívocos (que têm sentidos diferentes).
- A analogia é a maneira intermediária de predicar das coisas, ou seja, de atribuir qualidades às coisas aos quentes de tal maneira que não fique nem na universidade nem na equivocidade.
Palavras e noções
- Existem palavras unívocas (com o mesmo sentido), palavras equívocas (com sentidos diferentes) e palavras análogas (com sentidos parecidos mas não iguais).
- Já as noções são todas unívocas ou análogas, mas nunca equívocas. As noções devem ser verdadeiras no único sentido unívoco ou verdadeiras no sentido análogo.
Tipos de analogias
- Existem duas classes básicas de analogias:
- Analogia de atribuição - está na semelhança absoluta ou das formas.
- Analogia de proporcionalidade - é a relação de semelhanças entre as coisas.
Conclusão
Visão geral da seção: Nesta seção, o professor conclui sua explicação sobre analogia e destaca a importância dessa noção na filosofia.
- A analogia é importante porque permite predicar das coisas de maneira intermediária entre conceitos unívocos e equívocos.
- Ela também é útil para comparar relações e entender melhor as proporções entre elas.
- Por fim, o professor destaca que a analogia é uma noção fundamental na filosofia e que seu estudo pode ajudar a compreender melhor diversos conceitos filosóficos.
Analogia de Atribuição e Proporcionalidade
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a analogia de atribuição e proporcionalidade. Ele explica as diferenças entre a analogia de atribuição intrínseca e extrínseca, bem como a analogia de proporcionalidade própria e metafórica.
Analogia de Atribuição Intrínseca
- O palestrante dá exemplos da analogia de atribuição intrínseca, que é realizada intrinsecamente em todos os análogos.
- Ele usa o exemplo do espinho para explicar que a característica espinhal pode ser encontrada tanto no espinho quanto na pena.
- O palestrante também usa o exemplo da causa eficiente para mostrar que Deus é a causa eficiente do mundo, enquanto ele é a causa eficiente do banquinho que acabou de fazer.
Analogia de Atribuição Extrínseca
- O palestrante discute a analogia de atribuição extrínseca, usando o exemplo da palavra "santo". Ele explica como podemos usar essa palavra para descrever uma pessoa, um livro ou um lugar sagrado.
- Ele enfatiza que há uma distinção entre santidade intrínseca (como em santo Antônio) e santidade metafórica (como em um livro sagrado).
Analogia de Proporcionalidade
- O palestrante explica a analogia de proporcionalidade usando o exemplo da vista e do ouvido. Ele mostra como a vista está para as cores assim como o ouvido está para os sons.
- Ele enfatiza que essa é uma analogia de proporcionalidade própria, pois cada objeto tem sua própria relação com as cores e os sons.
Analogia e conceito análogo
Visão geral da seção: Nesta seção, o professor explica a importância da analogia na filosofia e como o conceito de ente é análogo.
A importância da analogia na filosofia
- A analogia é uma ferramenta importante para entender as relações entre diferentes coisas.
- As analogias são metafóricas e ajudam a caracterizar conceitos análogos.
O conceito de ente é análogo
- O conceito de ente não pode ser unívoco, pois não prescinde das suas diferenças intrínsecas.
- Se a noção de entes fosse genérica, tudo seria a mesma coisa e defenderíamos o monismo.
- O conceito de ente também não pode ser equívoco, pois isso levaria à desordem intelectual e moral.
- Aristóteles foi o primeiro a ensinar que o ente é um conceito análogo, ou seja, não pode ser um gênero ou uma espécie.
A linguagem das semelhanças
- A linguagem das semelhanças é usada para expressar ideias por meio de analogias.
- Jesus utilizou muitas analogias no Novo Testamento para explicar o Reino dos Céus.
- Sem a analogia, não há conhecimento de Deus na teologia natural.