CEMIG l ND 2.9 l Aula 03 l Instalações Básicas de Redes Compactas
Introdução ao Canal e Objetivo da Videoaula
Apresentação do Canal
- O apresentador, Tom, dá as boas-vindas aos espectadores e expressa satisfação com a visibilidade do canal.
- Ele menciona que está realizando um intensivão para ajudar os alunos a se prepararem para a prova da SEMIG marcada para 12 de junho.
Estrutura das Videoaulas
- Tom explica que optou por gravar sobre a norma ND 2.9 antes de abordar a ND 2.7, visando uma sequência mais proveitosa nos estudos.
- A videoaula foca nas instalações básicas de redes compactas (RDP), esclarecendo que RDP e rede de distribuição protegida são sinônimos.
Características da Rede de Distribuição Protegida (RDP)
Definição e Componentes
- A RDP é composta por cabos cobertos instalados em espaçadores, operando com tensões primárias entre 7.900 V e 13.800 V.
- O sistema trifásico é descrito como defasado em 120°, explicando o cálculo das tensões.
Limitações da RDP
- A RDP não deve ser instalada em áreas com poluição pesada ou muito pesada, conforme normas ABNT e IEC.
- Tom destaca que a rede Space Cable é uma norma norte-americana, ressaltando a importância das normas internacionais em relação às brasileiras.
Impacto da Poluição na RDP
Problemas Causados pela Poluição
- A poluição pode comprometer o isolamento dos condutores, tornando materiais isolantes em condutivos devido à contaminação.
- Isso pode resultar em curtos-circuitos e pontos quentes na rede elétrica.
Manutenção dos Condutores na Rede Compacta
Diretrizes para Manutenção
- Os condutores devem ser mantidos cobertos e suspensos por espaçadores para evitar tração excessiva.
- O cabo mensageiro suporta o peso dos condutores energizados, garantindo segurança estrutural.
Identificação dos Espaçadores
- Os espaçadores são conhecidos localmente como "cavalo marinho" devido ao seu formato específico utilizado na Bahia.
Questões sobre o Sistema de Distribuição
Perguntas Frequentes
Sistema de Distribuição e Aterramento
Importância do Neutro no Sistema de Distribuição
- O sistema de distribuição deve ter um neutro contínuo, multi e solidamente aterrado, interligado à malha da subestação.
- Em redes de média tensão, o neutro não está presente, mas é necessário aterrar o neutro na rede secundária isolada.
Características dos Cabos Cobertos
- Cabos cobertos possuem uma cobertura protetora de material polimérico para reduzir a corrente de fuga em caso de contato acidental com objetos aterrados.
- O cabo XLPE (termofixo) não é isolante em tensões elevadas (7900 V), mas sim protegido para evitar correntes indesejadas.
Função do Cabo Coberto
- O cabo coberto visa a redução da corrente de fuga, não a sua completa isolação. É importante entender que ele ajuda a minimizar riscos sem eliminar completamente as possibilidades.
- A capa polimérica também reduz distâncias entre condutores, permitindo um espaçamento menor na rede compacta.
Estruturas e Acessórios na Rede Compacta
Espaçadores e Separadores
- O espaçador losangular ou cavalo marinho sustenta e separa os cabos cobertos ao longo do vão entre postes, mantendo o isolamento elétrico.
- O separador vertical tem função similar ao espaçador, sustentando os cabos na rede compacta enquanto mantém o isolamento elétrico.
Braços Suporte
- O braço suporte tipo L é uma ferragem presa ao poste que sustenta o cabo mensageiro da rede compacta. Ele pode ser feito tanto de metal quanto material polimérico.
Suporte Tipo C e Braços de Ancoragem
Suporte Tipo C
- O suporte Tipo C é uma ferragem em formato de "C" que serve para ancorar as fases da rede elétrica, permitindo a formação de ângulos e curvaturas nos cabos.
- O braço suporte J é diferente do L; ele é longo e utilizado para afastar a rede das edificações, evitando perturbações na rede sobre residências.
Braço Suporte J
- O braço tipo J é feito de metal e tem como função distanciar a rede elétrica das casas, especialmente em circuitos com alta tensão (13.800 V).
- A instalação do braço tipo J é uma providência técnica importante para garantir a segurança, evitando que fios energizados fiquem sobre as residências.
Cabo Mensageiro e Proteção da Rede Compacta
Cabo Mensageiro
- O cabo mensageiro sustenta espaçadores e separadores, além de oferecer proteção elétrica e mecânica à rede compacta.
- Este cabo pode ser aterrado, o que ajuda a evitar perturbações elétricas caso haja um problema na rede.
Função do Cabo Mensageiro
- Ele suporta o peso da rede, prevenindo quedas ou rompimentos nas conexões dos condutores.
Braços Anti Balanço e Estruturas Complementares
Braço Anti Balanço
- O braço anti balanço é um acessório polimérico que reduz vibrações mecânicas nas redes compactas.
- Deve ser instalado preso ao poste, não no meio do vão entre os postes.
Estribos e Anéis de Amarração
- O estribo complementa o braço suporte L, ajudando na sustentação dos espaçadores.
- O anel de amarração é feito de material elastomérico e serve para fixar cabos cobertos ao espaçador.
Suportes Diversos: Z e Cantoneira Reta
Suporte Z
- O suporte Z tem formato de "Z" e promove pequenos afastamentos na estrutura da rede elétrica.
Cantoneira Reta
Estruturas de Ancoragem e Afastamentos em Redes Elétricas
Estrutura Três e Estrutura 33
- O apresentador menciona a estrutura Três, que é uma forma comum de ancoragem em redes elétricas. Ele destaca que essa estrutura não deve ser confundida com um "fim de rede".
- É explicado que a estrutura 33 não pode ser chamada de fim de rede, pois continua a se estender, desafiando a ideia errônea de que termina ali.
Grampo de Ancoragem
- O grampo de ancoragem é introduzido como um acessório essencial para encabeçamento de cabos cobertos. O apresentador enfatiza sua importância na segurança das instalações.
- Destaca-se o uso do grampo com cunhas poliméricas, que são isoladas e utilizadas especificamente para encabeçar cabos cobertos.
Afastamento Mínimo Horizontal e Vertical
Afastamento Vertical
- O apresentador discute os afastamentos verticais mínimos necessários entre condutores de média tensão (MT) e baixa tensão (BT), especialmente em relação a sacadas.
- Para MT, o afastamento mínimo do piso da sacada deve ser 1 metro; já para BT, esse valor sobe para 5 metros.
Afastamento Horizontal
- Em relação ao afastamento horizontal entre condutores e sacadas, o mínimo exigido é 1,5 metros para MT e 1,20 metros para BT. Isso garante segurança nas instalações elétricas.
- O apresentador esclarece que as medidas devem ser tomadas da extremidade da sacada até os condutores mais próximos, evitando ambiguidades nas medições.
Considerações Finais sobre Segurança
- Quando o poste está acima da sacada, as distâncias mínimas aumentam: pelo menos 3 metros para MT e 2,5 metros para BT são recomendados por questões de segurança.
Importância da Didática e Apoio ao Canal
Contribuições para o Canal
- O apresentador menciona a qualidade de sua didática, destacando que é considerada a melhor por seus inscritos.
- Ele sugere que, caso alguém queira ajudar, pode contribuir através do canal "Canal do Tom" ou via PIX.
Instalação de Para-raios em Redes Elétricas
Transição de Rede
- É necessário instalar para-raios sempre que houver uma transição de rede de distribuição aérea convencional (RDA) para uma rede compacta ou protegida (RDP).
Localização dos Para-raios
- Os para-raios devem ser instalados nas primeiras estruturas da RDP após o cruzamento entre as redes.
- A instalação deve ocorrer na RDA e não na rede convencional; cada fase requer um para-raio.
Estruturas e Necessidades de Aterramento
Estruturas da Rede Protegida
- Após o cruzamento, os postes devem ser aterrados conforme a necessidade; dois conjuntos podem ser necessários dependendo da situação.
Interseções e Aterramentos
- O aterramento deve ocorrer logo após o ponto de interseção das redes, garantindo proteção adequada.
Aplicação Normativa dos Para-raios
Finais de Rede
- Para-raios também devem ser aplicados nos finais das redes, mesmo em redes protegidas.
Natureza das Redes
- Quando as redes envolvidas são da mesma natureza (nua ou protegida), não se aplica a instalação de para-raios se não houver um fim claro na rede.
Cruzamentos e Conexões em Redes Elétricas
Fly Tap e Estruturas Seguras
- O conceito de "Fly Tap" é introduzido como uma solução segura para cruzamentos sem necessidade de postes em esquinas.
Condições para Não Aplicação dos Para-raios
Cruzamento de Redes: RDP e RDA
Conceitos Básicos sobre RDP e RDA
- O objetivo da RDP (Rede Protegida) é permitir o cruzamento aéreo, ou seja, a conexão entre a rede nua e a rede protegida.
- A transição da Rede Convencional para a Rede Protegida envolve a conversão de trechos específicos, utilizando cabos compactos para facilitar o cruzamento.
- Para realizar o cruzamento, é necessário transformar partes terminais da rede convencional em RDP, mantendo as estruturas adequadas.
Estruturas de Transição
- A estrutura de transição é crucial para converter a RDA em uma RDP; são necessárias medidas específicas para garantir essa mudança.
- Os conjuntos de para-raios devem ser instalados nas estruturas de transição que recebem as mudanças das redes.
Distâncias e Normas
- A distância entre os espaçadores deve ser considerada ao longo do vão; isso garante que os condutores sejam corretamente posicionados.
- É importante observar as normas que especificam distâncias mínimas (12 m), especialmente na instalação dos espaçadores.
Instalação de Espaçadores
Critérios para Instalação
- Espaçadores devem ser instalados em intervalos regulares (aproximadamente 12 m antes e após estruturas com braço Tipo C ou Cruzeta).
- Após encabeçar a rede, um intervalo adicional de 12 m deve ser respeitado antes da colocação do primeiro espaçador losangular.
Intervalos Adicionais
- Após o primeiro espaçador, outros devem ser colocados em intervalos de 7 a 10 m ao longo do vão.
- As condições anteriores devem sempre ser obedecidas durante todo o processo de instalação dos espaçadores.
Posicionamento dos Condutores
Identificação das Fases
- O posicionamento correto dos condutores fase B no espaçador losangular deve seguir normas específicas; fase B fica sempre na parte inferior.
- A identificação correta das fases depende da fixação no poste e do fechamento do cabo mensageiro; isso ajuda na determinação da posição correta.
Considerações Finais sobre Instalação
Fases e Aterramento Temporário
Estruturas de Fase
- As fases são organizadas em uma sequência específica: fase A no topo, fase C no meio e fase B na parte inferior. Essa disposição é crucial para evitar curtos-circuitos.
- O aterramento temporário deve ser realizado a cada 160 metros aproximadamente, conforme as normas de segurança.
Conectores e Estruturas
- Utiliza-se o conector de derivação tipo Cunha com estribo em estruturas abertas (CE2, CE3, CE4 e CEJ2).
- O aterramento temporário é um procedimento transitório que ocorre após a desenergização da rede, seguindo as regras de segurança estabelecidas pela NR10.
Procedimentos de Aterramento
- Após abrir o circuito e bloquear com um corte visível, realiza-se o teste para garantir a ausência de tensão antes do aterramento.
- As estruturas utilizadas para aterramento temporário incluem CE2, CE3, CE4 e CEJ2, além das estruturas com cruzeta.
Redes Compactas e Protegidas
- Em redes compactas com cabos semi-isolados (como XLPE), o aterramento pode ser comprometido devido à condução acidental de energia.
- Para redes nuas, os conectores podem ser diretamente travados na rede para realizar as conexões necessárias ao aterramento.
Manutenção e Instalação
- É importante planejar a instalação dos pontos de aterramento durante a montagem da rede para facilitar futuras manutenções.
- Os pontos de conexão devem estar pré-instalados a cada 160 metros para garantir acessibilidade durante serviços futuros.
Instalação dos Espaçadores em Subestações
Estruturas Pórtico
- As estruturas em subestações são conhecidas como pórticos ou psicos; elas suportam conexões essenciais para a operação da subestação.
Instalação dos Espaçadores
- A instalação dos espaçadores autotravantes deve ocorrer nos primeiros 200 metros a partir do pórtico da subestação.
- O espaçador autotravante é projetado para travar automaticamente os condutores durante sua instalação.
Considerações sobre Distâncias
Uso de Espaçadores com Anéis em Linhas de Transmissão
Introdução ao uso de espaçadores
- O apresentador discute a instalação de espaçadores com anéis nos primeiros 200 metros a partir do pórtico da subestação, enfatizando que o método utilizado para travar o condutor será através desses anéis.
Distâncias e Intercalamento dos Espaçadores
- Após os primeiros 12 metros, um espaçador é colocado, seguido por outro após 1 metro. A distância entre os espaçadores subsequentes deve ser respeitada entre 7 a 10 metros.
- O apresentador menciona que não se utiliza mais frequentemente esses espaçadores com anéis devido ao custo elevado, sugerindo que é mais viável usar espaçadores autotravantes.
Regras Gerais para Instalação
- Ao sair da subestação, deve-se sempre respeitar uma distância inicial de 12 metros para colocar o primeiro espaçador. Se for um espaçador autotravante, a distância entre eles pode ser reduzida para 7 a 10 metros.
Considerações Finais sobre o Material
- O apresentador conclui que após os primeiros 200 metros, os espaçadores podem ser intercalados normalmente na mesma faixa de distância (7 a 10 metros).
Encerramento e Interação com o Público