Como garantir uma cidade para todos?

Como garantir uma cidade para todos?

Fundação Vale: Planejamento Urbano e Participação

Importância do Planejamento Urbano

  • O planejamento urbano é essencial para o desenvolvimento de cidades justas e igualitárias, promovendo a gestão pública permanente através de planos diretores.
  • Um plano diretor deve ser um processo participativo que envolve todos os moradores, incluindo aqueles de áreas privilegiadas, para que conheçam as realidades das periferias.
  • A conscientização sobre as condições de vida nas periferias é crucial; muitos não têm conhecimento da realidade dos pobres que trabalham nas áreas centrais.

Desigualdade Urbana

  • A cidade é percebida como boa para poucos e ruim para muitos; a transformação dessa realidade começa com o reconhecimento das desigualdades existentes.
  • O planejamento urbano atual prioriza o lucro em vez da qualidade de vida, resultando em uma valorização excessiva da terra e exclusão social.

Direito à Cidade

  • O direito à cidade vai além da moradia; inclui acesso a serviços essenciais como educação, cultura e oportunidades de trabalho.
  • Para combater a especulação imobiliária e promover inclusão social, é necessário diversificar os centros urbanos e garantir acesso equitativo aos recursos.

Experiências Internacionais

  • Exemplos canadenses mostram que habitação social pode incluir diversas etnias e níveis de renda no mesmo bairro, promovendo integração social.
  • Novas formas de urbanidade estão sendo experimentadas em sociedades mais democráticas, buscando criar cidades inclusivas.

Mobilização Comunitária

  • A construção coletiva do espaço urbano requer um entendimento compartilhado do território como um bem comum que todos devem cuidar.
  • Viver em comunidade implica aprender a colaborar e se mobilizar por objetivos comuns, fortalecendo laços sociais entre os moradores.

A Importância da Coletividade na Moradia

Desafios Financeiros e Soluções Coletivas

  • O custo financeiro de viver no centro da cidade é elevado, levando a comunidade a buscar soluções coletivas para habitação.
  • A cooperação entre os moradores é essencial; famílias se organizam para cuidar das crianças enquanto outras trabalham, promovendo um ambiente de suporte mútuo.

Construção de Comunidade e Segurança

  • A experiência vivida em comunidades carentes traz uma perspectiva sobre insegurança; o trabalho coletivo ajuda a mitigar esses medos.
  • O princípio do respeito ao espaço alheio é fundamental; cada morador tem seus limites respeitados, promovendo harmonia.

Educação e Responsabilidade Compartilhada

  • As mães se revezam para levar as crianças à escola, criando um sistema colaborativo que facilita o acesso à educação.
  • Uma comissão foi formada para identificar vagas escolares e postos de saúde, reforçando a responsabilidade coletiva sobre as crianças da comunidade.

Gestão Participativa nas Obras

  • A participação dos moradores na gestão das obras é crucial; muitas construções são realizadas por empreiteiras com reclamações frequentes sobre qualidade.
  • Assembleias semanais permitem que os moradores discutam o andamento das obras e identifiquem entraves, garantindo transparência no processo.

Direito à Propriedade e Função Social

  • Os moradores buscam garantir seu direito à propriedade sem comprometer o acesso de outros brasileiros à moradia digna.
  • O conceito de concessão de direito real de uso permite que os moradores tenham segurança habitacional sem poder vender ou alugar suas propriedades.

Função Social da Propriedade

  • A luta pela moradia está ligada ao cumprimento da função social do solo urbano, conforme estabelecido na Constituição de 1988.
  • A propriedade deve atender às necessidades coletivas; não é apenas um direito individual, mas também implica obrigações sociais.

Mobilidade Urbana e Igualdade

Oportunidades e Acessibilidade

  • A discussão gira em torno da importância de uma mobilidade urbana que seja acessível a todos, promovendo igualdade na cidade.
  • A ideia central é que a mobilidade deve ser um direito, permitindo que todos tenham acesso às oportunidades disponíveis na cidade.
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Uma cidade para todos só pode ser feita quando todos os moradores, especialmente os de maior renda, conhecem a realidade dos menos favorecidos. Quando o poder público percebe que quanto maior for a diferença entre os bairros, maior será a violência social. A cidade tem que ser de todos. E todos têm que pensar nela como de todos também. Cidade é coletividade. É mistura. Mas essa mistura ainda incomoda a grande parte da população. O documentário apresenta uma forma mais democrática do direito à moradia que é a Concessão de direito real de uso, que permite o uso da habitação, mas não a venda. E, ao final, traz o conceito da Função Social da Propriedade, ainda desconhecido pela maior parte da população.