28. Como Deus nos liberta da escravidão do pecado (Rm 6.15-18)

28. Como Deus nos liberta da escravidão do pecado (Rm 6.15-18)

Romanos 6:15-18 e a Graça de Deus

A Liberdade da Lei

  • O apóstolo Paulo discute a relação entre pecado, lei e graça, afirmando que não devemos pecar por estarmos sob a graça e não mais sob a lei.
  • É feita uma oração pedindo iluminação do Espírito Santo para compreender as palavras de Deus reveladas através de Paulo.

Estrutura da Carta aos Romanos

  • A carta é dividida em partes: perdição da humanidade (capítulos 1-3), salvação pela fé (capítulos 3 até 5), santificação (capítulos 6-8), escatologia (capítulos 9-11) e temas práticos para a igreja (capítulos 12-15).

Pergunta Retórica de Paulo

  • Paulo utiliza perguntas retóricas para antecipar reações do público, especialmente dos judeus, sobre sua afirmação de que o pecado não terá domínio sobre eles.

Reação Judaica à Graça

  • A declaração de que os cristãos não estão mais sob a lei provoca estranhamento nos judeus, que viam a lei como essencial para a salvação.
  • Os judeus poderiam questionar se essa liberdade da lei significava permissividade ao pecado.

Significado da Lei e Graça

  • É importante entender o que significa viver sob a lei versus viver sob a graça. A lei foi dada por Deus através de Moisés e inclui ordenanças civis, cerimoniais e morais.

A Lei de Deus e a Consciência Humana

A Necessidade de Satisfazer os Deuses

  • A busca por viver à altura dos padrões impostos leva as pessoas a tentarem apaziguar os deuses, evidenciando a presença universal da religião e códigos éticos entre todos os povos.

A Lei de Deus no Coração

  • Segundo Paulo em Romanos 1, a lei de Deus está gravada no coração das pessoas, indicando que mesmo aqueles considerados bárbaros têm uma consciência do bem e do mal.

Transgressão da Lei

  • Todos são transgressores da lei divina; não há um justo sequer. Tanto a lei escrita quanto a interna colocam toda a humanidade sob o pecado.

Impossibilidade de Salvação pela Lei

  • Ninguém pode ser salvo apenas pela observância da lei. O homem sempre se vê como um transgressor, falhando em cumprir as demandas divinas.

Esforço Pessoal e Condenação

  • Tentar agradar a Deus através do esforço pessoal coloca o indivíduo sob a lei, resultando em condenação e escravidão ao pecado (634s).

Viver Sob Graça

Definição de Graça

  • Estar sob graça significa receber gratuitamente o perdão e aceitação de Deus, sem exigir obras humanas para tal (692s).

Justificação Gratuita

  • A justificação é oferecida por meio de Jesus Cristo, que cumpriu todas as exigências da lei. Isso permite que Deus justifique pecadores sem condições (762s).

Dependência Total de Deus

  • Viver na graça implica reconhecer que não podemos agradar a Deus por nossos próprios méritos; devemos depender totalmente d'Ele para salvação e santificação.

Reações à Mensagem da Graça

Preocupações dos Judeus

  • A ideia de salvação gratuita pode causar estranhamento entre judeus acostumados com leis rigorosas; isso levanta questões sobre permissividade ao pecado (846s).

Resposta à Objeção sobre Pecado

Aspectos da Escravidão no Tempo de Paulo

Contexto Histórico da Escravidão

  • A escravidão era comum no Império Romano, com um terço da população de Corinto sendo composta por escravos.
  • As pessoas se tornavam escravas de forma forçada (prisioneiros de guerra, comprados ou filhos de escravos) ou voluntariamente, buscando melhores condições de vida do que a mendicância.
  • A opção pela escravidão voluntária era uma alternativa para os pobres, oferecendo abrigo e comida em troca de trabalho.

Dinâmica da Escravidão Voluntária

  • Algumas pessoas se vendiam como escravas para pagar dívidas; havia casos em que os escravos eram bem tratados e se tornavam parte da família do patrão.
  • No Antigo Testamento, existia uma lei que permitia ao patrão furar a orelha do escravo que desejasse permanecer com ele após ser libertado, simbolizando a escolha voluntária.

Exclusividade na Relação Patrão-Escravo

  • Uma vez que alguém se tornava escravo, pertencia exclusivamente ao seu dono e não podia servir a outro patrão.
  • Essa exclusividade é comparada à liberdade moderna onde uma pessoa pode ter múltiplos empregos; o escravo romano dedicava todo seu tempo ao seu único patrão.

Aplicação Espiritual nas Cartas de Paulo

  • Jesus Cristo mencionou que ninguém pode servir a dois senhores, refletindo essa característica do sistema de escravidão.
  • Paulo argumenta que oferecer-se ao pecado como patrão impede a dedicação a Deus; o pecado resulta em morte espiritual.

Escolhas entre Pecado e Justiça

  • Se alguém se oferece a Deus como servo, terá sua vida dedicada a Ele e receberá vida eterna em troca.

A Natureza da Obediência e do Pecado

A Ação de Oferecer-se ao Pecado

  • O verbo "oferecer" implica uma ação voluntária, onde a pessoa se coloca à disposição do pecado, desejando ser seu escravo.
  • O resultado dessa entrega é a morte, que é comparada a um contracheque que o pecado paga no final do mês.

Contraste entre Pecado e Obediência

  • Paulo destaca o contraste entre se oferecer ao pecado, que resulta em morte, e se oferecer à obediência, que traz justiça.
  • A essência do pecado é a desobediência consciente às leis de Deus; essa escolha não é feita inocentemente.

Mudança de Senhor: De Escravos do Pecado a Servos de Deus

  • Paulo expressa gratidão por aqueles que antes eram escravos do pecado agora serem servos de Deus.
  • Essa mudança ocorre quando os crentes obedecem de coração à doutrina que receberam.

Compreendendo a Doutrina como Moldura

  • Paulo explica que os crentes foram entregues a uma forma ou molde da doutrina, representando o evangelho.
  • O evangelho ensina sobre a condição humana como pecadora e como Deus justifica através de Cristo.

A Imagem da Tipografia na Transformação Espiritual

  • A palavra "forma" (tipos em grego) sugere um molde que ajusta o coração das pessoas à doutrina cristã.
  • Assim como letras são impressas em papel, Deus molda os corações dos crentes segundo sua verdade revelada.

Entrega Divina: Uma Mudança Radical

  • Paulo enfatiza que foi Deus quem entregou os crentes ao evangelho, contrastando com sua entrega anterior aos desejos malignos.

A Soberania de Deus e a Responsabilidade Humana

A Entrega ao Evangelho

  • Deus não entrega o homem a si mesmo, mas à doutrina do evangelho, que transforma o coração.
  • Paulo destaca que, apesar de sermos escravos do pecado, recebemos a capacidade de obedecer de coração ao evangelho.

Soberania e Responsabilidade

  • A relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana gera confusão em novos crentes; é importante entender como essas duas verdades coexistem na salvação.
  • Deus não pergunta se queremos ser entregues à doutrina; Ele nos entrega soberanamente ao evangelho, que muda nossos corações.

Reação à Entrega Divina

  • A resposta à entrega divina é uma obediência voluntária e alegre ao evangelho, reconhecendo a misericórdia de Deus.
  • Na oração e santificação, devemos agir sabendo que Deus já decretou tudo antes da fundação do mundo.

Harmonia entre as Verdades

  • É nosso dever viver em santidade e fazer escolhas corretas enquanto reconhecemos que Deus já nos transformou.
  • Separar soberania divina e responsabilidade humana pode levar a extremos teológicos: hiper-calvinismo ou um deus dependente das decisões humanas.

Aplicações Práticas

  • Devemos manter unidas as verdades da soberania de Deus e nossa responsabilidade; isso nos ajuda na prática diária da fé.
  • Fomos libertados do pecado pela doutrina do evangelho, respondendo com obediência às demandas divinas.
  • A passagem bíblica ajuda a entender que tanto querer quanto realizar vêm de Deus; devemos desenvolver nossa salvação com temor.

Conclusão sobre Obediência

  • Ao orar ou obedecer, estamos cooperando com a ação divina; nossas ações não são separadas da soberania de Deus.

Conselhos sobre a Vida Espiritual

Ação e Não Paralisação

  • É importante não ficar paralisado na busca por entender a vontade de Deus. Algumas pessoas podem surtar ao tentar compreender tudo, mas é essencial agir.

O Que Deus Quer de Nós

  • Deus já revelou o que deseja: oração, evangelismo e santidade. Ao cumprir esses mandamentos, Ele estará presente em nossas vidas.

A Graça de Deus em Tempos de Tentação

  • Quando tentado a pecar, não busque forças em si mesmo; isso pode levar à queda sob a lei. Em vez disso, recorra à graça de Deus.
  • A graça é fundamental desde o início até o fim da vida cristã. Em Cristo, já somos perdoados e libertos do domínio do pecado.

Identidade como Servo de Deus

  • Como servos de Deus, não devemos atender às demandas do pecado. Nossa lealdade agora pertence a Deus, e temos autoridade para dizer "não" ao pecado.
  • Mesmo quando falhamos ou caímos em pecado, isso não nos desqualifica como servos de Deus. O arrependimento e o reconhecimento dos erros são sinais da nossa identidade em Cristo.

A Gravidade do Pecado

  • O pecado nunca deve ser considerado irrelevante ou pequeno. Todos os pecados quebram a mesma lei divina e têm consequências sérias.
  • O salário do pecado é a morte; essa é a consequência final que enfrentamos se continuarmos no erro.

Reflexão Pessoal e Responsabilidade

  • É crucial examinar nosso coração à luz da Palavra de Deus. A pregação deve servir como um espelho para refletirmos sobre nossas vidas.
  • Após ouvir a mensagem, devemos tomar decisões conscientes sobre nossa vida espiritual; ignorar isso seria tão inútil quanto olhar no espelho sem fazer nada para corrigir as imperfeições visíveis.

Compromisso com Deus

A Liberdade em Cristo e a Oração

A Busca pela Santidade

  • O orador enfatiza a importância de buscar a Deus, pedindo ajuda para viver como um servo livre do pecado. Ele sugere que essa busca deve ser feita em oração, seja sozinho ou com a família.
  • A motivação para viver uma vida santa não deve vir da força própria, mas sim da promessa de Deus contida na sua palavra.

A Resposta de Deus à Oração

  • É afirmado que se alguém fizer essa busca sincera, Deus ouvirá suas orações e abençoará sua vida.
  • O orador expressa gratidão por não sermos deixados sozinhos, mas guiados pela doutrina e pelo evangelho de Jesus Cristo.

Misericórdia e Compaixão Divina

  • Há um reconhecimento da misericórdia eterna de Deus, mesmo quando as pessoas falham. Ele se compadece dos fracos e os trata como filhos.
  • Um pedido é feito para que aqueles que se sentem escravizados pelo pecado possam entender a liberdade gloriosa oferecida aos filhos de Deus.

Experienciando a Liberdade

  • O orador ora pelos que estão sendo tentados, pedindo ajuda divina para olhar para a cruz e ressurreição como fonte de força.
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Aprofunde seus estudos e viva a fé bíblica no seu dia-a-dia! Acesse: https://www.vivendoasescrituras.com.br/?&sck=youtube ----- Paulo mostra de que maneira os perdidos que foram justificados pela fé em Cristo experimentam aqui nesse mundo uma vida livre do domínio do pecado e como servos de Deus Este vídeo pertence a uma série de exposições no livro de Romanos. Assista à série completa em: bit.ly/3obCPI0 ----- Acompanhe minhas redes sociais: Facebook - https://bit.ly/fb-augustus-nicodemus Instagram - https://bit.ly/ig-augustus-nicodemus Twitter - https://bit.ly/tw-augustus-nicodemus Tenha piedade - #AugustusNicodemus