Sermão  -  João 2.13-25  - Rev. Renato Sousa (12/11/17)

Sermão - João 2.13-25 - Rev. Renato Sousa (12/11/17)

João 2: A Purificação do Templo e a Identidade de Jesus

A Purificação do Templo

  • Jesus subiu a Jerusalém para a Páscoa e encontrou comerciantes no templo, vendendo bois, ovelhas e pombas.
  • Ele expulsou os vendedores e cambistas, afirmando que não se deve transformar a casa de seu Pai em um mercado.
  • Os discípulos lembraram-se da escritura que diz: "O zelo pela tua casa me consumirá".

O Sinal de Jesus

  • Os judeus questionaram Jesus sobre qual sinal ele mostraria para justificar suas ações.
  • Jesus respondeu que destruiria o santuário e o reconstruiria em três dias, referindo-se ao seu corpo.

A Natureza Divina de Jesus

  • Após sua ressurreição, os discípulos entenderam as palavras de Jesus e creram na Escritura.
  • O pregador compara a identidade oculta de Superman com a revelação da verdadeira natureza divina de Cristo aos seus seguidores.

A Missão de Jesus entre os Homens

  • Assim como Superman viveu entre humanos sem revelar sua verdadeira identidade, Jesus assumiu nossa natureza humana sem pecado.
  • Durante seu ministério, muitos reconheceram sua divindade através das suas ações e ensinamentos.

O Propósito do Evangelho de João

  • O apóstolo João escreveu seu evangelho para revelar a verdadeira identidade de Cristo como Deus-homem.
  • É importante perceber os atributos divinos em Cristo, como onipotência e onisciência.

Contexto da Festa da Páscoa

  • Os eventos ocorreram durante a festa da Páscoa em Jerusalém, onde judeus se reuniam para adorar.
  • A Páscoa era uma celebração significativa que recordava a redenção dos israelitas do Egito.

Compreendendo a Libertação da Páscoa

A Celebração da Páscoa e o Contexto de Jesus

  • A celebração da Páscoa é um momento significativo, especialmente para Jesus, que morre durante essa festividade. O evento é marcado por três ocasiões em que a festa é comemorada.
  • No contexto da Páscoa, Jerusalém está repleta de pessoas de diversas partes do mundo. Durante essa festa, Jesus manifesta sua glória e divindade através de sua autoridade e conhecimento.

A Autoridade de Jesus no Templo

  • Ao chegar ao templo, que era o centro da religião judaica, Jesus observa um comércio intenso acontecendo no local sagrado onde as pessoas deveriam adorar a Deus.
  • O templo possuía um complexo com um prédio central e pátios ao redor. O que deveria ser um espaço sagrado estava sendo transformado em um mercado.

Comércio no Templo: Necessidade ou Profanação?

  • Animais como ovelhas e pombas eram vendidos para sacrifícios, pois muitos peregrinos não podiam trazer seus próprios animais devido à distância.
  • Os cambistas trocavam moedas para facilitar as ofertas dos peregrinos. Embora prático, o comércio no templo era inadequado devido à santidade do local.

A Indignação de Jesus

  • O problema não era o comércio em si, mas sim seu local: o templo. Este lugar sagrado deveria ser reservado para adoração e oração.
  • Hoje, os cristãos podem adorar em qualquer lugar; porém, na época de Jesus, o templo representava a habitação divina entre os homens.

A Repreensão do Comércio Sagrado

  • O templo simbolizava Cristo e a igreja; portanto, seu uso indevido gerou indignação em Jesus. Ele expulsa os comerciantes com zelo pela casa de Deus.
  • Ao ver a profanação do espaço sagrado, Jesus faz um chicote e derruba mesas dos cambistas. Ele enfatiza que aquele lugar não deve ser usado como mercado.

Cumprimento das Escrituras

  • Os discípulos lembram-se das escrituras sobre o zelo pela casa de Deus quando veem as ações de Jesus contra os comerciantes no templo.
  • As autoridades judaicas pedem explicações sobre suas ações; isso reflete uma busca por sinais diante da indignação manifestada por Cristo.

A Autoridade de Jesus no Templo

Questionamento dos Administradores

  • Os administradores e judeus questionam Jesus sobre a autoridade com que ele realiza suas ações, pedindo um sinal que comprove sua legitimidade.
  • A pergunta surge porque Jesus desmantela práticas estabelecidas há anos, gerando necessidade de explicação por parte dos líderes religiosos.

Resposta de Jesus

  • Jesus responde ao pedido de um sinal mencionando a destruição do templo e sua reconstrução em três dias, o que confunde os ouvintes.
  • Ele fala da autoridade divina como Filho de Deus, enfatizando que suas ações são respaldadas pela divindade.

Interpretação do Sinal

  • O versículo 19 revela a intenção simbólica: "destruir esse santuário", referindo-se à sua própria morte e ressurreição.
  • Os judeus não compreendem a profundidade da afirmação, considerando impossível reconstruir o templo físico em tão pouco tempo.

Revelação do Apóstolo João

  • João esclarece que Jesus se referia ao seu corpo como o verdadeiro templo, antecipando sua ressurreição após a crucificação.
  • Essa purificação do templo físico simboliza uma nova era onde Cristo é o mediador entre Deus e os homens.

Significado Espiritual do Templo

  • O templo representa a presença de Deus entre o povo; Cristo é identificado como Emmanuel ("Deus conosco").
  • A adoração agora ocorre através de Jesus, sendo ele o único caminho para acessar Deus (João 14:6).

Sacrifício e Mediação

  • No Novo Testamento, as ofertas são feitas por meio de Cristo; ele é tanto sacerdote quanto sacrifício perfeito para expiação dos pecados.
  • A obra redentora de Cristo supera os rituais cerimoniais antigos, oferecendo uma solução definitiva para a humanidade.

Conclusão sobre a Autoridade de Cristo

  • Com autoridade divina, Jesus purifica o templo físico, apontando para si mesmo como o verdadeiro templo e cumprimento das promessas.

A Autoridade de Jesus como o Verdadeiro Templo

A Compreensão dos Discípulos

  • Jesus se refere ao templo, indicando que Ele mesmo é o verdadeiro templo e possui toda a autoridade para realizar suas ações.
  • Os discípulos não entenderam imediatamente as palavras de Jesus; somente após sua ressurreição eles compreenderam a profundidade do que foi dito.
  • Após a ressurreição, os discípulos lembraram-se das palavras de Jesus e creram na Escritura, reconhecendo que Ele se referia a si mesmo e não ao prédio físico.

O Princípio da Compreensão Espiritual

  • A compreensão da palavra de Deus pode ocorrer muito tempo depois de ouvir; isso é exemplificado pela experiência dos discípulos que só entenderam três anos depois.
  • A palavra de Deus é comparada a uma semente que parece estar morta até que as condições certas (chuva) permitam seu crescimento.

Analogias Agrícolas

  • Agricultores plantavam sementes esperando pela chuva no final do ano; isso ilustra como a palavra de Deus pode parecer inativa antes de frutificar.
  • Durante períodos secos, as sementes permanecem no solo sem aparentar vida, mas com o tempo e as condições adequadas, elas germinam.

Esperança na Evangelização

  • Essa analogia traz esperança para aqueles que ensinam ou evangelizam: mesmo quando não há resultados imediatos, devemos manter nossa fé na eficácia da palavra de Deus.
  • É comum desanimar quando os esforços parecem infrutíferos; no entanto, devemos continuar firmes em nosso trabalho espiritual.

Testemunhos Pessoais

  • O orador compartilha experiências pessoais sobre evangelização onde inicialmente não viu progresso, mas posteriormente testemunhou conversões significativas.
  • Um exemplo inclui uma jovem amiga do orador que decidiu ir à igreja meses após um período inicial sem interesse aparente.
  • Outro caso envolveu uma irmã durante um encontro evangelístico; enquanto um grupo não se converteu, outra pessoa presente aceitou Cristo.

Essas experiências ressaltam a importância da persistência na pregação e ensino da palavra de Deus.

A Importância da Perseverança na Fé

Ação de Deus e a Necessidade de Pregação

  • A obra de Deus é realizada no tempo certo, independentemente das dificuldades que enfrentamos. Ele transforma corações duros em corações sensíveis, removendo a incredulidade com fé.
  • É essencial continuar ensinando e evangelizando, mesmo quando não vemos resultados imediatos nas vidas dos filhos ou alunos. A perseverança é fundamental.
  • O exemplo do ladrão na cruz ilustra que nunca devemos desistir; mesmo no último instante, Deus pode salvar aqueles que se voltam para Ele.

Compreensão e Meditação nas Escrituras

  • Às vezes, a compreensão da Palavra de Deus vem em momentos inesperados. É importante meditar sobre as escrituras para aprofundar essa compreensão.
  • Meditar na Palavra é um estímulo necessário; muitas vezes lemos sem entender completamente. Repetir a leitura ajuda na reflexão e entendimento.

Práticas de Meditação

  • A meditação deve ser uma prática séria; purificar o coração das preocupações mundanas é crucial para focar nas escrituras.
  • Preparar-se para meditar envolve encontrar um local apropriado e manter uma posição reverente para evitar distrações.

Passos para uma Meditação Eficaz

  • Pedir a Deus por concentração e iluminação antes de começar a ler as escrituras é um passo importante na prática da meditação.
  • Escolher versículos relevantes à sua situação atual ajuda a aplicar as verdades bíblicas à vida pessoal, promovendo conforto e esperança.

Aplicação Pessoal das Verdades Bíblicas

  • Despertar afeições como amor, gratidão e zelo durante a meditação enriquece nossa relação com Deus.
  • Transformar resoluções em ações firmes após aplicar as verdades bíblicas ao coração fortalece nosso compromisso espiritual.

Reflexões sobre a Fé e a Compreensão da Palavra de Deus

A Importância das Promessas de Deus

  • O orador enfatiza que, a partir de agora, deve-se focar nas promessas de Deus e na riqueza espiritual que se tem em Cristo.
  • Destaca a importância da meditação nas Escrituras, afirmando que isso fortalece a fé através do trabalho do Espírito Santo.

Meditação e Compreensão

  • Menciona um livro sobre teologia puritana que aborda a prática da meditação, sugerindo que é essencial para o fortalecimento da fé.
  • Aponta que é necessário reservar tempo para estudar a palavra de Deus em meio à vida agitada.

A Natureza da Fé

  • Afirma que a compreensão da palavra pode ocorrer após a leitura ou audição, não necessariamente no momento imediato.
  • Explica que os discípulos só fortaleceram sua fé após entenderem as palavras de Jesus com o auxílio do Espírito Santo.

Estudo e Evangelização

  • Encoraja os ouvintes a buscarem mais conhecimento sobre as doutrinas bíblicas e conversarem com pastores para esclarecer dúvidas.
  • Na evangelização, é crucial ser lógico e coerente ao transmitir o evangelho para facilitar a compreensão.

Emoções vs. Razão na Pregação

  • Critica práticas em cultos onde apelos emocionais são feitos sem uma base sólida na palavra de Deus.
  • Defende que sentimentos devem ser despertados através da correta compreensão do evangelho.

Conclusão sobre Jesus como o Filho de Deus

  • O orador conclui mencionando quem é Jesus: o eterno Filho de Deus e verdadeiro templo, ressaltando seu papel como sacrifício pelos pecados.
  • Refere-se à força inabalável de Cristo, contrastando-o com super-heróis fictícios que têm fraquezas.

O Herói da Redenção

A Natureza de Cristo

  • Cristo é descrito como "plenamente homem e plenamente Deus", enfatizando sua dualidade divina e humana.
  • Ele é reconhecido como "todo poderoso" que vive e reina sobre tudo e todos, destacando sua soberania.
  • A afirmação de que ele "veio a este mundo" sublinha a encarnação de Cristo, mostrando seu sacrifício por humanidade.

Sacrifício e Vitória

  • O discurso menciona que Cristo morreu na cruz "por mim por você", ressaltando o aspecto pessoal da redenção.
  • É afirmado que ele destruiu os inimigos, incluindo o pecado e Satanás, simbolizando a vitória sobre as forças do mal.
  • A menção à vitória sobre a morte sugere uma esperança de vida eterna para os crentes.

Promessa de Salvação

  • O texto conclui com a promessa de que Cristo nos dará algo em troca de sua redenção, insinuando bênçãos futuras para aqueles que creem.
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