A IA mais comentada da semana.
Prefeitura do Rio e o Modelo de IA: Um Escândalo Revelado
Introdução ao Caso
- A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou um modelo de IA chamado "Rio 3.5 Open 397B", que gerou grande repercussão nas redes sociais, com o prefeito afirmando que o Brasil se tornaria uma referência mundial em tecnologia.
- O escândalo começou quando a comunidade descobriu que o modelo tinha ligações com outros modelos chineses, levantando questões sobre sua originalidade e credibilidade.
Detalhes Técnicos do Modelo
- O modelo "Rio 3.5" foi postado no Hugging Face pela empresa Iplan Rio, apresentando 397 bilhões de parâmetros e uma janela de contexto de 1 milhão de tokens, semelhante aos maiores modelos globais.
- Benchmarking indicou que o "Rio 3.5" superava versões mais antigas do GPT e outros modelos conhecidos, causando alvoroço na comunidade tecnológica.
Descobertas Surpreendentes
- Pesquisadores internacionais descobriram que cerca de 65% do modelo era baseado no Next N2 Pro da empresa chinesa Nexti, enquanto 45% correspondia ao Queen 3.5 da Alibaba, sem atribuição adequada nos créditos originais.
- A IA revelou sua verdadeira identidade durante testes, confirmando ser essencialmente uma versão modificada dos modelos mencionados anteriormente, expondo a falta de transparência da prefeitura.
Implicações Legais e Éticas
- O uso não creditado dos pesos dos modelos levanta questões éticas sobre a prática conhecida como "model merging", onde pesquisadores combinam características de diferentes modelos para criar novos sistemas sem violar leis.
- A Nexti expressou descontentamento pela falta de atribuição ao seu trabalho, enfatizando a importância da citação na comunidade open source para manter a colaboração saudável entre desenvolvedores.
Repercussões e Reflexões Finais
- Após as revelações, houve uma edição silenciosa das informações sobre o modelo no Hugging Face para incluir detalhes sobre o merge realizado; Iplan Rio alegou ter carregado acidentalmente o modelo errado inicialmente.
- O episódio destaca um paradoxo: em vez de demonstrar soberania tecnológica brasileira, expôs dependências ocultas e práticas questionáveis dentro da administração pública em relação à inovação tecnológica.