Ep.01 da série ECONOMIA BRASILEIRA : 1492 – 1808 – Brasil de Portugal (English subtitles available)

Ep.01 da série ECONOMIA BRASILEIRA : 1492 – 1808 – Brasil de Portugal (English subtitles available)

Exploração e Comércio Marítimo

Visão Geral da Seção: Neste trecho, são abordados os desafios enfrentados pelos europeus em busca de especiarias do Oriente, a importância das especiarias na Europa, a associação entre riqueza e expansão territorial, e a centralização do comércio no Mediterrâneo.

Desafios na Busca por Especiarias

  • Os europeus viam as especiarias do Oriente como fonte de riqueza equivalente ao petróleo atual.
  • As especiarias melhoravam a qualidade dos alimentos na Europa, sendo altamente valorizadas.

Associação entre Riqueza e Expansão Territorial

  • A ideia de que a riqueza estava ligada à expansão territorial era difundida.
  • Potências buscavam reunir recursos para atividades de conquista.

Centralização do Comércio no Mediterrâneo

  • O comércio era dominado por genoveses e venezianos no Mediterrâneo.
  • Portugal investiu na caravela para explorar novas rotas comerciais pelo Atlântico.

Descobertas Geográficas e Tratados

Visão Geral da Seção: Este trecho explora as tentativas de alcançar as Índias pelo Atlântico, os tratados estabelecidos entre Portugal e Espanha, além das descobertas geográficas significativas.

Tentativas de Alcançar as Índias

  • Portugueses exploraram a Costa Oeste da África com as caravelas.
  • Cristóvão Colombo descobriu terras não identificadas como as Índias esperadas.

Tratados e Descobertas Geográficas

  • Tratado de Tordesilhas dividiu territórios entre portugueses e espanhóis.
  • Vasco da Gama foi o primeiro europeu a chegar às Índias.

Colonização do Brasil

Visão Geral da Seção: Aqui são discutidos os interesses econômicos de Portugal nas especiarias do Extremo Oriente, a chegada acidental ao Brasil por Pedro Álvares Cabral, e o início da colonização brasileira.

Interesses Econômicos em Especiarias

  • Portugal buscava especiarias no Extremo Oriente através das expedições marítimas.

Colonização Brasileira

  • Chegada acidental ao Brasil por Pedro Álvares Cabral em 1500.

Ciclo Econômico do Açúcar no Brasil

Visão Geral da Seção: Esta parte destaca o surgimento dos engenhos de açúcar no Brasil, o uso intensivo de mão-de-obra escrava africana na produção açucareira e o impacto econômico desse ciclo.

Surgimento dos Engenhos de Açúcar

  • Latifúndios foram divididos para plantações extensivas de cana-de-açúcar.

Impacto Econômico do Ciclo do Açúcar

Economia Colonial Brasileira

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são abordados aspectos da economia colonial brasileira, incluindo a circulação de moedas, o sistema financeiro e a influência espanhola.

Moeda e Sistema Financeiro

  • O Brasil possuía uma economia colonial dinâmica com taxa de crescimento superior à economia portuguesa. A moeda oficial era o real de Portugal, embora outras denominações como mil reis, cruzado, pataca, tustão e vintém fossem utilizadas.
  • A prata cunhada em Portugal circulava no Brasil. Locais como um mosteiro no Rio de Janeiro guardavam prata para financiar a produção de açúcar. Instituições financeiras da época recebiam dinheiro e promoviam o escambo como forma de troca.

Escambo e Desenvolvimento Econômico

  • O fiado era uma prática econômica comum no Brasil colonial, baseando-se na confiança mútua para realizar trocas sem uso frequente de moedas. Essa prática foi fundamental para a construção do capitalismo no país.
  • Com a ausência de moeda em papel, as transações eram realizadas principalmente por meio do escambo. A presença estatal era marcante no Brasil, que se tornou objeto de uma grande empresa mercantilista emergente.

Influência Espanhola e Ciclo da Cana-de-Açúcar

  • Sob domínio espanhol, o ciclo da cana atingiu seu ápice no Brasil. Enquanto isso, Inglaterra e França iniciaram colonizações na América do Norte com modelos distintos dos adotados no Brasil.
  • A colonização nos Estados Unidos diferiu significativamente da brasileira. Enquanto lá ocorreu uma colonização voltada ao povoamento replicando a sociedade inglesa avançada da época, no Brasil predominou um espírito predatório visando enriquecimento rápido.

Conclusões sobre Desenvolvimento Econômico

Visão Geral da Seção: Esta parte destaca as diferenças entre os países colonizados em termos de desenvolvimento econômico e institucional.

Desenvolvimento Econômico Comparativo

  • O Brasil nasceu como um país pobre em termos econômicos comparado aos Estados Unidos, Argentina e Austrália que receberam poucos imigrantes qualificados. Isso resultou em um modelo econômico baseado em grandes plantações com mão-de-obra barata.
  • Países como Inglaterra tinham instituições mais favoráveis ao capitalismo desde cedo. Os Estados Unidos contavam com universidades enquanto a América Espanhola possuía 30 universidades antes do Brasil criar sua primeira instituição acadêmica.

Riqueza e Sustentabilidade Econômica

  • A ideia predominante na época era que a riqueza advinha do acúmulo de metais preciosos; porém apenas acumular ouro não garantia sustentabilidade econômica a longo prazo.
  • Tornou-se evidente que apenas riqueza não sustentava a hegemonia de um país; outros fatores como desenvolvimento institucional eram essenciais para manter o poder econômico.

Instituições Favoráveis ao Capitalismo

  • A Inglaterra foi bem-sucedida na construção de instituições favoráveis ao capitalismo após eventos como a Revolução Gloriosa (1688). Essas mudanças incluíram decisões parlamentares sobre leis e criação das bases para um judiciário independente.
  • Além das reformas institucionais internas, a Inglaterra fortaleceu seu poder globalmente através leis como Navigation Acts que garantiram sua supremacia marítima.

Exploração Mineral e Alternativas Econômicas

Visão Geral da Seção: Esta parte explora as descobertas minerais no Brasil colonial e suas implicações econômicas.

Descoberta Mineral

  • Com o fim do ciclo açucareiro após a União Ibérica, houve busca por alternativas econômicas. Os bandeirantes exploraram o interior buscando ouro e diamantes até encontrarem riquezas como guaraná e castanha-do-pará.

A Ascensão do Brasil Colonial

Visão Geral da Seção: Neste trecho, são abordados aspectos econômicos e sociais do Brasil colonial, destacando a influência de Portugal e Inglaterra na economia e na sociedade brasileira.

Ouro e Alianças

  • O Tumónio teve uma vila rica com orquestra, ópera, igrejas, mercado; fase extrativista do ouro durou 50 anos.

Pacto Colonial

  • Brasil preso ao pacto colonial: produção passava por Portugal; todo ouro levado a Portugal; monopólio comercial com o Brasil.

Dependência de Portugal

  • Portugal dependente da Inglaterra; mercadorias distribuídas para outros países europeus; fundação da primeira casa da moeda em Salvador.

Crescimento Populacional e Escravidão

Visão Geral da Seção: Esta parte explora o crescimento populacional no Brasil colonial durante o século 18 e a importância da escravidão na economia brasileira.

Crescimento Populacional

  • População brasileira multiplicou por 10 durante o século 18; mais de um milhão de cativos africanos trabalhavam nas minas de ouro e diamante.

Economia Escravocrata

  • Escravidão torna-se principal atividade econômica no final do século 18 no Brasil; maior entreposto negreiro das Américas; controle do tráfico de escravos feito no Brasil.

Rio de Janeiro como Centro Econômico

Visão Geral da Seção: Aqui é discutido o papel central do Rio de Janeiro no comércio de escravos e sua transformação em centro econômico colonial.

Comércio de Escravos

  • Rio de Janeiro torna-se centro do comércio de escravos no Brasil; lucros permanecem internamente na economia colonial; cidade se torna capital após o Brasil virar vice-reino.

Impacto do Iluminismo na Economia

Visão Geral da Seção: Aborda-se a influência do Iluminismo na economia, destacando os pensadores que moldaram as bases econômicas modernas.

Iluminismo Econômico

  • Londres centro do Iluminismo renovou ciência, artes, literatura, política e filosofia; pensadores luministas moldaram ideias econômicas modernas.

Adam Smith e Capitalismo

Visão Geral da Seção: Explora-se a definição clássica de riqueza por Adam Smith e seu impacto nas bases do capitalismo moderno.

Conceito Smithiano

Visão Geral da Sociedade Brasileira no Século XVIII

Visão Geral da Seção: Neste trecho, é discutida a estrutura social brasileira no século XVIII, destacando a divisão entre a elite portuguesa e a maioria pobre e escrava da população.

Estrutura Social Brasileira

  • No Brasil do século XVIII, havia uma pequena elite portuguesa brasileira composta por proprietários de terra vinculados à metrópole, educados em Coimbra e ocupando cargos importantes na administração colonial.
  • A maioria esmagadora da população brasileira era formada por indivíduos pobres, escravizados e analfabetos, vivendo isolados. Existia também uma classe média exígua que prestava serviços para a economia agrária exportadora.
Video description

1o episódio da série 'ECONOMIA BRASILEIRA - A história contada por quem a fez' 1492 – 1808 – Brasil de Portugal Na série ‘ECONOMIA BRASILEIRA – A história contada por quem a fez’ a trajetória do Brasil é contada do ponto de vista econômico por alguns dos principais protagonistas da história recente do país. Ex-presidentes da República, ex-ministros, ex-dirigentes do Banco Central, grandes empresários, banqueiros, economistas, historiadores, jornalistas e acadêmicos relatam as aventuras e desventuras do país desde 1.492 e discutem soluções para a economia brasileira. O corte ágil, a linguagem simples, as animações gráficas e as imagens de arquivo (pinturas e obras de arte históricas, fotografias de época e imagens de telejornais), tornam a saga brasileira ainda mais interessante. Nos seus 388 primeiros anos o Brasil era escravista; na década de 1950, 50% dos brasileiros eram analfabetos; no final dos anos 1980, a inflação mensal atingiu 84% e 35% eram pobres e miseráveis. Em 2013 o Brasil era a sétima maior economia do mundo, a inflação era de 5,4%, a pobreza havia sido reduzida a 12% e o país aspirava a ser rico. “O Brasil é o país do futuro” e “agora o Brasil vai dar certo”, mantras das fases de otimismo, foram sempre seguidos de crises. O sucesso era, novamente, passageiro. EXIBIÇÃO: Canal Futura, TV Cultura e Monett ENTREVISTADOS - Abílio Diniz – Empresário - Grupo Pão de Açúcar (1959 – 2013) - Alexandre Saes - Professor de História Econômica da FEA-USP - Antônio Delfim Netto - Ministro do Planejamento (1979 – 1985), ministro da Fazenda (1967 – 1974) - Armínio Fraga - Presidente do Banco Central (1999 – 2003) - Boris Fausto – Historiador e cientista político - Décio Zylbersztajn – Economista e professor titular na FEA-USP - Dorothea Werneck - Ministra da Indústria, Comércio e Turismo (1995 – 1996), ministra do Trabalho (1989 – 1990) - Eduardo Giannetti da Fonseca – Economista e Professor do Insper - Emir Sader – Sociólogo e cientista político, professor de Sociologia da UERJ - Ernane Galvêas - Ministro da Fazenda (1980 – 1985), presidente do Banco Central (1968 – 1974 e 1979 – 1980) - Fabio Giambiagi - Especialista em Finanças Públicas - Fernando Collor de Mello - Presidente da República (1990 – 1992) - Fernando Henrique Cardoso - Presidente da República (1995 – 2003), Ministro da Fazenda (1993 – 1994) - Gustavo Franco - Presidente do Banco Central (1993 – 1999) - Gustavo Loyola - Presidente do Banco Central (1992 – 1993 e 1995 – 1997) - Henrique Meirelles - Presidente do Banco Central (2003 - 2011) - João Batista de Abreu - Ministro do Planejamento (1988 – 1990) - Jorge Caldeira – Escritor, doutor em Ciências Políticas - José Eli Da Veiga – Economista, professor da FEA-USP - José Marcio Camargo – Economista, professor da PUC-Rio. Idealizador do Bolsa- Família - José Sarney - Presidente da República (1985 – 1990) - José Serra - Governador de São Paulo (2007 – 2010), Prefeito de São Paulo (2005 – 2006), um dos responsáveis pelos capítulos de finanças públicas da Constituição de 1988 - Laurentino Gomes – Jornalista e escritor - Luciano Coutinho – Economista, Presidente do BNDES - Luiz Carlos Bresser Pereira - Min. Fazenda (1987) - Luiz Carlos Mendonça de Barros - Presidente do BNDES (1995 – 1998) - Luiz Gonzaga Belluzzo – Economista, consultor do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Maílson da Nóbrega - Min. da Fazenda (1987 – 1990) - Marcelo Neri – Economista, ex-presidente do IPEA (2012 – 2014), min. Secretaria de Assuntos Estratégicos (2013 – 2015) - Miriam Leitão – Jornalista econômica - Ozires Silva - Min. Infraestrutura (1990 – 1991), presidente da Petrobrás (1986 – 1988), presidente da Embraer (1969 – 1986) - Paul Singer – Economista, fundador do Partido dos Trabalhadores, Secretário de Planejamento do município de SP (1989 – 1992) - Pedro Malan - Ministro da Fazenda (1995 – 2002 - Pedro Parente - Ministro-chefe da Casa Civil (1999 – 2003), min. do Planejamento (1999) - Pérsio Arida - Presidente do Banco Central (jan – jun 1995), um dos idealizadores do Plano Real - Ronaldo Costa Couto - Ministro-chefe da Casa Civil (1987 – 1989), min. Interior (1985 – 1987) - Roberto Setúbal - Presidente do Banco Itaú - Roberto Teixeira da Costa - 1o Presidente da CVM - Comissão de Valores Mobiliários (1976) - Rubens Ometto – Empresário - Cosan, Raízen, Comgás - Sérgio Amaral - Min. Desenvolvimento (2001 – 2002) CULTURA MAIOR: INFORMAR PARA TRANSFORMAR A produtora transforma assuntos complexos em documentários e vídeos interessantes. A abordagem é leve e gostosa, sem se perderem a profundidade e consistência. Exibição: TV Cultura e Canal Futura Produtora: Cultura Maior Criação: Maílson da Nóbrega e Louise Sottomaior Roteiro, direção e produção-executiva: Louise Sottomaior Edição: Junae Andreazza Cor: Márcio Pasqualino Finalização: Psycho Trilha sonora: Fábio Goes Produtora de Som: UpMix