OS TRIBUNAIS CELESTIAIS: O GOVERNO DOS ANJOS (2) - O SEXTO MANDAMENTO

OS TRIBUNAIS CELESTIAIS: O GOVERNO DOS ANJOS (2) - O SEXTO MANDAMENTO

Continuando o Estudo sobre os Tribunais dos Céus e o Governo dos Anjos

Introdução ao Tema

  • A relação entre anjos e a igreja é questionada, destacando a importância dessa interação para entender o governo angelical.
  • O apóstolo Paulo menciona que as mulheres devem usar véu por causa dos anjos, sugerindo uma conexão entre autoridade e presença angelical.

Interação entre Mundos

  • A discussão se expande para como a obra de Cristo impactou não apenas a humanidade, mas também todo o universo e dimensões espirituais.
  • É enfatizado que essa influência cósmica é fundamental para compreender a extensão do governo dos anjos.

Referência Bibliográfica

  • O material base utilizado é um livro de G.H. Pember, intitulado "A Igreja, as Igrejas e os Mistérios", que aborda temas relacionados à igreja de Deus e ao governo angelical.
  • O autor Delcio Meireles traduziu partes desse livro, incluindo tópicos sobre o tribunal celestial e o governo dos anjos.

Disponibilidade do Material

  • Recomenda-se aos interessados em adquirir materiais do irmão Delcio Meireles que entrem em contato através do canal ou diretamente pelo email fornecido.
  • O material inclui uma coleção chamada "Cinco Pães e Dois Peixinhos", com obras de diversos autores eruditos além das publicações próprias de Meireles.

Texto Base para Discussão

  • Para introduzir o tema do governo dos anjos, será lido Mateus 5:21-26 na versão Almeida atualizada, estabelecendo um contexto bíblico relevante para a discussão.

A Importância da Compreensão das Escrituras

Contexto Histórico e Linguístico

  • O autor menciona a necessidade de entender o significado dos versículos, destacando que Jesus começou sua fala com "ouvistes" em vez de "lestes", indicando uma comunicação oral.
  • O uso do termo "ouvistes" reflete um fato histórico: muitos judeus, após o cativeiro babilônico, esqueceram a língua hebraica e não conseguiam mais ler as escrituras.

A Transição Linguística

  • Quando os judeus retornaram do exílio, a maioria falava aramaico, tornando o hebraico uma língua sagrada acessível apenas aos eruditos.
  • Essa situação é comparada à história da Igreja Católica, onde a Bíblia era lida em latim e o povo dependia das interpretações dos sacerdotes.

Controle do Conhecimento

  • Os escribas e fariseus detinham o controle sobre as escrituras, pois eram os únicos que podiam lê-las no original. Isso gerou uma dependência do povo em relação às suas explicações.
  • Jesus critica essa dinâmica ao afirmar que os escribas se assentaram na "cadeira de Moisés", exercendo autoridade sobre a interpretação da lei.

Manipulação da Palavra

  • O autor destaca que os escribas não forneceram traduções acessíveis para todos; ao invés disso, faziam leituras intercaladas com suas próprias observações.
  • Essa prática levou à criação de tradições paralelas que foram valorizadas como se fossem palavra de Deus.

Paralelos com a Atualidade

  • O autor traça um paralelo entre as práticas dos escribas e as atuais interpretações feitas por líderes religiosos contemporâneos.

A Importância do Estudo das Escrituras

Ferramentas para o Estudo da Bíblia

  • As escrituras no original não tinham meios de fácil acesso, mas atualmente existem muitos recursos disponíveis para a leitura e compreensão da Bíblia.
  • Há materiais em vários idiomas e comentários bíblicos que ajudam a entender as raízes das palavras, além de cursos de grego e hebraico disponíveis.
  • No passado, apenas líderes religiosos podiam traduzir as escrituras, mas hoje todos têm acesso ao conhecimento bíblico.

Contexto Histórico e Aplicação Atual

  • É importante considerar o contexto histórico das expressões de Jesus no Sermão da Montanha e aplicar esses ensinamentos à nossa realidade atual.
  • Apesar de estarmos em uma situação semelhante à do passado, não temos mais a desculpa da ignorância; devemos estudar profundamente a palavra de Deus.

Consequências da Falta de Conhecimento

  • A falta de conhecimento pode levar os fiéis a serem enganados por doutrinas falsas que não têm apoio nas escrituras ou na história da igreja.
  • Na época de Jesus, o povo dependia das interpretações dos fariseus, que distorciam as leis e dificultavam sua aplicação.

Erros nas Traduções e Interpretações

  • Muitas traduções modernas são insatisfatórias quando comparadas aos textos originais em grego e hebraico; isso corrompeu a palavra de Deus ao longo do tempo.
  • O tradutor deve ser cuidadoso, pois muitas vezes "a tradução vira traição", como mencionado por um irmão respeitado.

Responsabilidade Atual dos Fiéis

  • Hoje temos acesso direto às escrituras em nosso idioma; portanto, é nossa responsabilidade estudar com profundidade.

Divórcio e a Autoridade do Messias

A Interpretação da Lei Mosaica

  • O divórcio gerou controvérsia entre as escolas de interpretação no povo de Israel, levando à necessidade de uma explicação infalível por parte do Messias.
  • Os fariseus buscavam usurpar a autoridade sobre a interpretação da Torá, manipulando o povo para que suas tradições fossem vistas como palavra divina.

O Papel do Profeta

  • Jesus, como o Profeta por excelência, possui a autoridade para revelar os enigmas da lei que ninguém mais poderia explicar.
  • Ele assume sua autoridade Messiânica ao interpretar as escrituras e corrigir os erros dos fariseus, trazendo o povo de volta à essência original da lei.

A Explicação do Mandamento "Não Matarás"

  • Jesus não se limita a ler as escrituras; ele ensina que o mandamento "não matarás" vai além do ato físico e aborda questões espirituais.
  • A interpretação dos fariseus focava apenas na morte física, ignorando o caráter espiritual e moral do homicídio.

Compreensão Espiritual da Lei

  • Jesus destaca que o assassinato é um ato premeditado carregado de ódio, enquanto os fariseus limitavam-se à definição superficial.
  • Ele revela que a verdadeira questão está no coração das pessoas; odiar alguém já é condenável diante de Deus.

Julgamento Espiritual

  • O homicídio deve ser entendido em termos espirituais antes de qualquer julgamento humano; Deus observa tanto ações quanto intenções.

A Aplicação Espiritual da Lei

A Superioridade de Cristo

  • O pregador menciona que aquele que vem após ele é mais poderoso, referindo-se a Jesus, que batiza com o Espírito Santo e com fogo.
  • A mensagem central é que Jesus não se preocupa apenas com ações externas, mas sim com as intenções do coração humano.

A Função Transformadora da Palavra

  • A palavra de Deus deve penetrar profundamente no coração, expondo o que está oculto e promovendo uma verdadeira transformação espiritual.
  • Se a palavra não cumprir essa função transformadora, mesmo o conhecimento teológico será insuficiente para a salvação.

Compreensão da Lei

  • O entendimento correto da lei vai além do controle externo; trata-se de lidar com questões internas como ódio e má ação.
  • O apóstolo João reforça essa ideia ao afirmar que odiar um irmão é equivalente a ser assassino, destacando a essência espiritual da lei.

Interpretação dos Fariseus

  • Os fariseus distorceram o significado da lei ao focar apenas em aspectos externos, ignorando sua profundidade espiritual.
  • Eles confundiram os mandamentos divinos com leis civis, reduzindo a gravidade do pecado à mera transgressão legal.

Uso Legítimo da Lei

  • Paulo menciona em 1 Timóteo 1:7 que a lei tem utilidade para aqueles que não são justos, servindo como um guia moral na sociedade.
  • Apesar das leis civis existirem para regular condutas sociais, isso não diminui a essência espiritual contida nos mandamentos divinos.

Consequências da Interpretação Errada

  • A interpretação superficial dos fariseus levou à crença de que apenas atos físicos eram condenáveis, desconsiderando pensamentos e intenções.

O que significa "ouvistes"?

A interpretação do termo "ouvistes"

  • O uso do termo "ouvistes" por Jesus indica que o povo não possui conhecimento da palavra de Deus, mas sim das interpretações distorcidas feitas pelos escribas e fariseus.
  • As explicações distorcidas dos fariseus são apresentadas como um obstáculo ao verdadeiro entendimento da palavra de Deus, sugerindo que o povo estava desconectado da mensagem original.
  • Essas distorções não perturbavam as consciências das pessoas; no entanto, a exposição direta da palavra por Jesus traz clareza e iluminação à alma e ao espírito dos ouvintes.

A profundidade da lei

  • Embora o homicídio seja um ato exteriormente condenado, a lei atinge um sentido mais profundo que inclui até mesmo ressentimentos não expressos, mostrando que a mágoa pode evoluir para ódio.
Video description

Neste vídeo, continuamos abordando o assunto do governo dos anjos e dos tribunais celestiais; sua relação com a Igreja de Deus e com as nações; a disciplina que advêm de se ultrapassar os limites impostos por Deus ligados ao seu governo celestial. E como essa disciplina pode se dar nessa era ou estender-se até a era vindoura do Milênio. Nesse vídeo em especifico, é feito uma introdução considerando o contexto histórico ligado ao Sermão da Montanha e ao ensino do Senhor com relação ao sexto mandamento; como que a negligência para com tal ensino se liga ao assunto da disciplina de Deus sobre seus filhos desobedientes nessa vida debaixo do governo dos anjos, ou na era vindoura sob o Reino do Senhor Jesus no Milênio.