Insuficiência Cardíaca: Classificação, Diagnóstico e Fisiopatologia | Super Revisão de Cardiologia

Insuficiência Cardíaca: Classificação, Diagnóstico e Fisiopatologia | Super Revisão de Cardiologia

Introdução à Insuficiência Cardíaca

Apresentação do Professor e da Plataforma

  • Bruno Ferraz, professor de cardiologia do Estratégia Méd, introduz a aula sobre insuficiência cardíaca.
  • O Estratégia Méd é uma extensão do Estratégia Concurso, reconhecida por sua alta taxa de aprovação em concursos públicos no Brasil.
  • O curso extensivo oferece mais de 600 horas de vídeo, acesso a livros digitais e materiais atualizados com download ilimitado.

Vantagens do Curso

  • Os alunos têm autonomia para escolher o material que desejam estudar, facilitando o aprendizado durante os internatos.
  • Fórum de dúvidas ilimitado onde professores respondem diretamente às perguntas dos alunos.
  • Listas de questões personalizadas elaboradas por professores experientes após leitura dos livros.

Características do Banco de Questões

Recursos Adicionais

  • A política de satisfação permite reembolso caso o aluno não esteja satisfeito com o material oferecido.
  • O banco de questões possui mais de 150.000 questões, sendo considerado o melhor do mercado com comentários feitos por especialistas.
  • Acesso ao podcast "Cash Estratégia Mé" para aprender sobre cardiologia em diferentes momentos do dia.

Início da Aula sobre Insuficiência Cardíaca

Estrutura da Aula

  • A aula abordará definição, classificação e etiologia da insuficiência cardíaca na primeira parte; tratamento será discutido posteriormente pelo professor Juan.
  • A gravação ficará disponível na plataforma para consulta posterior pelos alunos.

Definição e Função Cardíaca

Compreendendo a Insuficiência Cardíaca

  • Insuficiência cardíaca é definida como uma síndrome que ocorre quando há falha na função diastólica ou sistólica do coração.
  • O coração deve encher-se adequadamente (diástole eficaz) antes de bombear sangue (ejeção), sendo crucial para evitar a insuficiência cardíaca.

Insuficiência Cardíaca: Epidemiologia e Classificações

Epidemiologia da Insuficiência Cardíaca

  • A insuficiência cardíaca acomete de 1 a 2% da população adulta, com prevalência elevada em idosos, chegando a 10% acima de 70 anos.
  • É a principal causa de internação hospitalar entre as cardiopatias, evidenciando sua relevância no contexto hospitalar.
  • A sobrevida após o diagnóstico é reduzida; apenas 35% dos pacientes sobrevivem cinco anos após o diagnóstico, pior do que muitos tipos de câncer.

Etiologias da Insuficiência Cardíaca

  • As principais causas incluem condições isquêmicas e hipertensivas; na região norte do Brasil, a doença de Chagas é uma causa significativa.

Classificação da Insuficiência Cardíaca

Classificação por Sintomas (NYHA)

  • NIRA I: Paciente sem sintomas durante atividades cotidianas.
  • NIRA II: Cansaço leve durante esforços cotidianos.
  • NIRA III: Cansaço significativo com pequenos esforços.
  • NIRA IV: Sintomas em repouso e incapacidade para realizar atividades sem cansaço.

Classificação por Fração de Ejeção

  • Mudanças nas diretrizes definiram frações entre 40% e 49% como "levemente reduzidas", um grupo que ainda carece de tratamentos eficazes comprovados para mortalidade.

Estágios da Doença

  • Estágio A: Paciente em risco (ex.: tabagista).
  • Estágio B: Dano ao coração já ocorrido (ex.: infarto).
  • Estágio C: Desenvolvimento de sintomas reais.
  • Estágio D: Falência cardíaca avançada, onde se considera transplante como opção terapêutica.

Fisiopatologia da Insuficiência Cardíaca

Mecanismo de Frank-Starling

  • O entendimento deste mecanismo é crucial para compreender o tratamento da insuficiência cardíaca; ele relaciona a quantidade de sangue que entra no coração à força com que ele se contrai.

Mecanismo de Frank-Starling e Insuficiência Cardíaca

O Coração como uma Cama Elástica

  • O coração é comparado a uma cama elástica, onde a distensão da fibra miocárdica influencia o poder de injeção.
  • Em pacientes hipovolêmicos, a distensão é mínima, resultando em baixa ejeção do sangue.

Curva de Frank-Starling

  • Pacientes normovolêmicos apresentam uma distensão ótima e, consequentemente, uma ejeção adequada.
  • Pacientes hipervolêmicos têm excesso de líquido que causa distensão excessiva das fibras miocárdicas, levando à perda da capacidade de injeção.

Resposta Hormonal à Hipoperfusão

  • A redução do débito cardíaco ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona (RAAS), promovendo retenção de sódio e água.
  • Barorreceptores aórticos detectam pressão baixa e ativam o sistema simpático para aumentar inotropismo e cronotropismo.

Consequências da Apoptose Miocárdica

  • A ativação contínua dos sistemas simpático e RAAS pode levar à apoptose das células miocárdicas, resultando em dano irreversível ao coração.
  • Medicações como beta-bloqueadores e antagonistas do sistema renina-angiotensina são utilizadas para prevenir remodelamento ventricular.

Fisiopatologia da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Normal

  • A insuficiência cardíaca é descrita como um "engarrafamento", onde problemas no ventrículo esquerdo levam à hipertrofia devido ao aumento da pressão arterial.
  • O átrio esquerdo aumenta para compensar a dificuldade na contração, elevando o risco de fibrilação atrial.

Congestão Pulmonar e Evolução da Doença

  • Com o tempo, a congestão se estende aos pulmões devido ao aumento da pressão venosa capilar pulmonar.
  • Essa congestão resulta em hipertensão pulmonar e sobrecarga das cavidades direitas do coração.

Hipertrofia Cardíaca e Insuficiência Cardíaca

Hipertrofia Concêntrica e Excêntrica

  • A hipertrofia concêntrica é caracterizada pelo aumento da espessura do ventrículo, enquanto a cavidade ventricular se torna menor. Se não tratada, pode evoluir para hipertrofia excêntrica, onde o coração se dilata, mas a massa do ventrículo continua aumentada.
  • Na hipertrofia excêntrica, apesar de o peso do coração ser semelhante ao da hipertrofia concêntrica, ele apresenta maior dilatação. Isso resulta em um aumento da massa do ventrículo esquerdo (VE).

Sintomas de Insuficiência Cardíaca

  • Os principais sintomas incluem cansaço progressivo e ortopneia (dificuldade para respirar ao deitar). Esses sinais são cruciais para identificar insuficiência cardíaca nas questões clínicas.
  • Despneia paroxística noturna é outro sintoma importante; o paciente acorda com falta de ar após algumas horas deitado. Além disso, tosse noturna pode ocorrer devido à congestão das paredes brônquicas.

Achados Semiológicos na Insuficiência Cardíaca

  • Na insuficiência cardíaca esquerda, os sintomas predominantes são pulmonares: cansaço aos esforços, ortopneia e despneia paroxística noturna. O paciente pode apresentar estertores e tosse relacionada à congestão pulmonar.
  • Já na insuficiência cardíaca direita, observa-se congestão sistêmica com turgência jugular, hepatomegalia e edema nos membros inferiores como principais achados clínicos.

Correlação Fisiopatológica dos Sintomas

  • A tabela apresentada relaciona eventos fisiopatológicos com seus respectivos sintomas: por exemplo, a congestão pulmonar leva a ortopneia e tosse noturna; já a congestão sistêmica está associada a turgência jugular e extremidades frias.

Diagnóstico da Insuficiência Cardíaca

  • O diagnóstico clínico não requer exames específicos; utiliza-se os critérios de Framingham que incluem critérios maiores (ex.: dispneia paroxística noturna) e menores (ex.: edema de tornozelo). É necessário ter dois critérios maiores ou um maior junto com dois menores para confirmar o diagnóstico.
  • Exames complementares como ecocardiograma são solicitados para estadiar a doença e buscar etiologias específicas; no entanto, não são essenciais para o diagnóstico inicial da insuficiência cardíaca.

Papel do BNP no Diagnóstico

  • O BNP é um marcador importante que ajuda no descarte da insuficiência cardíaca: níveis baixos indicam que não há insuficiência cardíaca presente; níveis altos aumentam a probabilidade dessa condição. Um BNP normal também descarta essa possibilidade se acompanhado por um ecocardiograma normal.

Esses pontos fornecem uma visão abrangente sobre as características clínicas da hipertrofia cardíaca e os aspectos diagnósticos relacionados à insuficiência cardíaca conforme discutido na apresentação.

Insuficiência Cardíaca: Diagnóstico e Exames

Avaliação Radiológica

  • A avaliação do tórax é crucial; se a soma das distâncias à direita e esquerda for superior a 50% da maior distância do tórax, indica cardiomegalia.
  • Sinais de congestão na radiografia incluem o infiltrado em asas de borboleta e as linhas de B de Kerley, típicas em casos de insuficiência cardíaca aguda.

Eletrocardiograma

  • O eletrocardiograma (ECG) normal é raro em pacientes com insuficiência cardíaca; atenção especial deve ser dada ao bloqueio de ramo esquerdo e direito.
  • O bloqueio de ramo esquerdo sugere necessidade de ressincronização cardíaca. Para diagnóstico, um RS largo é necessário; V1 para baixo indica bloqueio esquerdo, enquanto para cima indica direito.

Ecocardiograma

  • O ecocardiograma é essencial para todos os pacientes com insuficiência cardíaca, avaliando função ventricular, diâmetro cavitário e estado hemodinâmico.
  • Deve ser repetido sempre que houver mudança no quadro clínico do paciente.

Cateterismo Cardíaco

  • O cateterismo é indicado quando há suspeita de origem isquêmica ou em casos com dor torácica anginosa e arritmias sintomáticas.
  • Pacientes com múltiplos fatores de risco (hipertensão, diabetes, dislipidemia) têm alta probabilidade de doença arterial coronariana.

Exames Laboratoriais

  • Hemograma é fundamental; anemia agrava o prognóstico na insuficiência cardíaca.
  • Gasometria arterial deve ser realizada se houver sinais de hipoxemia. Eletrólitos são importantes para avaliar sódio e potássio; hiponatremia está associada a pior prognóstico.
  • Troponina pode ajudar no diagnóstico diferencial com síndromes coronarianas. BNP tem alto valor preditivo negativo. Função renal deve ser monitorada devido ao risco cardiorrenal.

Conclusão da Aula

  • A aula encerra enfatizando a importância dos exames diagnósticos na gestão da insuficiência cardíaca. Professor Juan dará continuidade ao tema no próximo encontro.

Recursos do Curso Extensivo

Estrutura e Acesso ao Curso

  • O curso extensivo oferece um fórum de dúvidas ilimitado, cronograma bem estruturado e salas VIP para os alunos.
  • Os alunos têm acesso a um banco de questões considerado o melhor do mercado, com várias questões comentadas e em vídeo.
  • O acesso ao conteúdo é variado, permitindo que os alunos escolham entre planos mensais ou anuais.

Métodos de Estudo Flexíveis

  • O curso permite estudar em diferentes ambientes, como bicicleta, ônibus, academia ou carro, proporcionando flexibilidade no aprendizado.
  • Inclui acesso ao "Intensivão 2022", que conta com mais de 165.000 questões cadastradas e 78.000 comentadas.

Qualidade das Questões

  • As questões são elaboradas por professores especialistas, garantindo uma abordagem profissional na resolução dos problemas.
  • O número de questões comentadas em vídeo está crescendo rapidamente, superando 51.000 vídeos disponíveis para os alunos.
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