Aviso sobre atualização do material
Visão geral da seção: O instrutor faz um aviso sobre a atualização do material do curso e explica como os alunos podem obter a versão mais recente.
- Os alunos que já compraram as apostilas devem baixar novamente o material no site da hotmart.
- Caso já tenham impresso o material anterior, eles devem imprimir as novas páginas adicionadas.
Introdução ao tema - Real Digital
Visão geral da seção: O instrutor introduz o tema do "Real Digital" e explica seu contexto histórico.
- O Banco Central está buscando implementar uma moeda digital chamada CBDC (Central Bank Digital Currency).
- Desde 1994, o Brasil superou a hiperinflação e adotou o Real como moeda física.
- Antes do Real, havia várias moedas em circulação no país.
- O Real é uma moeda física que pode ser utilizada para comprar bens e serviços no país.
Contexto histórico - Hiperinflação e poder de compra
Visão geral da seção: O instrutor explica o contexto histórico da hiperinflação no Brasil e seu impacto no poder de compra das pessoas.
- Antigamente, a inflação era muito alta, o que prejudicava o poder de compra das pessoas.
- Com a inflação, os preços das coisas subiam rapidamente, fazendo com que o dinheiro perdesse valor.
- Por exemplo, com R$100 antes da inflação, era possível comprar três ou quatro quilos de carne. Com a inflação, esse valor passaria a comprar apenas um quilo.
- O Real foi criado para combater a hiperinflação e proporcionar estabilidade econômica.
Moeda física e moeda escritural
Visão geral da seção: O instrutor explica a diferença entre moeda física e moeda escritural, além de abordar o papel do Banco Central na emissão da moeda eletrônica.
- O Real é uma moeda física que pode ser utilizada em transações comerciais.
- Ao depositar o dinheiro em um banco, ele se torna uma representação digital chamada de moeda escritural.
- A moeda escritural existe apenas em meio eletrônico e é emitida pelo Banco Central.
- Essa representação digital permite que os bancos realizem empréstimos através do multiplicador do crédito.
Sistema centralizado e confiança na moeda fiduciária
Visão geral da seção: O instrutor explora o sistema centralizado de emissão de moedas fiduciárias, como o Real, baseado na confiança nas instituições financeiras.
- O sistema monetário brasileiro é centralizado, com o Banco Central sendo responsável pela emissão do Real.
- A moeda fiduciária não possui lastro em ouro ou qualquer outro ativo tangível. Seu valor é baseado na confiança nas instituições governamentais e no Banco Central.
- A aceitação generalizada do Real no país demonstra essa confiança.
Bitcoin como alternativa à inflação
Visão geral da seção: O instrutor menciona o surgimento do Bitcoin como uma alternativa para pessoas que vivem em economias com alta inflação.
- Em economias com hiperinflação, o poder de compra diminui constantemente.
- O Bitcoin surgiu como uma moeda digital descentralizada que tenta oferecer uma opção para essas situações.
- Embora não seja uma reserva de valor estável, o Bitcoin pode ser considerado como uma alternativa em economias com inflação muito alta.
Conclusão
Visão geral da seção: O instrutor conclui a introdução ao tema do Real Digital e menciona que haverá aulas futuras sobre o Bitcoin e sua tecnologia.
- O Real Digital é um projeto do Banco Central para implementar uma moeda digital no Brasil.
- O Bitcoin surgiu como uma alternativa às moedas fiduciárias em economias com alta inflação.
- A próxima aula abordará mais detalhes sobre o Bitcoin e sua tecnologia.
O surgimento das criptomoedas
Visão geral da seção: Nesta seção, é discutido o surgimento das criptomoedas e como elas são diferentes das moedas emitidas pelos bancos centrais. Também é abordada a volatilidade das criptomoedas e a necessidade de estabilidade no mercado.
Criptomoedas como representações digitais de valor
- As criptomoedas são representações digitais de valor, como o Bitcoin.
- Elas não são emitidas por um banco central, mas sim descentralizadas.
- A confiança nas regras de funcionamento e na cadeia dos participantes é fundamental para o valor das criptomoedas.
Volatilidade das criptomoedas
- As criptomoedas, como o Bitcoin, são altamente voláteis em termos de preço.
- Essa volatilidade pode levar a ganhos ou perdas significativas para os investidores.
- Para lidar com essa volatilidade, surgiram as stablecoins, que buscam estabilidade através da paridade com ativos seguros, como ouro ou dólar.
Competição entre moeda soberana e moeda virtual
- A possibilidade de competição entre a moeda emitida pelo banco central e as moedas virtuais levou os bancos centrais a considerarem a emissão do Real digital.
- O uso generalizado de moedas virtuais poderia afetar as taxas de juros, os níveis de preços e até mesmo a política cambial.
Stablecoins e suas características
Visão geral da seção: Nesta seção, é explicado o conceito de stablecoins e como elas buscam estabilidade em relação às criptomoedas voláteis. Também é mencionado o exemplo da Libra do Facebook.
O que são stablecoins
- Stablecoins são moedas virtuais que buscam estabilidade em relação às criptomoedas voláteis.
- Elas alcançam essa estabilidade através da paridade com ativos seguros, como ouro ou dólar.
Exemplo da Libra do Facebook
- O Facebook lançou a Libra, uma stablecoin que posteriormente mudou de nome.
- A ideia era criar uma moeda virtual estável para uso generalizado.
Competição entre moeda soberana e moeda virtual
Visão geral da seção: Nesta seção, é discutida a possibilidade de competição entre a moeda emitida pelo banco central e as moedas virtuais. Também é abordada a preocupação dos bancos centrais em relação ao impacto no controle monetário e na política econômica.
Possibilidade de competição entre moedas
- A migração das pessoas para as moedas virtuais poderia gerar competição com a moeda soberana emitida pelo banco central.
- Isso levanta preocupações sobre o controle monetário e a capacidade de utilizar taxas de juros para controlar a economia.
Impacto nas taxas de juros e na política econômica
- Se as pessoas passarem a usar predominantemente moedas virtuais, isso afetaria as taxas de juros.
- As taxas de juros são utilizadas pelo banco central para controlar a inflação e estimular ou desestimular o consumo e investimento.
- O uso de moedas virtuais poderia dificultar o controle da inflação, os níveis de preços e a política cambial.
Limitações do uso de moedas virtuais
Visão geral da seção: Nesta seção, são discutidas as limitações do uso de moedas virtuais, como o Bitcoin, em relação às funções básicas das moedas: unidade de conta, meio de troca e reserva de valor.
Limitações das criptomoedas
- As criptomoedas, como o Bitcoin, não exercem plenamente as três funções básicas das moedas: unidade de conta, meio de troca e reserva de valor.
- Elas não são amplamente aceitas como unidade de conta para representar valores dos produtos.
- A volatilidade impede que sejam utilizadas como meio de troca generalizado.
- A falta de estabilidade compromete sua função como reserva de valor.
Importância do controle monetário
- O controle monetário é fundamental para controlar a inflação e garantir a estabilidade econômica.
- O uso predominante de moedas virtuais poderia afetar negativamente o controle monetário e as políticas econômicas.
O Real Digital e sua implementação
Visão geral da seção: Nesta parte do vídeo, é discutido o conceito de Real Digital e sua implementação no Brasil e em outros países. São apresentadas as vantagens dessa moeda digital emitida pelo Banco Central, como a aceleração da digitalização financeira, inclusão financeira e inibição de moedas digitais privadas. Além disso, são mencionados os benefícios dos pagamentos transfronteiriços e a possibilidade de comunicação entre bancos centrais.
Características do CBDC (Central Bank Digital Currency)
- O CBDC pode ser baseado em conta corrente ou token.
- No caso do CBDC baseado em conta corrente, é necessário provar a identidade do titular para acessar os fundos.
- Já no caso do CBDC baseado em token, não há relação jurídica entre a instituição financeira e o titular.
- O dinheiro baseado em token depende da capacidade do beneficiário verificar a validade do objeto de pagamento.
Implementação do Real Digital
- A implementação do Real Digital ainda está em fase de testes e estudos no Brasil e em outros 110 países.
- A digitalização financeira tem sido acelerada após a pandemia da COVID-19.
- O Real Digital poderia facilitar pagamentos transfronteiriços com infraestrutura mais eficiente e menos burocracia.
- Além disso, permitiria uma comunicação mais fácil entre bancos centrais.
Características e dificuldades na implementação
Visão geral da seção: Nesta parte do vídeo, são apresentadas as características do CBDC e as dificuldades na implementação do Real Digital.
Características do CBDC
- O CBDC pode ser baseado em conta corrente ou token.
- No caso do CBDC baseado em conta corrente, é necessário provar a identidade do titular para acessar os fundos.
- Já no caso do CBDC baseado em token, não há relação jurídica entre a instituição financeira e o titular.
Dificuldades na implementação
- A implementação do Real Digital enfrenta desafios logísticos e de definição das características da moeda digital.
- É necessário estabelecer uma infraestrutura eficiente para garantir a segurança e validade das transações.
- Além disso, é preciso considerar questões de privacidade e proteção de dados dos usuários.
Conta corrente versus token digital
Visão geral da seção: Nesta parte do vídeo, são explicadas as diferenças entre uma conta corrente tradicional e um token digital no contexto do CBDC.
Conta Corrente
- Na conta corrente, é necessário provar a identidade do titular para acessar os fundos.
- O saldo depositado na conta é denominado moeda escritural e pode ser transferido por débito ou crédito entre contas.
Token Digital
- O token digital representa uma técnica contábil, não havendo relação jurídica entre a instituição financeira e o titular.
- O acesso aos fundos depende da posse de uma senha ou chave privada que permite transferir os fundos.
- O token digital é uma representação digital de algo físico e sua propriedade é determinada pela posse da senha.
CBDC de atacado e varejo
Visão geral da seção: Nesta parte do vídeo, são apresentados os conceitos de CBDC de atacado e varejo, bem como a possibilidade de unir esses dois modelos em um único CBDC.
CBDC de Atacado
- O CBDC de atacado é emitido pelo Banco Central e envolve a emissão de papel moeda.
- É utilizado para transações entre instituições financeiras.
CBDC de Varejo
- O CBDC de varejo é destinado ao público em geral e pode ser utilizado para transações cotidianas.
- Pode ser baseado em conta corrente ou token digital.
Possibilidade de unificação
- Existe a possibilidade de unificar o CBDC de atacado e varejo em um único modelo que combine as características dos dois.
Disponibilização de dinheiro pelo Banco Central
Visão geral da seção: Nesta seção, é explicado como o Banco Central disponibiliza dinheiro para o público através dos bancos comerciais.
Formas de disponibilização de dinheiro pelo Banco Central
- O Banco Central pode disponibilizar dinheiro diretamente para os bancos comerciais.
- Isso é chamado de forma digital, pois entra nas reservas do banco comercial e é baseado em conta corrente com o banco central.
CBDC de atacado e CBDC de varejo
- A moeda digital fornecida diretamente pelo banco central para os bancos comerciais é considerada um CBDC (Central Bank Digital Currency) de atacado.
- Já a moeda digital disponibilizada ao público, seja diretamente pelo banco central ou intermediada pelo sistema financeiro, é considerada um CBDC de varejo.
Relação entre o banco central e os bancos comerciais
Visão geral da seção: Nesta seção, é explicada a relação existente entre o banco central e os bancos comerciais no contexto do CBDC.
CBCD de atacado
- As reservas dos bancos comerciais mantidas no próprio banco central são consideradas um CBDC de atacado.
- Essa relação já existe normalmente, pois os bancos possuem conta corrente no banco central.
CBCD de varejo
- O CBCD de varejo refere-se à relação direta entre o banco central e as pessoas ou quando intermediada por um banco comercial.
- A infraestrutura por trás do pagamento não importa para os consumidores, desde que o processo seja eficiente.
Problemas com a relação direta entre o banco central e as pessoas
Visão geral da seção: Nesta seção, são discutidos os problemas que surgiriam caso houvesse uma relação direta entre o banco central e as pessoas no contexto do CBDC de varejo.
Desintermediação financeira
- Se as pessoas pudessem abrir uma conta diretamente no banco central, isso poderia prejudicar o sistema financeiro.
- A figura do banco comercial como intermediador é importante para a criação de moeda escritural e a realização de empréstimos.
Redução das reservas dos bancos comerciais
- A relação direta entre o banco central e as pessoas reduziria as reservas dos bancos comerciais.
- Isso prejudicaria o crédito na economia e poderia levar a uma corrida bancária, onde as pessoas retirariam dinheiro dos bancos.
Características do CBDC - Direto ou indireto?
Visão geral da seção: Nesta seção, são apresentadas duas possibilidades para a emissão do CBDC - direto ou indireto.
Emissão direta pelo Banco Central
- No caso de emissão direta pelo Banco Central, eles próprios controlam a circulação da moeda digital.
- O Banco Central emite e administra a moeda digital sem envolvimento de um banco comercial.
Emissão indireta por um banco comercial
- No caso de emissão indireta, a moeda digital é emitida por um banco comercial, mas totalmente garantida pelos passivos do Banco Central.
- Nesse caso, o banco comercial atua como intermediário entre o Banco Central e as pessoas.
O que é o CBDC (Central Bank Digital Currency)?
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute as características do CBDC e suas implicações para os bancos comerciais.
Características do CBDC
- O CBDC permite uma emissão direta de dinheiro digital para os cidadãos, eliminando a necessidade de intermediários como bancos comerciais.
- Isso pode levar à perda de depósitos nos bancos comerciais, pois eles dependem dos depósitos dos clientes para realizar suas atividades de intermediação financeira.
- Uma conta direta entre cidadãos e a autoridade monetária pode resultar em desintermediação financeira e uma possível corrida bancária.
Rede Centralizada vs. Descentralizada
- O CBDC pode ser implementado em uma rede centralizada ou descentralizada.
- Na rede centralizada, todos os participantes dependem de uma autoridade central, como o Banco Central, que controla os dados e pode modificá-los sem aviso prévio.
- Na rede descentralizada, cada participante possui uma cópia do registro, reduzindo o poder de influência da autoridade central sobre os dados.
Possíveis funcionalidades do CBDC
Visão geral da seção: Nesta seção, são exploradas algumas possíveis funcionalidades do CBDC.
Funcionalidades do CBDC
- Com o CBDC, será possível fazer pagamentos em lojas e transferências digitais para outras pessoas.
- Os usuários terão acesso a uma carteira virtual (wallet) fornecida por um agente autorizado pelo Banco Central.
- O valor do Real digital será baseado nas políticas monetárias e influenciado pela liquidez da economia.
Lastro e política monetária do CBDC
Visão geral da seção: Nesta seção, são discutidos o lastro e a política monetária do CBDC.
Lastro e Política Monetária
- A moeda digital do Banco Central não possui lastro físico, sendo apenas uma forma diferente de representar o Real.
- O valor do Real digital será influenciado pelas políticas monetárias, assim como os reais escriturais e físicos.
- O Real digital será considerado um agregado monetário de maior liquidez na economia.
Essas são as principais informações abordadas no trecho transcrito.