Aula 10 Conformação - Extrusão e Injeção

Aula 10 Conformação - Extrusão e Injeção

Introdução ao Processo de Extrusão

O que é a Exclusão?

  • A exclusão é um processo preferido para a produção de peças com perfis específicos, como o tijolo mencionado, que possui uma seção transversal projetada para extrusão.

Funcionamento da Extrusora

  • A extrusora começa com um misturador que prepara a massa, umedecendo e misturando as matérias-primas para condições ideais de extrusão.
  • Após a mistura, a massa é transferida para uma câmara de vácuo onde se remove o ar aprisionado, essencial para evitar bolhas na massa plástica.

Estrutura da Extrusora

  • A rosca de extrusão transporta a massa em direção ao bocal, onde ocorre o estreitamento do diâmetro da câmara. Isso aumenta a velocidade da massa e gera esforço de cisalhamento nas partículas.
  • O rearranjo das partículas acontece à medida que elas são forçadas pelo estreitamento até chegarem à forma desejada no bocal.

Importância do Vácuo e Plasticidade

  • O vácuo é crucial na definição da extrusora; ele garante que não haja ar aprisionado na massa.
  • A plasticidade é definida como a capacidade do material se deformar sem retornar à sua forma original após o esforço ser retirado. Essa propriedade é vital para o processo de extrusão.

Tensão de Cisalhamento e Umidade

  • A tensão de cisalhamento deve ser superada pela pressão da rosca para permitir o rearranjo das partículas.
  • Diferentes teores de umidade afetam a tensão de escoamento; uma umidade elevada facilita a deformação mas pode comprometer a manutenção do formato após moldagem.

Considerações Finais sobre Teor de Umidade

  • Trabalhar com uma umidade intermediária (cerca de 40%) em massas argilosas permite melhor controle sobre as propriedades mecânicas durante e após o processo.

Dinâmica do Atrito e Rearranjo de Partículas

Atrito Interno e Resistência ao Rearranjo

  • O rearranjo das partículas enfrenta atritos internos, onde maior atrito resulta em maior resistência ao rearranjo, dificultando a abertura da massa.
  • A tensão gerada pela força contrária (back pressure) é influenciada pelo atrito entre as partículas, que gera uma pressão oposta à movimentação.

Pressão e Comportamento das Partículas

  • As partículas estão sujeitas a forças que as empurram de um lado enquanto são mantidas firmes do outro, criando um espaço contido.
  • O atrito com as paredes da extrusora também impacta o comportamento das partículas, que são pressionadas para escapar.

Comparação com Prensagem

  • A solicitação durante a extrusão difere daquela observada em processos de prensagem, afetando a velocidade de encaminhamento do material.
  • Figuras ilustrativas mostram como diferentes perfis de massa afetam a velocidade central na extrusora devido à diminuição do diâmetro.

Gradiente de Velocidade e Cisalhamento

  • O ângulo da saída da extrusora é crucial para determinar o gradiente de velocidade entre as partes próximas às paredes e o centro.
  • O rearranjo das partículas leva à diminuição do volume dos poros e aumento dos pontos de contato, resultando em maior resistência mecânica.

Microestrutura e Conformação

  • O rearranjo das partículas molda a microestrutura do material produzido por extrusão, essencial para obter formatos desejados.
  • Para produzir peças sólidas mais espessas, é necessário um motor mais potente devido ao aumento da pressão requerida.

Produtividade e Custos na Extrusão

  • Apesar dos custos elevados associados à potência necessária para extrusoras robustas, a produtividade pode ser superior à prensagem.
  • A produção em larga escala é viável com extrusoras mesmo considerando os altos investimentos iniciais.

Processo Similar: Injeção Plástica

  • O processo utilizado para fabricar pratos plásticos envolve uma máquina chamada Roller que pressiona a massa contra um molde.

Processo de Injeção e Preenchimento de Moldes

Funcionamento da Injetora

  • O processo de injeção envolve uma extrusora que não libera o produto diretamente, mas sim a massa que entra em um molde. A massa preenche um espaço vazio até completar sua capacidade.
  • Após o preenchimento do molde, a injetora é parada, o molde é aberto e a peça é removida para iniciar a produção da próxima peça.

Desafios no Preenchimento

  • Um dos principais problemas na injeção é garantir um bom preenchimento do molde. O design dos moldes deve ser cuidadosamente planejado para evitar falhas durante o processo.
  • Dobramentos inadequados na cavidade podem resultar em contatos que não se soldam corretamente, levando a problemas de uniformidade na microestrutura do material.

Importância do Comportamento Plástico

  • Para evitar heterogeneidades no preenchimento, é crucial entender como a massa se comporta ao entrar no molde. Um comportamento plástico elevado é necessário para uma injeção eficaz.
  • Argilas são materiais plásticos ideais para esse processo, mas requerem uma quantidade significativa de ligante. A remoção desses ligantes é uma etapa crítica.

Aplicações e Limitações da Injeção

  • A técnica de injeção permite criar produtos com formatos complexos, embora tenha limitações em relação à espessura das peças produzidas. É importante considerar como será feito o preenchimento dessas espessuras.
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Vídeo aulas preparadas pelo Prof. Dr. Anselmo O. Boschi para a disciplina Processamento de Materiais Cerâmicos do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPG-CEM) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).