21. O início da história de Abraão (Gn 11.10-32)

21. O início da história de Abraão (Gn 11.10-32)

Gênesis 11: A Transição para a História de Abraão

Leitura da Palavra e Gerações de Sem

  • O capítulo 11 de Gênesis é lido, focando nas gerações de Sem até Abraão, destacando a importância dessa linhagem.
  • A genealogia é apresentada com detalhes sobre as idades e os filhos gerados por cada personagem, mostrando a continuidade da linhagem.
  • A narrativa segue com a vida dos descendentes, enfatizando o tempo que viveram e quantos filhos tiveram.

Morte de Tera e Importância de Abraão

  • Tera, pai de Abraão, morre em Harã após ter gerado três filhos: Abraão, Naor e Aran.
  • Sarai (esposa de Abraão) é mencionada como estéril, o que adiciona um elemento importante à história familiar.

Contexto Histórico e Teológico

  • O trecho encerra a protostória do Gênesis antes do período dos patriarcas; Deus confunde as línguas na Torre de Babel.
  • Deus planeja chamar um descendente específico (Abraão), estabelecendo uma aliança que formará uma nação abençoadora entre as demais.

Promessa e Aliança

  • A promessa feita no Éden sobre um descendente que esmagaria a cabeça da serpente se conecta à escolha divina por Abraão.
  • Abraão é descrito como "pai da fé" e "amigo de Deus", ressaltando sua importância na narrativa bíblica.

Conexões Genealógicas

  • O final do capítulo 11 faz uma transição significativa para o mundo dos patriarcas ao registrar os ancestrais próximos até chegar em Abraão.
  • Moisés retoma a genealogia desde Adão até Noé, ligando-a à história posterior dos patriarcas.

Linhagem Santa

  • A linhagem santa é crucial para entender o relacionamento especial que Deus estabelece com seu povo escolhido.
  • Moisés menciona dez personagens importantes nessa linhagem: Salah, Eber, Pelegue, Serugue, Naor e Abraão.

Desafios Cronológicos

A Genealogia e o Dilúvio na Narrativa de Gênesis

Contexto da Genealogia

  • O dilúvio e a chamada de Abraão são eventos centrais, com mais documentação disponível a partir do capítulo 12, dificultando o uso de genealogias para cálculos precisos antes desse ponto.
  • Existem divergências sobre a contagem dos anos nas genealogias, mas isso não afeta os pontos centrais do capítulo. A cronologia pode ser debatida sem comprometer a narrativa.

Observações sobre as Idades

  • As idades das pessoas diminuíram ao longo das gerações; enquanto no capítulo 5 algumas viviam até 900 anos, aqui as idades variam entre 100 e 500 anos.
  • Moisés menciona em Salmo 90 que a expectativa de vida é de cerca de 70 anos, refletindo o impacto do pecado na longevidade humana.

Significado Cultural e Histórico

  • Os nomes como Sem e Heber têm significados importantes; Sem é considerado o pai dos semitas e Heber está ligado aos hebreus.
  • Relatos do dilúvio aparecem em várias culturas antigas, incluindo sumérios e babilônios, mostrando uma conexão entre mitos antigos e registros bíblicos.

Multiplicação da População

  • A genealogia cobre um período significativo que permitiu a multiplicação dos descendentes de Noé. Estimativas sugerem que havia cerca de 30 milhões de pessoas na Mesopotâmia durante a época de Abraão.

Estrutura da Genealogia

  • Esta genealogia é mais enxuta comparada à do capítulo 5, focando apenas em dados matemáticos sem comentários pessoais sobre cada indivíduo.
  • O objetivo principal é estabelecer uma ligação direta entre Noé e Abraão como portador das promessas divinas.

Conexões Históricas

  • A genealogia conecta o mundo pós-diluviano à era dos patriarcas, estabelecendo continuidade histórica desde a criação até Babel.

Gênesis e a História de Abraão

A Conexão Histórica com Gênesis

  • Moisés atualiza a narrativa, enfatizando que os caldeus chegaram em Ur mil anos após Abraão, destacando a continuidade histórica entre os eventos.
  • A história do evangelho começa no Jardim do Éden, com a promessa de Gênesis 3:15 sobre o descendente que esmagará a serpente, referindo-se a Jesus Cristo.
  • A ligação entre Abraão e os eventos anteriores é crucial; sem essa conexão, a história perde seu sentido e valor histórico.
  • O trecho lido (verso 10 até 32) visa estabelecer um vínculo entre o surgimento de Abraão e toda a narrativa anterior em Gênesis.

Genealogia e Contexto Familiar

  • Moisés introduz as gerações de Tera, sinalizando uma nova seção na narrativa ao destacar personagens importantes na vida de Abraão.
  • Parte dos filhos de Sem se instalaram na Mesopotâmia; Aran é mencionado como uma cidade importante nessa região fértil.
  • A Mesopotâmia foi colonizada pelos filhos de Noé; Aran é uma das cidades mencionadas onde parte da família de Abraão se estabeleceu.

Importância da Cidade de Ur

  • Ur era uma cidade avançada e desenvolvida onde viveu o patriarca Jó, possivelmente contemporâneo de Abraão.
  • As escavações arqueológicas confirmaram a existência histórica da cidade de Ur no Iraque, revelando sua cultura desenvolvida.

Detalhes sobre Tera e Seus Filhos

  • Tera gerou três filhos: Abraão, Naor e Aran. Este último morreu jovem em Ur dos Caldeus enquanto seu pai ainda estava vivo.
  • Ló é apresentado como filho de Aran; ele desempenha papéis significativos nas histórias futuras envolvendo Abraão.

Relações Familiares Relevantes

  • Milca e Isca são mencionadas como filhas de Aran; Milca casou-se com um tio, tornando-se avó de Rebeca mais adiante na narrativa bíblica.

A Relação de Abraão e Sara: Verdades e Mentiras

A Meia-Irmã e a Mentira de Abraão

  • No Capítulo 20, verso 12, Abraão admite que Sara é sua meia-irmã, revelando uma "meia mentira" em sua declaração anterior sobre o relacionamento deles.
  • Moisés menciona que Sara era filha de Aran e outra mulher, criando um contexto para a infertilidade de Sara e a promessa divina de descendência numerosa.

Promessa Divina e Crença de Abraão

  • Deus promete a Abraão uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu, gerando tensão na narrativa devido à esterilidade de Sara.
  • O casamento entre parentes próximos não era proibido na época; essa prática visava proteção e manutenção da integridade tribal.

Casamentos na Família

  • Naor casou-se com Milca, sua sobrinha, destacando que os casamentos ainda eram monogâmicos dentro da família próxima.
  • A história dos casamentos familiares serve como pano de fundo para entender os nomes e significados associados aos personagens bíblicos.

Adoração aos Deuses Estranhos

  • Josué relata que Tera (pai de Abraão), vivia do outro lado do Eufrates adorando outros deuses, indicando uma perda da verdadeira religião semita.
  • Ur dos Caldeus era um importante centro religioso dedicado à adoração dos deuses da lua, onde a família de Abraão residia.

Interpretações sobre o Nome de Abraão

  • Filo de Alexandria interpreta o nome "Abraão" como "pai exaltado", sugerindo que ele observava os céus como astrônomo.
  • Essa interpretação destaca o conhecimento astrológico da época e sugere que Abraão tinha um papel ativo no entendimento das ciências celestiais.

A Corrupção da Religião Verdadeira

  • Apesar das origens semitas, a verdadeira religião foi corrompida ao longo do tempo pela adoração a divindades estranhas.
  • Um período considerável se passou entre Gênesis 11 e os capítulos subsequentes, refletindo mudanças nas práticas religiosas.

Casamento em Mesopotâmia

  • Jacó vai à Mesopotâmia em busca de uma esposa por ordem do pai Isaac; ele encontra Raquel durante esse percurso familiar.

História de Abraão e a Idolatria

O Roubo dos Deuses

  • A narrativa menciona que Labão, descendente de Tera e Naor, era adorador de deuses estranhos. Raquel, não Jacó, foi quem roubou os deuses do pai.
  • No capítulo 35 de Gênesis, Deus instrui Jacó a construir um altar e ordena que sua família se livre dos deuses estranhos.

A Idolatria na Família de Abraão

  • A idolatria estava presente na família de Abraão desde o tempo em que moraram em Ur dos Caldeus; Abraão não era um homem piedoso antes do chamado divino.
  • A soberania e misericórdia de Deus são destacadas; a salvação não é por mérito, mas pela graça salvadora.

A Peregrinação de Abraão

  • Tera decide sair com sua família rumo à Terra de Canaã. O texto sugere uma decisão familiar ao invés da liderança exclusiva de Tera.
  • Moisés revela mais tarde no capítulo 12 que a peregrinação começou quando Deus apareceu a Abraão em Ur dos Caldeus.

O Chamado Divino

  • Deus ordena a Abraão que saia da sua terra e parentela para uma nova terra prometida. Essa ordem é crucial para entender o início da fé e peregrinação.
  • Estevão menciona em Atos que Deus apareceu a Abraão na Mesopotâmia antes dele morar em Arã, indicando um chamado inicial.

Contradições na Narrativa

  • Há uma aparente contradição sobre onde ocorreu o chamado: se em Ur ou Arã. É sugerido que Deus pode ter aparecido primeiro em Ur.

A Jornada de Abraão e o Plano de Redenção

A Viagem Invertida e a Parada em Aran

  • A jornada de Abraão é descrita como uma viagem invertida, onde ele se desvia do caminho para Canaã devido ao deserto.
  • Durante a parada em Aran, Abraão enriqueceu, adquirindo servos, rebanhos e se tornando um chefe de clã.
  • O pai de Abraão, Tera, morreu em Aran, levando Abraão a assumir a liderança do clã.
  • A morte de Tera parece ter sido um ponto crucial que permitiu que Abraão finalmente seguisse o chamado divino para deixar sua parentela.
  • O capítulo 12 inicia com a renovação da missão de Deus para Abraão, que agora parte definitivamente rumo a Canaã.

Lições da Passagem

  • Apesar da rebelião humana nos primeiros capítulos de Gênesis, Deus continuou seu plano de redenção.
  • Deus manteve um remanescente fiel após Babel e o dilúvio; nem todos se desviaram ou endureceram seus corações.
  • A narrativa bíblica desde Gênesis 12 até Apocalipse documenta os atos salvadores de Deus na história humana.
  • A Bíblia é vista como um registro dos atos redentores de Deus; seu tema central é a história da redenção da humanidade.
  • Essa história é dividida em quatro etapas: criação, queda, redenção e consumação.

O Papel Atual na História da Redenção

  • As três primeiras etapas já ocorreram; resta apenas a consumação final com o retorno glorioso de Cristo.
  • Cristo virá para redimir seu povo e restaurar o paraíso original criado por Deus no início da criação.
  • É importante entender onde estamos na linha do tempo divina: atualmente na fase da redenção enquanto aguardamos a consumação final.

Reflexões sobre Tempos Difíceis

  • Estudar Gênesis revela como Deus cumpre suas promessas historicamente e mantém controle sobre os eventos mundiais.
  • Em tempos incertos como pandemias ou crises políticas, essa visão ajuda as pessoas a encontrar paz sabendo que nada acontece fora do plano divino.

A Soberania de Deus e o Propósito da Vida

A Importância do Propósito na Vida

  • O orador enfatiza que cada pessoa tem um lugar e um propósito na vida, sugerindo que a compreensão da história da Redenção traz paz e sentido à existência.
  • Ele menciona que, mesmo em tempos difíceis, é essencial entender em qual etapa da história estamos para cultivar esperança e confiança.

A Soberania de Deus

  • O orador discute a soberania de Deus, levantando questões sobre a aparente injustiça dessa escolha divina entre os habitantes da Mesopotâmia.
  • Ele questiona como Abraão foi escolhido por Deus para receber revelações enquanto outros não foram, destacando a singularidade dessa escolha.

A Escolha Divina

  • O discurso aborda como Deus fez uma aliança com Abraão, tirando-o da idolatria e estabelecendo promessas significativas para ele.
  • O orador reflete sobre o mistério da escolha divina: por que algumas pessoas são escolhidas e outras não? Essa decisão faz parte dos desígnios secretos de Deus.

Graça e Misericórdia

  • É ressaltado que a fé das pessoas é resultado da misericórdia de Deus, que escolheu amá-las antes mesmo de sua existência ou ações.
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Aprofunde seus estudos e viva a fé bíblica no seu dia-a-dia! Acesse: https://www.vivendoasescrituras.com.br ----- Após Deus ter confundido as línguas em Babel, os filhos de Noé se espalharam pelo mundo, se constituindo em nações, conforme suas famílias e línguas. O próximo passo de Deus na história da redenção foi chamar de entre eles um descendente de Sem e fazer uma aliança com ele, chamado Abrão. Desse, Deus faria uma nação de entre as nações, para abençoar todas as outras. Dessa forma, o Senhor continuaria a linhagem santa e cumpriria a promessa da chegada do descendente da mulher que haveria de esmagar a cabeça da serpente. Essa importante passagem faz a transição do mundo pós-diluviano para o tempo dos patriarcas e nos prepara para a história de Abraão, que é o centro da segunda parte do livro de Gênesis. Este vídeo pertence a uma série de exposições no livro de Gênesis. Assista à série completa em: https://social.augustusnicodemus.com.br/serie-genesis ----- Acompanhe minhas redes sociais: Facebook - https://bit.ly/fb-augustus-nicodemus Instagram - https://bit.ly/ig-augustus-nicodemus Twitter - https://bit.ly/tw-augustus-nicodemus Tenha piedade - #AugustusNicodemus