Alergia / Hipersensibilidade Tipo I

Alergia / Hipersensibilidade Tipo I

Início da Aula sobre Alergias

Visão Geral da Seção: Neste trecho, o professor Roni Brito introduz a aula sobre alergias, abordando a importância do tema e como as alergias podem afetar diversas pessoas.

Alergias e Fatores de Desenvolvimento

  • Roni Brito menciona como suas aulas acadêmicas foram parar no YouTube devido à pandemia, despertando interesse em pessoas que buscavam mais conteúdo.
  • Explora teorias sobre por que algumas pessoas desenvolvem alergias enquanto outras não, destacando fatores genéticos e estudos epidemiológicos.
  • Discute a influência do ambiente na predisposição às alergias, citando diferenças entre crianças nascidas em áreas rurais e urbanas.

Impacto da Infância nas Alergias

  • Aborda como o contato com microrganismos na infância influencia o sistema imunológico e a maturação regulada do sistema imune.
  • Contrapõe o contato com microrganismos em ambientes rurais versus urbanos e seu impacto na regulação imunológica das crianças.

Papel das Células Imunes nas Alergias

  • Explica como a falta de exposição adequada a microrganismos pode prejudicar o desenvolvimento das células T reguladoras no sistema imunológico.
  • Destaca o papel das células T reguladoras na secreção de citocinas anti-inflamatórias para manter um ambiente intestinal equilibrado.

Reações de Hipersensibilidade: Conceitos Básicos

Visão Geral da Seção: Nesta parte, Roni Brito explora as reações de hipersensibilidade, definindo-as como respostas imunológicas desencadeadas pela exposição a antígenos.

Reações Imunes e Antígenos

  • Define reações de hipersensibilidade como respostas imunes desencadeadas após exposição a antígenos não infecciosos, exemplificando com doenças como intestino irritável.

Transcript Analysis: Hipersensibilidade e Reações Imunes

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são abordados os antígenos responsáveis por desencadear hipersensibilidades, incluindo micro-organismos persistentes e comensais. Além disso, discute-se a formação de granulomas em doenças como tuberculose e paracoccidioidomicose.

Antígenos Causadores de Hipersensibilidade

  • Os antígenos microbianos podem desencadear doenças se as reações forem excessivas ou se os microrganismos forem persistentes.
  • Na tuberculose e na paracoccidioidomicose, a formação de granulomas ocorre como resposta imune para conter os microrganismos.

Fatores Desencadeantes de Respostas Imunes

  • Microrganismos persistentes e comensais podem levar à formação de granulomas, causando lesões observadas em certas doenças.
  • A presença de antígenos ambientais pode desencadear respostas imunes, resultando em hipersensibilidade a substâncias como poeira, pólen e alimentos.

Controle da Resposta Imune

  • A dificuldade em eliminar estímulos que desencadeiam respostas imunes patológicas torna o controle dessas respostas desafiador.
  • Existem quatro tipos principais de reações de hipersensibilidade: tipo 1 (imediata), tipo 2 (mediada por anticorpos), tipo 3 (mediada por imunocomplexos) e tipo 4 (mediada por linfócitos T).

Mecanismos das Reações de Hipersensibilidade

Visão Geral da Seção: Aqui são explorados os mecanismos imunopatológicos envolvidos nas diferentes formas de hipersensibilidade, destacando a atuação dos mastócitos e das células T em cada tipo específico.

Mecanismos na Hipersensibilidade Imediata (Tipo 1)

  • Na hipersensibilidade imediata, a IgE é o principal mediador do mecanismo imunopatológico, levando à liberação de mediadores pelos mastócitos.
  • O mecanismo característico na alergia é a ligação da IgE aos mastócitos, resultando na liberação de substâncias que causam reações alérgicas.

Mecanismos nos Outros Tipos de Hipersensibilidade

  • A hipersensibilidade do tipo 2 envolve a produção de IgG contra antígenos celulares superficiais ou extracelulares.
  • Na hipersensibilidade do tipo 3, ocorre a formação de complexo antígeno-anticorpo circulante que pode depositar-se em tecidos como os rins.

Participação das Células na Hipersensibilidade Tipo 4

Alergias e Doenças Alérgicas

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são abordadas as origens e manifestações das alergias, bem como a sensibilização inicial aos alérgenos.

Origem e Manifestação das Alergias

  • As reações alérgicas variam de acordo com os tecidos afetados, podendo incluir erupções cutâneas, congestão nasal, dor abdominal e outras manifestações.
  • As alergias têm início com o contato com alérgenos, que são proteínas ou produtos químicos associados a proteínas. Exemplos comuns incluem proteínas do pólen, ácaros domésticos, alimentos como camarão e amendoim.
  • A exposição inicial a um alérgeno leva à sensibilização do sistema imunológico. Células dendríticas captam o alérgeno e ativam células T e B no linfonodo drenante mais próximo.

Sensibilização ao Alergênico

  • A primeira exposição ao alérgeno resulta em sensibilização. Células dendríticas captam o antígeno e ativam células T no linfonodo.
  • As células T ativadas polarizam-se para um perfil TH2 durante processos alérgicos. Isso desencadeia a formação de células foliculares.

Ativação Imunológica nas Alergias

Visão Geral da Seção: Explora-se a ativação das células T e B durante respostas imunes relacionadas às alergias.

Ativação de Células Imunes

  • As células dendríticas ativam as células T para um perfil TH2 predominante em processos alérgicos. Isso leva à formação de células foliculares durante a ativação imune humoral.
  • Durante essa ativação, as citocinas liberadas pelas células T estimulam as células B a mudar sua classe para IgE em resposta aos alérgenos específicos.

Produção de Imunoglobulinas

  • Após serem ativadas pelas citocinas, as células B produzem IgE específica para os alérgenos. Essa resposta é característica das reações alérgicas.
  • Em contraste, respostas imunes contra vírus geralmente envolvem uma mudança para IgG mediada por citocinas diferentes como interferon-gama.

Mecanismos Patológicos das Alergias

Visão Geral da Seção: Detalha-se o papel dos mastócitos na patogênese das reações alérgicas através da liberação de mediadores químicos.

Papel dos Mastócitos

  • Os mastócitos possuem receptores FCεR ligados à liberação de grânulos contendo mediadores químicos essenciais nas reações alérgicas.

Mastócitos: Distribuição nos Tecidos e Sensibilização

Visão Geral da Seção: Nesta parte, é abordada a distribuição dos mastócitos nos tecidos e o processo de sensibilização dessas células.

Distribuição dos Mastócitos nos Tecidos

  • Os mastócitos possuem o receptor FC épsilon, responsável pela ligação com a imunoglobulina E (IgE), desencadeando a sensibilização.

Sensibilização dos Mastócitos

  • Na segunda exposição ao antígeno, os mastócitos previamente sensibilizados sofrem ligações cruzadas de IgE, resultando na ativação celular.
  • A ligação cruzada de múltiplos anticorpos desencadeia sinais intracelulares que levam à liberação de mediadores como histamina e citocinas, causando reações alérgicas.

Origem e Tipos de Mastócitos

Visão Geral da Seção: Explora-se a origem das células sanguíneas e os diferentes tipos de mastócitos encontrados no organismo.

Origem das Células Sanguíneas

  • As células-tronco hematopoéticas na medula óssea diferenciam-se em progenitores mieloides que originam os mastócitos.

Tipos de Mastócitos

  • Existem dois tipos principais de mastócitos: MCT nas mucosas do intestino e pulmão, e MC em outros tecidos conjuntivos.

Troca de Classe nas Células B e Ativação dos Mastócitos

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são discutidos os processos de troca de classe nas células B próximas e a ativação dos mastócitos.

Troca de Classe nas Células B

  • As células B próximas realizam a troca de classe para IgE.
  • A produção de mediadores inflamatórios pelas células B é induzida pela citocina IL4.

Ativação dos Mastócitos

  • Os mastócitos liberam mediadores como histamina, prostaglandinas e citocinas em resposta a produtos microbianos ou alérgenos.
  • A liberação rápida de conteúdos pelos mastócitos induz mudanças nos vasos sanguíneos, promovendo inflamação aguda.

Resposta Inflamatória e Hipersensibilidade Imediata

Visão Geral da Seção: Aqui são abordados os eventos relacionados à resposta inflamatória e à hipersensibilidade imediata.

  • A liberação dos conteúdos dos mastócitos aumenta o calibre dos vasos sanguíneos e a permeabilidade vascular.
  • Após alguns minutos, ocorre a hipersensibilidade imediata, seguida pela reação de fase tardia caracterizada pelo acúmulo de células inflamatórias.

Citocinas na Resposta Alérgica

Visão Geral da Seção: Esta parte explora o papel das citocinas na resposta alérgica.

  • Na resposta alérgica, as células T polarizadas para o perfil Th2 secretam citocinas específicas como IL4, IL5 e IL13.
  • Essas citocinas promovem a inflamação alérgica através do recrutamento celular e da expressão de moléculas de adesão nos vasos sanguíneos.

Participação dos Eosinófilos na Resposta Imunológica

Visão Geral da Seção: Aqui é destacado o papel dos eosinófilos na resposta imunológica.

  • Os eosinófilos são recrutados por moléculas de adesão estimuladas por citocinas como IL4 e IL5.

Células Envolvidas em Processos Alérgicos

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são discutidas as células envolvidas em processos alérgicos, como eosinófilos, basófilos e mastócitos.

Células Envolvidas

  • Basófilos, eosinófilos e mastócitos possuem grânulos citoplasmáticos contendo citocinas e mediadores lipídicos.
  • Maturação das células ocorre em locais diferentes: basófilos e eosinófilos saem prontos da medula óssea, enquanto os mastócitos amadurecem nos tecidos.
  • Mastócitos amadurecem nos tecidos; basófilos e eosinófilos já estão prontos na circulação sanguínea.
  • Basófilo equivale a aproximadamente 0.5% de todos os leucócitos; eosinófilo representa menos de 2%.

Comportamento das Células

  • Vida útil das células: mastócitos vivem semanas a meses, basófilos alguns dias e eosinófilos de dias a semanas.

Fatores de Desenvolvimento das Células

Visão Geral da Seção: Nesta parte, são abordados os principais fatores de desenvolvimento das células envolvidas em processos alérgicos.

Fatores de Desenvolvimento

  • Progenitores dos mastócitos migram para tecidos periféricos como células imaturas e sofrem diferenciação em resposta aos sinais bioquímicos locais.
  • Mastócitos maduros são encontrados principalmente próximo aos vasos sanguíneos; basófilo também possui fator de desenvolvimento específico.

Mediadores nas Respostas Alérgicas

Visão Geral da Seção: Aqui são destacadas as principais células efetoras e mediadores nas respostas alérgicas do tipo 1.

Mediadores Principais

  • Mastócitos, basófilos e eosinófilos são as principais células efetoras nas respostas alérgicas do tipo 1.

Mediadores da Inflamação e Reações de Hipersensibilidade

Visão Geral da Seção: Nesta parte, são abordados os mediadores da inflamação e as reações de hipersensibilidade, destacando a produção e os efeitos biológicos desses mediadores.

Mediadores da Inflamação

  • Os mastócitos e basófilos produzem categorias de mediadores iguais, enquanto os eosinófilos têm uma produção um pouco diferente.
  • Os mediadores pré-formados, como triptase e quimase, são liberados na ativação dos mastócitos e basófilos, contribuindo para aumentar a permeabilidade vascular e recrutar mais células.
  • Além dos mediadores pré-formados nos grânulos de mastócitos e basófilos, durante a ativação são produzidos outros como prostaglandina D2, leucotrienos e fator de ativação plaquetária, causando vasodilatação, broncoespasmo e quimiotaxia de leucócitos.

Eosinófilos

  • Os eosinófilos possuem conteúdos pré-formados como proteína básica principal, peroxidase hidrolases que são tóxicas para helmintos, bactérias e protozoários. Após a ativação, produzem leucotrienos que causam broncoconstrição prolongada.
  • Na ativação dos eosinófilos também são produzidas citocinas como L3, L5 GM CF SL 8 e 10 rants 1001 alfa que coletivamente promovem quimiotaxia dos leucócitos.

Reações de Hipersensibilidade

  • As reações de hipersensibilidade imediata dividem-se em fase imediata (minutos) com manifestações rápidas após exposição ao alérgeno; seguida pela fase tardia (horas a dias) com persistência das manifestações.
  • Na fase imediata ocorre o predomínio das respostas vasculares e musculatura lisa; na fase tardia há recrutamento de leucócitos e inflamações mais duradouras.

Manifestações Clínicas

  • A exposição ao alérgeno sensibiliza os mastócitos que liberam mediadores pré-formados resultando em reação imediata com formação de pápula (inchado suave) seguido pelo halo eritematoso (vermelhidão).
  • A papula é resultado do extravasamento de plasma por vasodilatação; o halo eritematoso surge quando histamina age nas células mesoteliais menores provocando vermelhidão característica.

Mecanismos de Ação da Histamina

Visão Geral da Seção: Nesta parte, são discutidos os efeitos da histamina nas células endoteliais e a produção de fatores como PGI2 e PAF.

Mecanismos de Ação:

  • A histamina atua nas células endoteliais, desencadeando a produção de fatores como PGI2 e PAF.
  • O PGI2 é um relaxante do músculo liso vascular, causando vasodilatação quando em conjunto com outros fatores.

Reações Inflamatórias Tardias

Visão Geral da Seção: Aqui, explora-se a reação de fase tardia que ocorre após algumas horas da fase imediata.

Características das Reações Tardias:

  • Após 2 a 4 horas da fase imediata, inicia-se a reação de fase tardia com produção de TNF e IL-1 pelos mastócitos.
  • Moléculas de adesão como selectina E são expressas, permitindo a adesão das células ao vaso sanguíneo durante processos inflamatórios.

Papel dos Mastócitos na Inflamação

Visão Geral da Seção: Aborda-se o papel dos mastócitos na liberação de mediadores inflamatórios e no recrutamento celular durante as reações alérgicas.

Impacto dos Mastócitos:

  • Os mastócitos promovem a expressão das moléculas de adesão no vaso sanguíneo, levando à aderência celular e migração para fora dos vasos.

Células TH2 nas Reações Alérgicas

Visão Geral da Seção: Discute-se o papel das células TH2 em diferentes tipos de reações alérgicas.

Envolvimento das Células TH2:

  • Nas reações alérgicas, as células TH2 são predominantes, mas em condições específicas como dermatite atópica crônica e asma, também podem participar células TH1 e TH17.

Distinções entre Fases Imediatas e Tardias

Visão Geral da Seção: Compara-se as características das fases imediatas e tardias das reações alérgicas.

Diferenças entre Fases:

Manifestações Clínicas e Patológicas das Doenças Alérgicas

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são abordadas as manifestações clínicas e patológicas das doenças alérgicas, destacando a importância dos tecidos onde os mediadores dos mastócitos atuam e a cronologia do processo inflamatório.

Tecidos Afetados e Gravidade do Processo Alérgico

  • As manifestações clínicas e patológicas das doenças alérgicas dependem dos tecidos onde os mediadores dos mastócitos atuam e da gravidade do processo inflamatório.
  • A gravidade do processo alérgico na pele é determinada pelos tecidos afetados e pela idade do processo inflamatório.

Asma: Aspectos Relevantes

Visão Geral da Seção: Aqui são discutidas informações relevantes sobre a asma, incluindo sua associação com respostas mediadas por IgE e os diferentes desencadeadores dessa condição respiratória.

Características da Asma

  • Cerca de 70% dos casos de asma estão associados a respostas mediadas por IgE, sendo denominada asma alérgica.
  • A asma é uma doença inflamatória causada por reações alérgicas repetidas de hipersensibilidade imediata no pulmão.

Diferença entre Asma Brônquica e Anafilaxia

Visão Geral da Seção: Aqui são exploradas as distinções entre a asma brônquica e a anafilaxia, destacando suas características distintas em termos de reação imediata sistêmica.

Comparação entre Asma Brônquica e Anafilaxia

  • A anafilaxia é uma reação sistêmica grave desencadeada por diversos estímulos, como alimentos ou picadas de insetos.

Alergia e Resposta Imune

Visão Geral da Seção: Nesta seção, são abordados os mecanismos imunológicos relacionados às respostas alérgicas e à imunidade contra infecções.

Papel dos Mastócitos na Resposta Imune

  • Os mastócitos desempenham um papel crucial nas respostas imunológicas mediadas por IgE e mastócitos, participando ativamente nos processos alérgicos.

Produção de Anticorpos em Infecções Helmínticas

  • Em infecções helmínticas, ocorre a produção de anticorpos que envolvem células associadas à alergia, como eosinófilos, para combater os parasitas no intestino.

Ativação dos Eosinófilos e Citotoxicidade Celular Dependente do Anticorpo

  • A ativação dos eosinófilos ocorre por meio do receptor Fc Alfa, desencadeando a liberação de grânulos para combater os helmintos.
  • A citotoxicidade celular dependente do anticorpo é essencial para eliminar organismos patogênicos. O receptor Fc presente nos eosinófilos desencadeia a liberação de grânulos ao se ligar ao antígeno.

Liberação de Citocinas e Ativação dos Mastócitos

  • As células Th2 liberam citocinas como IL-4, IL-5 e IL-13 durante infecções helmínticas. A IL-13 desempenha um papel significativo na produção de muco e na ativação dos mastócitos.

Participação dos Mastócitos em Infecções Bacterianas

  • Estudos indicam que os mastócitos podem ser ativados independentemente da IgE durante infecções bacterianas. Sua ativação contribui para a expulsão de parasitas e o aumento do peristaltismo intestinal.

Conclusão sobre Hipersensibilidade Imediata

Visão Geral da Seção: Nesta parte final, é discutida a hipersensibilidade imediata como uma reação imunológica desencadeada pela interação entre antígeno e IgE nos mastócitos.

Mecanismos da Hipersensibilidade Imediata

  • A hipersensibilidade imediata resulta da ligação do antígeno à IgE nos mastócitos, levando à liberação de mediadores inflamatórios que desencadeiam processos alérgicos.

Encerramento da Aula sobre Alergia

Visão Geral da Seção: Encerramento da aula com votos positivos aos alunos e menção sobre o processo de produzir conteúdo educacional relevante.

Mensagem Final aos Alunos

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Uma variedade de doenças humanas é causada por respostas imunológicas a antígenos ambientais não microbianos que envolvem as células T auxiliares produtoras de IL-4, IL-5 e IL-13, a imunoglobulina E (IgE), mastócitos e eosinófilos. Na fase efetora destas respostas, os mastócitos e eosinófilos são ativados para liberar rapidamente mediadores que levam ao aumento da permeabilidade vascular, a vasodilatação, e contração do músculo liso bronquial e visceral. Esta reação é chamada de hipersensibilidade imediata, porque ela começa rapidamente, poucos minutos após o desafio antigênico (imediata), e tem importantes consequências patológicas (hipersensibilidade). Após a resposta imediata, ocorre o desenvolvimento mais lento do componente inflamatório chamado de reação de fase tardia, caracterizado pela acumulação de neutrófilos, eosinófilos e macrófagos. O termo hipersensibilidade imediata é comumente utilizado para descrever as reações imediatas e de fase tardia combinadas. Na medicina clínica, essas reações são chamadas de alergia ou atopia, e as doenças associadas são chamadas de doenças alérgicas, atópicas ou doenças de hipersensibilidade imediata. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Abbas, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; PILLAI, Shiv.. Imunologia celular e molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.