FRANCIS SCHAEFFER:Vida & Pensamento-2/8-Guilherme de Carvalho

FRANCIS SCHAEFFER:Vida & Pensamento-2/8-Guilherme de Carvalho

Introdução ao Seminário Westminster

Fundamentos do Seminário

  • O seminário Westminster foi fundado em 1929 na Filadélfia por teólogos presbiterianos, incluindo Davi Charles Gomes.
  • Este seminário é conhecido por sua forte tradição reformada e pela formação de líderes religiosos no Brasil.

Teólogos Importantes

  • Entre os fundadores estavam Graceam Maan, Cornélius Vantil e Stony, que se destacaram em diversas áreas da teologia.
  • O seminário de Princeton, fundado em 1812, influenciou a criação do Westminster e é considerado um marco na teologia presbiteriana.

A Evolução Teológica de Princeton

Características da Velha Princeton

  • A Velha Princeton tinha uma abordagem mais racionalista e escolástica em relação à fé, contrastando com a ênfase emocional da escola edwardiana.
  • Jonathan Edwards era criticado por essa corrente por enfatizar as afeições religiosas como parte central da experiência cristã.

Mudanças nas Enfases Teológicas

  • Com o tempo, houve uma abertura para a emoção nas discussões teológicas dentro do seminário, especialmente sob a influência de Arkbald Rod.

Controvérsia e Liberalismo

Conflitos Teológicos

  • No início do século XX, muitos estudantes trouxeram ideias liberais da Alemanha que geraram controvérsia nas denominações americanas sobre pontos fundamentais da fé cristã.
  • Charles Briggs foi deposto devido às suas negações sobre aspectos centrais da teologia clássica, levando à formulação da doutrina de inerrância das escrituras por Rod e Warfield.

Consequências das Controvérsias

  • As tensões culminaram na saída dos conservadores do seminário de Princeton para fundar o Westminster após conflitos intensos nos anos 20 do século XX.

Contexto Histórico e Fundamentalismo

Impacto Social das Controvérsias Eclesiásticas

  • As controvérsias eram amplamente divulgadas na mídia da época, refletindo a importância social das disputas religiosas nos Estados Unidos.

Formação do Fundamentalismo

O Movimento Fundamentalista e a Vida de Francis Schaeffer

A Influência de James Haw e o Início do Fundamentalismo

  • Oris, um teólogo escocês presbiteriano, foi influenciado por James Haw, que apoiava a ideia de Darwin entre os irmãos.
  • O movimento fundamentalista começou com intelectuais comprometidos com a inerrância bíblica e doutrinas fundamentais como expiação penal e divindade de Jesus.
  • Inicialmente, o movimento era caracterizado por uma diversidade de opiniões, mas acabou se isolando devido à repressão dos liberais.

Isolamento dos Evangélicos

  • Os evangélicos enfrentaram perseguições que resultaram em um isolamento social, levando ao surgimento da mentalidade de gueto.
  • Francis Schaeffer tinha uma personalidade explosiva; sua esposa Edit era multitarefa e equilibrava suas emoções durante momentos difíceis.
  • A dinâmica do casal refletia personalidades opostas: enquanto Schaeffer era mais introspectivo e propenso à raiva, Edit era ativa e distraída.

Formação Teológica de Schaeffer

  • Após seu casamento em 1935, Schaeffer se envolveu com a Orthodox Presbyterian Church, que se separou das correntes liberais.
  • O pano de fundo histórico da vida de Schaeffer foi marcado pela transição do evangelicismo para um movimento marginalizado na sociedade.

Influências Teológicas

  • Durante seus estudos, ele foi influenciado por Cornélius Vantil, um importante apologista do século XX conhecido pelo método presuposicional.
  • Vantil incorporou ideias de Abraham Kuyper e Herman Bavinck em sua teologia reformada; essa influência moldou o pensamento teológico de Schaeffer.

Características da Teologia Reformada

  • A abordagem teológica holandesa via Vantil é distinta do calvinismo norte-americano tradicional; enfatiza paradoxos lógicos na fé cristã.
  • Vantil acreditava na importância da consistência lógica nas crenças cristãs, embora fosse mais aberto a paradoxos do que outros reformados.

A Influência de John Frame na Teologia

A Posição de John Frame entre Shefer e Vantil

  • John Frame é posicionado entre Francis Shafer e Cornélio Vantil, sendo um "vantiliano" que se abre a outros métodos apologéticos.
  • A conexão entre Frame e Shafer ajuda a entender melhor as relações teológicas entre eles, especialmente no contexto da crítica à neortodoxia.

O Debate Teológico: Bart vs. Bruner

  • Frame estuda com Vantil e acompanha o debate entre Karl Barth e Emil Bruner, preferindo a posição de Bruner sobre teologia natural.
  • Barth argumenta que não há ponto de contato com incrédulos sem uma revelação sobrenatural, enquanto Bruner acredita na possibilidade de discernir ética social harmônica com o cristianismo.

Críticas à Neortodoxia

  • Embora crítico da neortodoxia, Shefer aprende com autores como Barth e Bruner, reconhecendo a importância do diálogo teológico.
  • Dick Cais, discípulo de Shefer, destaca que a posição mais adequada em relação à teologia natural é a de Emil Bruner.

Contexto Histórico do Seminário

  • No seminário onde estudou, havia uma forte ênfase em abstinência total e costumes rígidos dentro do cristianismo determinista.
  • A primeira Bíblia de estudo de Francis Shafer foi a Scofield, influenciando sua visão pré-milenista.

Divisões Dentro da Igreja Presbiteriana

  • Em 1937, Carl McIntire introduziu um princípio rigoroso para proteger a pureza institucional da igreja, levando à divisão do seminário.
  • O jovem Shefer acreditava na existência de um ponto de contato real entre crentes e incrédulos baseado em verdades compartilhadas.

Desenvolvimento das Ideias Teológicas

  • Apesar das influências recebidas, Shefer desenvolveu suas próprias posições apologéticas ao longo dos anos.

História da Igreja e Evangelização

Crescimento e Divisões na Igreja

  • A discussão sobre a multiplicação de igrejas, onde se menciona que "não existe igreja boa", levando à criação de novas denominações.
  • Um chefe foi ordenado em uma nova igreja e atuou como pastor por três anos em Grove City, Pennsylvania, destacando o crescimento da congregação e seu trabalho com crianças.

Família Shafer

  • Em 1941, nasce Susan Shefer, a segunda filha do casal Shafer; fotos da família são mencionadas.
  • Frank Shafer é apresentado como um filho problemático que se afastou das igrejas evangélicas e passou a escrever livros críticos sobre elas.

Ministério de Crianças

  • O ministério de evangelização infantil começou a crescer em 1945 com a fundação do Children for Christ, refletindo uma mentalidade fundamentalista da época.
  • A importância do material didático produzido pelo Children for Christ é ressaltada, enfatizando a separação entre as igrejas.

Missões Estrangeiras

  • Em 1947, o Shefer expressa preocupação com as crianças e jovens na Europa após a Segunda Guerra Mundial; ele organiza uma tour para avaliar a situação das igrejas europeias.
  • Durante essa viagem, ele visita 13 países e observa o crescimento do liberalismo teológico na Europa, sentindo-se compelido a combatê-lo.

Reações ao Liberalismo Teológico

  • O Concílio Mundial de Igrejas é mencionado como um movimento ecumênico que atraiu críticas por seus líderes liberais; muitos evangélicos optaram por não participar dele.

Experiência Transformadora de Chefer na Europa

Curiosidade e Aprendizado Cultural

  • Chefer visitou diversos museus na Europa, explorando a arquitetura e adquirindo uma nova perspectiva sobre o cristianismo.
  • Durante sua viagem, ele se encontrou com teólogos renomados como Lord Jones e Bercauer, ampliando seu entendimento teológico.

A Experiência do Quase Acidente Aéreo

  • No retorno da viagem, o avião de Chefer enfrentou uma situação crítica, quase caindo no mar.
  • O piloto explicou que a falha em dois motores era fatal, mas milagrosamente os motores foram religados antes do impacto.

Reflexões Espirituais e Convicções

  • Chefer considerou essa experiência como uma confirmação de sua missão espiritual e a importância da viagem para sua vida.
  • Ele expressou um forte sentimento de unidade na igreja de Cristo e reafirmou sua decisão de se separar da cultura secular moderna.

Desafios e Oportunidades em Missões

  • Apesar de suas convicções sobre separação cultural, Chefer sentia um crescente desejo de ajudar os europeus.
  • Ele participou do concílio americano de Igrejas Cristãs que se opôs ao concílio mundial, organizando uma conferência ousada na Holanda.

Encontro com Hans Rookm

  • Na conferência em Dergue (Holanda), Chefer conheceu Hans Rookm, cuja influência seria crucial para seu ministério.
  • A conversa inicial entre eles sobre arte gerou uma conexão profunda que perduraria por anos.

Impacto Duradouro das Ideias Artísticas

Discussões sobre Arte e Cristianismo

Materiais e Temas Abordados

  • O autor menciona a existência de seis volumes que contêm uma vasta gama de discussões sobre arte e cristianismo, incluindo livros sobre Mahalia Jackson, música gospel e jazz.
  • Os textos abordam também temas como o barroco holandês e artigos teológicos, refletindo uma imensidão de debates interligando arte com a fé cristã.

A História de Hansm

  • Hansm, um personagem central, teve uma trajetória difícil; ele não era cristão inicialmente, mas encontrou Jesus enquanto estava preso em um campo durante a guerra.
  • Após sua conversão, decidiu estudar filosofia sob a orientação de Makes, um filósofo cristão que o introduziu à filosofia reformada.

Desenvolvimento Pessoal e Profissional

  • Hansm expressou seu desejo de desenvolver o senhorio de Jesus em áreas ainda inexploradas. Ao perguntar ao seu mentor sobre áreas carentes na arte, foi incentivado a se dedicar à história da arte.
  • Embora tenha desejado ser artista inicialmente, reconheceu suas limitações e optou por se tornar historiador da arte, alcançando grande sucesso nesse campo.

Impacto no Pensamento Cristão

  • O encontro entre Hansm e Chefer em 1948 foi crucial para entender as críticas ao cristianismo holandês. Ele sentia que havia uma falta de calor espiritual na abordagem holandesa.
  • Em contraste com o cristianismo anglo-saxônico, que carecia do insight intelectual desenvolvido na Holanda, Hansm buscou unir essas duas tradições distintas.

A Proposta do Labri

  • A proposta do Labri foi fundir a crítica cultural do calvinismo holandês com a ênfase na piedade do calvinismo anglo-americano. Essa fusão visava criar algo novo sem abandonar os fundamentos reformados.
  • É importante notar que essa nova abordagem não deve ser encaixada rigidamente nas teologias reformadas tradicionais; ao contrário, ela busca aprofundar e desenvolver esses fundamentos.

Conclusões Finais

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