O TEMPLO VIVO de DEUS | A Purificação do Templo | Sermão em João 2.13-22 | Rev. J. M. Bragatto
Evangelho de João: A Purificação do Templo
A Chegada à Páscoa e a Indignação de Jesus
- O Evangelho de João relata que, próximo à Páscoa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém e encontrou vendedores no templo, incluindo cambistas.
- Jesus fez um chicote e expulsou todos do templo, dizendo para não fazerem da casa de seu Pai uma casa de venda. Os discípulos lembraram-se do zelo pela casa de Deus.
- Quando questionado pelos judeus sobre o sinal que mostrava sua autoridade, Jesus mencionou a destruição do templo e sua ressurreição em três dias, referindo-se ao seu corpo.
Reflexão sobre o Templo Vivo
- O pregador convida os ouvintes a refletirem sobre experiências em grandes edifícios religiosos e como essas memórias se comparam ao templo vivo que é Cristo.
- Ele imagina como seria se Jesus entrasse na igreja atual com um chicote, provocando uma reflexão sobre a reverência no culto.
Contexto Histórico da Páscoa
- Cada homem judeu era obrigado a ir a Jerusalém pelo menos três vezes ao ano para as festas religiosas. O episódio da purificação do templo ocorre no início do ministério de Jesus.
- É importante notar que Jesus purificou o templo em duas ocasiões: no início e no final de seu ministério.
Problemas no Templo
- A indignação de Jesus estava relacionada à corrupção dentro do sistema religioso; o comércio excessivo ocorria dentro do pátio dos gentios, onde todas as nações podiam adorar.
- Animais oferecidos em sacrifício deveriam ser impecáveis. Havia também um imposto do templo que complicava ainda mais as ofertas.
Corrupção Religiosa
- O problema não era apenas o comércio em si, mas sim sua localização dentro do templo. Isso impedia os gentios de adorarem adequadamente.
- Os cambistas cobravam preços exorbitantes por moedas trocadas para serem usadas nas ofertas, gerando lucro indevido às custas dos adoradores.
- A ação enérgica de Jesus reflete sua indignação contra essa corrupção religiosa e serve como um chamado à reflexão sobre o estado atual da igreja.
A Purificação do Templo por Jesus
O Comércio no Templo
- Na Inglaterra, observa-se um comércio que se instaurou em nome de Deus, substituindo a verdadeira adoração. Moedas e dinheiro secular eram considerados ofensivos ao local sagrado.
- Animais vendidos para sacrifício eram frequentemente rejeitados pelos sacerdotes, que alegavam problemas com os animais, criando uma situação corrupta onde o próprio pessoal do templo estava envolvido na venda.
A Corrupção Religiosa
- Os cobradores de impostos, sacerdotes e cambistas formaram uma aliança corrupta contra a santidade de Deus no templo. Essa corrupção prosperava até a chegada de Jesus.
- A imagem popular de Jesus é distorcida; o Jesus das séries e filmes não reflete o verdadeiro caráter apresentado nas Escrituras.
A Autoridade de Jesus
- Quando Jesus entrou no templo com um chicote, ele desafiou a ordem estabelecida. Sua ação foi um ato profético que questionava a autoridade religiosa da época.
- O zelo pela casa de Deus consumiu Jesus, evidenciando sua autoridade para purificar o templo e criticar as práticas corruptas.
Profecias e Julgamento
- O sistema religioso falido seria julgado; assim como Martinho Lutero desafiou as indulgências, Jesus também confrontou as injustiças do templo.
- A profecia sobre a destruição do templo foi cumprida em 70 d.C., quando Jerusalém foi cercada e destruída pelos romanos.
O Verdadeiro Lugar de Adoração
- Com a destruição do templo físico, Cristo se tornou o verdadeiro lugar de adoração. Os crentes agora se achegam a Deus através dele.
- A mensagem central é que em Cristo encontramos acesso direto ao Pai, superando os rituais antigos que não traziam arrependimento ou fé genuína.
A Autoridade de Jesus e a Busca por Sinais
A Reação dos Líderes de Israel
- Os líderes de Israel pedem sinais como prova da autoridade de Jesus, mas ignoram que a purificação do templo já era um sinal.
- Aqueles que rejeitam a autoridade de Cristo sempre buscarão mais sinais, questionando por que Jesus não resolve todos os problemas da humanidade.
- Jesus responde ao pedido por sinais afirmando que o único sinal dado será o do profeta Jonas, comparando sua ressurreição à experiência de Jonas no ventre do peixe.
O Significado do Templo
- Jesus desafia os líderes a destruírem o templo, prometendo reerguê-lo em três dias; isso se refere ao seu próprio corpo e não ao templo físico.
- O contexto histórico revela que a restauração do templo começou antes de Cristo e só foi concluída em 64 d.C., destacando a importância da mensagem de Jesus sobre seu corpo como o verdadeiro templo.
A Nova Criação em Cristo
- Em Colossenses 2:9, é mencionado que toda a plenitude da divindade habita em Cristo, reforçando sua identidade como o Templo Vivo.
- Em 2 Coríntios 5:17, Paulo afirma que quem está em Cristo é uma nova criatura; essa transformação provém da reconciliação com Deus através de Jesus.
A Morte e Ressurreição de Cristo
- A morte de Cristo representa um novo começo para os crentes, pois Ele se identificou com nossa morte na cruz.
- Apesar das torturas e da crucificação, Jesus nunca pecou; Deus tratou-o como se tivesse cometido nossos pecados para nos reconciliar.
O Impacto da Ressurreição
- A ressurreição demonstra que a morte não pôde segurar Jesus porque Ele não tinha pecado; Ele pagou nossas dívidas com seu sacrifício.
- Quando os discípulos lembraram-se das palavras de Jesus após sua ressurreição, tudo fez sentido para eles; isso ilustra como o Espírito Santo pode vivificar as verdades do evangelho no coração das pessoas.
A União do Cristão com Cristo
A Igreja como Corpo de Cristo
- O cristão está em Cristo, e a igreja é descrita como o corpo de Cristo, enfatizando a união dos fiéis na morte e ressurreição do Senhor Jesus.
- A celebração do sacramento da Ceia do Senhor envolve a participação no Pão e Vinho, que permanecem inalterados fisicamente, mas têm um significado espiritual profundo para os crentes.
A Morte como Sono
- Para o cristão, a morte é comparada a um sono; assim como o corpo busca descanso após cansaço, a morte é vista como um estado temporário.
- Após esse "sono", haverá uma ressurreição gloriosa onde os mortos se levantarão com vigor no dia da segunda vinda de Cristo.
Anseio pela Ressurreição
- Há uma expectativa fervorosa pelo retorno de Jesus e pela ressurreição dos mortos, refletindo uma esperança central na fé cristã.