O Papel do Conselho Gestor na Defesa do SUS

O Papel do Conselho Gestor na Defesa do SUS

Abertura do Evento

Introdução e Apresentação

  • Tatiane dá as boas-vindas aos participantes e apresenta o objetivo da Live, que é discutir o papel do Conselho Gestor na defesa do SUS.
  • Guilherme será o mediador das interações durante o encontro virtual, que ficará disponível posteriormente no YouTube.
  • A programação está dividida em três blocos: apresentações iniciais, palestra principal sobre os conselhos gestores no SUS e discussões sobre regimentos e atas.

Importância do Papel dos Conselhos Gestores

Discurso de Abertura por Ana Cristina

  • Ana Cristina, coordenadora da Coordenadoria Regional de Saúde Norte, fala sobre sua experiência de 32 anos no SUS e a importância da participação ativa dos conselheiros.
  • Ela enfatiza que os conselheiros não devem ser usados como instrumentos políticos, mas sim defender a bandeira do sistema único de saúde.

Reflexão sobre o SUS

  • Ana questiona o que teria acontecido sem o SUS nos últimos dois anos, destacando a responsabilidade enorme que ele carrega para a população.
  • Comenta sobre a complexidade logística necessária para atender às demandas de saúde em uma grande cidade como São Paulo.

Desafios Atuais no Sistema Único de Saúde

Questões Emergentes

  • Discute a nova realidade dos moradores de rua e famílias em situação vulnerável devido à crise econômica atual.

Inovações Tecnológicas

  • Menciona um projeto piloto na Coordenadoria Norte para implementar prontuários eletrônicos integrados, visando melhorar a eficiência do atendimento ao paciente.

Necessidade de Colaboração

Desafios na Assistência do Sistema Único de Saúde (SUS)

Problemas na Informatização e Atendimento ao Paciente

  • A dificuldade no atendimento é evidenciada pela falta de informatização adequada, que faz com que pacientes sejam mal orientados, como no caso de um paciente em fase terminal sendo enviado para a porta do hospital sem o devido cuidado.
  • É fundamental ter uma escuta qualificada e humanizada dos pacientes, ouvindo suas necessidades para oferecer ajuda efetiva, em vez de apenas encaminhá-los sem atenção.

Responsabilidade e Qualidade da Assistência

  • O Conselho deve estar alinhado com as unidades de saúde para discutir a qualidade da assistência prestada, identificando áreas que precisam ser melhoradas.
  • Há uma preocupação com a terceirização das unidades de saúde, onde a falta de funcionários pode comprometer o atendimento. A corresponsabilidade entre os profissionais é essencial.

Colaboração e Trabalho Conjunto

  • É importante que todos os envolvidos na assistência à saúde trabalhem juntos em prol do mesmo objetivo: melhorar o SUS e a qualidade do atendimento.

Apresentação da Equipe da Coordenadoria de Saúde Norte

Introdução à Equipe

  • Dra. Nelsa Aqueme Schmid apresenta sua equipe como assessores da gestão participativa na Coordenadoria Norte, destacando seu papel em apoiar os conselheiros nas necessidades dos territórios.

Estrutura da Equipe

  • A equipe é composta por seis supervisões e outros colaboradores que trabalham juntos para melhorar a assistência à saúde nos territórios representados pelos conselheiros.

Apresentação dos Assessores por Território

Perus e Pirituba

  • Joeline é apresentada como assessora em Perus; Neusa Policastro e Luciano dos Santos são destacados como ativos em Pirituba, prontos para ajudar nas demandas locais.

Santana Jaçanã e Vila Maria

  • Em Santana Jaçanã, há uma boa equipe incluindo a supervisora Dra. Cristina Prum; Tatiane está mediando o encontro na Vila Maria junto com Gabriel Shimaoka e Maria Aparecida Laia.

Freguesia do Ó e Casa Verde

  • Na Casa Verde, Daniele atua como AGP; Márcio Borges colabora tanto na Casa Verde quanto na Freguesia do Ó. André Reis também é assessor nessa região.

Conclusão sobre o Trabalho Coletivo

Melhorando o Acesso ao SUS

Colaboração e Orientação

  • A importância de trabalhar em conjunto para melhorar o acesso à saúde é enfatizada, destacando que a orientação deve ser baseada nos problemas apresentados pela comunidade.
  • Agradecimento à equipe da Coordenadoria Norte, ressaltando o objetivo de colaborar para aprimorar a assistência do SUS.

Papel dos Conselhos Gestores

  • Maria do Carmo inicia sua apresentação saudando os conselheiros e destacando a relevância do trabalho conjunto na defesa do SUS durante momentos desafiadores como a pandemia.
  • O papel dos conselhos gestores é discutido, com foco na necessidade de entender a história do SUS e seu desenvolvimento até o presente.

História do SUS

  • Maria compartilha uma visão geral sobre a trajetória do SUS, mencionando que este encontro educativo é apenas o primeiro de muitos planejados para capacitar os conselheiros.
  • A importância de revisitar a história é abordada, pois isso ajuda a compreender as conquistas e desafios enfrentados ao longo do tempo.

Movimentos Iniciais pela Saúde

  • O surgimento dos movimentos de saúde na década de 70 é destacado como um marco inicial importante na luta por melhores condições de saúde nas comunidades.
  • Os primeiros conselhos comunitários foram formados em resposta à demanda por serviços básicos de saúde, como postos médicos nas periferias.

Organização Comunitária

  • A organização da população no Jardim Nordeste da zona leste é citada como um exemplo significativo onde os cidadãos se mobilizaram para reivindicar seus direitos à saúde.

O Papel da Oitava Conferência Nacional de Saúde

Importância da Oitava Conferência

  • A oitava conferência nacional de saúde, realizada em 1986 em Brasília, foi crucial para discutir um novo conceito de saúde, com a participação ativa de trabalhadores e usuários.
  • Relatórios e fotos dessa conferência estão disponíveis online, permitindo acesso ao que foi discutido na época.

Contribuições para a Constituição

  • A conferência influenciou a Constituição brasileira, garantindo direitos relacionados à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), fruto do movimento pela reforma sanitária.
  • O novo conceito de saúde defendido é o entendimento da saúde como um direito e não um privilégio, enfatizando as condições de vida que afetam a saúde das pessoas.

Saúde como Direito

  • A ideia central era transformar a visão sobre saúde: passar da necessidade básica para o reconhecimento da saúde como um direito fundamental.
  • As condições sociais e econômicas determinam os processos de saúde e doença, especialmente nas periferias onde há maiores dificuldades.

Participação Social

  • A participação social foi abordada como uma conquista importante na gestão do SUS, destacando sua relevância na construção do sistema.
  • Na década de 70, houve avanços significativos na formação dos conselhos de saúde com a inclusão dos trabalhadores junto aos usuários.

Estrutura do Conselho Gestor

  • O conselho gestor é composto por 50% de representantes dos trabalhadores e 50% de usuários, visando garantir uma voz equitativa nas decisões.
  • É essencial assegurar que os usuários tenham representação significativa devido à sua vulnerabilidade em relação ao acesso à informação.

Desafios Contemporâneos

  • Em 2022, discute-se o papel atual dos conselhos gestores na continuidade da luta pela efetivação dos direitos à saúde garantidos pelo SUS.

Conselhos Gestores de Saúde em São Paulo

Estrutura e Importância dos Conselhos

  • Em São Paulo, todas as unidades de saúde, incluindo CAPS, unidades básicas, AME, hospitais e prontos-socorros, devem ter um conselho gestor. A obrigatoriedade é respaldada por lei.
  • O conselho é composto por representantes da sociedade civil e do governo, com o objetivo de assegurar a participação popular na gestão dos serviços de saúde.
  • A gestão participativa é uma política nacional no Brasil dentro do SUS (Sistema Único de Saúde), promovida pelo Ministério da Saúde através da Secretaria de Gestão Participativa.

Conceito e Funcionamento da Gestão Participativa

  • A gestão participativa busca melhorar a administração do SUS com a colaboração dos profissionais de saúde e da comunidade no planejamento das políticas públicas.
  • É fundamental que os conselheiros estejam envolvidos ativamente na gestão participativa para atender às necessidades locais e garantir o funcionamento adequado dos conselhos.

Desafios da Participação

  • A construção do consenso nas discussões é essencial; isso envolve reconhecer diferenças de opinião e trabalhar para superá-las durante as negociações.
  • Participação não se resume à presença física; implica ter poder decisório. Os conselheiros devem se organizar para estarem presentes nos espaços onde decisões são tomadas.

Corresponsabilidade na Gestão

  • Todos os envolvidos na gestão são corresponsáveis pelos resultados alcançados. Isso significa que todos estão juntos em uma luta pela melhoria dos serviços.
  • As leis 13.325 e 13.716/2004 regulam a organização dos conselhos gestores em São Paulo, destacando que nem todos os municípios possuem legislação específica sobre isso.

Legislação e Permanência dos Conselhos

  • A primeira lei sobre o Conselho Municipal foi estabelecida em 2002, após anos de luta desde a década de 90 para garantir sua criação.
  • O artigo primeiro da Lei 13.325 institui os conselhos gestores como permanentes e deliberativos, significando que eles não podem ser desfeitos sem alteração legal.

Funções do Conselho Gestor

  • Os conselhos têm papel ativo no planejamento, avaliação, fiscalização e controle das políticas públicas de saúde em suas áreas específicas.

A Importância do Conselho Gestor na Saúde

Funções e Responsabilidades do Conselho

  • O conselho deve acompanhar, fiscalizar e controlar a execução das políticas de saúde, que são alteradas a cada quatro anos.
  • A supervisão da região é fundamental para o funcionamento do conselho, que pode ser da unidade ou da supervisão.
  • As responsabilidades incluem avaliar, fiscalizar e propor melhorias no planejamento e organização das ações de saúde.

Participação dos Usuários e Trabalhadores

  • É essencial que os representantes dos usuários estejam em sintonia com as necessidades deles, assim como os trabalhadores devem dialogar sobre suas demandas.
  • O gerente da unidade é considerado Conselheiro Nato e deve se preparar para representar a gestão dentro do conselho.

Estruturação e Regimento do Conselho

  • O regimento descreve o funcionamento do conselho e as diretrizes que orientam sua formação.
  • A representatividade é crucial; para ser efetivo, o conselho deve garantir igualdade de poder entre seus membros.

Desafios da Participação

  • A participação não é uma concessão, mas uma conquista; implica em um processo de aprendizagem contínua.
  • O poder de decidir sobre questões de saúde está ligado à capacidade de transformar a sociedade e combater injustiças.

Condições para o Funcionamento Eficaz do Conselho

  • Para um conselho funcionar plenamente, é necessário garantir participação efetiva, representatividade, legitimidade e autonomia.
  • A independência política é vital para que as decisões reflitam as reais necessidades dos usuários do SUS.

Reflexões Finais sobre o Papel dos Conselheiros

  • Os conselheiros devem lutar pela defesa da população através do SUS, evitando interesses pessoais ou partidários.

A Importância do Regimento Interno nos Conselhos de Saúde

Abertura e Reconhecimento

  • Carm é elogiada como uma pessoa muito boa, assim como a Dra. Nelsa, que é reconhecida como uma excelente profissional. Joelane também é mencionada como uma batalhadora.
  • Carlos Luiz parabeniza todos os AGPs e conselheiros gestores do biênio 2022-2023, destacando o trabalho da Dra. Nelsa em auxiliar sempre que possível.
  • Luciano Souza menciona que a oitava conferência foi um marco importante por promover a participação da sociedade civil nas discussões sobre políticas públicas de saúde.

Apresentação sobre o Regimento Interno

  • A apresentação é iniciada por Dael, GP da supervisão de Perus, que fala sobre o Regimento e sua importância para o funcionamento dos conselhos.
  • Dael expressa seu prazer em estar na gestão participativa e defende com fervor o Sistema Único de Saúde (SUS), ressaltando a importância dos conselhos na luta pela melhoria do sistema.

Agradecimentos e Colaboração

  • Dael agradece à Maria do Carmo pela educação permanente e ao apoio constante da Dra. Nelsa na gestão participativa.
  • É enfatizada a necessidade de colaboração entre os segmentos usuários, trabalhadores e gestores para alcançar resultados efetivos.

Discussão sobre o Regimento Interno

  • O Regimento Interno é discutido logo após a posse do novo conselho; geralmente há resistência em discutir esse tema devido à sua natureza burocrática.
  • O regimento deve ser elaborado seguindo as legislações vigentes e nortear as funções dos conselheiros em planejar, avaliar, fiscalizar e controlar ações de saúde.

Importância das Regras no Regimento

  • O Regimento contribui para melhorar a situação de saúde no território ao garantir normas claras para convivência entre os conselheiros.
  • Apesar da resistência inicial à elaboração do regimento, ele se torna essencial para regulamentar situações cotidianas dentro dos conselhos.

Exemplos Práticos e Normas de Conduta

  • Dael compartilha experiências práticas sobre a importância do regimento na definição de regras de convivência entre os conselheiros.
  • Um exemplo prático mencionado envolve dificuldades enfrentadas pelo conselho devido à falta de regras claras sobre ausências dos membros durante reuniões.

Conclusão Sobre Normas Éticas

  • A discussão inclui a necessidade de normas éticas no comportamento dos conselheiros, especialmente em interações digitais como grupos WhatsApp.

Regimento Interno do Conselho: Importância e Estrutura

Transparência e Regras do Regimento

  • O regimento interno traz transparência ao funcionamento do conselho, definindo regras sobre faltas justificadas e não justificadas dos conselheiros.
  • É essencial que o regimento defina claramente os objetivos e finalidades, além das competências de cada conselheiro para evitar favorecimentos pessoais.

Composição e Funções

  • A composição do conselho deve ser equilibrada: 50% usuários, 25% gestores e 25% trabalhadores. As funções das comissões também devem estar descritas no regimento.
  • O funcionamento das reuniões deve ser estipulado no regimento, incluindo datas fixas para facilitar a programação dos conselheiros.

Votação e Quórum

  • O regimento deve especificar quem tem direito a voto e voz nas deliberações. No caso de um conselho pequeno, todos os membros podem votar.
  • A aprovação do regimento requer quórum mínimo de 50% mais um dos membros presentes na reunião ordinária.

Elaboração Democrática

  • A elaboração do regimento deve ser democrática, envolvendo ampla participação de todos os membros do conselho.
  • É importante que a comunidade participe da discussão sobre o regimento, mesmo que apenas os membros tenham direito a voto.

Conformidade Legal

  • O regimento não pode se opor à legislação vigente; por exemplo, não é permitido definir pagamentos para conselheiros se isso contraria leis existentes.
  • A lei 13.325 de 2002 regulamenta que o conteúdo do regimento deve respeitar as normas legais em vigor.

Comunicação e Discussão

  • Embora seja possível compartilhar o regimento via WhatsApp para estudo prévio, as discussões formais devem ocorrer em reuniões plenárias.

Uso do Crachá e Normas de Funcionamento

Importância do Crachá

  • O crachá é de uso pessoal e intransferível, essencial para a identificação dos conselheiros.
  • Facilita a interação entre os conselheiros, especialmente em conselhos novos onde as pessoas ainda estão se conhecendo.

Regras de Uso do Crachá

  • Visitas às unidades devem ser agendadas com aviso prévio, respeitando a rotina da unidade que envolve atendimentos complexos.
  • A presença do conselheiro deve ser organizada para garantir que ele receba a atenção necessária durante as visitas.

Abuso de Autoridade

  • O uso do crachá não confere direitos especiais ou tratamento diferenciado; tentar obter vantagens é considerado abuso de autoridade.
  • É importante ressaltar que o uso indevido pode levar a consequências legais, conforme previsto em lei.

Atas das Reuniões e Pautas

Função da Ata

  • A ata é um documento jurídico que registra ocorrências e deliberações das reuniões, devendo ser redigida sem possibilidade de modificações posteriores.

Estrutura da Ata

  • Deve incluir data, local, horário de início e fim da reunião, além dos nomes dos presentes e suas representações.
  • Justificativas para ausências devem ser registradas, assim como informes relevantes durante as reuniões.

Importância das Pautas

  • As pautas definidas são essenciais para guiar as discussões nas reuniões; o conhecimento sobre os serviços prestados pela unidade ajuda na formulação dessas pautas.

Formatação da Ata

  • A ata deve ocupar todo o espaço disponível sem parágrafos ou abreviações. Números devem ser escritos por extenso e não podem haver rasuras.

Encerramento da Reunião

Importância da Ata em Reuniões do Conselho

Procedimentos para Redação e Aprovação da Ata

  • A ata deve incluir uma lista de presença, que pode ser colada ou arquivada. O responsável pela ata deve assinar e corrigir erros, utilizando a palavra correta ao invés de simplesmente riscar.
  • A ata precisa ser lida na próxima reunião e aprovada pelo pleno do conselho, desde que haja quórum. Se não houver quórum, a ata pode ser lida, mas não aprovada.
  • Correções na ata devem ser feitas na reunião seguinte. Após a redação final, a ata não pode mais ser modificada; correções são registradas com o número da linha e o trecho correspondente.
  • É crucial que a confecção da ata seja feita corretamente para registrar as discussões e decisões do conselho. A ata pode ser solicitada por órgãos externos se necessário.
  • A clareza nas orientações sobre como redigir a ata é fundamental para todos os assessores envolvidos nas supervisões.

Questões sobre Conselhos Gestores

Estrutura das Coordenadorias de Saúde

  • Pergunta sobre a ausência de conselhos gestores nas coordenadorias de saúde. As coordenadorias são referidas como supervisões técnicas devido à legislação municipal anterior.
  • Uma lei entre 2002 e 2004 reorganizou as estruturas de saúde, concentrando-as nas subprefeituras para promover intersetorialidade entre educação, saúde e assistência social.
  • O objetivo era criar uma gestão mais eficaz através da proximidade com a população. As coordenadorias foram inicialmente criadas para atender essa necessidade.
  • Mudanças administrativas reduziram o número de coordenadorias para cinco grandes áreas (Norte, Centro-Oeste, Leste, Sudeste e Sul), alterando sua nomenclatura para supervisão técnica.

Papel da Gestão no Conselho Gestor

Relação entre Coordenadoria e Unidades de Saúde

  • A Coordenadoria está distante das unidades de saúde, o que gera discussões frequentes sobre a necessidade de aproximação.
  • O Conselho Municipal discute a legislação que afeta as operações, tornando complicado o cumprimento das normas.

Funções da Gestão em Relação ao Conselho

  • A gestão é parte integrante do conselho e deve atuar como um órgão colegiado resolutivo, participando da avaliação e fiscalização.
  • O papel do gestor é garantir o funcionamento do conselho, assegurando que ele tenha as condições necessárias para operar efetivamente.

Responsabilidades Específicas do Gestor

  • O gerente da unidade de saúde deve facilitar a constituição do conselho e não interferir nos processos eleitorais dos representantes.
  • É responsabilidade do gestor informar o conselho sobre questões relevantes, como calendário e relatórios de serviços prestados.

Importância da Gestão Participativa

  • A gestão participativa é fundamental no SUS; implica compartilhar decisões e envolver todos os segmentos na administração.
  • O gestor deve estar ciente das legislações pertinentes e manter o conselho informado sobre problemas locais e soluções propostas.

Desafios Enfrentados pelo Gestor

  • O gestor faz parte de uma equipe maior com diversas áreas técnicas, sendo essencial identificar dificuldades enfrentadas pelo conselho.

Conselheiros e Educação Permanente

Introdução à Educação Permanente

  • A discussão inicia com a pergunta sobre cursos para novos conselheiros, destacando a importância da educação permanente como ferramenta fundamental.
  • O ideal seria implementar ações educativas rapidamente, organizadas em nível de supervisão, adaptadas às diferentes realidades das regiões.

Desafios na Implementação do Projeto

  • Há um projeto em revisão que visa atualizar o material de educação permanente, mas a pandemia dificultou a continuidade dos processos e resultou na perda de facilitadores.
  • A ideia era que cada região elaborasse seu planejamento educativo com facilitadores locais, mas isso não foi possível devido aos desafios enfrentados.

Situação Atual e Planejamento Futuro

  • O Conselho Municipal fez ressalvas ao projeto anterior, que precisa ser reavaliado antes de seguir adiante. O planejamento inicial previa o início do projeto no começo do ano.
  • As regiões estão se organizando para realizar ações mínimas enquanto aguardam a aprovação do projeto. Iniciativas como lives são uma forma de abordar temas importantes.

Ações Educativas e Metodologia

  • O foco não é apenas em cursos tradicionais, mas em diversas ações educativas contínuas que atendem às necessidades dos conselheiros.
  • Exemplos incluem ações educativas relacionadas ao relatório de gestão e à legislação pertinente, abordando dúvidas comuns entre os conselheiros.

Organização Regional e Colaboração

  • Apesar da falta de recursos humanos para implementar todas as atividades planejadas, as regiões têm conseguido se organizar efetivamente.
  • Cada região está desenvolvendo suas próprias propostas educacionais, demonstrando resiliência mesmo sem a aprovação formal do projeto.

Papel do Conselho Gestor

Comunicação com Instâncias Maiores

  • A questão sobre o papel prático do conselho gestor é levantada; há uma necessidade histórica de criar um vínculo mais forte entre conselheiros locais e o Conselho Municipal.
  • Uma proposta discutida anteriormente incluía abrir agendas para visitas ao conselho municipal, permitindo maior interação entre os conselheiros.

Reuniões Híbridas e Inclusão

Comunicação e Gestão Participativa no Conselho Municipal de Saúde

Mudanças na Gestão do Conselho

  • O Conselho Municipal de Saúde passou por uma mudança de gestão, o que implica a necessidade de rediscutir propostas anteriores.
  • A comunicação com o conselho é aberta a todos, permitindo que qualquer pessoa faça perguntas ou denúncias através de diversos canais como telefone e e-mail.

Acesso à Informação

  • Existe uma página dedicada no site da Secretaria Municipal de Saúde onde estão disponíveis todas as informações sobre o Conselho Municipal.
  • Os cursos e encontros presenciais são utilizados para educar sobre planejamento e ações do conselho, enfatizando a importância do conhecimento das estruturas regionais.

Estrutura da Gestão Participativa

  • A gestão participativa é vista como um primeiro passo essencial para facilitar o contato entre os conselheiros e as unidades regionais.
  • As comissões dentro do conselho, como a comissão de saúde mental, servem como espaços para discussão e aprendizado sobre políticas específicas.

Importância das Comissões

  • A comissão de saúde mental foi criada em resposta à necessidade dos conselheiros em garantir políticas eficazes nessa área.
  • Conselheiros podem visitar reuniões do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) para conhecer melhor as discussões em saúde mental.

Transparência e Acessibilidade

  • O conselho se compromete a manter todos informados sobre suas atividades, garantindo que não haja espaço fechado para informações.
  • É fundamental que as instâncias superiores sejam acessíveis; caso contrário, deve-se buscar soluções para melhorar essa situação.

Colaboração entre Supervisores e Conselheiros

  • Cada supervisão tem um assessor autônomo que discute questões regionalmente relevantes, respeitando as características locais.
  • A educação permanente é considerada crucial para fortalecer o SUS (Sistema Único de Saúde), promovendo direitos sociais através do conhecimento compartilhado.

Participação Ativa nas Reuniões

  • Todos os assessores estão disponíveis nas supervisões para esclarecer dúvidas; isso fortalece a confiança entre os conselheiros.
  • A presença constante da Dra. Nelsa nas reuniões demonstra comprometimento com as discussões regionais importantes.

Fórum Consultivo da Região Norte

Discussão sobre Saúde e Políticas Públicas

Importância da Apresentação das Áreas Temáticas

  • A Dra. Nelsa convida as áreas temáticas da supervisão para apresentar suas funções, como a assistência farmacêutica, visando uma melhor compreensão do funcionamento da pasta de saúde.

Ampliação do Debate em Saúde

  • É crucial discutir não apenas as necessidades locais, mas também ampliar o debate sobre políticas de saúde em nível nacional e municipal, como a política de saúde mental.

Exemplos Práticos na Saúde Mental

  • A discussão deve incluir a análise da política de saúde mental no país e no município, além de questões específicas como a necessidade de um CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).

Orçamento e Recursos em Saúde

  • A importância de discutir o orçamento destinado à saúde em São Paulo e no Brasil é destacada, especialmente em relação ao financiamento do NASF (Núcleo Ampliado de Saúde da Família).

Impacto Regional nas Políticas de Saúde

  • O impacto das políticas regionais é evidente; municípios menores que não conseguem financiar serviços acabam sobrecarregando São Paulo, afetando as ações locais.

Encerramento e Reflexões Finais

Agradecimentos e Participação

  • Os participantes agradecem pela presença na live e reforçam a importância do diálogo contínuo entre os conselheiros.

Compromisso com o SUS

  • Há um chamado para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), reconhecendo que a busca pela perfeição é um objetivo difícil, mas necessário.

Disponibilidade para Dúvidas

  • A gestão participativa está aberta para esclarecer dúvidas dos conselheiros e planejar novas ações no território.

Compartilhamento da Live

  • Informações sobre como acessar a gravação da live são fornecidas, incentivando os participantes a compartilharem com outros conselheiros.

Canais Oficiais para Comunicação

Encerramento da Live

Agradecimentos e Próximos Passos

  • O encerramento da live foi marcado por agradecimentos a todos os participantes, destacando a importância da presença online de muitas pessoas.
  • Foi enfatizada a possibilidade de participação em reuniões futuras, reforçando o engajamento dos conselheiros e usuários.
  • Os organizadores mencionaram que novos eventos e conteúdos estão programados para breve, incentivando os participantes a seguirem os canais disponíveis.
  • A interação durante a live foi considerada muito positiva, refletindo um bom envolvimento da comunidade.
Video description

Acompanhe nossa live no Canal Profissional da Escola Municipal de Saúde. Neste encontro, direcionado aos Conselheiros da Coordenadoria Norte, iremos apresentar e discutir o papel do conselho gestor na defesa do SUS.