#880 Diário Econômico: Tom do BC abre juros e pressiona bolsa - 17/04/2026
Análise do Mercado Financeiro - 17 de Abril de 2026
Contexto Internacional e Impactos no Brasil
- O ambiente internacional continua relevante, mas não é mais o principal motor dos mercados brasileiros. As negociações entre EUA e Irã estão estagnadas, refletindo um compasso de espera nos mercados.
- O petróleo subiu mais de 3%, com o Brent se aproximando da marca de 100 dólares por barril, devido ao ceticismo sobre uma resolução rápida do conflito no Oriente Médio.
- Apesar da alta do petróleo e juros em ascensão, as bolsas de Nova York mostraram resiliência, com o SP500 e NASDAQ atingindo máximas históricas.
Política Monetária Brasileira
- No Brasil, a mudança na leitura sobre política monetária foi um fator crucial. O diretor do Banco Central, Paulo Piquete, adotou um tom cauteloso em relação às expectativas inflacionárias.
- A curva de juros abriu consistentemente, com os vértices curtos e intermediários operando acima de 14%. Isso reflete tanto o cenário externo quanto leilões robustos de títulos pré-fixados.
Desempenho do Mercado Brasileiro
- O Ibovespa caiu para 196.000 pontos (-0,53%), indicando uma correção após um rally recente. Essa queda é vista como um ajuste normal após forte valorização.
- O dólar superou R$ 5 durante o dia, mas fechou estável abaixo desse patamar psicológico. A abertura da curva reforça o diferencial de juros que sustenta o real.
Indicadores Econômicos
- A divulgação do IBCBR mostrou avanço de 0,6% em fevereiro, sugerindo resiliência econômica no curto prazo apesar das expectativas de desaceleração gradual ao longo do ano.
- Projeções indicam crescimento do PIB em 0,8% para o primeiro trimestre e mantêm a expectativa em 1,7% para todo o ano de 2026.
Expectativas Futuras
- Para hoje estão previstos indicadores importantes sobre inflação no Brasil. Espera-se que IPCS capture pressões inflacionárias enquanto GPM preliminar pode mostrar aceleração significativa devido aos preços atacadistas.
- Dados internacionais também são esperados para calibrar a atividade econômica nos EUA e Europa em meio à incerteza geopolítica atual.