ANATOMIA MACROSCÓPICA DA MEDULA ESPINAL - PARTE 2

ANATOMIA MACROSCÓPICA DA MEDULA ESPINAL - PARTE 2

Estrutura e Função da Medula Espinhal

Representação dos Segmentos Medulares

  • A apresentação inicial mostra cortes transversais de segmentos medulares, destacando a região cervical (C5), torácica (T2), lombar (L1), sacral (S2, S3).

Variação da Substância Branca

  • A quantidade de substância branca varia entre os segmentos medulares; regiões como a cervical e lombar apresentam maior densidade neuronal.
  • As intumescências cervical e lombo-sacral são áreas com maior população neuronal, resultando em colunas anterior e posterior mais espessas.

Diminuição da Densidade de Substância Branca

  • À medida que se desce pela medula, a densidade de substância branca diminui significativamente, especialmente na região lombar e sacral.
  • Essa diminuição é atribuída à redução das fibras nervosas que sobem ou descem pela medula.

Conexões Nervosas

  • Os segmentos medulares estão relacionados às conexões com nervos espinhais através de filamentos radiculares.
  • Filamentos radiculares se unem para formar raízes nervosas: anteriores (ventrais) e posteriores (dorsais).

Formação dos Nervos Espinhais

  • Cada nervo espinhal é formado pela união das raízes anterior e posterior, tornando-se um nervo misto que transporta informações sensitivas e motoras.
  • Lesões nos nervos espinhais podem resultar em repercussões sensitivas e motoras devido à sua natureza mista.

Segmentação Medular

  • A união das raízes ocorre distalmente ao gânglio espinhal, formando o segmento medular correspondente a cada par de nervo espinhal.
  • Um segmento medular é definido pela conexão dos filamentos radiculares que compõem um par de nervo espinhal.

Inervação Muscular

Segmentos Medulares e sua Inervação

Estrutura dos Segmentos Medulares

  • O segmento medular inerva músculos como o bíceps braquial, sendo importante testar a integridade de pares de nervos raquidianos para investigar lesões.
  • Existem 31 pares de nervos espinhais, correspondendo a 31 segmentos medulares, que são divididos em: 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo.

Dúvidas sobre Segmentos Cervicais

  • Apesar de haver sete vértebras cervicais, existem oito segmentos medulares cervicais. O primeiro segmento emerge entre a vértebra Atlas (C1) e o osso occipital.
  • Este segmento está relacionado à inervação dos músculos da região posterior da cabeça e à articulação atlantoaxial.

Relação entre Segmentos e Nervos

  • Os nervos occipitais menores e maiores também estão envolvidos na inervação da parte posterior da cabeça.
  • A partir do primeiro segmento cervical (C1), os demais segmentos emergem nos forames intervertebrais subjacentes.

Regiões Topográficas da Medula Espinal

Divisão das Regiões

  • A medula espinal é dividida em cinco regiões topográficas: cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea.
  • A região cervical possui oito segmentos; a torácica tem doze; a lombar conta com cinco; a sacral também tem cinco; enquanto o coccígeo é único.

Funções Específicas dos Segmentos

  • O segmento coccígeo está relacionado à inervação do esfíncter anal externo e da região perianal.

Topografia Vertebromedular

Conceito de Topografia Vertebromedular

  • A topografia vertebromedular refere-se à relação entre as vértebras e a medula espinhal. No adulto, a medula não ocupa todo o canal vertebral.

Extensão da Medula Espinal

  • A medula espinhal termina no nível das vértebras L1-L2. Essa diferença ocorre devido ao crescimento ósseo mais acelerado em comparação ao crescimento da medula durante o desenvolvimento fetal.

Adaptação ao Crescimento Ósseo

  • Durante o desenvolvimento intrauterino, havia uma correspondência perfeita entre a coluna vertebral e a medula espinhal. Com o tempo, as raízes nervosas se adaptaram ao crescimento ósseo acelerado.

Alterações nas Raízes Nervosas

Medula Espinal e suas Adaptações

Crescimento da Medula Espinal

  • A medula espinal não cresce no mesmo ritmo que a coluna vertebral, necessitando de adaptações como o prolongamento das raízes nervosas.

Observações Clínicas

  • Um clínico observou a relação entre traumas e a integridade sensitivo-motora em diferentes regiões da medula espinal, notando uma falta de correspondência entre vértebras e segmentos medulares.

Lesões e Segmentos Medulares

  • A lesão em um nível específico da coluna não se traduz diretamente na lesão do segmento medular correspondente devido à diferença de crescimento entre a coluna e a medula espinal.

Regra de Piri para Correspondência

  • O clínico desenvolveu uma regra para correlacionar processos espinhosos com segmentos medulares, considerando a obliquidade dos processos espinhosos nas vértebras torácicas.

Aplicação das Regras

  • As regras variam conforme as regiões: na cervical, soma-se 1 ao número da vértebra; na torácica superior, soma-se 2; e nas inferiores, soma-se 3 para determinar os segmentos medulares correspondentes.

Envoltórios da Medula Espinal

Meninges e Proteção

  • A medula espinhal é envolvida por membranas fibrosas chamadas meninges, que protegem o sistema nervoso central (SNC), composto pelo encéfalo e pela própria medula.

Estrutura do Sistema Nervoso Central

Estruturas das Meninges e Espaços da Medula Espinal

Tipos de Meninges

  • As meninges são membranas fibrosas que envolvem o sistema nervoso central, consistindo em três camadas: dura-máter, aracnóide e pia-máter.
  • A dura-máter é a camada mais externa e resistente, enquanto a aracnóide está aderida à face interna da dura-máter.
  • Em indivíduos vivos, existe um espaço virtual preenchido por líquido entre a aracnóide e a dura-máter; em cadáveres, esse espaço é visível.

Função da Pia-Máter

  • A pia-máter é a camada mais interna que está diretamente em contato com o tecido neural da medula espinal.
  • Prolongamentos da aracnóide se assemelham a "asinhas de aranha", demonstrando sua estrutura complexa.

Espaços ao Redor da Medula Espinal

Espaço Epidural

  • O espaço epidural é superficial à dura-máter e contém tecido adiposo e veias.
  • Este espaço serve como uma proteção adicional para as estruturas nervosas.

Espaço Subdural

  • O espaço subdural é um espaço virtual entre a dura-máter e a aracnóide, contendo uma pequena quantidade de líquido cefalorraquidiano (LCR).
  • O LCR proporciona suporte mecânico às estruturas do sistema nervoso central, ajudando na proteção contra traumas.

Espaço Subaracnoide

  • O espaço subaracnoide está localizado entre a aracnóide e a pia-máter, sendo um grande espaço que contém líquido cefalorraquidiano.