13ª Aula - Uso da Cannabis sativa L. como aliada da Psicologia - Dr. Anderson Matos
Introdução ao Curso sobre Uso Terapêutico da Cannabis Sativa
Apresentação do Curso
- Gabi da Ines dá as boas-vindas aos participantes e introduz a 11ª edição do curso sobre uso terapêutico da cannabis sativa.
- O professor Dr. Anderson Matos, psicólogo e professor na Universidade Federal de Minas Gerais, será o palestrante convidado.
Temas Abordados
- Dr. Anderson propõe um tema novo que será discutido no final da aula, com a promessa de uma nova discussão na próxima edição do curso.
- A diversidade nos temas abordados é mencionada, destacando que os palestrantes aprofundam os tópicos conforme suas especialidades.
Importância do Engajamento
- Gabi enfatiza a importância do engajamento nas redes sociais em relação aos projetos legislativos e regulatórios sobre cannabis.
- Menciona uma marcha em São Paulo como um evento importante para o movimento.
Contribuição para o Debate sobre Cannabis
Apresentação do Palestrante
- Dr. Anderson Matos se apresenta como psicólogo e conselheiro no Conselho Regional de Psicologia, coordenando a comissão de orientação em tratamentos com cannabis terapêutica.
- Ele também é gerente de processos na Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal (AMA-ME).
Foco da Aula
- O foco será discutir os efeitos psicoativos da maconha dentro do campo da psicologia, com um recorte histórico.
- Dr. Anderson menciona que irá abordar as funções psíquicas alteradas pelo uso da cannabis.
Efeitos Psíquicos e Histórico
Introdução à Discussão dos Efeitos Psíquicos
- Cita Claude Bernard para introduzir a ideia de que o experimentador deve saber o que procura para compreender suas descobertas.
Recorte Metodológico
- O palestrante planeja focar nas impressões de médicos e estudiosos no campo psiquiátrico contemporâneo, evitando discussões históricas mais antigas.
Fenomenologia Psiquiátrica
- A abordagem fenomenológica psiquiátrica será utilizada para descrever os fenômenos observáveis sob efeito da cannabis.
Suporte ao Paciente
A Relação entre Maconha e a Literatura Brasileira
Contexto Histórico da Maconha no Brasil
- A literatura psiquiátrica e psicológica não se alinha com a literatura do romance brasileiro, destacando a necessidade de um recorte histórico sobre o conhecimento da maconha até o século XIX.
- Em uma conversa em Cachoeira do Tum, um major expressa sua curiosidade sobre o uso de uma cigarrilha feita de fumo da Angola, revelando a ignorância sobre os efeitos psicoativos da maconha.
- O major experimenta fumar a cigarrilha e relata uma sensação de leveza e bem-estar, indicando uma descoberta pessoal dos efeitos da substância.
Conhecimento Anterior sobre Maconha
- O major representa um homem branco do século XIX que desconhece os efeitos psicoativos da maconha, refletindo uma falta de entendimento cultural e racial sobre a planta no Brasil.
- Apesar do desconhecimento do major, outros grupos sociais já tinham conhecimento dos efeitos da maconha antes dele; isso inclui relatos históricos como os de Garcia da Horta.
Relatos Históricos sobre Maconha
- Garcia da Horta é mencionado como um dos primeiros autores em língua portuguesa a relatar o uso de maconha em Goa, descrevendo suas propriedades e usos na cultura local.
- Ele menciona o "bang", uma mistura que contém cannabis, usada para embriagar grandes capitães para aliviar suas preocupações e facilitar o sono.
Efeitos Psicoativos e Uso Cultural
- Garcia da Horta observa que as pessoas usavam bang para escapar das dificuldades diárias, ressaltando seu uso recreativo e potencial afrodisíaco.
- O relato destaca que algumas mulheres utilizavam bang antes de encontros amorosos para aumentar seu prazer sexual.
Transição para Século XIX: Preocupações Científicas
- No século XIX, surgem preocupações científicas relacionadas à maconha e sua associação com esquizofrenia; isso é exemplificado pela obra de Joseph Mourots.
A Experiência e a Loucura
A Exploração da Loucura através da Experiência Pessoal
- O autor discute a importância da experiência pessoal na compreensão das faculdades morais, considerando-a um meio poderoso para explorar questões de patologia mental.
- Ele argumenta que a experiência pessoal é o critério da verdade, negando o direito de qualquer um falar sobre os efeitos do haxixe sem vivência interna.
- Murot critica psiquiatras que falam sobre loucura sem ter uma vivência direta, sugerindo que essa experimentação é essencial para entender os processos de adoecimento mental.
A Necessidade de Experimentação
- O autor menciona que não é comum hoje em dia médicos experimentarem medicamentos como parte do tratamento, mas isso era mais frequente no passado.
- Ele destaca a lógica de redução de danos, onde usuários ajudam outros usuários com problemas relacionados ao uso de substâncias.
O Clube dos Rachins e Influências Culturais
- Murot não estava sozinho em suas experiências; ele fazia parte do "clube dos rachins", composto por artistas renomados como Bodeler e Victor Hugo.
- O autor menciona sua familiaridade com as discussões anteriores sobre os efeitos psíquicos e considera um personagem importante na história da maconha no Brasil.
Eugenismo e Racismo na Psiquiatria Brasileira
- Ele critica José Rodrigues da Costa Dória, apontando-o como um higienista e eugenista que contribuiu negativamente para a discussão sobre maconha.
- Dória utilizou argumentos pseudocientíficos para justificar uma perspectiva racista dentro da cultura psiquiátrica brasileira no final do século 19.
A Vingança dos Oprimidos?
- Dória faz uma analogia entre a maconha no Brasil e o ópio na China, sugerindo que ela representa uma vingança dos povos negros escravizados.
- Sua obra repercutiu fortemente, criando estigmas associados ao uso da maconha no Brasil sob uma perspectiva negativa.
Reflexões Críticas sobre Dória
- O autor considera Dória como responsável pela criação do "maconhista tupiniquin", moldando uma visão psiquiátrica negativa sobre o uso de maconha.
- Apesar das impressões negativas dele, o autor acredita que muitos aspectos clínicos mencionados por Dória poderiam ser úteis em tratamentos psiquiátricos.
Efeitos Positivos Reconhecidos
- Ao examinar as obras de Dória, percebe-se que ele reconhece alguns efeitos positivos da cannabis em pacientes com transtornos mentais.
- No entanto, há contradições nas suas afirmações; ele parece ignorar ou desconsiderar esses aspectos positivos em sua crítica geral à planta.
Conclusão Sobre a Maconha na Psiquiatria
O Efeito da Maconha no Bem-Estar e na Sociabilidade
A Experiência do Uso da Maconha
- O uso da maconha é associado ao bem-estar, satisfação e alegria, levando os usuários a retornarem ao seu consumo.
- Durante a embriaguez, os usuários se tornam mais amáveis e expressivos, revelando aspectos de sua personalidade que podem ser ocultos em estados normais.
Observações sobre o Estado Alterado
- A maconha não provoca novas experiências; ela apenas revela o que já existe dentro do indivíduo.
- Os usuários tendem a se tornar conversadores alegres e íntimos, compartilhando histórias e criando um ambiente de camaradagem.
Casos Clínicos Relatados
- Um caso clínico é apresentado: um homem de 43 anos que fuma maconha há mais de 20 anos sem problemas de saúde significativos. Ele usa a erva para lidar com tristeza e falta de disposição.
- O relato destaca o uso da maconha entre pescadores no Nordeste do Brasil como uma forma de aliviar as dificuldades enfrentadas durante o trabalho.
Fenomenologia Psiquiátrica
- A discussão aborda a fenomenologia psiquiátrica relacionada ao uso da maconha, observando como ela acelera o pensamento e promove uma sensação de liberdade.
- Os efeitos incluem uma elação (transbordamento emocional), onde os usuários experimentam alegria intensa e sociabilidade.
Impacto Social e Cultural
- O uso recreativo da maconha é descrito como um meio para enfrentar condições adversas, proporcionando alívio contra tristeza e desânimo.
- Dória Sergipano é mencionado como uma figura importante na história do proibicionismo no Brasil, influenciando gerações com suas publicações sobre o tema.
Roda de Fumo e Cultura Popular
- Francisco de Assis Iglesias relata eventos em rodas de fumo no Maranhão, onde risadas e versos são comuns entre os participantes.
- As interações nas rodas refletem hábitos culturais africanos misturados à experiência do uso da diamba (maconha).
Crítica à Psiquiatria Tradicional
- A transformação do uso medicinal em veneno é discutida sob a perspectiva psiquiátrica, destacando preocupações com degeneração mental associadas ao consumo.
A Busca pela Felicidade e o Uso de Substâncias
O Sofrimento Humano e a Fuga para o Imaginário
- O ser humano, diante das dores físicas e morais, busca escapar da sua realidade através de um mundo imaginário, tentando encontrar uma felicidade fictícia.
- Freud menciona que as pessoas recorrem ao uso de drogas como forma de tratar o mal-estar, destacando a relação entre saúde mental e substâncias.
A Relação entre Dor Física e Vício
- Dória argumenta que a dor física pode ser uma causa do vício, citando exemplos como nevralgias e cólicas uterinas que levam ao uso de plantas medicinais.
- Pacientes frequentemente retornam ao uso de substâncias após experimentarem alívio dos sintomas, gerando um ciclo vicioso.
Impacto na Psiquiatria Brasileira
- O pensamento de Dória influenciou profundamente a psiquiatria brasileira até os dias atuais, apesar das suas visões infelizes sobre o vício.
- Ele observa que os pesares emocionais são outra causa comum do vício, levando indivíduos a buscar momentos temporários de alegria através do uso de substâncias.
Transição do Discurso Médico para Criminalização
- Há uma crítica à transformação do discurso médico em um tipo criminalizador em relação aos usuários de substâncias.
- Essa mudança reflete uma apropriação negativa da discussão sobre saúde mental e vícios.
Efeitos Psicoativos da Maconha
- O uso da maconha provoca alterações nas sensações e percepções dos usuários, resultando em uma "desancoragem" psíquica.
- Estudos sociológicos realizados na década de 70 por Becker abordam as experiências dos usuários com maconha e suas implicações sociais.
Alterações Psíquicas Associadas ao Uso
- Os efeitos da maconha incluem mudanças no pensamento, humor e percepção temporal. Essas alterações podem impactar significativamente a vida cotidiana dos usuários.
- A pesquisa se concentra em entender como esses efeitos se manifestam em pacientes utilizando produtos derivados da cannabis.
Compreendendo o Senso Perceptivo
- O senso perceptivo é fundamental para nossa interação com o mundo; envolve ver, ouvir e sentir através dos sentidos humanos.
- A capacidade de orientação temporal é crucial para nossa compreensão contínua do tempo e espaço na vida diária.
Estudo Sociológico sobre Usuários de Maconha
Introdução ao Uso da Maconha
Curiosidade e Expectativas do Usuário
- A curiosidade de um novo usuário em relação às experiências com a maconha pode ser acompanhada de medo sobre o que essa experiência pode trazer, especialmente no que diz respeito à perda de controle.
- O desejo de usar a droga por prazer surge após passar por etapas específicas, onde o usuário aprende a ingerir a substância e identificar suas sensações.
Processo de Aprendizado
- Para obter prazer com a maconha, é necessário aprender uma técnica adequada para fumar, garantindo que os efeitos desejados se manifestem.
- O aprendizado da técnica de fumar é crucial; sem isso, o uso da maconha não faz sentido e não gera prazer.
Importância da Técnica
- Encontrar o "ponto" certo ao fumar é essencial para que o usuário possa experimentar as sensações proporcionadas pela droga.
- A forma como a maconha é consumida (via fumada ou outra) influencia diretamente na experiência do usuário e nos efeitos sentidos.
Sensações e Reconhecimento
- Pacientes que não conseguem sentir prazer ao usar maconha tendem a interromper seu uso. A busca pelo "barato" está ligada à percepção das sensações psicoativas causadas pela droga.
- O conceito de "barato", segundo Becker, envolve tanto a presença dos sintomas causados pelo uso quanto o reconhecimento desses sintomas pelo usuário.
Experiências Iniciais
- Muitas vezes, iniciantes podem não perceber os efeitos nas primeiras tentativas devido à ansiedade ou expectativas irreais sobre a experiência.
- É comum que usuários novatos tenham dificuldades em identificar os efeitos nas primeiras experiências, levando tempo até reconhecer as mudanças em seu estado mental e físico.
Aprendizado Social e Redução de Danos
- Novos usuários aprendem com outros sobre como interpretar suas experiências com a maconha, aplicando conceitos sociais ao seu próprio uso.
- A redução de danos se relaciona com usuários que inicialmente fazem um uso disfuncional da substância mas conseguem transformar sua experiência em algo mais funcional através do aprendizado social.
Localizando Sintomas Pessoais
A Experiência do Usuário de Maconha
Identificação dos Efeitos da Droga
- O usuário que se dispõe a experimentar a maconha desenvolve a capacidade de identificar suas sensações e alterações no psiquismo.
- A maconha passa a ser vista como um objeto de prazer, semelhante a uma "pérola" ou "ouro", especialmente para aqueles que fazem uso recreativo.
Uso Terapêutico e Automedicação
- Muitos usuários, mesmo sem diagnóstico formal, utilizam a maconha para tratar condições como ansiedade, insônia e dores.
- Um paciente idoso com Alzheimer pode usar maconha sem preocupação com os efeitos psicoativos, focando mais no bem-estar.
Percepção e Prazer na Experiência
- A experiência deve produzir prazer; caso contrário, o usuário pode não continuar o uso.
- Mudanças comportamentais podem ser percebidas por familiares mesmo que o usuário não consiga identificá-las claramente.
Aprendizado e Controle sobre os Efeitos
- Com o tempo, o usuário aprende a perceber as variações nos efeitos da droga, influenciados pela dose e qualidade do produto.
- O conhecimento acumulado permite ao usuário ter maior controle sobre sua experiência com a maconha.
Especialização na Consumo da Droga
- Usuários experientes conseguem distinguir entre diferentes cepas de maconha e seus efeitos específicos.
- O aprendizado sobre os efeitos é essencial para que o usuário continue utilizando a droga de forma satisfatória.
Gosto Socialmente Adquirido pelos Efeitos
- As sensações produzidas pela maconha não são necessariamente agradáveis; o gosto por elas é socialmente adquirido.
Efeitos da Cannabis e Experiências Psicológicas
Primeiras Impressões e Sensações Desagradáveis
- O uso de derivados de maconha pode causar efeitos físicos desagradáveis, especialmente em iniciantes. Um relato indica que a pessoa ficou enjoada e confusa ao sentir os efeitos pela primeira vez.
- A interpretação ingênua dos efeitos pode levar a um aumento do medo, com o usuário acreditando que está perdendo a sanidade.
Medos Associados à Cannabis
- O medo em relação à cannabis está ligado aos seus efeitos psicoativos e à possibilidade de desencadear psicoses, especialmente no contexto brasileiro.
- Há relatos de usuários que sentem que estão "ficando loucos", com pensamentos desorganizados e dificuldade em manter conversas.
Alterações Cognitivas Durante o Uso
- O pensamento sob efeito da maconha pode se tornar acelerado ou desorganizado, alterando sua arquitetura normal.
- Essas alterações podem resultar em sensações angustiantes para aqueles não preparados para lidar com elas.
Reações Emocionais e Percepção do Tempo
- Usuários frequentemente relatam reações de medo durante a experiência, dificultando o relaxamento e a apreciação dos efeitos da droga.
- A perda das referências temporais e espaciais pode intensificar as sensações desagradáveis, tornando a experiência angustiante para quem não está preparado.
Necessidade de Orientação na Experiência
- Para aqueles que usam maconha medicinalmente, é crucial entender os efeitos. Se um paciente se sente desorientado ou ansioso, isso pode ser uma experiência muito difícil sem orientação adequada.
- A falta de preparação para experiências psicodélicas pode levar a momentos extremos de angústia. Ter alguém experiente ao lado faz diferença significativa na percepção dos efeitos.
Transformação das Sensações Desagradáveis
- A redefinição dos efeitos negativos em positivos geralmente ocorre através da interação com usuários mais experientes que ajudam os novatos a encontrar prazer nas experiências inicialmente assustadoras.
- Profissionais como psicólogos familiarizados com as funções psíquicas podem oferecer suporte valioso durante essas experiências complexas.
Preparação para Efeitos Intensos
- Algumas pessoas podem entrar em estados intensos ("grande barato") sem estarem preparadas, levando ao medo sobre o controle da situação durante o uso da substância.
Experiências Psíquicas e o Uso de Maconha
Impacto das Experiências Psíquicas
- O uso de substâncias pode levar a um estado de prostração e relaxamento, dificultando a movimentação do paciente. Isso gera receios, especialmente em experiências psíquicas intensas.
- É importante tranquilizar os pacientes, explicando que não estão perdendo a sanidade e que tudo ficará bem. A comunicação constante ajuda a reduzir o medo.
Papel do Cuidador
- Um cuidador ou usuário experiente pode acolher e guiar iniciantes durante suas experiências, criando um ambiente mais seguro e relaxante.
- Compartilhar histórias pessoais sobre experiências positivas pode ajudar a acalmar os pacientes, mostrando que não há motivos para pânico.
Desorganização Psíquica
- O uso de maconha pode causar desorganização psíquica, mas isso não precisa resultar em experiências traumáticas que levem à desistência de tratamentos importantes.
- A discussão sobre psicose relacionada ao uso de maconha é relevante; o medo da loucura é uma preocupação central entre os usuários.
Transformações Pessoais
- Estudos indicam que as experiências com substâncias não alteram permanentemente a personalidade do indivíduo. As mudanças são temporárias e dependem do contexto cultural e social.
- A estrutura da personalidade permanece intacta; as interações com o ambiente podem intensificar características já existentes no sujeito.
Personalidade Superficial
- O uso de substâncias como maconha pode afetar a "persona" social do indivíduo, levando à dissolução temporária dessa máscara social.
- Essa transformação pode resultar em uma percepção distorcida da realidade, onde o indivíduo se torna mais consciente de seu "eu" interior.
Conclusões sobre Identidade
- Relatos indicam que alguns usuários experimentam diálogos internos com diferentes aspectos de si mesmos durante o uso da maconha.
A Relação entre Personalidade, Psicose e Uso de Cannabis
Impacto do Abandono dos Modos Usuais de Percepção
- O abandono das percepções e lógicas habituais pode ajudar a mente a se conectar com sua verdadeira personalidade, que reage às interações sociais.
- Essa personalidade pode desencadear reações catastróficas em ambientes predispostos a transtornos psicóticos, resultando em pânico, ansiedade ou paranoia.
Efeitos da Cannabis na Saúde Mental
- Embora algumas pessoas possam ter predisposição para sintomas psicóticos ao usar cannabis, não é comum que indivíduos estáveis apresentem reações psicóticas.
- Estruturas psíquicas neuróticas são consideradas improváveis de desenvolver alucinações ou delírios sem o uso de substâncias.
Neurose e Psicose: Uma Perspectiva Psicanalítica
- A experiência com cannabis não é necessariamente um indicativo de psicose; todos possuem alguma forma de neurose.
- A relação entre o uso de substâncias e o desenvolvimento de transtornos psicóticos permanece incerta; a porcentagem de casos não aumenta significativamente entre usuários regulares.
Causalidade entre Uso de Drogas e Transtornos Psicóticos
- Não há evidências conclusivas que liguem diretamente o uso de drogas à esquizofrenia; revisões epidemiológicas mostram que isso não se confirma nos dados atuais.
- A afirmação de que alguém se tornará psicótico devido ao uso da cannabis é complexa e requer uma análise mais profunda.
Conclusão sobre a Discussão da Cannabis e Saúde Mental
- O objetivo da discussão foi explorar os efeitos psicoativos da cannabis sob diferentes perspectivas, incluindo experiências pessoais e científicas.
- É importante abordar as percepções alteradas causadas pela cannabis dentro do contexto cultural e social atual, especialmente no Brasil.