PLEXO LOMBAR
Plexo Lombar e Sacral: Estruturas e Funções
Introdução ao Plexo Lombar e Sacral
- O plexo lombar e sacral é frequentemente referido como lombo-sacral, destacando sua continuidade de fibras nervosas.
- O plexo coccígeo é mencionado como um componente menor, com funções específicas a serem discutidas posteriormente.
Estruturas Nervosas
- A inervação somática e sensitiva do membro inferior é realizada por nervos periféricos que se originam do plexo lombar e sacral.
- As raízes nervosas que compõem o plexo vão de L1 a S4, com algumas divergências entre autores sobre a inclusão de S5.
Funções dos Nervos
- Os nervos do plexo lombar e sacral inervam o membro inferior, trazendo fibras das raízes de L1 até S3.
- Os nervos sacrais inferiores também inervam o períneo, abrangendo áreas genitais e urinárias.
Testes Clínicos
- Para testar a integridade do plexo lombo-sacral, são realizados exames clínicos focados na motricidade e sensibilidade dos membros inferiores.
- Observações incluem avaliação da ação muscular (miótomos) e da inervação cutânea (dermatomos).
Sintomas Relacionados
- Pacientes podem apresentar sinais como dor, queimação ou alterações na sensibilidade devido a problemas nos nervos espinhais.
Sensibilidade e Dermátomos
Importância da Sensibilidade Geral
- A sensibilidade geral é crucial para a recepção de estímulos térmicos, como calor e frio, além do tato e pressão. Essa sensibilidade é testada através dos dermátomos, que ajudam a avaliar a integridade sensorial.
Estruturas Anatômicas Relacionadas
- O ligamento inguinal está associado à raiz nervosa L1 e serve como um marco anatômico importante no atendimento clínico. Ele se estende entre estruturas como a espinha ilíaca ântero-superior e o tubérculo púbico.
Territórios de Inervação
- A inervação da coxa é dividida em regiões específicas: L2 na lateral da coxa, L3 na região medial inferior da coxa, e L4 na face interna do joelho até o maléolo medial.
- A raiz nervosa L5 inerva a região interdigital entre o primeiro e segundo dedos do pé, enquanto S1 cobre a face externa lateral do quinto dedo.
Reflexos Anais e Testes Clínicos
- Os dermátomos S4 e S5 são testados na região perianal, onde se observa o reflexo cutâneo anal. Este teste ajuda a verificar a integridade do cone medular.
Miótomos e Movimentos Musculares
- Os miótomos estão relacionados à inervação dos músculos dos membros inferiores. Cada movimento articular é dominado por raízes nervosas específicas que formam os nervos responsáveis pela função muscular.
Relação entre Raízes Nervosas e Movimentos Articulares
- O movimento de flexão no quadril é controlado pelas raízes LG2-LG3; já a extensão envolve as raízes L4-L5. Outros movimentos como abdução também têm suas raízes associadas.
- No tornozelo, diferentes movimentos (como dorsiflexão ou plantiflexão) são regidos por raízes específicas: flexão por L4-L5 e plantiflexão por S1-S2.
Anatomia e Função do Plexo Lombar
Estrutura e Raízes do Plexo Lombar
- O plexo lombar é formado pelas raízes nervosas L1 a L4, com foco na flexão e extensão das articulações.
- A flexão da articulação do quadril envolve as raízes L1 e L2, enquanto a extensão do joelho está relacionada às mesmas raízes.
- A dorsiflexão e a flexão plantar são controladas pelas raízes S1 e S2, sendo importante lembrar que a plantiflexão também envolve L5.
- O nervo fibular é crucial para o movimento dos membros inferiores, especialmente em relação à raiz de L5.
Testes de Integridade Nervosa
- Para testar a integridade do plexo lombo-sacral, utilizam-se dermátomos e reflexos tendinosos como ferramentas diagnósticas.
- A percussão dos tendões patelar (L3-L4) e calcâneo (S1-S2) ajuda na avaliação da função motora e sensitiva.
Sintomatologia Relacionada à Hérnia de Disco
- A hérnia de disco pode causar compressão das estruturas nervosas, levando a sintomas como dor, parestesia e diminuição da função motora.
- Alterações no tônus muscular podem ser observadas em casos de hérnia discal significativa.
Degeneração Vertebral
- Estenose do forame intervertebral pode resultar em compressão das raízes nervosas devido ao tamanho reduzido do espaço disponível.
Composição do Plexo Lombar
- O plexo lombar é composto pelas raízes T12, L1, L2, L3 e L4. Cada raiz contribui para diferentes funções motoras e sensitivas nos membros inferiores.
Anatomia do Plexo Lombar e Nervos Associados
Estrutura e Função dos Nervos Lombares
- O nervo obturatório é responsável pela adução da região do quadril, com raízes provenientes de L2, L3 e L4.
- O nervo obturatório acessório pode acompanhar o nervo obturatório, originando-se das raízes de L3 e L4.
- O plexo lombar é mais simples em comparação ao plexo braquial, apresentando uma divisão anterior e posterior com diferentes quantidades de nervos.
- A divisão posterior do plexo lombar inclui o nervo hipogástrico, que se relaciona com as raízes T12 e L1.
- A divisão anterior está ligada ao nervo obturatório e seu acessório, ambos derivados de L2 a L4.
Localização dos Nervos na Pelve
- Os nervos estão localizados na parede pélvica, especialmente atrás do músculo psoas maior.
- Músculos como o quadrado lombar e ilíaco são importantes para a compreensão da anatomia regional.
- As raízes do plexo lombar estão posicionadas posteriormente ao músculo psoas maior, influenciando a inervação muscular.
- O tronco lombossacral é formado pelas raízes de L4 e L5, desempenhando um papel crucial na inervação inferior.
Inervação dos Nervos Lombares
- O nervo ílio-hipogástrico se localiza lateralmente ao músculo psoas maior, influenciando a pele inferior do abdômen.
- Este nervo também afeta os músculos da parede ântero-lateral do abdômen: oblíquo externo, oblíquo interno e transverso do abdômen.
- O território de inervação abrange tanto a pele quanto os músculos da região abdominal inferior.
Nervo Ilioinguinal e Genitofemoral
- O nervo ilioinguinal (raiz L1) inerva a parte superior medial da coxa e o escroto em homens.
- Alterações nas raízes podem causar dor escrotal; sua função é vital para a sensibilidade nessa área.
Inervação da Região da Coxa e Escroto
Estrutura e Funções dos Nervos
- O nervo relacionado à inervação da pele na superfície anterior da coxa, escroto no homem e lábios maiores na mulher é discutido. O músculo cremaster também está envolvido na elevação do testículo.
- É mencionado o reflexo cremastérico, que pode ser testado ao aplicar um algodão na face anterior medial do abdômen.
- O nervo cutâneo femoral lateral (L2-L3) inerva a superfície anterior e lateral da coxa, passando abaixo do ligamento inguinal.
Sintomas Relacionados à Compressão Nervosa
- A compressão do nervo cutâneo femoral lateral pode ocorrer devido ao uso de cintos apertados ou longos períodos sentados, resultando em parestesia.
- Essa condição é conhecida como meralgia parestésica, caracterizada por sintomas de dor ou formigamento na região afetada.
Nervo Femoral e Suas Derivações
- O nervo femoral tem um território extenso de inervação que inclui a pele da superfície medial da perna e do pé. Ele dá origem ao nervo safeno, que é sensitivo.
- Os músculos anteriores da coxa, incluindo o quadríceps femoral (vasto medial, vasto lateral, vasto intermédio e reto femoral), são todos inervados pelo nervo femoral.
Músculos Associados à Inervação
- Além dos músculos quadríceps, o nervo femoral também inerva os músculos psoas maior e iliaco.
- O músculo sartório é destacado como um dos principais músculos da coxa com funções importantes na flexão do quadril.
Nervo Obturatório e Seus Efeitos
- O nervo obturatório (raízes L2-L4) está associado à inervação sensorial da superfície medial da coxa e motricidade dos músculos adutores.
- Os músculos adutores incluem adutor longo, curto e magno. Também se menciona o músculo obturador externo como parte dessa inervação.
Detalhes sobre o Nervo Obturatório Acessório
- Quando presente, o nervo obturatório acessório cruza o ligamento inguinal medialmente ao nervo femoral.
- Este ramo se divide em três partes: uma para a face profunda do pectíneo, outra para a articulação do joelho e uma terceira que comunica-se com o ramo anterior do obturatório.
Conclusões sobre Inervações Sensoriais
- A discussão abrange diversos nervos relacionados à sensibilidade cutânea das regiões mencionadas anteriormente sem ligação direta aos plexos lombar ou sacral.
Relação dos Nervos com o Plexo Sacral
Estrutura e Função dos Nervos Clúnios
- Discussão sobre os nervos que inervam a região glútea, destacando a importância dos nervos clúnios.
- Os nervos clúnios superiores estão relacionados à inervação da parte superior e lateral da região glútea, derivando de raízes anteriores do plexo lombar.
- Os nervos clúnios médios também têm origem em raízes posteriores (S1, S2 e S3), contribuindo para a inervação na superfície inferior e medial da região glútea.
Inervação Inferior da Região Glútea