Você é Aquilo que Ama: O Poder Espiritual do Hábito | James K. A. Smith
Tema: Você é o que você ama
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante explora a ideia de como somos moldados pelo que amamos, destacando a importância das perguntas feitas por Jesus no Evangelho de João.
Jesus e Suas Perguntas Incisivas
- Jesus frequentemente faz perguntas incisivas em suas interações, desafiando seus seguidores.
- As perguntas de Jesus são desconfortáveis e desafiadoras, como "Você quer ser curado?" ou "Vocês também querem ir embora?"
- A primeira palavra registrada de Jesus no Evangelho de João é uma pergunta: "O que vocês querem?"
A Importância da Pergunta: O Que Você Quer?
- Jesus confronta os discípulos com a pergunta fundamental: "O que você quer?"
- Nossos desejos e anseios definem nossa identidade e moldam nossas ações.
- Guardar o coração é crucial, pois dele fluem nossas ações e comportamentos.
Discipulado e Desejos
Visão Geral da Seção: Nesta parte, o foco está na natureza do discipulado em alinhar nossos desejos com os de Deus.
Alinhando Nossos Desejos com os de Deus
- Discipulado vai além do conhecimento; envolve desejar o que Deus deseja.
- Existe uma lacuna entre o conhecimento e as ações, onde apenas saber não leva à transformação.
Limites do Conhecimento na Santidade
- Não podemos alcançar a santidade apenas através do conhecimento; é necessário mais do que pensar para nos transformarmos.
Poder dos Hábitos
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute a importância do poder dos hábitos na vida espiritual e no entendimento do discipulado.
O Poder dos Hábitos
- Destaca a necessidade de adotar uma visão mais holística e bíblica de quem somos, indo além da ideia de sermos apenas "cérebros em um palito".
- Aponta que a lacuna entre o que sabemos e o que fazemos é preenchida pelo poder dos hábitos, convidando à reflexão sobre essa questão.
- Analisa uma oração de Paulo em Filipenses 1, ressaltando a importância do amor abundante em conhecimento e discernimento, destacando a relação entre amar para conhecer.
- Explora como o amor precede o conhecimento na oração de Paulo, desafiando concepções tradicionais sobre a ordem das prioridades na vida espiritual.
A Natureza Humana e Discipulado
- Discute a centralidade do coração humano como sede de desejos e amores, enfatizando sua importância na transformação espiritual.
- Questiona se o centro do ser humano está no intelecto ou no coração, provocando reflexões sobre como isso influencia nossa compreensão da vida cristã e do discipulado.
Visão da Vida Boa
Visão Geral da Seção: Nesta parte, explora-se como a imagem de uma vida boa pode influenciar nossas ações e desejos de forma subconsciente.
Atração pela Vida Boa
- A imagem da vida boa captura nossa imaginação, levando-nos em direção a esse ideal.
- Como seres humanos feitos à imagem de Deus, temos uma inclinação inata para buscar um reino ou uma versão da vida boa.
- O coração humano atua como uma bússola e um farol, orientando-nos e atraindo-nos para o que amamos e desejamos.
O Papel do Amor na Formação Cristã
Visão Geral da Seção: Explora-se o conceito de amor como um hábito formador essencial na jornada cristã.
Amor como Bússola
- O amor atua como uma força motriz subconsciente que molda nossas ações e direciona nossos desejos.
- Nossas paixões e anseios muitas vezes operam abaixo do nível consciente, influenciando nossas escolhas sem que percebamos.
A Importância dos Hábitos Virtuosos
Visão Geral da Seção: Discute-se o impacto dos hábitos virtuosos na formação do caráter cristão.
Virtudes como Hábito
- Paulo destaca em Colossenses 3 a importância de cultivar hábitos virtuosos, tais como compaixão, bondade e paciência.
- As virtudes são descritas como bons hábitos morais que se tornam parte intrínseca de quem somos, agindo automaticamente em nosso comportamento.
Discipulado: Reformulando Desejos
Visão Geral da Seção: Aborda-se o conceito de discipulado como um processo de reorientação dos desejos em direção aos valores cristãos.
Transformação pelo Discipulado
- O discipulado envolve a reabilitação dos nossos amores e anseios, recalibrando nossa bússola interior para alinhar-se com os princípios ensinados por Jesus.
Recalibrando Nossos Amores
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute a importância de recalibrar nossos desejos e amores, destacando como aprender a amar requer prática e formação de hábitos.
Aprendendo a Amar
- Aprender a amar exige prática e formação de hábitos, não sendo algo que pode ser alcançado apenas com pensamentos brilhantes.
- Nossos amores são moldados pelos ritmos, rotinas e práticas das comunidades em que nos envolvemos, podendo estar aprendendo a amar coisas erradas sem perceber.
- É possível estar aprendendo a amar as coisas erradas sem perceber que seu coração está sendo treinado em uma direção desorientada.
Orientação dos Corações
- As práticas culturais podem influenciar nossos desejos e direcionamentos, buscando mudar o que queremos ao invés de convencer nossa mente.
- Assim como um compasso descalibrado pode levar a consequências desastrosas, nossas escolhas diárias podem nos afastar do caminho correto se não estivermos atentos à recalibração constante do coração.
Reorientando Nossos Amores
Visão Geral da Seção: Nesta parte, o foco é na importância de reorientar nossos amores para Cristo e reconhecer as influências externas que moldam nossas preferências.
Recalibração Espiritual
- O coração é comparado a um compasso feito para Cristo; portanto, é essencial recalibrá-lo continuamente para apontar em direção ao Criador.
- Estar em Cristo não garante imunidade às influências externas; é crucial reconhecer como os rituais seculares moldam nossas preferências sem nosso pleno conhecimento.
Formação dos Desejos
- Aprendemos a amar não apenas pelo conhecimento adquirido, mas principalmente pelas práticas e ritmos da comunidade que nos ensinam como amar.
Igreja como Hospital de Cristo
Visão Geral da Seção: Nesta parte, o orador discute a igreja como um centro de cura, comparando-a a um hospital onde Deus nos convida para sermos curados.
A Igreja como Centro de Cura
- Agostinho enfatiza o conceito do "totus Christos", onde a igreja é vista como o corpo de Cristo, sendo Jesus as mãos e os pés da igreja.
- Durante a meditação sobre a crucificação, é destacado que a igreja estende o trabalho de cura de Cristo, com os sacramentos fluindo do lado de Cristo simbolizando o poder sacramental da igreja.
- A salvação é equiparada à cirurgia e ao transplante cardíaco, ressaltando que após receber um novo coração (salvação), é necessário cuidado pós-operatório para mudar hábitos antigos e adotar novos comportamentos.
A Igreja como Centro de Reabilitação
Visão Geral da Seção: Neste trecho, explora-se a ideia da igreja como um local de reabilitação espiritual e santificação.
Reabilitação Espiritual na Igreja
- A santificação é comparada à reabilitação espiritual, envolvendo uma recalibração dos corações para promover mudanças positivas nos hábitos e comportamentos dos fiéis.