Império Otomano: a superpotência que tentou dominar o mundo

Império Otomano: a superpotência que tentou dominar o mundo

O Império Otomano: a ascensão e queda

Nesta transcrição, Laís Alegretti da BBC News Brasil fala sobre o Império Otomano, um enorme Estado que se expandiu por três continentes e durou mais de 600 anos. Ela explica como o império surgiu, suas conquistas territoriais, sua religião predominante e como ele se tornou uma ameaça para a Europa Ocidental. Além disso, ela também discute as razões por trás da derrocada do império e como ele ficou reduzido à atual República da Turquia.

Origem do Império Otomano

  • O Império Otomano começou na península da Anatólia (atual Turquia) no século 11.
  • Osmã 1° foi quem deu origem ao Império Otomano em 1299.
  • O grande anseio do povo turco sempre foi Constantinopla, a joia da coroa bizantina.
  • Constantinopla virou a capital do Império Otomano em 1453.

Expansão territorial

  • Os otomanos avançaram pelo noroeste da Anatólia e entraram nos Bálcãs enfrentando os bizantinos.
  • As várias conquistas otomanas foram se tornando capitais do império – desde Sogut até Bursa e depois Edirne.
  • Com a chegada do século 16, Selim 1° e Solimão 1° transformaram o Império Otomano na força dominante no Mar Mediterrâneo.
  • Sob o filho de Selim, Solimão 1°, os otomanos se assentaram no norte da África e avançaram para grande parte da Hungria.

Razões para a queda

  • Depois da morte de Solimão 1° em 1566, as disputas internas ficaram mais latentes e havia relatos de corrupção por todo o território otomano.
  • A pressão excessiva sobre os cristãos nos Bálcãs e os próprios muçulmanos no Oriente Médio desatou inúmeras revoltas.
  • Os otomanos fracassaram na tentativa de conquistar o Chipre em 1570. No ano seguinte, aconteceu a primeira grande derrota otomana na Europa: a batalha de Lepanto.

Conclusão

O Império Otomano foi um dos maiores impérios da história que durou mais de seis séculos. Ele começou como um pequeno principado autônomo na Anatólia e se expandiu para três continentes. O império teve uma religião predominante islâmica sunita e foi tolerante com as religiões dos povos anexados. No entanto, existiram práticas cruéis como "DEVSHIRME", que recrutava à força crianças cristãs nos Bálcãs para virar soldados janízaros. O império entrou em declínio no século 16 devido a disputas internas, corrupção e revoltas. A derrota na batalha de Lepanto foi um sinal claro para a Europa de que o Império Otomano era uma ameaça.

O Império Otomano

Nesta seção, é discutido o declínio do Império Otomano ao longo dos séculos 18 e 19, incluindo a independência de algumas regiões e a perda de territórios para potências estrangeiras durante a Primeira Guerra Mundial.

Declínio do Império Otomano

  • No século 18, Viena tentou invadir o império otomano durante a Grande Guerra Turca, mas não conseguiu.
  • No século 19, o império otomano começou a declinar após a Revolução Francesa e a revolução industrial despertarem sentimentos nacionalistas na Europa.
  • Algumas regiões lutaram e conseguiram sua independência, como Grécia (1829), Sérvia, Romênia, Montenegro (1877), Bósnia (1878), Bulgária (1908) e Albânia (1912).
  • Outras partes do império foram arrebatadas por potências como Reino Unido, França e Itália - caso de Argélia, Tunísia, Egito, Chipre e Líbia.

Perda de Territórios Durante a Primeira Guerra Mundial

  • A Primeira Guerra Mundial foi um golpe final aos otomanos quando o império turco se aliou ao império alemão e austro-húngaro.
  • Durante esse conflito, aconteceu a morte de estimados 1 milhão de armênios quando os otomanos os deportaram da Anatólia, acusando-os de sabotadores.
  • A vitória dos Aliados na Primeira Guerra, em 1918, acabou por sepultar o Império Otomano, que perdeu seus últimos territórios no Oriente Médio.
  • A reação veio na forma de campanhas militares turcas contra Grécia, Armênia, França e contra tropas britânicas e separatistas dentro do próprio território turco. A chamada Guerra de Independência Turca terminou em 1° de novembro de 1922 com o nascimento do novo Estado turco e a abolição do sultanato.