FRANCIS SCHAEFFER:Vida & Pensamento-3/8-Guilherme de Carvalho

FRANCIS SCHAEFFER:Vida & Pensamento-3/8-Guilherme de Carvalho

Introdução à Vida e Obra de Francis Schaeffer

Conexões Teológicas

  • A introdução discute a colaboração entre Francis Schaeffer e Hans Rookmaaker, focando na fusão do neocalvinismo holandês com elementos da piedade anglo-saxônica.
  • É mencionado que essa conexão não é amplamente abordada na literatura sobre Schaeffer, mas foi confirmada por discípulos como Ronald McCallum e Dick Keyes.
  • Schaeffer era um leitor ávido de literatura sobre espiritualidade, especialmente influenciado pelo movimento de Keswick, que enfatizava uma vida cristã vitoriosa.

Movimento de Keswick

  • O movimento de Keswick surgiu no século XIX em Inglaterra, discutindo a vida espiritual profunda e a vitória sobre o pecado.
  • Este movimento tinha características pietistas e enfatizava a necessidade de apropriação pela fé da vitória sobre o pecado através do poder da ressurreição.
  • Autores como Jess Pen Lewis e Austin Sparks foram influentes nesse contexto, promovendo um cristianismo dualista que separava vida espiritual da cultural.

Influências na Teologia de Watchman Nee

  • Margaret Barber, missionária na China, introduziu Watchman Nee aos escritos dos autores mencionados anteriormente, moldando sua teologia.
  • A teologia de Nee é frequentemente mal interpretada como budista ou dualista; na verdade, ela se baseia em conceitos do movimento Keswick.
  • Dois discípulos de Nee divergiram em suas interpretações: Witness Lee formou um grupo considerado herético por Schaeffer.

Crítica à Literatura Cristã

  • O livro "A Vida Cristã Normal" de Watchman Nee é destacado como uma destilação da teologia keswickiana; Schaeffer leu esses textos sem saber dessa origem.
  • A crise de fé vivida por Schaeffer parece estar ligada ao seu conhecimento prévio sobre Keswick e sua superação posterior desse pensamento.

Espiritualidade Intensa e Missão

  • O livro "Verdadeira Espiritualidade" aborda a vida cristã sob uma perspectiva reformada sólida, utilizando Romanos 6 a 8 para discutir temas semelhantes aos do movimento Keswick.
  • A conexão entre o pensamento keswickiano e as ideias reformadas é uma parte importante da obra de Schaeffer que não é amplamente reconhecida na literatura existente.

Debate Apologético e Influências de Chefer

Contexto do Debate

  • O debate sobre apologética ocorreu em 1948, onde Chefer escreveu uma resenha crítica da resenha de Oliver Buzer sobre um livro de outro apologista.
  • Através desse debate, Chefer introduziu sua ideia central de que deveria haver um ponto de contato para alcançar o incrédulo.

Desenvolvimento do Labri

  • Em novembro de 1949, a mudança para Champer marcou o início da concepção do Labri como um espaço missionário.
  • Uma foto dos dois missionários em 1950 na Finlândia ilustra seu envolvimento no contexto europeu.

Influência Teológica

  • Chefer estudou Karl Barth e se preparou para criticar a neortodoxia, influenciado pelo livro "Cristianismo e Barianismo" de Cornélio Vantil.
  • O próprio Barth leu as críticas de Vantil e considerou que ele não compreendeu suas ideias.

Conflito com Karl Barth

Encontro em Basileia

  • Durante um congresso na Suíça em agosto de 1950, Chefer e colegas visitaram Barth, mas a conversa tornou-se inquisitorial.
  • Uma pergunta feita a Barth sobre quando Deus criou o mundo levou à afirmação dele que isso ocorreu na cruz e ressurreição.

Críticas ao Dualismo

  • A visão dualista proposta por alguns críticos sugeria que fé e ciência operavam em níveis distintos sem conexão real.
  • Chefer concluiu que Barth representava uma ameaça teológica significativa devido às suas ideias transcendentes.

Crise Pessoal de Chefer

Conflito Interno

  • Após enviar um paper crítico a Barth, este respondeu ironicamente, levando ao rompimento das relações entre eles.
  • Colin Duras sugere que esse conflito pode ter contribuído para uma crise mais ampla na fé de Chefer.

Reflexão Espiritual

  • Na primavera de 1951, Chefer enfrentou uma crise existencial relacionada à falta de realidade em sua vida cristã.
  • Ele começou a questionar se o cristianismo era racionalmente válido e decidiu revisar suas crenças fundamentais.

Descontentamento com o Movimento

  • Além da crise pessoal, Chefer ficou incomodado com divisões dentro do movimento ortodoxo ao qual pertencia.

Crise e Transformação Espiritual de um Líder

Acusações e Identidade Política

  • O orador menciona que foi chamado de comunista, refletindo a polarização política atual. Ele se declara oposto ao socialismo, mas é mal interpretado por pessoas da esquerda.
  • A crise do líder é destacada, onde ele briga com todos e acusa outros de serem comunistas, evidenciando uma insanidade espiritual em sua postura.

A Crise Pessoal e Teológica

  • O líder percebe que seu ministério separatista não era genuíno e não conseguiria alcançar a Europa. Essa percepção gera uma crise violenta relacionada à sua teologia.
  • Durante essa crise, ele redescobre a importância da carta aos Romanos (Romanos 5 a 8), que se torna fundamental para sua compreensão da verdadeira espiritualidade.

A Verdadeira Espiritualidade

  • O autor afirma que o livro "A Verdadeira Espiritualidade" é crucial para entender as transformações do líder. Sem esse entendimento, outros escritos não fazem sentido.
  • A apologética do líder baseia-se na ideia de um ponto de contato humano entre ele e os incrédulos, enfatizando a humanidade comum como um meio de diálogo.

Apologética Existencial

  • O orador destaca que a incredulidade deve ser confrontada com a realidade humana do incrédulo. É necessário viver essa humanidade diante de Deus para ajudar os outros.
  • A apologética proposta pelo líder é existencial, não apenas teórica; ela requer uma vivência autêntica da fé cristã para ser eficaz.

Integração da Espiritualidade com Apologética

  • Para usar as desconexões dos incrédulos como argumento evangelístico, o cristão deve sentir que o cristianismo harmoniza sua relação com o mundo.
  • O orador critica aqueles que leem os livros do líder sem compreender seu contexto humano; enfatiza que esses textos são mais sobre evangelização em contextos pastorais do que filosofia cristã pura.

Importância Histórica e Contextual

  • O autor sugere que conhecer a história do movimento Labri é essencial para entender o método apologético do líder.
  • Mesmo ao discutir apologética, há uma interligação constante com espiritualidade; ambos devem ser lidos juntos para captar plenamente suas intenções.

A Verdadeira Espiritualidade e a Crise Pessoal de Cheif

Abertura e Contexto

  • O palestrante apresenta a série que originou o livro "A Verdadeira Espiritualidade", publicado em 1971. Ele menciona uma crise espiritual pessoal que o levou a questionar sua realidade.
  • Durante essa crise, ele percebeu que a realidade do cristianismo ortodoxo era menor do que esperava, levando-o a repensar suas crenças.

Reflexões sobre Ortodoxia

  • O palestrante expressa uma falta de realidade espiritual tanto em si mesmo quanto no movimento ortodoxo, citando uma frase famosa: "não existe nada mais feio no mundo do que ortodoxia teológica sem amor".
  • Ele critica o movimento de Missão Integral no Brasil, sugerindo que os calvinistas têm dificuldade em se aproximar desse grupo para discutir divergências.

Mudança de Atitude

  • O palestrante reflete sobre como as polêmicas nas redes sociais podem ser benéficas para aquecer debates, mas enfatiza a necessidade de mudança na atitude dos calvinistas brasileiros.
  • Ele menciona como Cheif passou por um processo de transformação após reconhecer suas falhas e mudar sua abordagem.

Experiência Transformadora

  • A filha de Cheif descreve uma experiência marcante da infância quando ele encontrou uma chave para sua compreensão espiritual, resultando em uma mudança significativa em seu caráter.
  • Essa experiência é comparada ao batismo no Espírito Santo, onde Cheif teve um momento de iluminação sobre verdades bíblicas fundamentais.

Questões sobre Verdade e Dúvidas

  • Cheif afirmou que a única razão suficiente para ser cristão é porque o cristianismo representa a verdade sobre o universo. Sua busca não era por experiências emocionais, mas pela verdade.
  • Apesar das críticas à sua abordagem racionalista, Cheif acreditava na importância de enfrentar dúvidas até chegar à verdade final.

Persuasão e Credibilidade

  • A esposa de Cheif estava preocupada com sua busca pela verdade, temendo que ele pudesse abandonar sua fé caso encontrasse evidências contrárias.

A Importância de Perguntas Honestamente Respondidas

O Papel das Perguntas na Fé

  • É fundamental que as perguntas feitas em um contexto de fé sejam tratadas com seriedade, pois cada pergunta deve ter uma resposta. Isso reflete um dos lemas do Labri: "perguntas honestas devem receber respostas honestas".
  • Reprimir dúvidas pode levar a consequências graves. Quando alguém evita lidar com suas questões, essas dúvidas podem ressurgir em momentos de fraqueza espiritual.

Consequências da Repressão das Dúvidas

  • Se uma pessoa reprime suas dúvidas por preguiça ou medo, isso pode resultar em crises de fé. Em momentos críticos, essas questões não resolvidas podem fazer com que a pessoa se sinta inclinada a se afastar da crença.
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