William Friedkin interviewing Fritz Lang - Full Interview

William Friedkin interviewing Fritz Lang - Full Interview

Reflexões sobre a Criação Cinematográfica

A Segurança na Criação de Filmes

  • O cineasta reflete sobre sua abordagem ao fazer filmes, descrevendo-a como uma "segurança sonâmbula", onde ele seguia seu instinto sem modelos a serem seguidos.

Experiências Pessoais e Influências

  • Ele menciona ter fugido de casa e suas experiências que o levaram a Bélgica, destacando a importância das vivências pessoais na formação de sua identidade artística.

Primeiras Impressões do Cinema

  • Relata sua primeira experiência com cinema em um restaurante em Viena, onde assistiu a um filme pela primeira vez. Essa experiência foi marcante e influente para sua carreira futura.

Encontros e Oportunidades

  • Descreve um encontro casual em um cabaré que levou à colaboração com um jovem compositor, resultando na criação de músicas para filmes. Este momento foi crucial para seu desenvolvimento artístico.

Desafios Durante a Guerra

  • Compartilha suas dificuldades durante a Primeira Guerra Mundial, incluindo ferimentos e limitações financeiras, que moldaram suas decisões criativas e profissionais.

Ascensão no Teatro e Cinema

  • Após o fim da guerra, ele conseguiu papéis importantes no teatro, levando à transição para o cinema. Sua habilidade como escritor se destacou nesse período inicial da carreira cinematográfica.

Reflexões sobre "Metropolis" e a Direção Cinematográfica

A Iniciação na Direção

  • O entrevistado menciona que se tornou diretor após escrever um filme em Paris, onde teve apoio de conhecidos importantes.
  • Ele destaca que os temas de seus filmes principais lidam com males sociais, não apenas com assassinos.

Análise de "Metropolis"

  • O entrevistado reflete sobre a mensagem de "Metropolis", questionando se poderia ser vista como uma mensagem marxista. Ele admite não ter assistido ao filme há muito tempo.
  • Inicialmente, ele gostou do filme, mas depois passou a odiá-lo devido à sua tese sobre o papel do coração entre capital e trabalho.

Efeitos Técnicos e Criatividade

  • Discute as limitações técnicas da época em que "Metropolis" foi filmado, mencionando a falta de laboratórios adequados para efeitos especiais.
  • Fala sobre um cameraman talentoso responsável pela transformação da personagem feminina em robô, destacando a complexidade dessa cena sem recursos modernos.

Som e Ritmo no Cinema

  • O entrevistado expressa sua aversão à adição de som em filmes mudos, acreditando que isso prejudica o ritmo da obra cinematográfica. Ele relata uma disputa com a Ufa sobre esse tema.
  • Menciona seu desejo por fazer um filme mais pessoal e focado em questões humanas após sua experiência negativa com grandes produções como "Metropolis".

Temas Sociais e Criação de Personagens

  • Relata experiências impactantes que influenciaram suas ideias para filmes, incluindo crimes horríveis que presenciou ou ouviu falar. Isso moldou sua visão sobre punição capital e crime social.
  • Fala sobre a escolha do ator Peter Lorre para interpretar um assassino infantil, enfatizando como sua aparência inocente contrasta com o papel sombrio que desempenha no filme.

A Representação da Violência no Cinema

A Abordagem de Fritz Lang sobre a Violência

  • Fritz Lang discute como a violência é retratada em seus filmes, enfatizando que ele prefere não mostrar os atos violentos diretamente. Ele acredita que isso permite que o público se torne colaborador na imaginação do horror.
  • Lang expressa sua aversão à exibição explícita da violência, afirmando que seria de mau gosto mostrar as ações de um assassino infantil. Ele opta por deixar o público imaginar o pior.

Empatia e Compreensão do Assassino

  • O entrevistador questiona se a intenção de Lang é fazer com que o público sinta empatia pelo assassino. Lang nega essa ideia, afirmando que seu objetivo é apresentar o personagem como alguém cujas ações estão fora de seu controle.
  • Ele argumenta que, pela primeira vez no cinema, um assassino é mostrado como um ser humano complexo, não apenas como um vilão social.

Reflexões sobre a Condenação e a Moralidade

  • O entrevistador pergunta se Lang acredita que os espectadores condenam o assassino. Lang responde que não tem certeza e menciona uma cena final cortada do filme onde mães expressam sua dor pela perda dos filhos.
  • Ele menciona uma cena em tribunal onde criminosos reais foram usados para dar autenticidade ao filme, refletindo sobre as dificuldades enfrentadas durante as filmagens.

Impacto Social e Crítica nas Obras de Lang

  • A cena final original pretendia transmitir uma mensagem poderosa sobre vigilância parental: "Precisamos cuidar melhor de nossos filhos". Essa linha foi cortada pelos produtores.
  • Ao trabalhar com criminosos reais, Lang buscou capturar a realidade crua da criminalidade e suas consequências sociais.

Visão Sombria do Mundo no Cinema

  • Quando questionado sobre se seus filmes apresentam uma visão sombria do universo, Lang concorda e observa que muitos filmes contemporâneos fazem o mesmo.
  • Ele reflete sobre como suas obras abordaram problemas sociais prementes da época, contribuindo para discussões mais amplas sobre insatisfação social e ascensão do nazismo na Alemanha.

A Experiência de Lang em um Corredor Desagradável

Descrição do Ambiente

  • O narrador descreve um corredor longo e desagradável, com piso de cimento e paredes vazias, onde cada passo ecoa.
  • Ao final do corredor, encontra outro ambiente semelhante, com uma mesa e guardas armados. Essa experiência se repete três vezes.

Encontro com o Ministro

  • Lang é recebido por um homem educado que o informa que o ministro estará pronto em breve. Ele entra em uma sala grande com várias janelas.
  • Gerber, o ministro, é descrito como alguém que pode mudar sua atitude rapidamente. Ele cumprimenta Lang calorosamente.

Discussão sobre Slogans

  • Lang espera que o ministro explique a necessidade de inserir slogans nazistas em seus filmes. Um dos slogans mencionados fala sobre a destruição das autoridades.
  • O ministro menciona que ele viu os filmes de Lang e acredita que ele pode contribuir para o cinema nacional-socialista.

Tensão e Medo

  • Lang sente-se nervoso ao perceber a situação tensa; observa um relógio enquanto pensa em como escapar da Alemanha.
  • Ele menciona suas origens familiares complicadas: pai camponês e mãe católica com ascendência judaica.

Proposta do Ministro

  • O ministro revela seu desejo de que Lang se torne líder do cinema alemão, enquanto Lang reflete sobre sua mãe judia.
  • Durante a conversa, discutem uma cena específica onde um professor deve ser morto pela ira do público; embora não goste da ideia, Lang concorda para evitar conflitos.

Fuga Planejada

  • Após a reunião, Lang percebe que precisa sair rapidamente da Alemanha; vai ao banco mas encontra fechado.
  • Informa seu empregado polonês Hans sobre sua intenção de deixar o país devido à crescente ameaça nazista.

Preparativos para Partir

  • Enquanto observa os arredores cercados por nazistas uniformizados, decide enviar Hans para buscar ajuda na estação ferroviária.
  • Antes de partir, conversa com sua amante sobre levar joias dela para fora da Alemanha; ela concorda em ajudá-lo.

Chegada à Estação

  • Com pressa e tensão no ar, chega à estação cinco minutos antes da partida do trem para Paris; planeja comunicar-se com Hans após chegar ao destino.

Reflexões sobre Destino e Ética

Ocultação de Joias e Dinheiro

  • O narrador descreve como escondeu joias usando fita adesiva atrás do vaso sanitário, demonstrando uma preocupação com sua segurança.
  • Ele menciona a dificuldade em esconder notas de dinheiro devido ao carpete colado no chão, revelando um momento de frustração.

Inspeção e Tensão

  • Durante uma inspeção de bagagem, o narrador finge estar dormindo para evitar ser descoberto, aplicando uma técnica de atuação que ele recomenda aos seus atores.
  • Ele reflete sobre a vigilância constante que estava sob, mencionando que alguém estava observando seus movimentos.

Reflexões sobre o Destino

  • O narrador expressa confusão sobre por que ninguém entrou em seu apartamento durante a operação policial, questionando o conceito de destino.
  • Ele discute sua evolução na crença em destino, afirmando que é algo moldado pelas escolhas pessoais e não apenas um evento aleatório.

Cinema e Moralidade

  • O narrador menciona seu filme "Fury", abordando temas como linchamento e injustiça social, destacando a importância da arte em apontar problemas sociais.
  • Ele critica a falta de ensino religioso nas escolas como um obstáculo para ensinar ética, enfatizando que valores morais são frequentemente transmitidos através da religião.

Crítica à Direção Cinematográfica

  • O narrador expressa descontentamento com diretores cujos filmes não comunicam suas intenções claramente, sugerindo que isso indica falta de habilidade.
Video description

In 1975, William Friedkin conducted a lengthy interview with the legendary German-American filmmaker Fritz Lang, just a year before Lang's death. ***** Highlights and key topics ***** ----- The meeting with Joseph Goebbels: A central part of the interview is Lang's recounting of his 1933 meeting with Nazi propaganda minister Joseph Goebbels. Following the success of his films M and The Testament of Dr. Mabuse, Lang was offered a high-level position to lead the German film industry. Friedkin presses Lang for details, and Lang describes how he immediately fled Germany after the meeting, fearing the new regime. ----- A contrast in perspectives: The conversation highlights the differing sensibilities of the two filmmakers. Friedkin's analytical approach of trying to find a clear agenda in Lang's work often clashes with Lang's more visceral, intuitive philosophy. When Friedkin attempts to frame Metropolis as a "Marxist parable," Lang dismisses the idea, attributing the political messaging to his then-wife, Thea von Harbou, who wrote the screenplay. ----- The nature of filmmaking: A fascinating recurring theme is Lang's reticence to explain his films. He emphasizes that he just made them and points out that a director shouldn't need to give an interview to explain their work. This perspective contrasts with Friedkin's probing analysis. ----- Lang's escape from Germany: The documentary vividly captures Lang's dramatic story of escaping Nazi Germany by train, a tale worthy of one of his own noir films. ----- Film history: The interview is a unique piece of film history, offering a rare, in-depth look at Lang near the end of his life. His stories about his long career and the development of cinema provide invaluable insight for cinephiles