01 Helena - Machado de Assis
Introdução à Obra "Helena" de Machado de Assis
Contexto e Publicação
- A obra "Helena" foi publicada originalmente em folhetins a partir de 6 de agosto de 1876 no jornal O Globo.
- Esta nova edição, lançada pela Nova Aguilar em 1994, contém várias emendas que não alteram a essência do texto original.
Reflexões do Autor
- O autor reflete sobre sua juventude e fé ingênua ao reler suas obras, reconhecendo que cada uma pertence ao seu tempo.
Morte do Conselheiro Vale
Circunstâncias da Morte
- O Conselheiro Vale faleceu repentinamente devido a apoplexia fulminante enquanto se preparava para jogar uma partida de cartas.
- Seu enterro foi um dos mais concorridos da época, com cerca de 200 pessoas presentes, incluindo figuras proeminentes da sociedade.
Importância Social e Familiar
- Apesar de não ocupar um grande cargo estatal, o Conselheiro tinha influência social significativa devido à sua educação e tradições familiares.
- Ele possuía amizades valiosas em ambos os partidos políticos, conservadores e liberais.
Relações Familiares do Conselheiro
Composição Familiar
- A família do Conselheiro era composta por seu filho Estácio e sua irmã Úrsula. Estácio tinha 27 anos e era formado em matemática.
Reações à Morte
- Após o enterro, Estácio e Úrsula tentaram confortar-se com objetos pessoais do falecido na sala onde costumavam conviver.
Testamento e Conflitos Emocionais
Descobrindo o Testamento
- O médico Camargo informa a Estácio que é necessário procurar o testamento deixado pelo pai.
- A curiosidade sobre o conteúdo do testamento gera tensão entre os personagens presentes na sala.
Interpretações Ambíguas
- Camargo hesita em revelar detalhes sobre as últimas disposições do Conselheiro, criando um clima de incerteza.
Discussão Sobre Erros Potenciais
Padre Melchior e o Doutor Camargo
A Partida do Médico
- Estácio reflete sobre a partida do médico, que saiu às 10 horas e prometeu voltar no dia seguinte. Ele se questiona sobre um enigma em seu coração, que poderia ser respondido pelo Doutor Camargo ao entrar no carro à sua espera.
Relações Pessoais e Características de Camargo
- As relações entre Dr. Camargo e a família do Conselheiro são descritas como estreitas e antigas, ambos com 54 anos. Conheceram-se logo após obterem seus graus acadêmicos.
- Camargo é apresentado como uma figura pouco simpática à primeira vista, com feições duras e frias, além de olhos perscrutadores que incomodam os outros. Ele fala pouco e demonstra sentimentos contidos.
O Amor de Camargo por Eugênia
- Apesar da aparência fria, Camargo ama profundamente sua filha única, Eugênia, mas esse amor é expresso de forma silenciosa e recôndita. Sua relação com ela é marcada por uma ternura oculta.
- A filosofia austera de Camargo contrasta com suas ideias mais acomodadas sobre a vida; ele acredita na importância da tristeza como corretivo para o orgulho excessivo.
Interações Familiares
- Ao chegar em casa, Camargo encontra Eugênia tocando piano; ele expressa preocupação com o tempo que ela dedica ao lazer em vez dos deveres familiares. Isso gera um momento tenso entre pai e filha.
- Eugênia sente-se triste pela atmosfera da casa após a morte do Conselheiro; Tomásia tenta confortá-la dizendo que a tristeza é necessária na vida. Essa interação revela as dinâmicas emocionais dentro da família.
Momentos de Ternura
- Um momento significativo ocorre quando Camargo dá um beijo em Eugênia, marcando uma nova fase na relação deles; isso provoca uma mistura de emoções nela, incluindo surpresa e confusão sobre os sentimentos paternos.