A Independência da Bahia

A Independência da Bahia

A Independência da Bahia

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante introduz o tema da independência do Brasil e como a luta pela independência foi muito mais difícil do que a história oficial sugere. Ele também menciona que a Bahia teve um papel crucial na luta pela independência.

Revolução do Porto

  • Em 1820, ocorreu a Revolução do Porto em Portugal, uma revolta de caráter liberal que acabou com o absolutismo do Rei Dom João VI e estabeleceu a convocação das cortes portuguesas para discutir uma constituição para o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
  • Quando as notícias dessa revolução chegaram ao Brasil, muitas províncias acharam isso excelente porque ia ter uma conexão direta com as cortes em Portugal muito mais simples do que se comunicar com o Rio de Janeiro.

A situação no Brasil

  • Na época, não havia uma constituição no Brasil. As notícias demoravam para chegar ao país e vice-versa porque eram levadas por navio.
  • O Rio de Janeiro era a capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. No entanto, as chamadas províncias do Norte (que compreendiam o norte e nordeste do Brasil) ficavam longe do Rio de Janeiro e mais ligadas à Europa por causa das correntes marítimas.
  • Cada província se via como uma própria unidade e não havia essa ideia de unidade nacional. Quando as notícias da Revolução do Porto chegaram ao Brasil, muitas províncias acharam isso excelente porque ia ter uma conexão direta com as cortes em Portugal muito mais simples do que se comunicar com o Rio de Janeiro.

A luta pela independência na Bahia

  • Em Salvador, a adesão às cortes foi liderada por Cipriano Barata, um jornalista que estudou medicina em Portugal e teve contato com as ideias do Iluminismo. Ele é considerado um dos fundadores da primeira loja maçônica no Brasil em Salvador e participou da conjuração baiana, uma tentativa de separar a Bahia de Portugal que aconteceu em 1798.
  • Em 1821, os oficiais do exército saíram em marcha para o Palácio do Governo para obrigar o governador O Conde da Palma a declarar fidelidade às cortes. No entanto, o governador não estava no palácio e tinha recebido informações sobre esse levante.
  • A Bahia contou com a adesão de quase todos os oficiais do exército que estavam na cidade de Salvador para sua rebelião.

A Revolta na Bahia

Visão Geral da Seção: Esta seção descreve a revolta que ocorreu na Bahia em 1821, onde os revoltosos queriam seguir as ideias das cortes portuguesas e não mais obedecer ao Dom João sexto do Rio de Janeiro.

Conde da Palma e a Revolta

  • Os revoltosos invadiram o palácio e mataram nove homens durante o tiroteio.
  • O Conde da Palma foi aconselhado a aceitar as reivindicações dos revoltosos e participou então da criação de um novo governo obedecendo às cortes lá em Lisboa.
  • A notícia da revolta na Bahia chegou ao Rio de Janeiro acabou inspirando outro levante no Rio de Janeiro acabou obrigando o Dom João sexto a cumprir as ordens das cortes e retornaram a Portugal não sem antes deixar no Brasil o filho dele o Dom Pedro como príncipe Regente.

Criação do Novo Governo

  • As cortes determinaram que novas juntas de governo fossem eleitas até o final de janeiro.
  • Em 2 de fevereiro de 1822, uma nova junta tomou posse na Bahia, incluindo brasileiros em altos postos.
  • Os militares portugueses em Salvador não gostaram que um brasileiro tivesse sido promovido ao posto de brigadeiro e continuasse como Comandante de armas.

Conflitos entre Militares Brasileiros e Portugueses

  • No dia seguinte, chegaram notícias das cortes nomeando para o cargo de Comandante das Armas Comandante militar da Bahia o general português Inácio Luís Madeira de Melo.
  • Os baianos não gostaram e queriam que o Manoel Pedro brasileiro continuasse no posto.
  • A população se uniu e realizou um abaixo-assinado com 400 assinaturas e levaram o pedido para câmara para que a câmera não desse posse do Comando do Exército da Bahia para o militar português Bandeira de Mello.
  • As tropas portuguesas passaram a apoiar descaradamente Madeira de Melo enquanto os regimentos portugueses passaram a apoiar o Manoel Pedro principalmente o Batalhão dos Caçadores que ficou inteiramente do lado do Manoel Pedro.

Conclusão

  • Em 18 de fevereiro, houve uma reunião na qual o Manoel Pedro não apareceu.

Escolha do quinto comandante

Visão geral da seção: Nesta seção, é discutido como o quinto comandante seria escolhido por sorteio e como André de Melo começou uma confusão ao invés de esperar uma resposta dentro das forças armadas.

Sorteio para escolher o quinto comandante

  • O quinto comandante seria escolhido por sorteio.
  • A princípio, todos concordaram desde que todos os comandantes das forças e os soldados aceitassem essa decisão.
  • Brasileiros e portugueses estavam presentes na decisão.

Início da confusão

  • No dia seguinte, em vez de esperar uma resposta dentro das forças armadas, André de Melo começou uma confusão.
  • Ele liderou um grupo formado por marinheiros portugueses, milícia formada por portugueses e esquadrão de cavalaria português.
  • Eles foram a todos os quartéis gritando "morra Manoel Pedro" e "fora a câmera".
  • Ele convocou a legião constitucional Lusitana para se juntar a ele contra os brasileiros.

Conflito entre brasileiros e portugueses

Visão geral da seção: Nesta seção, é discutido como as tropas do Madeira avançaram contra outros locais ainda de posse dos militares brasileiros. Além disso, muitos dos portugueses estavam bêbados e entraram no Convento da Lapa em Salvador, onde a abadessa do convento foi atacada com golpes de baioneta.

Conflito entre brasileiros e portugueses

  • As tropas do Madeira avançaram contra outros locais ainda de posse dos militares brasileiros.
  • Muitos dos portugueses estavam bêbados e começaram a se enfrentar pelas ruas de Salvador.
  • A turba teve a brilhante ideia de entrar no Convento da Lapa em Salvador achando que talvez eles tivessem se refugiado lá.
  • A abadessa do convento, Sóror Joana Angélica, impediu os soldados de entrar e foi atacada com golpes de baioneta.

Bombardeio ao Forte de São Pedro

Visão geral da seção: Nesta seção, é discutido como Bandeira de Mello ordenou que o Forte de São Pedro fosse invadido. Além disso, ele ignorou completamente o pedido da junta de governo para parar com a destruição que estava ocasionando.

Bombardeio ao Forte de São Pedro

  • Bandeira de Mello ordenou que todos deveriam invadir o Fortaleza ao forte de São Pedro em Salvador e outros lugares onde já havia militares brasileiros leais ao Manoel Pedro.
  • Como eles não responderam, ele decidiu bombardear o prédio.
  • A junta de governo implorou para que não fizesse isso para que parasse com a destruição que estava ocasionando lá.
  • Madeira de Melo ignorou completamente o pedido da junta de governo e só permitiu que saísse do da região as freiras do convento das Mercês.

Consequências do conflito

Visão geral da seção: Nesta seção, é discutido como muitas pessoas morreram em Salvador durante o conflito entre brasileiros e portugueses. Além disso, a população começou a mandar cartas pedindo para que retirasse André de Melo porque eles não estavam conseguindo exercer livremente suas funções.

Consequências do conflito

  • Duzentas pessoas morreram em Salvador durante o conflito entre brasileiros e portugueses.
  • A população começou a mandar cartas pedindo para que retirasse André de Melo porque eles não estavam conseguindo exercer livremente suas funções.
  • Bandeira de Mello recebeu reforços inesperados quando dois navios portugueses com 166 soldados desembarcaram em Salvador em 27 de março de 1822.
  • Esses soldados eram da divisão Auxiliadora do General Avillez que tinha se revelado no Rio de Janeiro.

Desculpe, mas não recebi o arquivo de transcrição para criar as notas. Por favor, envie o arquivo de transcrição para que eu possa começar a trabalhar nas notas.

A Guerra da Independência da Bahia

Visão Geral da Seção: Esta seção fala sobre a guerra de independência da Bahia contra Portugal em 1823.

O Toque do Corneteiro

  • O comandante português ordenou a retirada das tropas, mas o corneteiro tocou um toque de cavalaria avançar em vez do toque de retirada.
  • Os portugueses recuaram em pânico achando que havia cavalaria brasileira, mas na verdade era apenas o toque do corneteiro.
  • Esse erro permitiu que os brasileiros avançassem e derrotassem os inimigos.

O Cerco à Cidade de Salvador

  • Bandeira de Mello ficou preso em Salvador com cerca de quatro mil e quinhentos homens e não tinha mais o que fazer já que não dava mais para esperar reforços.
  • Ele recebeu ordens dos brasileiros para se render, mas fugiu de Salvador na calada da noite entre primeiro e dois de julho de 1823.
  • Dois de julho de 1823 marcou a independência oficial da Bahia em relação a Portugal e sua adesão ao Império Brasileiro.

Conclusão

A guerra pela independência da Bahia foi uma batalha importante na história do Brasil. A vitória dos brasileiros foi possível graças ao erro do corneteiro Luis Lopes, que acabou tocando um toque de cavalaria avançar em vez do toque de retirada. A fuga de Bandeira de Mello também foi um momento crucial na guerra, que culminou com a independência da Bahia em 2 de julho de 1823.

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