Aula 57 - Real digital - Curso Concurso (BNB)
Início da Aula sobre Real Digital
Visão Geral da Seção: Nesta parte, o professor introduz o tema do Real digital e explora a motivação por trás da decisão do Banco Central de emitir essa nova forma de moeda.
Contexto Histórico e Motivação para o Real Digital
- Em 1994, o Brasil superou a hiperinflação, que prejudicava significativamente o poder de compra das pessoas.
- O Real é a moeda física utilizada no país, permitindo transações em diversos setores da economia.
- Ao depositar dinheiro em um banco, ele se torna um depósito à vista, disponível para empréstimos através do multiplicador do crédito.
- Existe uma relação contratual entre os depositantes e os bancos, onde o dinheiro depositado se transforma em moeda escritural, existindo apenas de forma eletrônica.
Características da Moeda Eletrônica
Visão Geral da Seção: Aqui são exploradas as características da moeda eletrônica e sua relação com a confiança no sistema financeiro.
Moeda Eletrônica e Emissão pelo Banco Central
- A moeda escritural existe apenas de forma eletrônica e é emitida pelo Banco Central.
- Representa uma versão digital da moeda fiduciária baseada na confiança no emissor e na aceitação geral dessa moeda.
Descentralização Financeira e Surgimento do Bitcoin
Visão Geral da Seção: Explora-se a descentralização financeira impulsionada pelo surgimento do Bitcoin como alternativa às moedas tradicionais.
Descentralização Financeira com o Bitcoin
- Em economias com alta inflação, como hiperinflação, surge a necessidade de alternativas como o Bitcoin.
Criptomoedas e a Economia
Visão Geral da Seção: Nesta seção, são abordados conceitos relacionados a criptomoedas, moedas virtuais e sua relação com a economia.
Surgimento de Criptomoedas
- Criptomoedas surgem como representações digitais de valor, como o Bitcoin.
- O valor das criptomoedas decorre da confiança nas regras de funcionamento e na cadeia de participantes.
Desafios das Moedas Virtuais
- Moeda virtual é descentralizada, mas pode ser volátil, impactando seu valor.
- Oscilações significativas nas moedas virtuais levam à criação de stable coins para buscar estabilidade.
Funções Monetárias
- Criptomoedas têm dificuldade em desempenhar funções monetárias completas, como unidade de conta e meio de troca.
- Reserva de valor é afetada pela volatilidade das criptomoedas.
Impacto das Stable Coins na Economia
Visão Geral da Seção: Esta parte explora o surgimento das stable coins e seu potencial impacto na economia global.
Estabilidade Através das Stable Coins
- As stable coins buscam estabilidade vinculando-se a ativos seguros como ouro ou dólar.
- Exemplo do Facebook lançando uma stable coin chamada libra para promover estabilidade financeira.
Competição entre Moedas
- Bancos centrais consideram competição entre moeda soberana e stable coins, levando ao estudo sobre emissão do Real digital.
Desafios Econômicos
- Uso não controlado de moeda virtual pode afetar taxas de juros e políticas econômicas.
Cicla CBDC e Suas Implicações
Visão Geral da Seção: Nesta parte, são discutidos os conceitos relacionados à Cicla CBDC (Moeda Digital de Banco Central) e suas implicações no cenário financeiro global.
Significado e Objetivo da Cicla CBDC
- A Cicla CBDC representa a Moeda Digital de Banco Central, sendo o equivalente digital do dinheiro físico.
- O objetivo principal é emitir o Real digital, ainda em fase de testes no Brasil e em mais de 110 países.
Vantagens da Implementação
- Aceleração da digitalização financeira após a pandemia, facilitando o acesso a serviços bancários para populações distantes.
- Inibição de moedas digitais privadas e simplificação de pagamentos transfronteiriços, reduzindo custos e burocracias.
Características do CBDC
Visão Geral da Seção: Aqui são abordadas as características essenciais do CBDC (Central Bank Digital Currency), destacando aspectos técnicos e desafios para sua implementação.
Baseado em Conta vs. Baseado em Token
- O CBDC baseado em conta utiliza contas correntes tradicionais como meio de acesso aos fundos, exigindo comprovação de identidade para transações.
- Já o modelo baseado em token representa uma técnica contábil sem relação contratual direta entre entidades financeiras e titulares.
Identificação do Titular
- Na modalidade baseada em conta, a identidade do titular é verificada por documentos físicos; enquanto no token digital, uma senha ou chave privada garante acesso aos fundos.
CBDC Atacado vs. Varejo
Visão Geral da Seção: Explora-se a distinção entre os modelos atacado e varejo do CBDC, bem como seu propósito geral na economia.
Modelos de Implementação
- O CBDC atacado envolve emissões diretas pelo Banco Central para instituições financeiras; já o varejo visa transações individuais com consumidores finais.
Emissão de Moeda pelo Banco Central
Visão Geral da Seção: Nesta parte, é discutida a emissão de moeda pelo Banco Central e sua disponibilização ao público.
Emissão de Moeda
- O Banco Central emite reais, que podem ser disponibilizados diretamente ao público ou primeiramente aos bancos comerciais.
- Existem duas formas de disponibilização do dinheiro: direto do Banco Central para o banco comercial (forma digital) ou intermediada pelos bancos comerciais para as pessoas.
- A forma digital ocorre quando o dinheiro emitido pelo Banco Central entra nas reservas do banco comercial, baseando-se em contas correntes entre eles.
CBDC de Atacado e Varejo
- O CBDC de atacado refere-se à moeda digital fornecida na forma de reservas ou conta de liquidação aos bancos comerciais no próprio Banco Central.
- Já o CBDC de varejo são as moedas digitais emitidas pelo Banco Central e disponibilizadas diretamente ao público, seja diretamente ou através do sistema financeiro.
Diferenças entre CBDC e PIX
Visão Geral da Seção: Aqui são destacadas as diferenças entre o CBDC e o PIX em termos de infraestrutura e processamento das transações financeiras.
Comparação com o PIX
- No CBDC, apesar da transferência ser instantânea entre contas, a liquidação dos valores não ocorre necessariamente em tempo real entre os bancos envolvidos.
Controle da Circulação e Características do CBDC
Visão Geral da Seção: Nesta parte, são discutidos aspectos relacionados ao controle da circulação de moedas digitais emitidas por bancos centrais (CBDC) e suas características.
Controle da Circulação
- O CBDC indireto é emitido por um banco comercial, mas é garantido pelos passivos do Banco Central. Isso implica que o Banco Central emite a moeda, que passa pelo banco comercial antes de chegar às pessoas.
- A emissão direta para os cidadãos poderia levar à desintermediação financeira, resultando em uma possível crise financeira devido à retirada em massa de fundos dos bancos.
Características do CBDC
- O CBDC pode ter uma rede centralizada ou descentralizada, cada uma com suas próprias dinâmicas.
- Na rede centralizada, todos os participantes dependem de um agente central (como o Banco Central), enquanto na descentralizada, cada participante mantém uma cópia do registro.
Real Digital e Política Monetária
Visão Geral da Seção: Aqui são abordadas questões relacionadas ao Real Digital e sua relação com a política monetária.
Real Digital
- Os usuários terão acesso ao Real Digital através de uma carteira virtual e poderão realizar diversas transações como pagamento de contas, transferências e conversão para depósitos bancários convencionais.