Videoaula 19 Controle da pressão arterial (parte 1)

Videoaula 19 Controle da pressão arterial (parte 1)

Introdução

Visão geral da seção: Nesta seção, o professor cumprimenta os alunos e introduz o tema da aula: como funcionam os mecanismos de controle da pressão arterial.

Como funcionam os mecanismos de controle da pressão arterial?

  • A pressão arterial é determinada pelo fluxo sanguíneo e pela resistência.
  • O sistema cardiovascular mantém o fluxo sanguíneo adequado para todos os tecidos do organismo.
  • As altas pressões geradas pela contração ventricular são armazenadas nas grandes artérias.
  • Durante o relaxamento ventricular, a pressão nas artérias ainda se mantém elevada durante a diástole ventricular.
  • O sangue flui das artérias para os átrios devido ao gradiente de pressão.
  • As artérias atuam como reservatórios de pressão.
  • A pressão arterial é pulsátil, com valores sistólicos e diastólicos.
  • A diferença entre esses valores é chamada de pressão de pulso.
  • A pressão arterial média considera tanto a sístole quanto a diástole ventricular.

Funções do sistema cardiovascular

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se as principais funções do sistema cardiovascular em manter o fluxo sanguíneo adequado para todos os tecidos do organismo.

Principais funções do sistema cardiovascular

  • Manter o fluxo sanguíneo adequado para todos os tecidos do organismo.
  • Garantir que não falte sangue em nenhuma célula vital.

Pressão arterial e seu controle

Visão geral da seção: Nesta seção, explora-se a pressão arterial e como ela é controlada.

Determinantes da pressão arterial

  • A pressão arterial é determinada pelo débito cardíaco e pela resistência arteriolar.
  • O débito cardíaco representa a quantidade de sangue ejetado pelo coração.
  • A resistência arteriolar pode ser regulada.

Relação entre débito cardíaco, resistência arteriolar e pressão arterial

  • A pressão arterial é igual ao débito cardíaco multiplicado pela resistência arteriolar.
  • Todos os fatores que alteram o débito cardíaco ou a resistência arteriolar podem causar alterações na pressão arterial.

Regulação da pressão arterial média

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se como a pressão arterial média é regulada para manter o fluxo sanguíneo adequado para todos os tecidos do organismo.

Regulação da pressão arterial média

  • A pressão arterial média considera tanto a sístole quanto a diástole ventricular.
  • É um valor que leva em conta o tempo de duração dessas fases do ciclo cardíaco.
  • Pode ser calculada usando uma fórmula específica.

Importância do controle da pressão arterial média

Visão geral da seção: Nesta seção, destaca-se a importância do controle da pressão arterial média para garantir um fluxo sanguíneo adequado para todos os tecidos do organismo.

Importância do controle da pressão arterial média

  • O controle da pressão arterial média é crucial para manter o fluxo sanguíneo adequado para todos os tecidos.
  • Alterações na pressão arterial podem levar a condições como hipotensão ou choque.
  • O primeiro órgão afetado por uma redução na pressão arterial é o encéfalo.

Fatores que determinam a pressão arterial

Visão geral da seção: Nesta seção, explora-se os fatores que determinam a pressão arterial.

Fatores que determinam a pressão arterial

  • A pressão arterial é determinada pelo volume de sangue dentro dos vasos.
  • O volume de sangue que entra nas artérias é determinado pelo débito cardíaco.
  • O volume de sangue que sai das artérias é determinado pela resistência arteriolar.

Débito cardíaco e resistência arteriolar

Visão geral da seção: Nesta seção, discute-se como o débito cardíaco e a resistência arteriolar influenciam na pressão arterial.

Influência do débito cardíaco e resistência arteriolar na pressão arterial

  • Se o débito cardíaco aumenta e a resistência permanece inalterada, mais sangue entra nas artérias, aumentando o volume sanguíneo nesse compartimento e elevando a pressão sobre as paredes arteriais.
  • Se a resistência arteriolar aumenta sem alteração no débito cardíaco, o sangue terá mais dificuldade em sair das artérias, acumulando-se e aumentando a pressão arterial.

Conclusão

Visão geral da seção: Nesta seção, conclui-se que a pressão arterial é determinada pelo débito cardíaco e pela resistência arteriolar, e que o controle da pressão arterial média é fundamental para garantir um fluxo sanguíneo adequado para todos os tecidos do organismo.

Mecanismos de Controle da Pressão Arterial

Visão Geral da Seção: Nesta seção, discutiremos os mecanismos de controle da pressão arterial. Existem três principais determinantes do débito cardíaco e da resistência arteriolar: mecanismo de controle neural, mecanismo hormonal e mecanismo renal.

Mecanismo de Controle Neural

  • Quando ocorre uma mudança na postura, o sistema nervoso autônomo desencadeia uma resposta neural rápida para elevar a pressão arterial.
  • Os barorreceptores arteriais são os principais sensores que ativam esse mecanismo de controle.
  • Esses barorreceptores estão localizados nas grandes artérias, como o arco da aorta e as artérias carótidas.
  • Quando a pressão arterial aumenta, ocorre a despolarização das terminações nervosas dos barorreceptores, levando à ativação das vias reflexas.
  • O centro de integração cardiovascular recebe esses sinais sensoriais e envia sinais inibitórios aos neurônios pré-ganglionares simpáticos e sinais excitatórios aos neurônios pós-ganglionares parassimpáticos.
  • Isso resulta em redução da frequência cardíaca, contratilidade do coração e vasodilatação nas arteríolas, promovendo a diminuição da pressão arterial.

Mecanismos de Controle Hormonal e Renal

  • Além do controle neural, existem também os mecanismos hormonais e renais que atuam no controle da pressão arterial a médio e longo prazo.
  • O mecanismo hormonal envolve alterações rápidas no sistema cardiovascular e alterações mais lentas no sistema renal.
  • O mecanismo renal, independentemente da ação neural e hormonal, é responsável pelo controle a longo prazo da pressão arterial.

Reflexo dos Barorreceptores

Visão Geral da Seção: Nesta seção, discutiremos o reflexo dos barorreceptores, que faz parte do mecanismo de controle neural da pressão arterial.

  • Os barorreceptores trabalham dentro de uma faixa de valores de pressão arterial.
  • Eles iniciam o disparo de potenciais de ação em 40 mmHg e alcançam frequências máximas em 180 mmHg.
  • Esses receptores são capazes de detectar pequenas variações na pressão arterial causadas por eventos simples do dia-a-dia.
  • A intensidade das respostas simpáticas e parassimpáticas é determinada pela frequência de disparos dos potenciais de ação nos barorreceptores.
  • Alterações mínimas na pressão arterial podem provocar alterações significativas na frequência desses potenciais de ação.

Experimento com Desnervação dos Barorreceptores

Visão Geral da Seção: Nesta seção, será apresentado um experimento realizado em animais para demonstrar a importância dos barorreceptores no controle da pressão arterial.

  • Em um experimento com desnervação dos barorreceptores, interrompendo a transmissão das informações sensoriais para o centro de integração cardiovascular, todas as respostas do reflexo dos barorreceptores são bloqueadas.
  • Observa-se que a pressão arterial não é mais mantida dentro de uma faixa estreita de valores, indicando a importância dos barorreceptores no controle da pressão arterial.

Essas são as principais informações sobre os mecanismos de controle da pressão arterial e o reflexo dos barorreceptores.

Controle Neural da Pressão Arterial

Visão Geral da Seção: Nesta parte da aula, discute-se o controle neural da pressão arterial e como os barorreceptores desempenham um papel importante nessa regulação minuto-a-minuto.

Regulação Minuto-a-Minuto da Pressão Arterial

  • Os barorreceptores são responsáveis pela regulação minuto-a-minuto da pressão arterial.
  • Esses receptores detectam alterações rápidas na pressão arterial e ativam vias reflexas para promover ajustes no débito cardíaco e na resistência arteriolar.
  • Em indivíduos hipertensos, os barorreceptores se adaptam a essa nova pressão elevada, diminuindo sua frequência de disparo mesmo com a pressão ainda alta.

Importância dos Barorreceptores

  • A adaptação dos barorreceptores à hipertensão tem alguma função fisiológica?
  • Ainda não está claro se essa adaptação dos barorreceptores possui uma função específica.

Atividade Elétrica dos Barorreceptores em Indivíduos Hipertensos

Visão Geral da Seção: Nesta parte, explora-se como os barorreceptores se comportam em indivíduos hipertensos e como isso difere do padrão normal.

Atividade Elétrica dos Barorreceptores Normais

  • Em condições normais, os barorreceptores apresentam maior atividade elétrica durante a sístole e reduzem sua atividade durante a diástole.

Atividade Elétrica dos Barorreceptores em Indivíduos Hipertensos

  • Em indivíduos hipertensos, os barorreceptores não apresentam uma atividade elétrica constantemente alta.
  • Mesmo com a pressão arterial elevada, a frequência de disparo dos barorreceptores diminui, indicando uma adaptação a esse novo estado hipertensivo.

Ajustes para Restabelecer a Pressão Arterial Normal

Visão Geral da Seção: Nesta parte, discute-se como o organismo realiza ajustes para restabelecer a pressão arterial aos níveis normais após um aumento súbito.

Aumento Súbito da Pressão Arterial

  • Quando ocorre um aumento súbito na pressão arterial, os barorreceptores ativam as vias reflexas para promover ajustes no débito cardíaco e na resistência arteriolar.
  • O objetivo desses ajustes é restabelecer a pressão arterial aos níveis normais.

Adaptação à Hipertensão Prolongada

Visão Geral da Seção: Nesta parte, explora-se o que acontece quando a hipertensão se mantém elevada por mais tempo e como os setores do organismo se adaptam a essa nova condição.

Adaptação dos Setores ao Novo Estado Hipertensivo

  • Se a hipertensão persistir por mais de dois ou três dias, os setores do organismo se adaptam e assumem essa nova pressão arterial elevada como o novo normal.
  • A frequência de disparo dos barorreceptores diminui mesmo com a pressão arterial ainda elevada.
  • Os setores do organismo passam a trabalhar em uma nova faixa de valores, mantendo a pressão arterial elevada.

Função Fisiológica da Adaptação dos Barorreceptores

  • Ainda não está claro se essa adaptação dos barorreceptores possui alguma função fisiológica específica.
Video description

Depois de estudar hemodinâmica, vocês devem ter em mente que o fluxo sanguíneo depende do gradiente de pressão e da resistência. Anteriormente, vimos que as arteríolas são os vasos que oferecem maior resistência no sistema vascular, mas a sua resistência é variável e pode ser regulada. Hoje nos atentaremos ao gradiente pressão, um fator extremamente importante para gerar fluxo. O gradiente de pressão pode aumentar ou diminuir principalmente se alteramos a pressão nas grandes artérias, a pressão arterial. Portanto, nesta aula veremos como essa variável, que pode afetar o fluxo sanguíneo nos vasos, pode ser controlada, a curto (videoaula parte 1), a médio e a longo-prazo (videoaula parte 2). Ao assistirem a videoaula (parte 1 e 2), tentem responder as seguintes questões: 1. Quais são os dois principais fatores que determinam a pressão arterial? 2. Descreva as respostas reflexa dos barorreceptores arteriais que participam do controle a curto-prazo da pressão arterial? 3. Cite os principais efeitos a médio e longo-prazo da angiotensina II no controle da pressão arterial. 4. No mecanismo de feedback rim-líquidos corporais o que acontece se a pressão arterial aumentar ou diminuir? Material de apoio: • Para revisar os fatores que determinam o fluxo sanguíneo, acesse o link (https://www.youtube.com/watch?v=8EdcabztEoY&t=3s) e assista ao vídeo (4 min 05 seg). • Para conhecer os métodos de medidas da pressão arterial, acesse o link (http://departamentos.cardiol.br/dha/revista/10-3/metodos.pdf) e leia o artigo. • Para revisar a Lei de Frank-Starling do coração, acesse o link (https://www.youtube.com/watch?v=1cniexTSm2k) e assista ao vídeo (vá para 11 min 20 seg do vídeo). Imagens utilizadas: Modelo anatômico vascular - Photo by Robina Weermeijer on Unsplash