Interfaces Humano-Computador - Aula 05 - Design da solução
Design da Solução
Visão Geral da Seção: Nesta aula, discutiremos o design da solução na disciplina de interfaces humano-computador. Abordaremos os recursos e etapas necessárias para criar um bom design, incluindo a elaboração de um modelo conceitual, estruturação das tarefas dos usuários, projeto de interação e criação das interfaces.
Elaborando o Modelo Conceitual
- O design da solução começa com a elaboração de um modelo conceitual das entidades e atributos do sistema.
- É importante entender a estratégia e limitar o escopo do projeto antes de iniciar o design da solução.
- Para escolher a melhor solução, é necessário voltar à ambição do projeto e considerar várias alternativas.
- Recursos como brainstorming, projetos paralelos ou design participativo podem ajudar na seleção da melhor solução.
Estruturação das Tarefas dos Usuários
- Os cenários de interação descrevem as situações de uso do sistema pelos usuários.
- Os cenários podem ser representados por texto ou outras linguagens, como vídeo.
- Ao explicar os cenários de interação, é importante transmitir os conceitos por trás da interface e as possibilidades de manipulação dos objetos.
Projeto de Interação e Interfaces
- O projeto de interação envolve o diálogo entre o usuário e o sistema.
- O projeto das interfaces consiste em criar protótipos que representem a interface do usuário.
- A superfície da interface é a camada final, onde se cria a representação visual da interação.
Conclusão
O design da solução é uma atividade criativa, mas requer um processo estruturado. É importante entender a estratégia, limitar o escopo, elaborar modelos conceituais, estruturar tarefas dos usuários e projetar as interfaces de forma adequada. A seleção da melhor solução pode ser feita através de recursos como brainstorming, projetos paralelos ou design participativo. Os cenários de interação são importantes para descrever as situações de uso do sistema pelos usuários. O projeto de interação e das interfaces envolve a criação de protótipos que representem a interface do usuário.
Protótipos e sua importância
Visão geral da seção: Nesta seção, discutimos a importância dos protótipos no processo de design. Os protótipos são representações das interações do projeto e permitem testes anteriores para descobrir falhas antes da construção efetiva.
Tipos de protótipos
- Protótipos de baixa fidelidade: São feitos no início do projeto, quando ainda não temos clareza sobre o que será construído. Podem ser esboços ou representações estáticas.
- Protótipos em papel: São extremamente eficientes no início do ciclo de vida do projeto. Permitem elaborar desenhos e mostrar a solução inicial aos usuários e stakeholders.
- Vantagens dos protótipos em papel: Baixo custo, facilidade de atualização e transmitem a ideia de que são provisórios, permitindo sugestões de alterações.
Evolução dos protótipos
- Protótipos intermediários (Uruguai frente): Representam melhor o que será construído, com elementos mais próximos da realidade.
- Protótipos de alta fidelidade: Muito parecidos com o produto final, detalhados, realistas e até mesmo executáveis.
Recursos para um bom design
Visão geral da seção: Nesta seção, discutimos recursos e diretrizes que podem ajudar a criar um bom design.
Diretrizes de design
- Diretrizes genéricas: Recomendações gerais para o design.
- Heurísticas: Práticas derivadas da experiência que funcionam na maioria dos casos.
- Gaydon lines: Regras de conformidade específicas de determinadas plataformas.
- Padrões: Soluções genéricas que podem ser reaproveitadas em situações específicas.
Conclusão
Os protótipos desempenham um papel fundamental no processo de design, permitindo testes anteriores e economizando recursos. Além disso, seguir diretrizes e utilizar recursos adequados pode contribuir para a criação de um bom design.
Heurísticas de Design de Interação
Visão Geral da Seção: Nesta seção, são apresentadas as heurísticas de design de interação, que são princípios fundamentais para criar interfaces eficientes e usáveis.
Heurística 1: Controle e Liberdade do Usuário
- O designer deve dar ao usuário o controle e a liberdade de ação.
- O usuário precisa estar no controle da interação com o sistema.
- Quando o usuário tem controle, ele se sente competente e capaz.
Heurística 2: Consistência e Padronização
- As coisas devem se comportar da mesma forma na interface.
- Ações realizadas em um elemento devem ser aplicáveis a outros elementos semelhantes.
- A consistência facilita a aprendizagem e reconhecimento do usuário.
Heurística 3: Evitar Erros do Usuário
- Os usuários inevitavelmente cometem erros.
- O designer deve projetar para evitar erros ou fornecer meios para corrigi-los facilmente.
- Boas mensagens de erro explicativas ajudam os usuários a diagnosticar e corrigir seus erros.
Heurística 4: Memória Limitada do Usuário
- Os usuários têm uma capacidade limitada de reter informações na memória de trabalho.
- Uma boa interação permite que as informações necessárias estejam disponíveis na interface, evitando sobrecarga cognitiva.
- Reconhecer é mais eficiente do que lembrar.
Heurística 5: Flexibilidade e Eficiência
- Interfaces devem ser flexíveis para atender às diferentes necessidades dos usuários.
- Atalhos e recursos que aceleram o trabalho são importantes para usuários experientes.
- A interface deve ser eficiente para todos os tipos de usuários.
Heurística 6: Design Estético e Minimalista
- O design deve ser esteticamente agradável, funcional e minimalista.
- Recursos desnecessários poluem a interação e dificultam o uso.
- Um bom design é apreciado pelos usuários.
Heurística 7: Ajuda e Documentação
- Mesmo com um sistema autoexplicativo, é importante fornecer ajuda e documentação.
- Recursos devem estar disponíveis para ajudar os usuários a entender, aprender e solucionar problemas.
- Uma boa documentação melhora a experiência do usuário.
Conclusão das Heurísticas de Design de Interação
Visão Geral da Seção: Nesta seção, são apresentadas as últimas heurísticas de design de interação.
Heurística 8: Reconhecimento, Diagnóstico e Correção de Erros
- O designer deve criar recursos que permitam ao usuário reconhecer, diagnosticar e corrigir erros cometidos.
- Mensagens de erro explicativas são essenciais para orientar o usuário na correção dos erros.
Heurística 9: Qualidade Estética e Minimalismo
- O design deve ter qualidade estética, ser bonito, agradável e funcional.
- Recursos devem ser suficientes para realizar as tarefas sem excessos desnecessários.
- Um bom design é apreciado pelos usuários.
Heurística 10: Ajuda e Documentação Adicionais
- Mesmo com um sistema autoexplicativo, é importante fornecer ajuda e documentação.
- Recursos devem estar disponíveis para ajudar os usuários a entender, aprender e solucionar problemas.
- Uma boa documentação melhora a experiência do usuário.
Conclusão
Visão Geral da Seção: Nesta seção final, são reforçados os princípios das heurísticas de design de interação.
- As heurísticas de design de interação são fundamentais para criar interfaces eficientes e usáveis.
- Os designers devem dar controle ao usuário, garantir consistência, evitar erros, considerar a memória limitada do usuário e oferecer flexibilidade e eficiência.
- O design deve ser estético, minimalista e ter qualidade.
- Ajuda e documentação adequadas são essenciais para uma boa experiência do usuário.
Importância do Design de Sistemas de Ajuda e Documentação
Visão Geral da Seção: Nesta seção, é discutida a importância de projetar sistemas de ajuda e documentação adequadamente para garantir uma boa experiência do usuário.
Interface Intuitiva e Barreiras de Design
- Uma interface bem projetada permite que os usuários entendam e utilizem o sistema com facilidade.
- Se o design não for adequado, o usuário pode enfrentar barreiras que dificultam a utilização do sistema.
- É importante projetar sistemas de ajuda e documentação que permitam aos usuários superar essas barreiras.
Heurísticas de Design
Visão Geral da Seção: Nesta seção, são apresentadas as 10 heurísticas úteis para um bom design.
Utilidade das Heurísticas
- As heurísticas são diretrizes valiosas para orientar a criação de soluções eficientes.
- Elas ajudam a evitar problemas de usabilidade no projeto.
- Na próxima aula, serão explorados exemplos práticos sobre como aplicar essas heurísticas em projetos reais.
Padrões de Design
Visão Geral da Seção: Nesta seção, são abordados os padrões de design como recursos adicionais para designers.
Definição dos Padrões
- Os padrões de design são soluções gerais reutilizáveis para problemas comuns enfrentados pelos designers.
- Outros designers já resolveram problemas semelhantes e suas soluções podem ser aproveitadas.
- Os padrões de design proporcionam consistência e padronização nas soluções.
Exemplos de Padrões de Design
Visão Geral da Seção: Nesta seção, são apresentados exemplos de catálogos de padrões de design.
Utilização dos Padrões
- Existem vários catálogos disponíveis com diferentes aplicações padronizadas.
- É possível copiar e adaptar essas soluções para atender às necessidades específicas do projeto.
- Ao utilizar padrões, é importante garantir a consistência e a padronização na interação do usuário.
Padrões de Projeto na Engenharia de Software
Visão Geral da Seção: Nesta seção, é feita uma comparação entre os padrões de projeto na área do design e na engenharia de software.
Similaridades com a Engenharia de Software
- Assim como na engenharia de software, também existem padrões de projeto no design.
- O livro "Design Patterns" é um exemplo famoso que aborda os melhores projetistas utilizando boas soluções já desenvolvidas por outros designers.
- A utilização desses padrões contribui para a consistência nas soluções.
Estrutura dos Padrões de Design
Visão Geral da Seção: Nesta seção, é explicada a estrutura geral dos padrões de design.
Componentes dos Padrões
- Um padrão possui nome, resumo do problema que resolve e situações em que pode ser aplicado.
- Também apresenta a solução com exemplos para auxiliar o designer na decisão de aplicá-lo ou não.
Catálogos de Padrões de Design
Visão Geral da Seção: Nesta seção, são mencionados catálogos de padrões de design disponíveis para pesquisa.
Recursos para Pesquisa
- Existem vários catálogos disponíveis na internet com diversos padrões de design.
- Alguns exemplos são os padrões da TID, ILE e outros catálogos extensos.
- Copiar boas soluções e adaptá-las garante consistência e padronização na interação do usuário.
Importância da Consistência e Padronização
Visão Geral da Seção: Nesta seção, é destacada a importância da consistência e padronização no design.
Benefícios da Consistência
- Ao copiar uma boa solução, mas adicionando um toque pessoal, garante-se a consistência e padronização.
- Isso contribui para criar uma linguagem única de interação com o usuário.
- É importante evitar aplicar um padrão totalmente diferente do esperado pelos usuários.
Estratégia, Escopo e Estrutura da Interação
Visão Geral da Seção: Nesta seção, é explicada a sequência lógica para desenvolver um bom design de interação.
Etapas do Processo
- A estratégia é definida com base nos estudos dos usuários e mapeamento de requisitos.
- A estrutura da interação é construída considerando princípios de design, heurísticas e cenários.
- O esqueleto da interação é desenvolvido com base em wireframes e protótipos de baixa fidelidade.
- Após validação com os usuários, o design detalhado é elaborado, incluindo animações e outros elementos.
Próxima Aula
Visão Geral da Seção: Nesta seção, é mencionada a próxima aula sobre testes e avaliação da interação humano-computador.
Preparação para a Próxima Aula
- Os exercícios propostos no material de apoio devem ser realizados.
- Na próxima aula, serão abordados os testes e avaliação da interação humano-computador.