IVAS - SAIBA QUANDO INDICAR ANTIBIÓTICOS.

IVAS - SAIBA QUANDO INDICAR ANTIBIÓTICOS.

Uso Indiscriminado de Antibióticos

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute a importância de evitar o uso indiscriminado de antibióticos e como isso pode levar ao aumento da resistência bacteriana.

Infecções Respiratórias Superiores

  • A maioria das infecções respiratórias superiores são causadas por vírus e não por bactérias.
  • O uso indiscriminado de antibióticos pode selecionar as bactérias mais resistentes, aumentando a seleção de bactérias multirresistentes.
  • A Organização Mundial da Saúde alertou sobre o problema do uso inadequado de antibióticos em 2015.

Problemas com o Uso Indiscriminado de Antibióticos

  • O uso inadequado de antibióticos é um problema mundial que pode levar à seleção de bactérias multirresistentes.
  • Muitos pacientes pensam que só vão melhorar se tomarem antibiótico, mas cabe aos profissionais orientá-los corretamente.
  • A grande maioria dos quadros virais são autolimitados e não precisam ser tratados com antibióticos.

Sinais e Sintomas

  • As infecções virais podem evoluir para infecções bacterianas, nesse momento é importante ter atenção para alguns sinais e sintomas específicos antes do uso do antibiótico.
  • O uso de antibióticos deve ser feito com indicação clínica para trazer benefícios ao paciente e não simplesmente por desencargo de consciência.

Infecção Viral e Bacteriana

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute a evolução de infecções virais para infecções bacterianas e como isso depende mais do hospedeiro do que do uso de antibióticos. Ele também destaca a importância de raciocinar cuidadosamente antes de prescrever antibióticos.

Evolução Desfavorável

  • A evolução da infecção viral para infecção bacteriana depende principalmente da idade, estado fisiológico e imunidade do indivíduo.
  • Em média, apenas 2% dos casos de rinossinusites agudas evoluem para sinusite bacteriana, enquanto apenas 1% dos casos de faringite aguda evoluem para otite média bacteriana.
  • Nos EUA, em 2010/2011, cerca de 50% da população recebeu receita com antibióticos para crises respiratórias ao longo do ano. Isso é um número muito alto considerando que apenas uma pequena porcentagem desses pacientes realmente precisava de antibióticos.

Uso Racional de Antibióticos

  • Prescrever antibióticos desnecessariamente pode prejudicar o paciente e a sociedade como um todo.
  • É importante orientar os pacientes sobre quando retornar caso seus sintomas piorem ou não melhorem após alguns dias sem tratamento com antibióticos.
  • O uso racional de antibióticos envolve esperar e observar antes de prescrever antibióticos, a menos que haja uma forte suspeita de infecção bacteriana.

Resfriado e Gripe

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute as diferenças entre resfriados e gripes e como isso afeta o tratamento.

Diferenças entre Resfriado e Gripe

  • Cerca de 85% dos pacientes com infecções respiratórias têm resfriados, enquanto apenas 15% têm gripe.
  • O resfriado é causado por várias cepas de vírus diferentes, enquanto a gripe é causada pelo vírus influenza.
  • É importante diferenciar entre resfriados e gripes porque isso afeta o tratamento.

Entendendo a diferença entre gripe e resfriado

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante explica como diferenciar os sintomas de gripe e resfriado.

Sintomas do resfriado

  • Os sintomas incluem cefaleia, coriza, febre baixa, dor na garganta e congestão nasal.
  • O início dos sintomas é gradual e pode levar até 12 dias para atingir o pico.

Sintomas da gripe

  • Os sintomas incluem febre alta, tosse intensa, prostração, mialgia e inapetência.
  • O início dos sintomas é súbito e rápido. Em um dia a pessoa já pode estar prostrada.

Diferenciação clínica entre gripe e resfriado

  • A febre alta é um fator positivo para a gripe.
  • A presença de secreção mucopurulenta nasal não é sinônimo de infecção bacteriana.
  • A depuração da secreção do muco fica mais difícil na gripe por causa da irritação da mucosa do trato respiratório superior.

Como o vírus influenza age no organismo

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante explica como o vírus influenza age no organismo humano.

Irritação da mucosa do trato respiratório superior

  • O vírus influenza causa irritação na mucosa do trato respiratório superior.
  • Isso prejudica as células ciliares que ajudam a depurar a secreção do muco.

Ativação de citocinas

  • As partículas do vírus influenza na cápsula causam a ativação de citocinas.
  • Isso causa sintomas mais sistêmicos, como febre alta e prostração.

Sintomas locais e sistêmicos

  • Os sintomas da gripe são mais intensos e sistêmicos, enquanto os sintomas do resfriado são mais discretos e locais.

Tratamento de gripe e resfriado

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a diferença entre o tratamento para gripe e resfriado. Ele enfatiza que ambos são tratados sintomaticamente, sem a necessidade de antibióticos. O objetivo é permitir que o organismo combata a infecção viral por conta própria.

Tratamento para gripe e resfriado

  • O tratamento para ambas as doenças é sintomático.
  • Não há necessidade de prescrever antibióticos.
  • Manter-se hidratado, descansar e evitar atividades físicas intensas ajuda o organismo a combater a infecção viral.
  • Anti-inflamatórios, analgésicos e anti-histamínicos podem ser prescritos em casos específicos.

Uso do Tamiflu

  • Pacientes com história de gripe súbita, febre alta, tosse e mal-estar podem se beneficiar do uso do Tamiflu.
  • O Tamiflu é uma medicação anti-influenza que age especificamente contra o vírus influenza A e B.
  • Pacientes menores de dois anos ou maiores de 65 anos, gestantes, puérperas até duas semanas após o parto e pacientes com doenças crônicas ou fatores de risco devem receber atenção especial.
  • A dose padrão para adultos é 75 mg a cada 12 horas por cinco dias. Para crianças, há um esquema específico baseado no peso corporal.

Profilaxia

  • A profilaxia pode ser feita antes do contato com o vírus em casos específicos, como trabalhadores de casas de repouso durante surtos.
  • Em casos de contato com pacientes infectados pelo vírus H1N1, a profilaxia também pode ser indicada.

Importância da vacinação

  • É importante lembrar que a vacinação é focada na prevenção da gripe e não do resfriado.
  • Existem mais de 200 subtipos de rinovírus e outros vírus respiratórios que podem causar resfriados.

Relação entre gripe e infarto

Resumo da seção: Nesta seção, o palestrante discute a relação entre a gripe e o risco de infarto.

Gripe pode predispor ao infarto

  • A inflamação causada pelo vírus da gripe pode predispor indivíduos com tendência a terem um infarto.

Vacina contra gripe não causa gripe

  • A vacina contra a gripe é feita de partículas e não pode causar a doença.
  • É um equívoco pensar que tomar a vacina contra a gripe pode levar à doença.

Uso racional do oseltamivir

  • O uso racional do oseltamivir é importante no tratamento da infecção viral da gripe ou resfriado.
  • Em alguns casos, uma infecção viral pode evoluir desfavoravelmente para uma infecção bacteriana direta.

Infecções virais podem levar a infecções bacterianas

  • Na maioria das vezes, as infecções bacterianas são originadas por infecções virais que modificam as células ciliares, aumentando a produção de muco e proliferação de bactérias.
  • As bactérias gram-negativas são as que mais se aproveitam dessa situação para proliferar.

Sinusite: quando usar antibióticos?

Resumo da seção: Nesta seção, o palestrante discute a indicação do uso de antibióticos no tratamento da sinusite.

A maioria das sinusites são virais

  • Cerca de 98% das sinusites são virais.
  • O raciocínio de que secreção é sinônimo de infecção bacteriana não é lógico.

Antibióticos nem sempre são necessários

  • Na maioria dos casos, as sinusites resolvem-se sozinhas e não requerem o uso de antibióticos.
  • Mesmo nos casos bacterianos, há uma tendência natural do organismo em combater a infecção.

Médicos prescrevem mais antibióticos perto do final do plantão

  • Um estudo mostrou que a incidência maior de receitas com antibióticos ocorre perto do final do plantão e período de almoço.
  • Isso ocorre porque é mais fácil para o médico simplesmente passar o antibiótico ao invés de perder alguns minutos explicando ao paciente por que ele não precisa dele.

Uso racional de antibióticos

Visão geral da seção: Nesta seção, o médico discute a importância do uso racional de antibióticos para tratar sinusite e outras infecções.

Importância do uso racional de antibióticos

  • O médico explica que é importante explicar ao paciente sobre o uso racional de antibióticos.
  • O uso indiscriminado de amoxicilina pode selecionar bactérias resistentes a esse antibiótico.
  • É melhor não tomar nenhum antibiótico desnecessariamente, pois isso pode prejudicar o organismo e selecionar bactérias mais agressivas.
  • O médico orienta o paciente a não tomar antibióticos para uma sinusite viral, mas sim esperar 48 ou 72 horas para ver se o organismo resolve o problema sozinho.

Orientação aos pacientes sobre o uso de antibióticos

Visão geral da seção: Nesta seção, o médico discute a importância da orientação dos pacientes sobre o uso correto de medicamentos.

Orientação aos pacientes

  • O médico enfatiza que é importante orientar os pacientes sobre como usar corretamente os medicamentos.
  • Ele destaca que muitos pacientes reclamam quando não recebem um antibiótico para tratar uma infecção, mas é preciso explicar que nem todas as infecções precisam ser tratadas com esse tipo de medicamento.
  • É necessário ter consciência do impacto do uso inadequado de medicamentos na sociedade e na seleção de bactérias resistentes.
  • O médico destaca que é importante seguir os critérios para diagnosticar uma sinusite e prescrever o tratamento adequado.

Anatomia e sintomas da sinusite

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a anatomia do nariz e dos seios paranasais, bem como os sintomas comuns associados à sinusite.

Anatomia do nariz e dos seios paranasais

  • Os ossos nasais possuem uma cavidade nasal que se comunica com os seios paranasais.
  • A secreção produzida pelos seios paranasais é constantemente muco claro.
  • Quando há uma condição viral ou bacteriana, essa secreção pode acumular-se nos canalículos de comunicação, causando dor facial e obstrução nasal.

Sintomas da sinusite

  • Os principais sintomas são rinorreia (secreção nasal), obstrução nasal e dor facial intensa.
  • Outros sintomas incluem alteração no olfato, tosse em crianças e mal estar geral.
  • A presença de febre alta indica um quadro mais grave de sinusite.
  • Uma segunda piora após fase inicial de melhora também é um sinal preocupante.

Diagnóstico da sinusite bacteriana

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute como diferenciar a sinusite viral da bacteriana e quando usar antibióticos para tratar a infecção.

Critérios para diagnóstico de sinusite bacteriana

  • Dor facial intensa por cima ou por baixo dos olhos é um sinal importante.
  • Pacientes com febre alta já na chegada ao hospital devem ser monitorados cuidadosamente.
  • Rinorreia purulenta também é um sinal de infecção bacteriana.
  • Piora após fase inicial de melhora é outro sinal preocupante.
  • Se o paciente apresentar três ou mais desses sintomas, a infecção é considerada bacteriana e deve ser tratada com antibióticos.

Testes bioquímicos

  • PCR e VHS são dois testes bioquímicos que podem ajudar a diferenciar a sinusite viral da bacteriana.
  • Esses testes são inespecíficos e podem ser afetados por outras condições além da sinusite.

Tratamento da sinusite

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute as opções de tratamento para a sinusite.

Lavagem nasal

  • A lavagem nasal com soro fisiológico é uma opção eficaz para aliviar os sintomas da sinusite.
  • Soluções hipertônicas como Snif 3% ou Salsep 3% também podem ser usadas.

Uso de antibióticos

  • O uso de antibióticos só é recomendado em casos de infecção bacteriana confirmada.
  • Não há necessidade de fazer radiografia dos seios paranasais para diagnosticar a sinusite.

Tratamento de Sinusite

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute o tratamento da sinusite e os critérios para prescrição de antibióticos.

Uso de Corticoide Nasal

  • O uso de corticoide nasal é recomendado em casos virais, pois tem uma resposta muito boa.
  • Alguns médicos recomendam o uso de corticoide nasal em casos bacterianos mais intensos.
  • O soro fisiológico também pode ser usado como alternativa mais barata.

Tratamentos Sintomáticos

  • Anti-histamínicos e anti-inflamatórios analgésicos podem ser usados para aliviar a dor.
  • A budesonida é um corticoide nasal comum que ajuda bastante no alívio dos sintomas.

Critérios para Prescrição de Antibióticos

  • Não se deve prescrever antibióticos indiscriminadamente para qualquer paciente com sinusite.
  • É necessário avaliar pelo menos três dos cinco critérios: piora após melhora, dor de garganta, febre acima de 38 graus Celsius, ausência de tosse e edema na amígdala ou adenopatia cervical.
  • A infecção bacteriana ocorre em apenas 5 a 15% dos adultos e em cerca de 20 a 30% das crianças.

Critérios Específicos para Crianças

  • Em crianças, há maior preocupação com o Streptococcus pyogenes beta-hemolítico do grupo A, que pode causar febre reumática.
  • Cerca de 30% das amigdalites em crianças são bacterianas, e é necessário ter cautela para evitar complicações.

Critérios para Identificação de Quadro Bacteriano

  • Pacientes com febre acima de 38 graus Celsius e sem tosse podem estar com quadro bacteriano.
  • Edema na amígdala ou adenopatia cervical também são critérios importantes.
  • Os critérios de Centor ajudam a identificar se o quadro é bacteriano ou não.

Critérios para diagnóstico de Streptococcus pyogenes

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute os critérios para diagnosticar a infecção por Streptococcus pyogenes.

Teste rápido e cultura

  • O teste rápido é uma opção prática para diagnosticar a infecção por Streptococcus pyogenes.
  • A cultura pode ser mais precisa, mas é difícil coletar amostras na faringe e leva cerca de cinco dias para ficar pronto.

Dosagem de anticorpo antiestreptolisina O (ASO)

  • A dosagem de ASO não é adequada para o diagnóstico de casos agudos, pois demora uma semana para dar positivo.
  • Além disso, o pico máximo do ASO ocorre quatro a seis semanas após a infecção.

Antibióticos

  • É recomendado entrar com antibióticos pensando em febre reumática como medida preventiva.
  • Os antibióticos devem ser administrados até nove dias após o início dos sintomas.
  • Se não houver teste rápido disponível, recomenda-se entrar com antibióticos em pacientes com sintomas sugestivos de infecção por Streptococcus pyogenes.

Infecções do ouvido médio

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute as causas e tratamentos das infecções do ouvido médio.

Tuba auditiva

  • A tuba auditiva é um grande vilão das infecções do ouvido médio porque fica fechada e serve para regular a pressão dentro do ouvido.
  • Na criança, a tuba auditiva é mais horizontalizada e curta, o que torna mais fácil para a secreção entrar no ouvido médio.

Otite média aguda

  • A otite média aguda é uma infecção do ouvido médio.
  • Os sintomas incluem dor de ouvido e febre.
  • O tratamento pode incluir analgésicos, anti-inflamatórios, anestésicos tópicos e antibióticos em casos selecionados.

Tratamento para crianças

  • Para crianças com otite média aguda, é importante ter atenção especial porque elas são mais vulneráveis a essa condição.
  • Não se deve usar pastilhas para aliviar a dor de ouvido em crianças porque elas podem sufocar. Em vez disso, use sprayzinho mel com própolis.

Tratamento de Otite Média

Visão geral da seção: Nesta seção, o médico discute a importância do tratamento adequado para otite média e as bactérias que causam essa infecção.

Bactérias Causadoras de Otite Média

  • A maioria dos casos de otite média é bacteriana.
  • As bactérias gram-negativas são as principais vilãs dessa infecção em crianças.
  • O tratamento padrão-ouro para otite média em crianças é antibiótico.

Cuidados com o Ouvido

  • Não coloque nada no ouvido sem orientação médica.
  • Remédios tópicos não resolvem o problema da otite média, pois a infecção ocorre no ouvido médio.
  • O principal indicativo de secreção no ouvido interno é o abaulamento da membrana timpânica.

Tratamento Adequado

  • Para casos de otite externa, pode ser recomendado o uso de antibióticos tópicos como cefalexina e amoxicilina.
  • Para otite média, além do analgésico e anti-inflamatório, é necessário usar antibióticos em crianças menores de seis meses e naquelas com alguma comorbidade.
  • É importante avaliar o contexto familiar e social da criança antes de prescrever um tratamento adequado.

Tratamento de resfriado e gripe

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute o tratamento de resfriados e gripes.

Tratamento para resfriado

  • Para tratar um resfriado, é recomendado usar medicamentos sintomáticos, como chás, lavagem nasal com soro fisiológico e analgésicos como dipirona ou paracetamol.
  • Os antigripais são uma opção para aliviar os sintomas do resfriado. Eles não tratam o vírus do resfriado, mas podem ajudar a aliviar os sintomas. Alguns exemplos incluem Resfenol e Benegripe.
  • Em casos mais graves de resfriados, pode ser necessário prescrever anti-inflamatórios como diclofenaco ou ibuprofeno.

Tratamento para gripe

  • O tratamento para a gripe é semelhante ao do resfriado. No entanto, pacientes em grupos de risco devem receber atenção especial. Isso inclui crianças menores de dois anos, idosos acima de 65 anos, gestantes e pacientes com doenças crônicas.
  • Em casos mais graves de gripe, pode ser necessário fazer um teste rápido para influenza e prescrever Oseltamivir 75mg duas vezes ao dia por cinco dias.

Uso de antibióticos na otite média

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute o uso de antibióticos na otite média.

Uso de antibióticos

  • Na maioria dos casos de otite média, é necessário prescrever antibióticos. Isso ocorre porque a maioria dos casos é causada por bactérias e afeta principalmente crianças em idade precoce.
  • É importante pesar a mão ao prescrever antibióticos para garantir que o paciente receba o tratamento adequado. O palestrante fornece um resumo prático dos medicamentos recomendados para tratar a otite média.

Teste rápido para influenza

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute os testes rápidos para influenza.

Teste rápido

  • Em casos graves de gripe, pode ser necessário fazer um teste rápido para influenza. Existem vários testes disponíveis que podem detectar até 18 tipos diferentes de patógenos, incluindo algumas bactérias e vírus.
  • Os testes rápidos são uma ferramenta útil para ajudar no diagnóstico e tratamento precoces da gripe.

Uso de corticoide intranasal budesonida

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute o uso de corticoides nasais para tratar condições respiratórias.

Corticoide nasal é ótimo para controle ambulatorial

  • O corticoide nasal é pouco absorvido e tem pouca reação sistêmica.
  • É ótimo para controlar a asma e outras condições respiratórias.
  • A budesonida intranasal é fácil de usar e prática.

Avaliação do paciente com dor facial intensa

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute como avaliar pacientes com dor facial intensa.

Sintomas que requerem atenção especial

  • Dor facial intensa, rinorreia purulenta e piora após melhora são sintomas que requerem atenção especial.
  • Se a temperatura for maior que 38 graus Celsius ou houver aumento nos exames, isso também deve ser considerado.

Indicação de antibióticos em faringites agudas

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute quando os antibióticos devem ser usados ​​para tratar faringites agudas.

Critérios para fornecer antibióticos

  • Pacientes febris com placas ou exsudato na amígdala e adenomegalia cervical unilateral devem receber antibióticos.
  • Se todos os quatro critérios estiverem presentes (febre, placas/exsudato na amígdala, adenomegalia cervical unilateral e aumento nos exames), os antibióticos são indicados.
  • Se apenas dois ou três critérios estiverem presentes, é recomendado fazer o teste rápido para Streptococcus pyogenes beta-hemolítico do grupo A. Se o teste for negativo, não é necessário fornecer antibióticos.

Prevenção de febre reumática

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a prevenção da febre reumática em pacientes com faringites agudas.

Antibióticos previnem apenas a febre reumática

  • Os antibióticos só previnem a febre reumática e não a glomerulonefrite.
  • Pacientes com menos de 15 anos devem ser avaliados quanto à possibilidade de desenvolver febre reumática.

Critérios para diagnóstico de faringoamigdalite

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute os critérios para diagnosticar faringoamigdalite.

Sintomas que indicam faringoamigdalite

  • Febre, placas/exsudato na amígdala e adenomegalia cervical unilateral são sintomas que indicam faringoamigdalite.
  • A dor cervical unilateral também pode ser um sintoma importante.

Otitis media aguda em crianças

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute otite média aguda em crianças.

Crianças menores têm maior probabilidade de desenvolver otite média aguda

  • A otite média aguda é mais comum em crianças menores.
  • Antibióticos são recomendados para crianças menores de seis meses, aquelas com comorbidades, febre e otorreia purulenta bilateral.

Tratamento de faringoamigdalite, tonsilite e otite media aguda

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute os tratamentos para faringoamigdalite, tonsilite e otite média aguda.

Amoxicilina é a primeira linha de tratamento

  • A amoxicilina é a primeira linha de tratamento para todas as três condições.
  • Para adultos, 875 mg duas vezes ao dia ou 500 mg de 8 em 8 horas são as dosagens recomendadas.
  • Para crianças entre 50 e 90 kg, recomenda-se uma dose diária dividida em duas ou três doses.

Antibióticos: escolha e dosagem

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a escolha e dosagem de antibióticos para pacientes com diferentes condições.

Escolha de antibióticos

  • Para pacientes oncológicos, recomenda-se iniciar o tratamento com amoxicilina-clavulanato.
  • Em casos de alergia à penicilina, pode-se usar cefalosporinas.
  • Para pneumonia adquirida na comunidade, recomenda-se começar com 750mg de quinolona de terceira geração (levofloxacino).
  • Na infecção urinária, pode-se começar com 500mg de quinolona e aumentar a dose caso necessário.

Dosagem

  • A dosagem recomendada para crianças é de 90mg/kg/dia divididos em duas tomadas.
  • Se após 48 horas não houver resposta ao tratamento com amoxicilina, é autorizado dobrar a dosagem por um período limitado.
  • O ácido clavulânico pode causar diarreia em até 10% dos pacientes. É importante avisá-los sobre isso e orientá-los a continuar o tratamento mesmo assim.

Antibióticos: escolha e dosagem (continuação)

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante continua discutindo a escolha e dosagem de antibióticos para pacientes com diferentes condições.

Escolha de antibióticos (continuação)

  • Cefuroxima é preferível ao cefaclor no tratamento de infecções bacterianas.
  • Claritromicina é uma alternativa para pacientes alérgicos a betalactâmicos.
  • Para amigdalite pensando em febre reumática, recomenda-se penicilina G benzatina.

Dosagem (continuação)

  • A dosagem recomendada para adultos é de 500mg de cefuroxima a cada 12 horas.
  • Em casos de pneumonia adquirida na comunidade, recomenda-se começar com 750mg de quinolona de terceira geração (levofloxacino).
  • Na infecção urinária, pode-se aumentar a dose caso necessário.

Caso Clínico: Infecção de Vias Aéreas Superiores

Visão Geral da Seção: Nesta seção, o médico apresenta um caso clínico de infecção de vias aéreas superiores e discute os sintomas e tratamentos.

Sintomas do Paciente

  • Paciente com 66 anos apresenta febre, tosse, mal-estar e congestão nasal há um dia.
  • Exame físico mostra temperatura axilar de 30.37°C, frequência cardíaca de 88 bpm e frequência respiratória de 18 irpm.
  • Ausculta pulmonar e ausculta cardíaca normais.

Diagnóstico

  • O paciente apresenta sintomas típicos de infecção de vias aéreas superiores (IVAS).
  • Como os sintomas pioraram em apenas um dia, é provável que seja uma gripe.
  • É recomendado fazer sorologia para confirmar o diagnóstico, mas se não for possível, pode-se prescrever Oseltamivir.

Tratamento

  • Prescrever Oseltamivir (75mg/12h por 5 dias).
  • Evitar anti-inflamatórios não esteroidais em pacientes acima dos 60 anos. Recomendar Dipirona (500mg/12h ou 6h).
  • Usar soro fisiológico 0,9% para congestão nasal. Evitar descongestionantes nasais por mais de três dias.
  • Prescrever antialérgicos como Loratadina ou Fexofenadina para ajudar a aliviar os sintomas.

Considerações Finais

  • Pacientes idosos devem ter cuidado com o uso de anti-inflamatórios não esteroidais e descongestionantes nasais.

Uso de Oseltamivir

Visão geral da seção: Nesta seção, o médico fala sobre o uso do medicamento Oseltamivir para tratar a gripe.

Oseltamivir

  • O medicamento funciona bem quando tomado dentro de 48 horas do início dos sintomas.
  • Pode ser tomado até 5 dias após o início dos sintomas, mas seu efeito diminui.
  • É importante explicar ao paciente como tomar o medicamento e orientá-lo a comer bem, dormir e beber bastante líquido.
  • Se não houver melhora em 48 horas ou se os sintomas piorarem, é importante que o paciente retorne imediatamente ao médico.

Tratamentos Adicionais para Gripe

Visão geral da seção: Nesta seção, o médico discute outros tratamentos que podem ser usados ​​para tratar a gripe.

Corticoides e Anti-inflamatórios

  • O corticoide oral pode ser usado por quatro dias, mas não é recomendado para idosos com gripe.
  • Anti-inflamatórios não esteroidais ou analgésicos podem ser usados.
  • É importante conversar com o paciente sobre os tratamentos prescritos e orientá-lo a retornar caso haja piora nos sintomas.

Dor no Rosto Intensa

Visão geral da seção: Nesta seção, um paciente relata dor intensa no rosto e outros sintomas relacionados à gripe.

Sintomas do Paciente

  • Paciente tem dor intensa no rosto, principalmente no lado direito.
  • Secreção nasal espessa e dor de cabeça.
  • Febre há quase cinco dias.

Exame Físico

  • Paciente jovem, lúcido e orientado.
  • Temperatura corporal de 38 graus Celsius.
  • Frequência respiratória de 20 por minuto e frequência cardíaca normal.

Observações do Médico

  • O brilho nos olhos do paciente é um sinal preocupante.
  • É importante avaliar a possibilidade de uma infecção sinusal ou outra complicação.

Discussão sobre o uso de antibióticos em caso de sinusite bacteriana

Visão geral da seção: Nesta seção, o médico discute a possibilidade de prescrever antibióticos para um paciente com sinusite bacteriana.

Uso de antibióticos

  • O paciente apresenta vários critérios positivos para uma possível infecção bacteriana, tornando-se um caso que pode se beneficiar do uso de antibióticos.
  • Em casos com menos de dez dias de evolução, pode-se esperar e acompanhar o paciente antes de prescrever antibióticos.
  • Pacientes jovens podem ser tratados com anti-inflamatórios como nimesulida ou ibuprofeno para aliviar os sintomas.
  • Em casos mais graves, como este, é recomendado o uso de amoxicilina/clavulanato ou levofloxacino.

Advertências

  • Não é recomendado misturar diferentes tipos de anti-inflamatórios, pois isso pode aumentar os efeitos colaterais gástricos e renais.
  • Embora a maioria dos organismos combata naturalmente a infecção em até 10 dias, pacientes jovens que sofrem com sintomas graves devem ser tratados adequadamente.

Tratamento de infecções das vias aéreas superiores

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute o tratamento de infecções das vias aéreas superiores em pacientes jovens.

Critérios para uso de antibióticos

  • O paciente é um jovem com dor na garganta, febre e mal-estar há dois dias.
  • Infecções das vias aéreas superiores têm baixa letalidade, mas podem ser desconfortáveis para o paciente.
  • Para determinar se um paciente precisa de antibióticos, é necessário avaliar critérios como tosse, hiperemia amigdalar e adenomegalia cervical.
  • Se um paciente tem mais de 2 anos e menos de 15 anos e apresenta pelo menos dois critérios, pode-se considerar o uso de antibióticos.

Antibióticos recomendados

  • Para pacientes com medo de agulhas ou que não podem tomar penicilina G benzatina, pode-se prescrever amoxicilina com ácido clavulânico.
  • Em casos mais graves ou quando outros tratamentos falham, claritromicina ou levofloxacino podem ser prescritos.

Tratamentos sintomáticos

  • Cisteína ajuda a expectorar secreções. Xarope de guaco também pode ajudar.
  • Anti-inflamatórios e analgésicos podem ajudar a aliviar a dor e o mal-estar.
  • Sprays nasais também podem ser usados para aliviar os sintomas.

Uso racional de antibióticos

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante enfatiza a importância do uso racional de antibióticos e como isso pode ajudar a evitar o desenvolvimento de bactérias resistentes.

Importância do uso racional de antibióticos

  • O uso racional de antibióticos ajuda a evitar o desenvolvimento de bactérias resistentes.
  • É importante prestar atenção aos sintomas para poder embasar a decisão sobre prescrever ou não um antibiótico.

Evitando o uso desnecessário de antibióticos

  • Não é necessário prescrever antibióticos para gripe ou resfriado.
  • O uso desnecessário de antibióticos é ruim para os pacientes e para a sociedade em geral.

Conclusão e convite

  • É importante mudar nossa mentalidade em relação ao uso de antibióticos.
  • Os espectadores são convidados a participar da próxima live sobre câncer gástrico na quinta-feira.
  • Os espectadores podem entrar em contato com o organizador por meio do grupo Telegram mencionado pelo palestrante.
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🚨Para participar, inscreva-se gratuitamente aqui: https://bit.ly/11inscricao_maratona_ytvideo Colega médico, se você atua em emergências ou quer atuar, essa é a oportunidade para atualizar seus conhecimentos e atender as Emergências com mais segurança. De 22 à 28 de Agosto, vai acontecer a Maratona de Emergência Médico na Prática, evento online e gratuito, SOMENTE para Médicos. Confira a programação das aulas ao vivo: 22/08 Segunda - AuLIVE 1: O passo a passo atualizado para conduzir PCR 24/08 Quarta - AuLIVE 2: Como conduzir INFARTO DE VD 25/08 Quinta - AuLIVE 3: A melhor escolha para MEDICAÇÕES NA IOT 28/08 Sexta - AuLIVE 4: Aplicação dos conhecimentos na PRÁTICA [Somente para médico e acadêmico de medicina] Para participar, inscreva-se gratuitamente aqui: https://bit.ly/11inscricao_maratona_ytvideo 🏥 Nesse vídeo, ensino você MÉDICO, MÉDICO INTERNO E ACADÊMICO DE MEDICINA, AS INDICAÇÕES PARA USO DE ANTIBIÓTICOS EM PACIENTES COM INFECÇÕES DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES. 🚨 As IVAS representam os principais casos de infecções em todo o mundo. E a grande questão é saber QUAL CASO REALMENTE PRECISA DE ANTIBIÓTICOS. 💎 COM ESSA AuLIVE, você vai conseguir IDENTIFICAR AS PRINCIPAIS INDICAÇÕES PARA O USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS para casos de SINUSITES, FARINGITES e OTITES. Além de conseguir distinguir casos de RESFRIADOS e GRIPES. 💎 E ao final, os tradicionais CASOS CLÍNICOS FECHAM COM CHAVE DE OURO O APRENDIZADO. 😃 SE VOCÊ GOSTOU, NÃO DEIXE DE CURTIR O VÍDEO 👍 E INSCREVA-SE NO CANAL PARA SEMPRE RECEBER EM PRIMEIRA MÃO OS VÍDEOS NOVOS. 👀 #mediconapratica #emergenciamedica #ivas #gripe #sinusites #faringites #otites Participe das AuLives toda semana 👇 INSTA: @mediconapratica AJUDO MÉDICOS E ACADÊMICOS DE MEDICINA QUE QUEREM APRENDER A MEDICINA NA PRÁTICA!