[CBAE] Capitalismo do Espetáculo, Fetichismo da Mercadoria e Meios de Comunicação
Introdução
Visão geral: Nesta palestra, o professor apresenta uma visão geral do capitalismo atual e do conceito de mercadoria fetiche da mercadoria. Ele discute como os meios de comunicação e a internet são centrais para o funcionamento do capitalismo.
Apresentação
Visão geral: O professor se apresenta como coordenador da cátedra do curso e professor titular da escola de comunicação da UFRJ. Ele tem experiência em estudar o papel das comunicações no capitalismo contemporâneo.
Início da Palestra
Visão geral: A palestra é a segunda do curso da cátedra Álvaro Vieira Pinto. O tema é sobre o capitalismo atual e o papel dos meios de comunicação na sociedade.
Papel das Comunicações no Capitalismo
Visão geral: O professor discute como as Comunicações são essenciais para o funcionamento do capitalismo atual, especialmente com a internet. Ele destaca que há uma falta de compreensão sobre esse papel na sociedade.
- Há uma área chamada economia política das Comunicações que estuda esse papel.
- Os meios exercem influência não só no debate político, mas também no campo econômico produtivo.
- É importante avançar na compreensão desse papel para ter políticas públicas mais coerentes.
Desenvolvimento do Capitalismo Atual
Visão geral: O professor tem experiência em estudar o capitalismo contemporâneo e destaca que a relação entre cultura, espetáculo, mercadoria e capital é central para entender como ele funciona.
- A discussão sobre o papel das comunicações na sociedade capitalista é mal compreendida.
- Há excelentes formuladores da área de economia política das Comunicações no Brasil e em outros países.
- O debate sobre os meios de comunicação muitas vezes se restringe a questões políticas, sem discutir um conjunto mais amplo de questões.
Filme da Mercadoria e Meios de Comunicação
Visão geral: O professor apresenta uma introdução ao texto "A Sociedade do Espetáculo" de Guy Debord, que discute teses sobre o capitalismo na década de 60.
- O capitalismo cada vez mais se tornava uma sociedade do espetáculo.
A Sociedade do Espetáculo e a Linguagem
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute como a sociedade atual é influenciada pelo consumo e pelo espetáculo.
A Sociedade do Consumo
- A sociedade capitalista é uma sociedade de consumo que surgiu no final do século 19 e início do século 20.
- O ato de consumir tornou-se um estilo de vida, onde as pessoas consomem para exibir status e significado.
- O processo de consumo é determinado pela mídia, como cinema, televisão, rádio e redes sociais.
O Espetáculo na Economia
- Grandes eventos esportivos como as Olimpíadas e a Copa do Mundo geram grandes receitas para organizações como o Comitê Olímpico Internacional e a FIFA.
- Os anunciantes são os principais financiadores desses eventos, vendendo produtos como cerveja, sanduíches e agências de turismo.
- Para assistir esses eventos em casa, é necessário ter uma TV ou smartphone adequados. Isso impulsiona toda uma indústria de telecomunicações.
Exemplo: Diesel
- A empresa italiana Diesel fabrica roupas principalmente jeans. Ela contrata empresas no Brasil para transformar algodão em tecido.
- Embora empregue apenas cerca de 300 pessoas em sua cidade natal na Itália, seus produtos são vendidos em todo o mundo.
A Influência da Mídia na Sociedade
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute como a mídia influencia a sociedade e molda nossas percepções do mundo.
O Poder da Mídia
- A mídia tem um grande poder de influenciar as pessoas e moldar suas percepções do mundo.
- As notícias são frequentemente manipuladas para atender aos interesses dos proprietários das empresas de mídia.
- A publicidade é projetada para criar desejos e necessidades nas pessoas, levando-as a consumir mais.
Exemplo: Coca-Cola
- A Coca-Cola é um exemplo de uma empresa que usa publicidade para criar uma imagem positiva em torno de seus produtos.
- Eles usam slogans como "Abra a felicidade" para associar sua marca com emoções positivas.
Conclusão
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante conclui sua discussão sobre a sociedade do espetáculo e a influência da mídia na sociedade.
- Vivemos em uma sociedade pautada pelo consumo e pelo espetáculo, onde a mídia exerce um grande poder sobre as pessoas.
- É importante estar ciente dessas influências e tomar decisões informadas sobre o que consumimos.
Processo de produção e consumo no capitalismo
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute o processo de produção e consumo no capitalismo, destacando a variação de preços dos produtos e a importância das marcas.
Produção de produtos
- Os produtos são costurados em Horizonte, Ceará, por um custo unitário que pode variar entre 30 e 50 reais.
- As unidades são enviadas para lojas em todo o mundo, com preços que variam de 700 a 1000 reais.
- O operário recebe apenas uma pequena fração do valor final do produto.
Consumo e marcas
- As pessoas compram marcas em vez de produtos concretos.
- A marca é um produto material que tem um valor descolado do processo produtivo real.
- A marca parece perverter o próprio fetiche da mercadoria, levando as pessoas a se referirem às imagens sobre as quais os objetos são construídos.
Corporações verdes
- Empresas como Nike organizam uma grande rede global de produção com mão-de-obra barata.
- Os objetos estão enfeitiçados por forças ocultas que permitem um diálogo com o sobrenatural.
O Enfeitiçamento da Mercadoria
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute como a sociedade contemporânea gira em torno da mercadoria e como isso se tornou uma prática desportiva na sociedade do espetáculo. Ele também explora o conceito de signo e sua relação com a cultura e a estética.
A Sociedade do Consumo
- No mundo capitalista, as forças divinas foram substituídas pela força divina do mercado.
- A mercadoria é um objeto externo que satisfaz necessidades humanas de qualquer espécie, seja fisiológica ou estética.
- O consumo tornou-se uma prática desportiva na sociedade do espetáculo, identificando grupos humanos por vários fatores.
- A produção atende a diferentes perfis de consumidores, e o consumo está cada vez mais relacionado a significações.
O Conceito de Signo
- O signo é a percepção de uma variação de energia que denota outra coisa além de sua própria existência.
- O signo é algo que volta exatamente significações em penotiza tá mente algo que eu quero dizer.
- Qualquer evento significativo apoia o suporte material para transmitir seu significado.
- As vibrações sonoras são matéria e energia, assim como os fonemas da língua portuguesa.
- O signo é uma forma de energia e matéria que permite transmitir significados.
O Conceito de Signo
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute o conceito de signo e como ele é interpretado pelos sujeitos sociais.
O Fundamento do Signo
- Tales defende que o pensamento mais próximo da realidade é aquele que é mais complexo.
- Um signo tem três dimensões: um objeto, um significante e uma ideia associada a ele.
- O signo pode se referir a qualquer coisa, desde que haja uma ideia ou conceito associado a ela. Por exemplo, um coração pode ser um signo para amor ou maternidade.
A Relação entre Objeto e Ideia
- A relação entre o objeto e a ideia associada a ele é realizada por uma mente interpretante.
- A interpretação do signo depende do contexto em que ele está inserido. Por exemplo, na praia sob luz solar, um coração pode ser interpretado como símbolo de amor.
- Os amantes fotografados criam insignificantes para si mesmos e para quem os vê. Esses insignificantes são interpretados com base no contexto social e cultural em que estão inseridos.
Valor de Uso e Valor de Troca
- As mercadorias têm valor de uso (como fornecer vitaminas ou proteínas) e valor de troca (dinheiro).
- O mesmo objeto pode ter tanto valor de uso quanto valor de troca, dependendo da interpretação do sujeito social.
- A relação entre valor de uso e valor de troca é similar à relação entre objeto e ideia associada a ele no conceito de signo.
O Conceito de Trabalho
- O processamento dos signos (como falar, escutar ou ler) é considerado trabalho pelo filósofo Rossi-Landi.
- O trabalho é constitutivo do ser humano e pode ser tanto agradável quanto ruim.
Diferença entre mercadorias duráveis e não duráveis
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante introduz a diferença entre mercadorias duráveis e não duráveis. Ele explica que as mercadorias que são resistentes ao desgaste tendem a ser consideradas como soltas no conceito original de mercado.
Mercadorias Duráveis vs Não Duráveis
- As mercadorias resistentes ao desgaste tendem a se desfazer pelo uso, enquanto outras podem durar séculos.
- O valor das mercadorias estéticas e semióticas está no seu usufruto, não no consumo. Por exemplo, um livro pode ser lido várias vezes, enquanto um pão só pode ser consumido uma vez.
- As mercadorias plásticas típicas são entrópicas e estão sujeitas à lei da termodinâmica. Já as mercadorias estéticas e semióticas estão em constante reprodução.
- A produção estética hoje está integrada à produção de todas as outras mercadorias.
Desafios na análise econômica de bens culturais
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute os desafios na análise econômica de bens culturais. Ele argumenta que a economia tem dificuldade em lidar com a produção cultural porque ela precisa atualizar suas teorias para incluir novos tipos de bens.
Análise Econômica de Bens Culturais
- A produção estética, cultural e intelectual agora faz parte da economia.
- Autores como Youssef Cassis chamam a atenção para o fato de que a informação não se comporta de acordo com as teorias econômicas neoclássicas.
- O mercado da informação é complexo e não converso. É necessário construir uma nova teoria para lidar com isso.
- A literatura reconhece consensualmente a subordinação do valor da expressão estética ou da mercadoria à imagem da mercadoria.
A integração entre produção estética e produção de mercadorias
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a integração entre produção estética e produção de mercadorias. Ele argumenta que é necessário entender essa relação para analisar economicamente bens culturais.
Integração entre Produção Estética e Produção de Mercadorias
- A arte, música e literatura estão integradas à produção das mercadorias em geral.
- A economia tem dificuldade em lidar com a produção cultural porque precisa atualizar suas teorias para incluir novos tipos de bens.
- Alguns autores chamam atenção para esse problema na teoria econômica.
A Indústria Cultural e o Capitalismo Informacional
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute a relação entre a indústria cultural e o capitalismo informacional.
O Consumo como Fantasia
- A marca transforma o consumo em uma constante fantasia.
- A mercadoria atende tanto ao estômago quanto à fantasia.
- Hoje em dia, as mercadorias atendem muito mais à fantasia do que às necessidades básicas.
O Trabalho de Produzir Signos
- Na produção de mercadorias, há um trabalho de produzir signos.
- Esse trabalho envolve fazer desenhos e pesquisas para criar produtos com valor agregado.
- Esse trabalho geralmente não é discutido nas discussões sobre produção.
O Capitalismo Informacional
- O capitalismo informacional é baseado no processamento, registro e comunicação de informações em suas muitas formas.
- No processo produtivo, é necessário investir dinheiro para comprar recursos como matérias-primas, energia, máquinas e instalações.
- É preciso também investir em força de trabalho para gerar uma mercadoria valorizada.
Processo de Circulação
- Após a produção da mercadoria valorizada, ela vai para o mercado e gera dinheiro.
- Esse dinheiro retorna para o investidor após um tempo determinado pelo processo de circulação.
- Quanto menor for esse tempo de rotação da mercadoria no mercado, maior será a produção de mais-valia.
Rede Capitalista
- Cada segmento empresarial joga mais-valia para outro segmento na rede capitalista.
- Ao mesmo tempo, cada segmento pega o dinheiro de volta.
- O sistema capitalista é uma grande rede em que o consumo do dinheiro é parte da expansão das empresas.
O papel do transporte e da comunicação na economia
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute como o desenvolvimento dos meios de transporte e comunicação afetou a economia global.
Transporte e Comunicação no Século 19
- No século 19, as mercadorias levavam muito tempo para chegar ao seu destino final, assim como o dinheiro que era usado para comprá-las.
- O desenvolvimento de tecnologias de transporte e comunicação acelerou esses processos, permitindo que os empresários soubessem quando suas mercadorias estavam vendidas antes mesmo delas chegarem ao mercado.
- A redução do tempo de transporte e comunicação também teve um impacto significativo na economia europeia.
Transporte como Processo de Produção
- Ramos autônomos da indústria, como a indústria cinematográfica, não produzem novos produtos materiais. No entanto, eles são economicamente importantes porque fornecem serviços que permitem a circulação de mercadorias e pessoas.
- O processo de transporte é um processo de produção em si mesmo. Ele cria valor útil (valor de uso), que está ligado ao processo produtivo das mercadorias transportadas.
- Ao contrário das mercadorias físicas, o valor útil criado pelo processo de transporte é consumido durante o próprio processo produtivo.
Autonomia da Informação em Relação à Circulação
- A informação sobre as mercadorias costumava acompanhar fisicamente as próprias mercadorias. No entanto, com o desenvolvimento de tecnologias de comunicação, a informação começou a chegar muito antes das próprias mercadorias.
- A indústria da comunicação se tornou cada vez mais importante na economia global, permitindo que as pessoas soubessem sobre produtos e serviços antes mesmo de saírem de casa para comprá-los.
- A velocidade da informação continuou a aumentar até os dias atuais, com a internet permitindo que as pessoas recebam informações instantâneas sobre produtos e serviços.
Redução do Tempo de Circulação
- Quanto menor for o tempo necessário para transformar materiais em produtos acabados e transportá-los para seus destinos finais, maior será a produtividade do capital.
- Atualmente, estamos no limite máximo da redução do tempo de circulação graças à internet e outras tecnologias avançadas.
Conclusão
Visão geral da seção: Nesta seção final, o palestrante conclui sua discussão sobre como o transporte e a comunicação afetaram a economia global.
- O transporte e a comunicação são processos importantes na economia global porque permitem que as mercadorias circulem pelo mundo todo.
- O desenvolvimento dessas tecnologias acelerou significativamente os processos produtivos e melhorou a eficiência econômica.
- A autonomia da informação em relação à circulação é um fenômeno relativamente novo, mas tem um impacto significativo na economia global.
- A redução do tempo de circulação é fundamental para a produtividade do capital e continuará a ser uma área importante de desenvolvimento tecnológico no futuro.
A indústria cultural e a redução do tempo de consumo
Seção Resumo: Nesta seção, o palestrante discute a relação entre os meios de transporte e comunicação e o desenvolvimento da indústria cultural. Ele destaca a importância da redução do tempo de consumo na produção e no consumo de bens culturais.
A necessidade de reduzir os tempos de giro na produção e no consumo
- David Harvey observa que é necessário reduzir os tempos de giro na produção e no consumo para diminuir o desperdício.
- É preciso tirar as sociedades do descartável, acelerando o tempo de giro na rotação do consumo.
- Isso pode ter provocado uma mudança na ênfase da produção, com mais investimento em eventos como espetáculos.
- O valor dos bens não está apenas em seu suporte material, mas também em sua utilidade geral, emoções e sentimentos.
O valor da informação
- A informação não se comporta como um mercado livre, pois seu valor está na interação com as pessoas.
- A atividade é fundamental para a existência da informação, que não está propriamente no livro ou aparelho eletrônico.
- Isso traz problemas importantes para a economia política.
Redução do tempo de consumo na indústria cultural
- Na sociedade atual, muitos autores entregam seus originais para empresários que industrializam a produção.
- É necessário reduzir o tempo de consumo na indústria cultural, diminuindo o desperdício e investindo em eventos com tempo de giro quase instantâneo.
Valor de uso e valor de troca
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a diferença entre valor de uso e valor de troca e como isso afeta a produção cultural.
Valor de uso vs. valor de troca
- O valor de uso é o valor que um objeto tem em si mesmo, enquanto o valor de troca é determinado pelo mercado.
- A produção cultural é afetada pelo valor de troca, pois os produtores precisam comercializar seu trabalho para ganhar dinheiro.
- Com a digitalização, as barreiras à entrada na indústria cultural caíram, levando a um novo modelo baseado no acesso em vez da propriedade.
Direitos autorais e propriedade intelectual
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute como os direitos autorais e a propriedade intelectual são usados para proteger a produção cultural.
Direitos autorais e propriedade intelectual
- Os direitos autorais são usados para proteger obras literárias e artísticas.
- A propriedade intelectual é uma forma mais ampla de proteção que inclui patentes, marcas registradas e segredos comerciais.
- As leis de direitos autorais foram introduzidas no século 19 para afirmar uma propriedade jurídica sobre o conhecimento.
- As barreiras à entrada na indústria cultural reforçaram as leis de direitos autorais.
Indústria Cultural
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute como a indústria cultural se organizou em dois modelos e como isso mudou com a digitalização.
Modelos da indústria cultural
- A indústria cultural é composta por editoras e indústrias de fluxo.
- As editoras produzem produtos que podem ser replicados, reproduzidos e distribuídos.
- As indústrias de fluxo produzem produtos que são reproduzidos e distribuídos eletronicamente.
- A televisão é um exemplo de uma indústria de fluxo.
Mudanças na indústria cultural com a digitalização
- Com a digitalização, as barreiras à entrada na indústria cultural caíram.
- Isso levou ao surgimento de novos modelos de negócios baseados no acesso em vez da propriedade, como Netflix, Spotify e Kindle da Amazon.
A Economia Política do Signo da Marca
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute a tese de um economista canadense sobre a valorização da indústria cultural e como a audiência é vista como uma mercadoria valiosa.
A Audiência como Mercadoria
- O palestrante apresenta a tese de um economista canadense que afirma que a indústria cultural, especialmente televisão, rádio e internet, valoriza a audiência como uma mercadoria.
- O número de pessoas assistindo um programa é vendido para anunciantes e é considerado uma audiência valiosa.
- A emissora de TV vende essa audiência porque as pessoas estão dando seu tempo para assistir ao programa.
- Essa audiência é vista como força de trabalho e está valorizada na economia política do signo da marca.
Acumulação Flexível
- O processo produtivo começa na cabeça dos designers e se espalha pelo mundo na acumulação flexível.
- A economia criativa é definida como capitalismo cognitivo ou informacional com acumulação flexível.
Valorização das Diferenças Estéticas
- As mercadorias são vendidas por suas diferenças estéticas e festas, tornando-se objetos únicos.
- Existe uma divisão internacional do trabalho em que o trabalho criativo se concentra em poucos lugares do mundo, resultando em uma sociedade bem organizada e padrões de vida elevados.
Conclusão
- A audiência é vista como uma mercadoria valiosa na economia política do signo da marca, e a acumulação flexível é um processo produtivo que começa na cabeça dos designers e se espalha pelo mundo. As diferenças estéticas são valorizadas nas mercadorias, tornando-as objetos únicos.
Autômatos, Inteligência Artificial e Redes de Comunicação
Seção Resumo: Nesta seção, o palestrante discute como a automação e a inteligência artificial estão tornando o trabalho redundante e deixando apenas o trabalho criativo para os seres humanos. Ele também fala sobre como as redes de comunicação são importantes para a gestão do tráfego financeiro e como as plataformas digitais operam como grandes mercados.
Automação e Inteligência Artificial
- A automação e a inteligência artificial estão tornando o trabalho redundante.
- As redes de comunicação são importantes para a gestão do tráfego financeiro.
- O objetivo é deixar apenas o trabalho criativo para os seres humanos.
Plataformas Digitais
- As plataformas digitais operam como grandes mercados.
- Essas plataformas transformam dados dos usuários em dinheiro através da veiculação de publicidade.
- O espetáculo é uma mediação necessária entre a marca eo consumidor.
- As plataformas digitais conectam compradores e vendedores de serviços.
A Internet Como Plataforma
Seção Resumo: Nesta seção, o palestrante discute como a internet se tornou uma plataforma que conecta compradores e vendedores. Ele também fala sobre as camadas da internet, incluindo infraestrutura, telecomunicações e plataformas.
Camadas da Internet
- A internet se tornou uma plataforma que conecta compradores e vendedores.
- A maioria das pessoas só conhece a camada superior das plataformas digitais.
- As plataformas digitais são suportadas por infraestrutura e telecomunicações.
- As produtoras de mercado, como Amazon e eBay, conectam compradores e vendedores de serviços.
Conclusão
Seção Resumo: Nesta seção, o palestrante conclui sua apresentação discutindo como as plataformas digitais estão mudando a forma como fazemos negócios. Ele também fala sobre a importância de entendermos essas mudanças para nos adaptarmos ao futuro.
Mudanças na Forma Como Fazemos Negócios
- As plataformas digitais estão mudando a forma como fazemos negócios.
- É importante entendermos essas mudanças para nos adaptarmos ao futuro.
Regulação de Plataformas
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute a importância da regulação das plataformas digitais e como elas operam.
Modelo Linear vs. Modelo Interativo
- Antes, a comunicação era linear, do produtor ao intermediário até chegar ao consumidor.
- Agora, é um modelo interativo em que as plataformas usam algoritmos para fornecer dados aos compradores e vendedores.
- O objetivo é reduzir o tempo mínimo de comercialização e maximizar a eficiência financeira.
Algoritmos e Dados
- As plataformas usam algoritmos para acumular dados sobre os compradores e vendedores.
- Esses dados são usados para conectar compradores e vendedores com base em seus interesses.
- A inteligência artificial é usada para gerenciar esses processos.
Trabalho Remunerado vs. Não Remunerado
- Existem dois tipos de trabalho nas plataformas: remunerado (como engenheiros que projetam servidores) e não remunerado (como usuários que fornecem dados).
- Os usuários alimentam constantemente os algoritmos com seus dados.
Valor dos Dados
- Os dados são uma mercadoria valiosa que pode ser vendida sem troca ou equivalência.
- As plataformas valorizam os dados dos usuários por meio de leilões publicitários.
- O Facebook estima que sua renda média por usuário seja de US$ 27.
A apropriação do trabalho e dos dados pela plataforma
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute como as grandes plataformas digitais utilizam os dados produzidos pelo trabalho da sociedade para gerar lucro.
A absorção do capital pela sociedade através das plataformas digitais
- As grandes redes de mercado são capazes de absorver a sociedade como um todo através das plataformas digitais.
- O valor dos dados produzidos pelo trabalho da sociedade é usado como capital pelas plataformas.
Concentração do capital financeiro nas plataformas
- Há uma extraordinária concentração do Capital financeiro controlando as plataformas digitais.
- Um grupo de grandes investidores está presente em praticamente todas as grandes empresas de tecnologia, incluindo Google, Amazon e Facebook.
- Os mesmos sócios que controlam essas empresas também são sócios da Time Warner e Disney.
Trabalho cooperativo não remunerado na rede
- As redes servem para as empresas colocarem demanda de trabalho direto.
- Empresas podem utilizar dados geológicos disponíveis na rede para descobrir recursos valiosos sem pagar por eles.
- O trabalho cooperativo não remunerado na rede gera lucro para as plataformas e seus acionistas.
Produção de informação pelas plataformas
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute como as informações produzidas pelas plataformas são utilizadas pelos setores intermediários para orientar o mercado.
Processo de leilão das informações produzidas pelas plataformas
- As plataformas produzem informações que são utilizadas por setores intermediários para orientar o mercado.
- O processo de leilão é utilizado para remunerar as plataformas pelos dados produzidos.
Orientação do mercado
- As informações produzidas pelas plataformas orientam o mercado em diversos setores, como turismo e compra e venda.
- A sociedade utiliza essas informações para consumir produtos e serviços.
Produção de informação como petróleo digital
- A produção de informação pelas plataformas é comparada ao petróleo, pois gera lucro para os acionistas das empresas.
- Esse dinheiro é captado no mundo inteiro e carreado para os Estados Unidos, concentrando-se em uma melhoria financeira.
A Lógica da Economia Atual
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante discute a lógica da economia atual e como ela funciona.
A Fonte do Capital Variável
- O trabalho intermediário é a fonte do capital variável que paga os salários.
- A plataforma remunera o trabalho necessário para comprar as coisas, mas extrai mais valor para a sociedade.
- Essa é a lógica da economia atual.
Curso Multifacetado
- O curso foi pensado para trazer uma visão multifacetada.
- Na próxima terça-feira, haverá uma palestra com a professora Letícia Cesarino sobre antropologia e outras abordagens.
Discussões Futuras
- Haverá discussões futuras sobre inteligência artificial e capital financeiro.
- Serão trazidas discussões sobre gestão pública em plataformas.
Perguntas e Respostas
Visão Geral da Seção: Nesta seção, o palestrante responde perguntas dos espectadores.
Alternativas Possíveis
- Não há alternativa possível além de um empreendimento público nas plataformas.
- Infelizmente, isso não está na agenda política atualmente.
Projeto Público de Plataformas
- Recentemente, um projeto na Inglaterra criou um modelo público de plataformas inspirado no sucesso passado das emissoras públicas.
- Uma proposta ousada é proibir o mercado de dados como o mercado de óculos.
Consciência Social Necessária
- Para implementar essas mudanças, é necessária uma mobilização na sociedade e uma consciência social maior.
A importância das plataformas digitais na comunicação e acesso à cultura
Visão geral da seção: Nesta seção, os participantes discutem a importância das plataformas digitais para a comunicação global e o acesso à cultura. Eles também destacam como o modelo de negócio dessas plataformas pode ser prejudicial quando se trata de discurso de ódio e privacidade.
O papel das plataformas digitais na comunicação global e acesso à cultura
- As plataformas digitais permitem uma rápida comunicação global e fácil acesso a produtos culturais.
- No entanto, o modelo de negócio dessas plataformas é baseado em produzir conteúdo que gera mais atenção, como discurso de ódio, em vez de amor.
- Esse modelo pode ser prejudicial quando se trata de questões políticas e privacidade.
Precarização do trabalho no design
Visão geral da seção: Nesta seção, os participantes discutem a precarização do trabalho no design. Eles também falam sobre como alguns produtos culturais são transformados em produtos industriais por meio da reprodução capitalista.
Trabalho no design
- O trabalho no design está sendo precarizado.
- Alguns produtos culturais são transformados em produtos industriais por meio da reprodução capitalista.
Trabalhadores que produzem ferramentas para objetos culturais digitais
- Os trabalhadores que produzem ferramentas para objetos culturais digitais são chamados de "designers de experiência do usuário".
- Os participantes fazem uma provocação sobre como esses trabalhadores são vistos e tratados na sociedade.
A alienação dos trabalhadores de classe média
Visão geral da seção: Nesta seção, os participantes discutem a alienação dos trabalhadores de classe média. Eles também falam sobre um livro que discute o tema.
Trabalhadores de classe média
- Os trabalhadores de classe média muitas vezes têm uma completa alienação em relação às suas condições de trabalho.
- Um livro chamado "A Nova Classe Média" discute o tema.
Impostos, trabalho e capitalismo
Visão geral da seção: Nesta seção, os palestrantes discutem a relação entre impostos e aposentadoria, bem como as mudanças no mercado de trabalho em relação ao fordismo. Eles também falam sobre a rede como parte essencial do processo produtivo e a transformação material sendo reduzida a uma parte ínfima do processo.
Impostos e Aposentadoria
- Dinheiro paga imposto foi de talva depois lá na frente ele vai quando ele já vocês é tentando ele caramba pô Cadê meu Cadê minha aposentadoria olha ele vai sentir daquela moça então é mas enquanto aqui no teu por isso que eu acho gosto muito quando o rabo de fora de acumulação reflexiva todo um conjunto de relações.
Mudanças no Mercado de Trabalho
- De trabalho já não tem mais aquela rigidez do fordismo encontrar minha contrato é periódico foi renovação de contrato o conjunto de obrigações de passo a passo então som são questões novas que a gente tem que tentar entender mas essencialmente o outro álcool muito antigo também que já poderia que já explicava tudo isso no carte de história e consciência de classe é essencialmente são proprietários Sem consciência da pedra coca-cola de atualização vocês eu respondi a sua pergunta ele Podemos sim Professora Muito obrigada me deu me deu o bom é que eu só gostaria de pedir por favor você vai repetir ali não lukács o último autor.
Rede como Parte Essencial do Processo Produtivo
- É uma relação social então do ponto de vista no funcionamento dele a relação das empresas com as empresas com até pequena Traz umas dentro das outras uma rede é parte importante do processo de comunicação circulação é parte essencial do processo e cada vez mais E aí sim aquela transformação material vai sendo reduzido a uma parte ínfima do processo Total registrado em mar não famoso inclusive tá muito explicitado naquele famoso fragmento da mercadoria dos modelos de um processo produtivo praia pela rede Então nesse sentido é a tua pergunta no minha faz um contigo é você tem um processo produtivo se espalhando pela rede e cada vez mais pessoas você não incorporadas nesse processo como nós víamos postamos aqui mandando os nossos comentários pelo Facebook nessa foto de Danilo de gatinhos pelo Instagram coisas do janta.
Capitalismo e Financeirização
- Fui pensando né que e a também é que é o processo de finalização que não se esgota nesse nessa as empresas de comunicação é enfim que tem que ter uma discussão na pesquisa em primeiro lugar não tem nada a ver eu conheci aspecto não é aparentemente não né Mas eu sempre faço isso por entender esse estágio de reprodução do capitalismo né que a gente faz vivendo hoje e me parece que a financeirização é algo assim muito Evidente e quer dizer não para o presidente assim né mas que a gente precisa compreender melhor né então é que ele ficou pensando em passar por exemplo de financeirização e de uma localização de terra no mundo né É então é parece que é um processo de finalização todos os aspectos da vida naquele agora você transformar tudo em algo transacionavam bolsas né é o pensando que já resposta do capitalismo para todos e para todas as crianças têm sido essa.
Transformação do Trabalho
- Também foi pensando nesse processo de transformação do trabalho né nesse conflito entre capital e trabalho O que é o motor digamos assim do pensamento marxista né É na questão mesmo dessa relação que os trabalhadores dos proletários tem com as redes sociais né quer dizer hoje para você vender o seu trabalho também é fundamental você tem lá o Instagram no Facebook né e eu tava lendo uma vez uma.
A relação entre trabalho e remuneração
Resumo da seção: Nesta seção, o palestrante discute a relação entre trabalho e remuneração. Ele menciona que muitas vezes as empresas utilizam uma lógica de pagamento de mensalidades para ter acesso ao trabalho dos funcionários, o que pode levar a uma exploração insidiosa do trabalhador. Além disso, ele destaca que trabalhar para uma empresa conhecida pode trazer um status diferenciado na sociedade.
Trabalho e capitalismo
- O sistema capitalista busca reduzir tudo à lógica do dinheiro.
- Isso pode levar a tragédias sociais e ambientais.
Desigualdade social
- Uma parte da sociedade é mais valorizada do que outra.
- Algumas pessoas têm visões de mundo satisfatórias enquanto outras são deixadas de lado.
Propostas polêmicas
- Algumas propostas políticas recentes sugerem soluções extremas para lidar com problemas sociais.
- Essas soluções podem ser perigosas e desumanas.
Revoltas conservadoras
- Há uma onda de revoltas conservadoras em todo o mundo.
- Muitos desses movimentos são obscurantistas e reacionários.
Controle dos dados
- Além do controle dos dados, há também o controle do conhecimento sobre como lidar com eles.
- É importante aprender sobre estatística, inteligência artificial e aprendizado profundo para aproveitar essas ferramentas.
Explorando tecnologias para alternativas livres
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a possibilidade de explorar tecnologias para criar alternativas livres e como muitas vezes essas alternativas acabam seguindo o modelo das proprietárias.
- Tecnologias podem ser exploradas para criar alternativas livres
- Alternativas livres muitas vezes seguem o modelo das proprietárias
Encerramento da reunião
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante encerra a reunião e agradece aos participantes pela presença. Ele também menciona que terá outra reunião em breve para discutir regulação de plataformas.
- Agradecimento aos participantes pela presença
- Próxima reunião será sobre regulação de plataformas