ESTRUTURA E FUNÇÃO DO TRONCO ENCEFÁLICO - PARTE 3

ESTRUTURA E FUNÇÃO DO TRONCO ENCEFÁLICO - PARTE 3

Estruturas e Conexões do Tronco Encefálico

Complexidade do Tronco Encefálico

  • O tronco encefálico é complexo devido à grande quantidade de fibras que cruzam seu interior, incluindo fibras recíprocas que conectam o tronco encefálico ao cerebelo.
  • As fibras projetadas do córtex cerebral se conectam aos núcleos pontinos, cruzando a linha média e formando fibras transversais na ponte.

Conexões entre Cérebro e Cerebelo

  • Fibras que vêm dos núcleos pontinos estabelecem conexões com o córtex cerebral contralateral, levando informações para regular a atividade motora.
  • A formação reticular no mesencéfalo recebe informações de várias regiões do encéfalo, incluindo a medula espinhal e nervos cranianos.

Influência dos Núcleos Vestibulares

  • Os núcleos vestibulares recebem informações dos canais semicirculares do ouvido interno, influenciando a regulação postural e o equilíbrio.
  • Informações sobre o posicionamento da cabeça são enviadas pelo nervo vestibular até os núcleos vestibulares, que se conectam ao cerebelo para ajustar estratégias motoras.

Núcleo Olivar Inferior

  • O núcleo olivar inferior é um complexo de núcleos que recebe projeções da formação reticular e da medula espinhal, integrando informações proprioceptivas.
  • Essas projeções cruzam a linha média antes de fazer contato com o cerebelo, destacando as interconexões entre diferentes estruturas neurais.

Circuito Motor do Cerebelo

  • O cerebelo emite fibras eferentes após receber aferências de várias regiões; estabelece conexões recíprocas essenciais para a regulação motora.
  • O núcleo rubro no mesencéfalo influencia principalmente a musculatura flexora dos membros superiores através de suas projeções motoras.

Regulação Contínua da Atividade Motora

  • Fibras do cérebro projetam-se para diversas estruturas como a formação reticular e os núcleos vestibulares, criando circuitos que regulam continuamente a atividade motora.

Conexões e Funções da Formação Reticular

Importância das Conexões

  • A formação reticular estabelece conexões recíprocas com várias estruturas do sistema nervoso, incluindo a medula espinhal e o tronco encefálico.
  • Ela se conecta com as regiões talâmicas e o córtex cerebral, formando um sistema de projeção de fibras que é crucial para a regulação das funções corporais.

Sistema Ativador Reticular Ascendente

  • O sistema ativador reticular ascendente é fundamental para regular os estados de sono e vigília, alterando a consciência do indivíduo.
  • Durante atividades físicas, como correr, a formação reticular diminui a percepção da dor através de projeções do tronco encefálico.

Controle Sensorial e Motor

  • A formação reticular desempenha um papel importante no controle sensorial, utilizando neurotransmissores para atuar sobre neurônios na medula espinhal.
  • Além disso, influencia tanto motoneurônios inferiores quanto neurônios motores viscerais, afetando o sistema nervoso autônomo.

Lesões na Formação Reticular

  • Lesões na formação reticular são graves devido à sua função integradora nas informações sensório-motoras; lesões no tronco encefálico podem ter consequências severas.
  • Acidentes vasculares cerebrais ou traumas podem impactar negativamente essa região crítica do cérebro.

Papel na Regulação do Sono

  • A formação reticular está envolvida em processos relacionados ao sono profundo e à restauração das funções orgânicas durante o descanso.

A Importância da Formação Reticular no Sono e Vigília

Estágios do Sono

  • O sono possui diferentes estágios, onde algumas áreas do córtex cerebral são ativadas, permitindo a participação em sonhos e lembranças.
  • A formação reticular desempenha um papel crucial na transição entre os estados de sono superficial e vigília, facilitando o despertar.

Funções da Formação Reticular

  • A formação reticular não apenas induz ao sono, mas também é responsável por nos tirar desse estado de sonolência para a consciência plena.
  • Fatores como barulho (ex: galo cantando ou despertador) ativam a formação reticular, que reativa o córtex cerebral e promove o retorno à vigília.

Estrutura e Conexões da Formação Reticular

  • A formação reticular é uma rede de neurônios situada entre substâncias brancas e cinzentas no tronco encefálico, estendendo-se até o diencéfalo.
  • Ela integra funções como orientação visual, coordenação motora autônoma (ex: mastigação), controle respiratório e regulação cardiovascular.

Controle Autônomo e Reflexos

  • Os movimentos respiratórios são automáticos; mesmo sendo músculos esqueléticos sob controle voluntário, eles operam com certo automatismo devido à ação da formação reticular.
  • Além das funções relacionadas ao sono e vigília, a formação reticular regula reflexos somáticos como deglutição e vômito.

Integração com Outros Sistemas

  • A formação reticular estabelece conexões com sistemas emocionais (como o sistema límbico), influenciando atividades vitais como pressão arterial e resposta emocional.

Vascularização do Encéfalo

Sistema Arterial Cerebral

  • O projeto vascular na região das forças médias do crânio forma um círculo conhecido como polígono de Willis, que é crucial para a irrigação cerebral.
  • O sistema vertebral, originado da artéria subclávia, é responsável pela irrigação do encéfalo através das artérias vertebrais que ascendem pelos forames transversos das vértebras cervicais.

Artéria Basilar e Suas Funções

  • As artérias vertebrais direita e esquerda se unem na altura do osso occipital formando a artéria basilar, vital para a vascularização do cerebelo e tronco encefálico.
  • A artéria basilar não só vasculariza o cerebelo e o tronco encefálico, mas também contribui para a irrigação da medula espinhal.

Ramos da Artéria Vertebral

  • A partir da artéria vertebral surgem ramos importantes como as artérias espinhais anterior e posterior, além da artéria cerebelar inferior posterior (PICA), que irriga o cerebelo.
  • A artéria cerebelar inferior anterior também desempenha um papel importante na vascularização do tronco encefálico e parte do cerebelo.

Importância Clínica da Vascularização

  • Lesões na região vascularizada pela artéria basilar podem resultar em sérias repercussões funcionais devido à sua importância no controle motor e sensorial.
  • O mesencéfalo recebe irrigação de várias fontes arteriais, incluindo a comunicante posterior, destacando a complexidade do suprimento sanguíneo cerebral.

Sintomas Associados a Lesões Vasculares

  • Acidentes vasculares encefálicos (AVCs) na área da artéria basilar podem levar à diplopia (visão dupla), distúrbios pupilares e ptose palpebral (caimento da pálpebra superior).

Estruturas e Funções do Tronco Encefálico

Alterações Musculares e Sintomas Associados

  • A perda de tônus muscular pode resultar em rugas de expressão, semelhante ao efeito do botox, afetando a região da medula oblonga.
  • Lesões nos núcleos do hipoglosso podem causar fraqueza na lateral da língua, além de distúrbios na fala e deglutição devido à comprometimento dos músculos vocais.

Sensibilidade e Lesões Neurológicas

  • Lesões laterais podem levar à perda contralateral da sensibilidade térmica e dolorosa, uma vez que as informações sensoriais cruzam para o lado oposto antes de chegar ao tálamo.
  • Na base do tronco encefálico, lesões podem resultar em hemiparesia (fraqueza muscular) e paralisia contralateral devido à localização das fibras motoras descendentes.

Perda de Sensibilidade Vibratória

  • A perda contralateral da sensibilidade vibratória e postural está relacionada ao lemnisco medial, que transporta informações sensoriais após a decussação das fibras nervosas.
  • Lesões na parte mais austral do bulbo, ponte ou mesencéfalo manifestam-se como déficits sensitivos contralaterais.

Resumo Geral sobre o Tronco Encefálico

  • O tronco encefálico desempenha um papel crucial nas funções neurológicas gerais; os conceitos discutidos se inter-relacionam dentro da neuroanatomia.