Como entender o mundo contemporâneo - conversa com o Prof. Daniel Gomes de Carvalho

Como entender o mundo contemporâneo - conversa com o Prof. Daniel Gomes de Carvalho

Bate-papo sobre o curso de história contemporânea

Visão geral da seção: Nesta seção, Vitor Lima apresenta o professor Daniel Gomes de Carvalho e fala sobre o lançamento do curso "História Contemporânea: A Era das Revoluções e Romantismo" na plataforma de formação contínua Núcleo de Formação Filosófica.

Apresentação do Curso

  • O curso é ministrado pelo professor Daniel Gomes de Carvalho.
  • O curso aborda a história contemporânea, com foco na era das revoluções e romantismo.
  • O curso está disponível na plataforma Núcleo de Formação Filosófica.
  • Durante a semana do lançamento, haverá um desconto exclusivo de 15% para adquirir o núcleo e o curso do professor Daniel.

Sobre o Professor Daniel Gomes de Carvalho

Visão geral da seção: Nesta seção, Vitor Lima apresenta o professor Daniel Gomes de Carvalho e fala sobre sua especialização em história contemporânea.

Sobre o Professor

  • O professor Daniel Gomes de Carvalho é especialista em história contemporânea.
  • Ele é autor do livro "Revolução Francesa" pela Editora Contexto.
  • Ele também é professor do departamento de história da Universidade de Brasília.

Lançamento do Curso na Plataforma Núcleo de Formação Filosófica

Visão geral da seção: Nesta seção, Vitor Lima fala sobre o lançamento do curso "História Contemporânea: A Era das Revoluções e Romantismo" na plataforma Núcleo de Formação Filosófica.

Lançamento do Curso

  • O curso é o primeiro de uma série sobre história contemporânea.
  • O curso aborda a era das revoluções, incluindo a Revolução Americana, a Revolução Francesa e o romantismo.
  • Durante a semana do lançamento, haverá um desconto exclusivo de 15% para adquirir o núcleo e o curso do professor Daniel.

A Era das Revoluções

Visão geral da seção: Nesta seção, Vitor Lima entrevista o professor Daniel Gomes de Carvalho sobre a era das revoluções.

Sobre a Era das Revoluções

  • A ideia de uma "era das revoluções" foi criada durante esse período histórico.
  • É diferente da ideia de uma época como o Renascimento, que é uma invenção dos historiadores.
  • As pessoas na época tinham consciência de que estavam vivendo uma grande mudança e ruptura em relação ao que existia antes.
  • Os momentos chave dessa época ajudam a pensar no nosso próprio tempo.

A evolução do conceito de revolução

Visão geral da seção: Nesta seção, o professor discute a evolução do conceito de revolução ao longo dos séculos 17 e 18.

O uso da palavra "revolução" no século 18

  • No século 18, a palavra "revolução" era usada de maneira diferente do que é hoje.
  • Muitas pessoas chamavam a Revolução Americana de "revolução", incluindo Benjamin Rush e Thomas Paine.
  • Ao longo do século 18, houve uma politização desse conceito físico como várias outras palavras que vieram da física.
  • O principal sentido do uso da palavra "revolução" até o século 18 era movimento circular, que é o sentido físico.

A politização da palavra "revolução"

  • Houve uma politização da palavra "revolução" como ruptura e criação de um mundo novo.
  • Muitos americanos entendiam que a Revolução Americana era uma retomada das antigas liberdades retiradas pelos ingleses na segunda metade do século 18.
  • Ao retomar as tradições, eles estavam fazendo algo novo. Isso vai até os dias atuais quando conservadores falam em recuperar a família tradicional ou outros valores antigos.

Retomando tradições para criar algo novo

  • Retomar uma tradição é criar algo novo, como a ideologia da Carta Magna.
  • A família tradicional que a direita brasileira fala hoje é uma invenção da cabeça deles. Quando eles falam em recuperar a família tradicional, eles querem impor um modelo específico que não existia antigamente.

Conclusão

  • O conceito de revolução evoluiu ao longo dos séculos 17 e 18, passando de um sentido físico para um sentido político.
  • Ao retomar as tradições, as pessoas estavam criando algo novo e isso ainda acontece nos dias atuais quando conservadores falam em recuperar valores antigos que muitas vezes são invenções modernas.

Como a Revolução Americana mudou a história

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute como a Revolução Americana mudou a história e como ela não foi inevitável.

A Revolução Americana e a Guerra de Secessão

  • Acreditar em uma coisa não necessariamente leva a outra.
  • A Revolução Americana não causou diretamente a Guerra de Secessão.
  • Vários fatores múltiplos conduziram os Estados Unidos de um ponto para outro ponto.
  • A guerra da sucessão não era inevitável.

Fase do Benjamin Rush

  • Acabou a guerra de independência dos Estados Unidos, mas não acabou a Revolução Americana.
  • A independência foi apenas o primeiro ato.
  • Nas décadas ou nos séculos seguintes, mais pessoas reivindicaram direitos com base na ideia de igualdade de direito que a Revolução Americana colocou.

O panfleto "Senso Comum"

  • No segundo congresso Continental dos Colonos, eles estavam tendendo para conciliação no início daquele ano.
  • Um panfleto em defesa da Independência chamado "Senso Comum" foi publicado por um inglês recém-chegado.
  • Esse texto mudou tudo e tocou tanto no coração dos colonos que eles pararam com sua atitude conciliatória e foram para outra postura.

Argumento central do texto "Senso Comum"

  • O argumento central é que é senso comum que as colônias americanas deveriam ser independentes da Grã-Bretanha.
  • O autor argumenta que a Grã-Bretanha não tem o direito de governar as colônias americanas e que os colonos deveriam se unir para lutar pela independência.

Leitura do mundo atual

  • A ideia de senso comum ainda é atual.
  • É importante lembrar que a Revolução Americana mudou a história e influenciou muitas outras revoluções em todo o mundo.

A importância da Revolução Francesa para a direita brasileira

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute como a direita brasileira vem utilizando a Revolução Francesa em seus discursos e por que isso é importante.

A utilização da Revolução Francesa pela direita brasileira

  • O palestrante observa que muitos veículos de mídia de direita no Brasil, incluindo o Brasil Paralelo, têm usado a Revolução Francesa em seus discursos.
  • Ele questiona por que a Revolução Francesa é tão importante para esses grupos e sugere que eles não entendem completamente o assunto.
  • O palestrante menciona um livro chamado "Considerações sobre a França" de José Pedro Galvão de Sousa (José Thomaz Nabuco de Araújo Filho), um autor conservador do século XIX que criticou fortemente a Revolução Francesa.
  • Ele destaca que essa narrativa conservadora tem suas raízes no século XVIII e início do século XIX, quando havia uma crença na harmonia social e na decadência dos valores com o advento da modernidade.

As consequências da Reforma Protestante

  • O palestrante menciona como José Thomaz Nabuco de Araújo Filho via a Reforma Protestante como uma tradição de dissensão que levou à secularização da autoridade e à valorização do indivíduo. Ele argumenta que isso foi uma das causas da Revolução Francesa.

O Iluminismo e a Natureza

Visão geral da seção: Nesta seção, os palestrantes discutem o conceito de natureza no Iluminismo e como ele é baseado em uma noção individualista. Eles também observam como grupos de direita têm retomado essa noção conservadora.

A natureza individualista do Iluminismo

  • A natureza Iluminista é uma noção de natureza individual, onde os direitos pertencem ao indivíduo.
  • Isso representa uma virada importante na concepção de direito natural como pertencente aos indivíduos e a sociedade como um conjunto de indivíduos.

Retomada conservadora da noção de natureza

  • Grupos de direita têm se afastado cada vez mais do liberalismo e criticando-o em textos, vídeos e livros.
  • Eles estão retomando a noção conservadora ou reacionária da natureza.
  • É interessante observar esse movimento, especialmente porque alguns anos atrás não esperávamos que isso acontecesse.

Perspectivas sobre o futuro brasileiro

Visão geral da seção: Nesta seção, os palestrantes discutem suas perspectivas sobre o futuro brasileiro com base em suas experiências pessoais. Eles também mencionam as mudanças nas perspectivas dos estudantes universitários ao longo dos anos.

Mudança nas perspectivas dos estudantes universitários

  • As coisas estão muito diferentes agora do que eram quando os palestrantes entraram na faculdade.
  • Antes, havia uma perspectiva otimista do futuro brasileiro e das universidades.
  • Agora, é muito mais difícil para os estudantes universitários.

Opinião pública no Iluminismo e no Brasil

Visão geral da seção: Nesta seção, os palestrantes discutem a opinião pública no Iluminismo e como ela era vista pelos intelectuais da época. Eles também discutem como a opinião pública é vista atualmente no Brasil.

Opinião pública no Iluminismo

  • A opinião pública foi reconhecida como uma importante instância da sociedade pelos monarcas.
  • Os iluministas eram considerados padrões de sabedoria naquela época e eram conselheiros de reis.
  • Muitos deles eram anti-revolucionários.

Opinião pública no Brasil

  • No Brasil do século 21, a opinião pública é uma discussão em aberto.
  • Como a opinião pública é encarada depende da perspectiva individual.

A Opinião Pública e a Propaganda

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante discute a relação entre opinião pública e propaganda.

Opinião pública na democracia

  • O palestrante cita um pensamento de Tocqueville sobre como a democracia valoriza a opinião pública.
  • No Antigo Regime, as pessoas eram punidas fisicamente por suas opiniões contrárias ao rei ou à religião.
  • Hoje em dia, as pessoas com opiniões diferentes são toleradas, mas podem sofrer ostracismo.

Ostracismo na era digital

  • O ostracismo hoje em dia é mais fácil de acontecer porque as pessoas tendem a se agrupar em bolhas de opinião.
  • Essas bolhas têm capacidade de intervenção na realidade prática e podem acabar com vidas.
  • Isso faz com que o debate público perca nuance e tudo gire em torno de condenação ou aplauso.

Regulamentação da internet

  • Atualmente, há uma discussão sobre regulamentar ou não a internet e as mídias sociais.
  • Muitas vezes, esses espaços são sem lei e permitem que pessoas falem coisas horríveis sem assumir responsabilidade por isso.

Agradecimento a Dani

Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante agradece a Dani pelo bate-papo.

  • Dani recebe um agradecimento do palestrante.
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No Núcleo de Formação Filosófica, você acessa o curso "História Contemporânea: Era das Revoluções e Romantismo", ministrado pelo Prof. Daniel Gomes de Carvalho. É só clicar neste link: https://www.istonaoefilosofia.com.br/nucleo EMENTA O objetivo é apresentar a história e historiografia das Revoluções nos Estados Unidos (1776) e na França (1789), bem como suas conexões com as revoluções nos Países Baixos, Polônia, Córsega e Haiti. Em seguida, discutiremos a relação entre as Revoluções e o Romantismo, destacando as principais leituras histórico-políticas a respeito do tema, dando maior destaque às leituras de Robert Sayre e Michael Löwy. OBJETIVOS ● Analisar criticamente a noção de “Era das Revoluções” ● Conhecer os principais acontecimentos das Revoluções Norte-americana e Francesa ● Entender os principais debates historiográficos referentes às revoluções. ● Compreender os principais conceitos e correntes do Romanismo; ● Entender as principais polêmicas e críticas que o Iluminismo Romantismo; ● Refletir sobre a atualidade das ideias românticas na contemporaneidade. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO ● Aula 1 – A Era das Revoluções e a Revolução Norte-americana ● Aula 2 – A Revolução Francesa ● Aula 3 – O Romantismo BIBLIOGRAFIA BÁSICA ABRAMS, M. H. O espelho e a lâmpada (AV Allegro, Trad.). São Paulo, SP: Unesp, 2010. ARMITAGE, David. Declaração de Independência. Uma História Global. São Paulo: Cia das Letras, 2011. BAILYN, Bernard. As origens ideológicas da Revolução Americana. Bauru: Edusc, 2003. CARVALHO, Daniel Gomes de. Revolução Francesa. São Paulo: Editora Contexto, 2022. DUNN, John. A história da democracia: um ensaio sobre a liberação do povo. São Paulo: Editora Unifesp, 2021. HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções: 1789-1848. Editora Paz e Terra, 2015. JUNQUEIRA, Mary Anne. Estados Unidos: Estado Nacional e Narrativa da Nação. São Paulo: Edusp, 2018. LEPORE, Jill. Estas Verdades: história da formação dos Estados Unidos. Rio de Janeiro: Intrínseca: 2020. LÖWY, Michael; SAYRE, Robert. Revolta e melancolia: o romantismo na contracorrente da modernidade. Boitempo Editorial, 2017. LUKÁCS, György. O romance histórico. Boitempo Editorial, 2015. LUKÁCS, Georg. A Alma e as Formas. Trad. Rainer Patriota. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015. MORIN, Tania Machado. Virtuosas e perigosas: as mulheres na Revolução Francesa. São Paulo: Alameda Casa Editorial, 2014. SAES, Laurent Azevedo Marques de. A Société des Amis des Noirs e o movimento antiescravista sob a revolução francesa (1788-1802). São Paulo, 2013. WOOD, Gordon. A Revolução Americana. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013. Para ter acesso ao curso, é preciso ser membro do Núcleo de Formação Filosófica: https://cutt.ly/dwqElF5I