MENINGES E CIRCULAÇÃO LIQUÓRICA - PARTE 2
Anatomia do Sistema Nervoso Central
Estruturas Básicas do Encéfalo
- O sistema nervoso central é representado por um plano horizontal azul que tangencia o forame magno do osso occipital, delimitando as estruturas cranianas.
- O telencéfalo se desenvolve significativamente e está relacionado ao diencéfalo, que inclui o hipotálamo.
- As cavidades ventriculares são denominadas ventrículos cerebrais, com um ventrículo lateral à direita e outro à esquerda, além do terceiro ventrículo no centro do diencéfalo.
Comunicação entre os Ventrículos
- A comunicação entre os ventrículos laterais e o terceiro ventrículo ocorre através do forame interventricular (forame de Monro).
- O aqueduto mesencefálico conecta o terceiro ao quarto ventrículo, localizado posteriormente à ponte e anteriormente ao cerebelo.
- O canal central da medula espinhal é a continuidade inferior do quarto ventrículo.
Revestimento das Cavidades Ventriculares
- As cavidades ventriculares são revestidas por células ependimárias, formando o epêndimo.
- O líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como licor, é produzido pelo entendimento das células ependimárias.
Meninges Associadas ao Sistema Nervoso Central
- A pia-máter está aderida ao sistema nervoso central e se estende até o filamento terminal na região sacral.
- A aracnoide envolve todo o sistema nervoso central com suas lâminas que se projetam em trabéculas ligadas à pia-máter.
Dura-Máter e Seios Venosos
- A dura-máter apresenta uma projeção na fissura longitudinal formando o seio sagital superior.
- A lâmina externa da dura-máter é constituída pelo periósteo do crânio, enquanto a interna forma seios venosos triangulares revestidos por endotélio.
Proteção do Encéfalo e Medula Espinhal
Anatomia do Sistema Nervoso Central
Estruturas e Espaços ao Redor da Medula Espinhal
- O periósteo não tem espaço entre ele e a lâmina interna, formando um contato direto na medula espinhal.
- O espaço extradural, também chamado de espaço peridural ou epidural, está localizado ao redor da medula espinhal.
- Entre a dura-máter espinhal e a aracnóide existe um espaço que é denominado de espaço subdural.
- O espaço subaracnoide é grande e contém uma quantidade significativa de líquido cefalorraquidiano (LCR), que envolve todo o sistema nervoso central.
- O espaço subdural apresenta apenas uma pequena quantidade de LCR, enquanto o espaço extradural contém tecido adiposo e plexo venoso.
Produção e Circulação do Líquido Cefalorraquidiano
- O plexo coroide nos ventrículos laterais produz líquido cefalorraquidiano (LCR), com uma produção diária aproximada de 450 ml.
- A produção do LCR ocorre continuamente, sendo drenado para manter o equilíbrio no sistema nervoso central.
- Os ventrículos laterais se conectam ao terceiro ventrículo através dos forames interventriculares (forame de Monro).
- Após passar pelo terceiro ventrículo, o LCR flui para o quarto ventrículo onde continua sua circulação.
- A saída do LCR do sistema ventricular ocorre por aberturas medianas e laterais no teto do quarto ventrículo.
Importância Clínica dos Espaços Extradurais
- O termo "peridural" é frequentemente associado a procedimentos anestésicos, como a anestesia peridural utilizada em partos.
Funções do Líquido Cefalorraquidiano no Sistema Nervoso Central
Estrutura e Proteção do Sistema Nervoso Central
- O líquido cefalorraquidiano (LCR) envolve o sistema nervoso central, ocupando o espaço subaracnóideo, proporcionando proteção contra choques mecânicos.
- A proteção é fundamentada no Princípio de Pascal, que afirma que a pressão em um fluido é distribuída igualmente em todas as direções.
- O LCR também atua segundo o Princípio de Arquimedes, onde qualquer corpo imerso em líquido experimenta uma força de empuxo que reduz seu peso.
Produção e Drenagem do Líquido Cefalorraquidiano
- O LCR é produzido dentro do sistema nervoso central e tem uma taxa de produção aproximada de 450 ml por dia nos adultos.
- Para ser absorvido, o LCR deixa o espaço subaracnóideo através das granulações aracnoideas, projetando-se para os seios da dura-máter.
Anatomia dos Seios da Dura-Máter
- O seio sagital superior drena o LCR para a confluência dos seios, continuando com os seios transversos e sigmoides até a veia jugular interna.
- Os seios da dura-máter não apenas drenam o LCR, mas também realizam a drenagem venosa do sistema nervoso central.
Representação Anatômica
- A representação anatômica inclui as granulações aracnoideas que formam fovéolas granulares no interior do seio sagital superior.
- A lâmina interna da dura-máter projeta-se formando estruturas como a tenda do cerebelo entre os hemisférios cerebelares.
Conexões Venosas e Drenagem Final
- As veias cerebrais internas convergem para formar a veia magna cerebral, que drena para o seio reto e posteriormente para a confluência dos seios.
Injeção de Resina Polimerizável e Estruturas Cerebrais
Processo de Injeção da Resina
- A resina polimerizável é injetada para preencher espaços, passando pelo forame interventricular.
- Quando a injeção não é necessária, realiza-se uma infiltração do material do lado oposto.
Moldagem e Observação dos Ventrículos
- Após a injeção, o encéfalo é colocado em um meio ácido que digere a matéria orgânica, permitindo obter moldes das estruturas.
- O ventrículo lateral é destacado como grande e associado ao telencéfalo, apresentando diferentes porções como o corpo e os cornos.
Comunicação entre Ventrículos
- O terceiro ventrículo está localizado no centro do diencéfalo, com comunicação através do forame interventricular (forame de Monro).
- A região do hipotálamo é identificada com recesso óptico e infundibular, além da glândula pineal associada ao epitalon.
Estruturas Relacionadas aos Ventrículos
- O recesso suprapineal conecta o terceiro ventrículo ao quarto ventrículo via aqueduto cerebral.
- A abertura mediana no teto do quarto ventrículo permite a continuidade com as aberturas laterais.
Projeções e Plexo Coroide
- As projeções laterais no quarto ventrículo são importantes para a drenagem do líquido cefalorraquidiano.
- O plexo coroide se projeta nas aberturas laterais, contribuindo para a produção de líquido cerebrospinal.
Anatomia Posterior e Espaços Subaracnóides
- A visão posterior revela estruturas como ponte e cerebelo; as olivas bulbares também são observadas.