DIFERENÇA ENTRE VIDA ETERNA E REINO (12) - A IMAGEM DO CELESTIAL
Ressurreição e Vida Eterna
Introdução ao Tema da Primeira Ressurreição
- O vídeo aborda a primeira ressurreição dentro do contexto da diferença entre vida eterna e o reino de Deus.
- A discussão se baseia em 1 Coríntios 15, onde já foram lidos os versículos 20 a 23 em um vídeo anterior.
Análise de 1 Tessalonicenses e a Vinda do Senhor
- O foco é na carta de Paulo aos Tessalonicenses, que menciona que todos os cristãos participarão da primeira ressurreição na vinda do Senhor.
- A ideia central é que nem todos os cristãos ressuscitarão ao mesmo tempo; alguns serão ressuscitados no último dia.
Interpretação dos Versículos Chaves
- O apóstolo Paulo menciona "os de Cristo" como aqueles que serão ressuscitados, mas isso não se aplica a todos os cristãos mortos.
- É importante entender as condições para essa ressurreição, pois nem todos terão parte na glória do reino milenar de Cristo.
Objeções à Interpretação Comum
- Há uma objeção comum sobre a interpretação de que todos os cristãos serão glorificados com base em passagens como 1 Coríntios 15:51.
- A expressão "todos" pode ter significados diferentes dependendo do contexto; por exemplo, no versículo 22 refere-se a um grupo específico cumprindo certas condições.
Conclusões sobre Transformação e Glorificação
- A transformação mencionada em 1 Coríntios está relacionada àqueles que cumprem determinadas condições para serem glorificados.
A Importância da Tradução Original
A Complexidade da Tradução
- A leitura de textos originais é crucial, pois a tradução pode simplificar ou distorcer o significado. Tradutores tendem a evitar complicações desnecessárias, mas isso pode levar à perda de nuances importantes.
- A imagem do celestial é uma consequência da justiça cumprida por Cristo. Todos nós, independentemente de nossas ações, devemos refletir essa imagem.
- Lang enfatiza que devemos focar na tradução original, mesmo que pareça mais difícil. Isso se deve ao fato de que traduções podem alterar significados essenciais.
O Perigo das Traduções Simplificadas
- Muitas vezes, as traduções tornam-se traiçoeiras ao facilitar o texto e modificar palavras que não estão no original, alterando assim o significado pretendido.
- A fidelidade à tradução é testada pelos manuscritos mais antigos e reconhecida por eruditos como Alford e Westcott, que adotaram certas versões como oficiais.
Eruditos e suas Contribuições
- Halford foi um exegeta notável do grego do Novo Testamento no século 19 e 20. Ele aprendeu várias línguas sozinho e escreveu um dos maiores comentários sobre o Novo Testamento grego.
- Alford e Westcott afirmam que a melhor tradução não deve garantir certeza absoluta; em vez disso, ela deve refletir a responsabilidade pessoal na ação proposta pelo verbo "devemos".
Subjuntivo e Responsabilidade Pessoal
- O uso do subjuntivo indica uma ação condicional: depende da forma como reagimos às circunstâncias. É nossa responsabilidade cooperar com Deus para trazer essa transformação.
- As traduções muitas vezes falham em capturar essa nuance do subjuntivo, apresentando as ações como certezas absolutas em vez de possibilidades condicionais.
Consequências da Vida Espiritual
- O bispo John Charles prefere leituras comuns por razões subjetivas; no entanto, ele reconhece a importância do subjuntivo nas traduções para entender as condições necessárias para a transformação espiritual.
Rendição e Responsabilidade na Graça de Deus
A Importância da Resposta à Graça
- Paulo exorta os coríntios a não receberem a graça de Deus em vão, enfatizando que a graça é para capacitar, mas não substitui a responsabilidade pessoal.
- A graça deve ser respondida positivamente; Timóteo é instruído a se esforçar na graça que está em Cristo Jesus, destacando o papel ativo do indivíduo.
Cooperação entre Graça e Esforço
- A relação entre a graça e o esforço humano é complexa: sem a graça não podemos agir, mas Deus espera nossa cooperação.
- O dever de trazer a imagem celestial é uma responsabilidade individual; as traduções bíblicas podem falhar em transmitir essa urgência.
Deveres e Condições Espirituais
- Paulo fala sobre um dever claro de trazer a imagem do celestial, implicando que há condições para transformação espiritual.
- O exegeta Beam Alford argumenta contra conjecturas doutrinais que contradizem o consenso dos manuscritos gregos.
Transformação e Herança Celestial
- A expressão "façamos com que também tenhamos" sugere um dever ativo na busca pela imagem celestial.
- Todos serão transformados, mas isso se aplica apenas àqueles que cumprem as condições estabelecidas por Deus.
Eleição e Salvação
- A responsabilidade dos cristãos é assegurar-se de viver conforme os princípios divinos para herdar o reino de Deus.
- Pedro reforça essa ideia ao falar sobre diligência na confirmação da vocação e eleição, diferenciando entre salvação eterna e glória no reino.
Críticas à Teologia Calvinista
A Predestinação e a Herança em Cristo
A Eleição e a Imagem do Filho
- O orador discute que a eleição divina se refere à conformidade com a imagem de Cristo, mas essa imagem não está diretamente relacionada à vida eterna.
- A salvação é acessível a todos, e aqueles que respondem à graça são predestinados para receber herança, não apenas para salvação ou perdição eterna.
Críticas ao Calvinismo
- O orador critica o entendimento calvinista da predestinação, afirmando que isso gerou confusão no cristianismo reformado.
- É mencionado que mesmo sendo eleito, um indivíduo pode perder sua herança se não confirmar sua eleição com diligência.
Exemplos do Antigo Testamento
- O exemplo de Rúben é utilizado para ilustrar como ele perdeu seu direito à primogenitura por desonrar seu pai, embora continuasse sendo filho.
- Todos os filhos têm direito legal à primogenitura, mas esta pode ser perdida conforme Hebreus 12 menciona.
Filiação e Herança
- A filiação em Cristo implica adoção na família divina com privilégios de herança; no entanto, isso não garante salvação eterna.
- Pedro enfatiza que as heranças podem ser perdidas se não houver diligência na confirmação da eleição.
Condições da Predestinação
- A eleição coloca uma pessoa em posição de receber herança, mas requer conduta adequada; caso contrário, mesmo sendo predestinado, pode-se não alcançar essa herança.
- O orador explica que a predestinação está ligada ao destino glorioso em Cristo, condicionado à obediência.
Reflexões sobre Graça e Salvação
- Não há versículos no Novo Testamento ligando eleição a condenação eterna; a salvação é oferecida a todos que aceitam a graça de Deus.
A Graça e a Glória: A Eleição e o Chamado de Deus
A Importância da Graça
- O homem é sustentado pela graça, que o capacita a dizer "sim" a Deus. Sem essa ajuda divina, ele não teria essa capacidade.
- A glória final está ligada à graça, e o respeito à imagem de Deus no homem torna-o mais digno.
Eleição e Confirmação
- A eleição deve ser confirmada e está relacionada ao reino de Deus, não apenas à vida eterna.
- Pedro fala sobre confirmar nossa vocação e eleição em 2 Pedro 1:10, enfatizando que isso se refere ao reino do Senhor Jesus.
Justificação pela Fé
- A justificação não é discutida em termos de obras após a conversão; Pedro escreve para aqueles que já alcançaram fé na justiça de Deus.
- O chamado para compartilhar a glória eterna de Deus é um chamado da graça.
Andar Digno do Chamado
- Paulo encoraja os tessalonicenses a andarem dignamente, conforme sua vocação para o reino e glória.
- O calvinismo pode interpretar mal a predestinação; ela deve ser assegurada por um andar digno.
Condições para Glorificação
- Aqueles que cumprirem as condições estabelecidas serão glorificados; crentes que morreram sem cumprir essas condições não participarão da glória.
- O subjuntivo grego indica ações que podem ou não acontecer dependendo da resposta do indivíduo ao chamado divino.
Círculo Íntimo com Cristo
- Apenas aqueles que vivem em intimidade com Cristo são considerados parte do círculo íntimo; todos foram comprados pelo sangue, mas nem todos estão nesse círculo.
- É essencial buscar santificação e arrependimento para ser contado entre os de Cristo.
Ressurreição das Primícias
- No próximo vídeo, será discutida a ressurreição das primícias em relação aos vencedores que fazem parte do relacionamento íntimo com Cristo.
A Responsabilidade de Honrar o Celestial
A Transformação e a Condição para os Crentes
- O orador enfatiza que é nossa responsabilidade trazer a imagem celestial para nós, sugerindo que essa transformação depende da honra que damos a Deus.
- No próximo vídeo, será discutido especificamente sobre "tô cristal", referindo-se aos que fazem parte do círculo íntimo de Cristo, não abrangendo todos os cristãos.
- Aqueles que cumprem as condições mencionadas farão parte do séquito de vencedores e serão ressuscitados para ouvir o Senhor; os demais só no último dia.
- O uso do subjuntivo em grego indica uma condição que pode ou não ser cumprida, ressaltando a importância da responsabilidade individual na transformação espiritual.