Maria Cândida Moraes Parte 1 O PARADIGMA EMERGENTE
Maria Cândida Moraes Parte 1 O PARADIGMA EMERGENTE
Introdução
Visão geral da seção: Nesta seção, a educadora fala sobre sua trajetória e experiência trabalhando no Ministério da Educação.
Trabalho no Ministério da Educação
- Trabalhou por mais de 25 anos na Secretaria de Planejamento e na Secretaria de Informática do Ministério da Educação.
- Coordenou projetos nacionais e internacionais em parceria com a Organização dos Estados Americanos para a América Latina.
- Apesar do investimento em tecnologias, os resultados eram insuficientes para melhorar a qualidade da educação nacional.
Projetos desenvolvidos
- Participou do projeto SACIA (Satélite Avançado de Comunicação Interdisciplinar), que justificava a compra do satélite brasileiro para oferecer melhor qualidade de educação em todo o país.
- Concebeu o Centro Nacional de Estudos Supletivos e trabalhou na área de informática educativa, coordenando projetos e pesquisas em várias universidades brasileiras.
- Criou o Programa Nacional de Informática Educacional e o primeiro Centro Nacional de Informática Educacional (CENFORTE).
Preocupações com os problemas educacionais
- Mesmo com tantos recursos investidos, as dificuldades de aprendizagem das crianças persistiam. A educadora começou a perceber a complexidade dos fenômenos educacionais e os processos formativos.
Preocupações pedagógicas e paradigmas educacionais
Visão geral da seção: Nesta seção, a entrevistada fala sobre suas preocupações em relação às crianças que recebiam o projeto e para a própria formação dos professores. Ela questiona qual é o paradigma subjacente a essas questões pedagógicas e à política educacional. Ela também menciona uma conferência internacional sobre educação do futuro, realizada em 1993, que trouxe grandes figuras do cenário nacional e internacional para discutir mudanças de paradigma na educação.
Preocupações pedagógicas
- A entrevistada tinha preocupações em relação às crianças que recebiam o projeto e para a própria formação dos professores.
- Ela começou a questionar qual era o paradigma subjacente a essas questões pedagógicas e à política educacional.
Conferência Internacional sobre Educação do Futuro
- Em 1993, foi realizada uma conferência internacional sobre educação do futuro, com mais de 22 mil professores presentes.
- Grandes figuras do cenário nacional e internacional foram convidadas para discutir mudanças de paradigma na educação.
Paradigmas Educacionais
- A entrevistada questionou qual é o modelo de ciência que prevalece nos projetos e nas práticas educativas nacionais e internacionais de uso da tecnologia na educação.
- Foi criado um conselho de alto nível dentro do Ministério da Educação para discutir as questões mais prioritárias.
Aprendizagem e Paradigmas Educacionais
Visão Geral da Seção: Nesta seção, a palestrante discute sua trajetória acadêmica e como ela foi influenciada por diferentes teorias de aprendizagem e paradigmas educacionais.
Linguagem e Dificuldades de Aprendizagem
- A utilização da linguagem na educação pode ajudar a identificar as dificuldades de aprendizagem das crianças.
- O professor pode atuar através da linguagem para solucionar problemas matemáticos e outros problemas.
Paradigma Educacional Emergente
- O livro "Paradigma Educacional Emergente" elenca as principais pautas em educação a partir do novo paradigma científico.
- As novas pautas incluem o foco no aluno como um ser multidimensional, singular em suas competências e habilidades, além da contextualização e necessidade de foco na aprendizagem desse aluno.
Complexidade na Educação
- O conceito de complexidade emergiu como um ponto comum nas teorias estudadas pela palestrante.
- A categoria da complexidade foi identificada como uma área importante para estudo nos ambientes de ensino-aprendizagem usando tecnologias.
Epistemologia na Educação
- As questões epistemológicas que emergem nos ambientes de ensino-aprendizagem usando tecnologias foram trabalhadas pela palestrante juntamente com o professor José Armando Valente.
- O trabalho incluiu a busca por construção científica e o estudo das questões epistemológicas que emergem nos ambientes de ensino-aprendizagem usando tecnologias.
O papel das emoções no processo de construção do conhecimento
Visão geral da seção: Nesta seção, a palestrante fala sobre sua busca por fundamentos teóricos que pudessem explicar o papel das emoções no processo de construção do conhecimento em ambientes virtuais. Ela menciona ter trabalhado com as teorias de Humberto Maturana e Francisco Varela.
Teoria de Santiago
- A teoria de Santiago foi desenvolvida pelos chilenos Humberto Maturana e Francisco Varela.
- A teoria aborda a biologia do conhecer e a biologia do mar.
Projetos ministeriais
- Os projetos ministeriais da década de 70, 80 e 90 ignoravam as reais necessidades de aprendizagem dos alunos, suas expectativas e interesses.
- Os projetos ministeriais estavam mais preocupados com questões tecnológicas e infraestrutura, muitas vezes sem consultar as necessidades estaduais ou dos próprios alunos e professores.
- Faltava uma visão sistêmica em termos de planejamento de projetos.
Modelos pedagógicos defasados
- Apesar dos investimentos feitos com as melhores intenções, os modelos pedagógicos utilizados eram tradicionais e defasados.
- Esses modelos separavam o sujeito e objeto do conhecimento, deixando de legitimar a crise na prática pedagógica tradicional.
- Os investimentos estavam otimizando o péssimo, impedindo a transformação mais profunda que os processos de ensino-aprendizagem realmente precisavam.