Seminário BC/OCB - SNCC em Tranformação. 16/04/2026

Seminário BC/OCB - SNCC em Tranformação. 16/04/2026

Seminário BCOCB: SNCC em Transformação

Abertura do Seminário

  • O seminário é saudado por autoridades e convidados, destacando a importância da participação tanto presencial quanto online.
  • O evento foi desenvolvido em conjunto entre o sistema OCB e o Banco Central do Brasil, visando fortalecer o diálogo entre regulador e setor cooperativista.
  • Tânia Zanela, presidente executiva do sistema OCB, é convidada para dar as boas-vindas aos participantes.

Importância do Diálogo e Alinhamento

  • Tânia destaca a maturidade institucional do sistema cooperativo e a importância do diálogo constante com o órgão regulador.
  • Ela menciona que os dois dias de trabalho serão essenciais para avaliar e pensar no futuro da supervisão regulatória.
  • Reconhece Aílton como uma figura firme nas discussões, ressaltando sua autenticidade e respeito.

Construção Conjunta de Soluções

  • O encontro é visto como uma oportunidade para aprofundar discursos e compartilhar perspectivas sobre o cooperativismo de crédito brasileiro.
  • Tânia enfatiza a necessidade de olhar para o passado enquanto se constrói um futuro sólido para o SNCC (Sistema Nacional de Crédito Cooperativo).

Avanços no Cooperativismo de Crédito

  • O cooperativismo vive um momento de amadurecimento no Brasil, resultado de um esforço coletivo ao longo dos anos.
  • Destaca-se que o SNCC tem ampliado serviços financeiros em regiões onde outras instituições não atuam, mantendo segurança e boa gestão.

Reconhecimento Regulatória

  • As normas têm evoluído para considerar as características próprias do cooperativismo, criando condições favoráveis ao seu desenvolvimento sustentável.
  • É reafirmado que as cooperativas não são apenas instituições financeiras; sua essência está no cooperativismo.

Iniciativas Fundamentais

  • A supervisão auxiliar é mencionada como uma forma moderna que fortalece a gestão das cooperativas.
  • A autorização auxiliar traz agilidade aos processos organizacionais das cooperativas, reconhecendo sua maturidade institucional.

Desafios e Oportunidades no Cooperativismo

Equilíbrio entre Crescimento e Segurança

  • O cooperativismo enfrenta o desafio de equilibrar crescimento, eficiência e segurança nas operações financeiras.
  • A capitalização é fundamental para a sustentabilidade das cooperativas, permitindo que cumpram seu papel de apoio aos cooperados e desenvolvimento comunitário.
  • A segurança cibernética e ações de prevenção contra fraudes são essenciais, exigindo um esforço coletivo entre reguladores e instituições.

Papel Estratégico do Cooperativismo

  • O cooperativismo de crédito é visto como uma peça chave na construção de um sistema financeiro mais equilibrado e inclusivo, gerando valor econômico e social.
  • É importante alinhar as atividades do cooperativismo com políticas públicas e legislações que favoreçam seu crescimento.

Diversidade no Cooperativismo

  • A presença de diversidade (mulheres, negros, jovens) no cooperativismo é destacada como essencial para sua renovação e fortalecimento.
  • O diretor Dequino menciona a meta alcançada de 1 trilhão em ativos totais pelo sistema cooperativo brasileiro.

Avanços Históricos do Cooperativismo

  • Comparações com modelos internacionais mostram que o Brasil se tornou referência em cooperativismo após anos de desenvolvimento.
  • Reflexões sobre os avanços nos últimos 14 anos ressaltam a importância da ética, confiança e clareza de propósito no setor.

Impacto Social do Cooperativismo

  • O cooperativismo é reconhecido por sua contribuição à inclusão financeira e ao desenvolvimento regional, especialmente em áreas carentes do Brasil.
  • Exemplos práticos demonstram como as sobras das cooperativas foram investidas em hospitais e universidades nas regiões norte do país.

Impacto das Mudanças Regulatórias no Sistema Cooperativista

Mudanças Regulatórias Recentes

  • O sistema cooperativo tem enfrentado mudanças regulatórias significativas, com destaque para a Lei 4966, que impactou diretamente as cooperativas.
  • A transição para novas normas foi bem-sucedida, demonstrando que tanto o sistema financeiro quanto o cooperativista estão se fortalecendo.

Resolução Conjunta 14 e Capital

  • A Resolução Conjunta 14 será discutida em um painel técnico, abordando como afeta Instituições Financeiras (IPs), Sociedades de Crédito Direto (SCDs) e cooperativas.
  • A norma de capital é vista como uma oportunidade para fortalecer ainda mais o sistema cooperativista brasileiro.

Evolução do Cooperativismo

  • O número de entidades no sistema cooperativista diminuiu ao longo dos anos, mas as que permanecem são mais robustas e unidas.
  • A intercooperação é um princípio fundamental que pode levar a um novo salto no desenvolvimento do cooperativismo.

Supervisão e Autorregulação

  • A supervisão auxiliar e a autorregulação são aprendizados do modelo alemão, promovendo descentralização e eficiência na supervisão.
  • Confiança institucional é essencial; deve ser construída através da autorregulação, complementando a regulação estatal.

Desafios e Gestão de Risco

  • Apesar dos avanços, existem desafios como a renovação dos dirigentes e a qualificação necessária para liderar as instituições.
  • A gestão de risco é crucial no sistema cooperativista; instituições que não atendem aos propósitos devem ser removidas do sistema.

Digitalização e Concorrência

  • O ambiente tecnológico apresenta desafios significativos para o cooperativismo, especialmente em relação à principalidade em um mercado competitivo.

Desafios e Oportunidades no Cooperativismo Digital

A Identidade das Cooperativas

  • O cooperativismo deve manter sua identidade mesmo ao se tornar digital, conforme enfatizado por Herold. As cooperativas estão presentes em mais de 500 municípios, diferentemente dos bancos que têm presença limitada.
  • As cooperativas precisam se diferenciar dos bancos digitais, oferecendo um atendimento distinto e personalizado.

Segurança Cibernética

  • A segurança cibernética é um tema crucial, especialmente após dois incidentes financeiros complexos que afetaram cooperativas de crédito.
  • O primeiro incidente foi inesperado, resultando na quebra de instituições devido a riscos operacionais, algo inédito até então.
  • Avaliadores do FMI elogiaram o modelo de supervisão do Brasil em cibersegurança, mas alertaram sobre a sofisticação dos hackers brasileiros.

Investimentos Necessários

  • É essencial investir em segurança cibernética para proteger as cooperativas contra fraudes e ataques. Os hackers brasileiros demonstraram ser altamente competentes.
  • A necessidade de uma visão clara e investimentos contínuos em segurança é destacada como fundamental para a proteção das organizações.

Papel do Cooperativismo no Sistema Financeiro

  • O cooperativismo de crédito é vital para um sistema financeiro mais inclusivo e competitivo. Essa mensagem está alinhada com a agenda atual do presidente Gabriel.
  • O Banco Central reconhece a importância das cooperativas e continuará promovendo um ambiente regulatório firme e proporcional.

Compromissos Futuros

  • Há um compromisso contínuo com a regulação que atende às necessidades das prefeituras, permitindo que as cooperativas alavanquem recursos importantes.

Abertura do Seminário pelo Presidente do Banco Central

Importância da Discussão sobre Cooperativismo

  • O presidente Gabriel Galipolo destaca a relevância deste seminário conjunto entre o Banco Central e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Princípios Basilares do Modelo Cooperativista

  • Os princípios como educação financeira, gestão democrática e compromisso com a comunidade são fundamentais para criar vínculos de confiança nas relações financeiras.

Inclusão Financeira e Concorrência

  • O segmento cooperativista tem desempenhado um papel crucial na inclusão financeira, oferecendo crédito com taxas menores principalmente para microempresas.

Evolução Normativa

  • O Banco Central promoveu aprimoramentos normativos que conferem maior liberdade operacional às cooperativas enquanto aumentam suas responsabilidades.

Transformação Social através do Cooperativismo

  • Observa-se uma resposta positiva das cooperativas às mudanças regulatórias, aumentando sua participação no sistema financeiro nacional e contribuindo para transformações sociais significativas.

Abertura do Painel Técnico sobre Supervisão Auxiliar

Apresentação dos Convidados

  • O presidente Gabriel convida Tânia e Aíton para continuarem na plenária, dando início ao primeiro painel técnico.
  • Os convidados incluem Felinto da Cruz Júnior (DESUC), Elisete Cavaliere (SICOBS Central), Reginaldo José Pedrão (Central Sic Paraná), e Alexandre Eusébio Silva (Unicred do Brasil).
  • Márcio Falcão, diretor do sistema Cressol, será o moderador do painel.

Introdução ao Tema

  • Márciel inicia sua fala agradecendo a presença de todos e destacando a importância da supervisão auxiliar.
  • Ele parabeniza o Banco Central pela estrutura de apoio ao sistema cooperativo e menciona a relevância das pautas discutidas.

Importância da Supervisão Auxiliar

Fortalecimento da Governança Cooperativa

  • A supervisão auxiliar é vista como uma proteção ao negócio, promovendo proatividade e solidez nas cooperativas.
  • O objetivo é elevar o nível de maturidade no cooperativismo através da troca de experiências entre os participantes.

Expectativas para o Painel

  • Márciel expressa esperança em um ótimo painel, ressaltando que os parceiros cooperativos apresentarão material robusto.

Reflexões sobre Desafios no Cooperativismo

Necessidade de Discussões Sérias

  • É destacado que além das motivações positivas do cooperativismo, há necessidade de discutir temas mais graves que muitas vezes são negligenciados.
  • O crescimento das entidades depende da capacidade de lidar com questões difíceis e desafiadoras.

Maturidade no Enfrentamento de Problemas

  • A imaturidade leva à negação dos problemas; é necessário encarar as dificuldades para promover desenvolvimento real nas cooperativas.

Contexto Econômico Atual

Desafios Financeiros e Riscos Emergentes

  • O cenário atual exige vigilância devido a riscos como crime organizado e ataques cibernéticos que afetam o sistema financeiro.
  • O Banco Central enfrenta desafios significativos na estabilidade monetária enquanto busca controlar a inflação persistente.

Propostas para Robustez Financeira

  • A nova norma 4966 visa melhorar o reconhecimento de perdas e provisões, promovendo uma abordagem mais madura em relação aos riscos financeiros.

Discussão sobre Supervisão Auxiliar

Importância do Capital Mínimo

  • A discussão sobre capital mínimo envolve a capacidade das organizações de absorver perdas e mobilizar recursos para aprimorar controles.

Temas Abordados na Supervisão

  • O debate se concentra em temas frequentemente negligenciados, como a supervisão auxiliar, que abrange controle, acompanhamento e auditoria. Isso é emblemático para o entendimento da governança.

Desafios da Supervisão

  • A continuidade, perseverança e estabilidade são desafios centrais da supervisão. A supervisão prudencial é crucial para a sobrevivência das organizações.

Avaliação da Supervisão Auxiliar

  • A maturidade das organizações pode ser mensurada pela eficácia da supervisão auxiliar, refletindo sua capacidade de diálogo e intervenção dentro da organização. Quanto mais madura for a supervisão, melhor será a gestão e governança das entidades.

Expansão do Modelo de Supervisão

  • Há uma intenção de replicar o modelo de supervisão auxiliar do cooperativismo em outros segmentos do sistema financeiro, buscando maior vigilância e acompanhamento nas infraestruturas financeiras. Isso inclui arranjos de pagamento com diversas instituições financeiras.

Papel Complementar da Autossupervisão

  • A autossupervisão não substitui o Banco Central, mas complementa suas funções ao oferecer orientações sem caráter sancionador, ajudando as instituições a identificar desafios internamente. Isso cria uma camada robusta para a sustentabilidade institucional.

Expectativas Futuras

  • Espera-se que a supervisão auxiliar atue como um nível sistêmico nas cooperativas filiadas, equilibrando atuação local com uma abordagem plural no cooperativismo que integra diferentes níveis organizacionais.

A Importância da Supervisão Auxiliar no Sistema Cooperativo

Visão Geral da Supervisão Auxiliar

  • A supervisão auxiliar é vista como um elemento que fortalece a cooperativa, funcionando como um extrato elevado e aglutinador dentro de um arranjo sistêmico.
  • O Banco Central busca interagir mais intensamente com os sistemas através das supervisões auxiliares, que compartilham uma taxonomia e gramática comuns, facilitando a comunicação.

Coordenação e Capilaridade

  • A supervisão auxiliar deve atuar na organização e coordenação sistêmica, superando as dificuldades de capilaridade devido à distribuição geográfica das cooperativas.
  • É essencial que a supervisão auxiliar tenha acesso às informações do sistema para garantir uma atuação eficaz e contínua.

Métodos de Atuação

  • A supervisão não deve ser esporádica; é necessário um acompanhamento constante das filiadas por meio de métodos, rotinas e protocolos bem definidos.
  • Com o avanço da tecnologia, especialmente em telemática e informática, há novas oportunidades para monitoramento contínuo das cooperativas.

Diferença entre Supervisão e Auditoria

  • É importante diferenciar supervisão de auditoria: enquanto a auditoria foca em compliance, a supervisão considera modelos de negócio e capacidade operacional.
  • A supervisão auxiliar também acompanha trabalhos de auditoria e planos de regularização após identificar desvios ou fraquezas nas cooperativas.

Disseminação de Boas Práticas

  • Um dos papéis centrais da supervisão é divulgar boas práticas dentro do sistema cooperativo, destacando casos de sucesso que podem ser replicados.
  • O encerramento da intervenção enfatiza a importância do fortalecimento do sistema cooperativo através da colaboração entre os membros do grupo OCB.

Reflexões sobre Desafios Contemporâneos

  • As palavras finais ressaltam o dinamismo do trabalho da supervisão auxiliar frente aos novos desafios do mercado financeiro.
  • Há uma necessidade crescente de antecipar ações diante das inovações tecnológicas e questões como cibersegurança para proteger o capital dos cooperados.

CICOB: Estrutura e Desafios do Sistema Cooperativo

Importância da Proximidade e Exemplos de Sucesso

  • A proximidade entre as cooperativas é fundamental para o fortalecimento do sistema cooperativo, com exemplos positivos a serem explorados.
  • O apresentador menciona um desafio que visa unir mais as cooperativas, destacando a importância da colaboração.

Estrutura do Sistema CICOB

  • O sistema CICOB abrange 37 cooperativas singulares, com uma previsão de redução para 36 no segundo semestre, refletindo desafios na governança local.
  • Apesar de serem pequenas, as cooperativas têm uma grande responsabilidade em supervisão e gerenciamento de riscos. O CICOB possui ativos significativos, com 430 bilhões em total e 70 bilhões apenas em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Governança e Diretrizes Estratégicas

  • A estrutura organizacional inclui três diretorias principais: administração, negócios e riscos, além de vários comitês que assessoram o conselho de administração. Isso demonstra um modelo robusto de governança.
  • Um dos comitês é dedicado à ética, visando tratar questões sensíveis de forma igualitária entre todos os membros das cooperativas. Além disso, há um foco na segurança da informação e privacidade.

Supervisão Auxiliar e Gestão de Riscos

  • A supervisão auxiliar vai além das auditorias tradicionais; ela envolve a análise das demonstrações financeiras e tecnologias utilizadas pelas cooperativas para garantir sua saúde financeira.
  • Há um trabalho forte em auditoria especial através do KNAC para identificar fragilidades nas cooperativas e promover melhorias contínuas na governança. Isso inclui ações preventivas para mitigar riscos operacionais ao longo do tempo.

Responsabilidades da Diretoria Executiva

  • É crucial que a diretoria executiva compreenda suas responsabilidades tanto teóricas quanto práticas dentro da governança das cooperativas, promovendo uma comunicação eficaz entre equipes técnicas e o conselho administrativo.
  • A clareza nas responsabilidades ajuda a evitar conflitos internos entre diretores e fortalece a capacidade estratégica da diretoria executiva em levar dados relevantes ao conselho administrativo.

Importância da Estrutura e Papéis nas Cooperativas

Reunião com a Cooperativa

  • A reunião incluiu o conselho de administração, diretoria executiva e conselho fiscal para discutir os papéis de cada um, visando esclarecer confusões sobre as responsabilidades.
  • Os presidentes dos conselhos têm longa experiência e contribuíram significativamente para o crescimento das cooperativas, mas é essencial que a equipe técnica ajude na continuidade desse crescimento.

Risco Cibernético e Abordagem Sistêmica

  • A discussão sobre risco cibernético foi introduzida como parte de uma jornada sistêmica, enfatizando a importância do trabalho colaborativo entre cooperativas centrais e singulares.
  • A diversidade das 37 cooperativas é reconhecida, mas há um esforço contínuo para adotar políticas sistêmicas que aumentem eficiência em dados e relatórios.

Capacitação em Segurança da Informação

  • Desde 2022, foram realizados ciclos de auditoria antecipados sobre riscos cibernéticos antes da obrigatoriedade legal.
  • O foco está na capacitação dos colaboradores e associados sobre segurança digital, utilizando ferramentas lúdicas para facilitar o aprendizado.

Testes de Phishing e Resultados

  • Implementação de testes de phishing nas cooperativas singulares além da central, com resultados positivos em termos de segurança financeira.
  • O "ataque do bem" é utilizado para verificar a eficácia das medidas de segurança sem vazamentos reais de dados.

Monitoramento e Gestão de Riscos

  • Indicadores mensais são utilizados para monitorar fragilidades nas cooperativas, permitindo ações preventivas antes que problemas se agravem.
  • A colaboração entre áreas é crucial; quando riscos significativos são identificados, as áreas de negócios são envolvidas no processo decisório.

Análise Estratégica na Cooperativa

Papel da Diretoria Executiva

  • A diretoria executiva deve levar ao conselho de administração uma análise sobre a fragilidade das cooperativas e a possibilidade de aglutinação com outras, considerando porte e área de ação.
  • A autonomia da diretoria executiva é destacada como um papel estratégico na solução de problemas futuros, evidenciando sua importância nas decisões.

Benefícios da Intercooperação

  • A união de esforços entre cooperativas é vista como extremamente benéfica para os associados, fortalecendo o cooperativismo.
  • Reuniões regulares entre diretores de risco do sistema CICOB são realizadas para discutir assuntos relevantes e estabelecer padrões comuns em termos de risco e auditoria.

Reconhecimento das Boas Práticas

  • O concurso de boas práticas reconhece iniciativas que integram gestão de pessoas com controle e risco, mostrando a importância do capital humano nas cooperativas.
  • Uma analogia foi feita sobre o papel do risco não ser apenas punitivo, mas também trazer soluções para as cooperativas.

Chamado à Intercooperação

  • Proposta para promover intercooperação em Santa Catarina, compartilhando cases de boas práticas e aprendizados entre as cooperativas.

Reflexão sobre Conscientização no Cooperativismo

Importância da Conscientização Coletiva

  • A reflexão destaca que a conscientização sobre riscos deve envolver todos os colaboradores, desde conselheiros até analistas, promovendo uma segurança sistêmica unificada.

Supervisão no Sistema CCRED

Contexto Geral da Supervisão

  • Reginaldo apresenta o trabalho do CCRED em supervisão auxiliar, enfatizando a satisfação em participar do evento.

Crescimento do Sistema Cooperativo

  • O crescimento significativo dos ativos no sistema de crédito cooperativo é destacado como um sinal positivo do modelo cooperativo.

Complexidade na Gestão Atual

  • A gestão se tornou mais complexa devido ao aumento das operações e produtos disponíveis nas cooperativas, exigindo um aprofundamento nos conceitos normativos.

Sistema Financeiro e Supervisão no Movimento Cooperativo

Importância da Supervisão nas Cooperativas

  • A supervisão é fundamental para garantir que os associados tenham confiança ao interagir com as cooperativas, respondendo suas perguntas e demonstrando a regularidade da entidade.
  • O crescimento do sistema cooperativo é notável, passando de 1 trilhão para projeções de 2 e 3 trilhões, aumentando assim a responsabilidade das entidades envolvidas.

Estrutura do Sistema CCRED

  • O sistema CCRED é composto por cinco centrais, cada uma com seu diretor de supervisão, que se reúnem regularmente para alinhar diretrizes e normativos.
  • As centrais possuem áreas operacionais que apoiam o trabalho de supervisão, utilizando tecnologia como inteligência artificial para gestão eficiente.

Análise e Gestão de Riscos

  • A análise dos riscos existentes é crucial; isso inclui o mapeamento dos principais riscos e a construção de matrizes que orientam as atividades de supervisão.
  • É importante observar riscos emergentes, como questões cibernéticas, e desenvolver ações preventivas em vez de reativas.

Uso de Dados e Tecnologia na Supervisão

  • A utilização eficaz das informações coletadas através das agências e canais eletrônicos é essencial para entender o desempenho das cooperativas.
  • Sinergia entre auditorias internas e externas permite compartilhar informações valiosas que fortalecem o processo de supervisão.

Inovação Contínua no Processo Cooperativo

  • O processo contínuo de pesquisa e inovação busca criar novos mecanismos que garantam a segurança das instituições cooperativas contra possíveis exposições.

Processo de Monitoramento e Análise de Risco

Criação de Monitoramentos

  • O processo envolve a criação de monitoramentos para avaliar potenciais riscos, utilizando informações trabalhadas previamente.
  • A análise inicial é feita para identificar situações anormais que disparam gatilhos, necessitando acompanhamento ou planos de ação.

Conformidade e Reincidência

  • A conformidade e reincidência são analisadas, com resultados extraídos do conjunto de dados monitorados.
  • Algumas questões requerem um plano de ação da cooperativa, o que demanda requisições específicas.

Evolução da Supervisão

  • Um grupo técnico liderado pela confederação está avaliando a maturidade da supervisão em todas as centrais.
  • O objetivo é garantir a segurança do sistema financeiro e promover uma evolução contínua nas práticas de supervisão.

Sinergia entre Cooperativas

  • As cooperativas estão crescendo e alcançando novos níveis (S3), exigindo novas abordagens na supervisão e auditoria interna.
  • A discussão sobre auditoria externa e cooperativa é essencial para manter a sinergia entre as áreas envolvidas.

Mecanismo de Compartilhamento de Risco

  • O novo mecanismo formaliza a solidariedade entre cooperativas, promovendo um olhar coletivo sobre os riscos.
  • Este mecanismo visa regular a atuação conjunta do sistema, assegurando que todos cuidem uns dos outros.

Revisão das Práticas Normativas

  • Há um foco na revisão das práticas normativas contidas no manual de supervisão e no GPS disponível.
  • A classificação de risco será intensificada através do MCR, visando uma atuação preventiva mais robusta.

Conclusões Finais sobre Supervisão

  • O trabalho intenso em conjunto busca evitar acionamentos desnecessários do fundo garantidor por meio da prevenção eficaz.
  • A supervisão pelo Cicret está em constante evolução, refletindo as mudanças necessárias no ambiente cooperativo.

Complexidade da Governança em Ecossistemas de Dados

Introdução à Apresentação

  • A complexidade de caminhar junto em um ecossistema é destacada, enfatizando a importância dos dados para ações proativas.
  • Alexandre, representando a diretora Silvana Agostini, inicia sua apresentação sobre supervisão auxiliar.

Governança e Estrutura

  • Alexandre menciona que não irá detalhar a estrutura de governança da Unicred, mas trará reflexões importantes sobre supervisão e gestão de riscos.

Importância da Governança

  • A governança é considerada o alicerce do processo; ferramentas e pessoas capacitadas são insuficientes sem uma governança preparada para decisões difíceis.
  • É crucial olhar para o arcabouço regulatório atual, que deve ser visto como um diferencial competitivo e estratégico na tomada de decisões.

Planejamento e Escopo

  • O planejamento adequado é essencial para o sucesso da supervisão; a ansiedade em agir sem planejamento pode levar a falhas.

Elementos do Planejamento

  • Dois pontos principais no planejamento: profundidade e abrangência. É importante considerar tendências externas e o histórico interno das cooperativas.
  • A declaração de apetite ao risco foi instituída na Unicred há dois anos, alinhando todas as cooperativas quanto ao apetite por crédito, liquidez e capital prudencial.

Pilares da Supervisão na Unicred

  • Os pilares incluem consumo de relatórios (auditorias internas/externas), avaliações de risco e indicadores relevantes para decisões preditivas com cooperativas.

Abordagem Contínua da Supervisão

  • A supervisão contínua envolve acompanhamento regular sem ciclos fechados, focando em processos críticos como PLD (Prevenção à Lavagem de Dinheiro).

Inspeção Focada no Crédito

  • Uma equipe dedicada supervisiona crédito, que representa 70% dos resultados da Unicred. Essa equipe complementa a gestão de riscos através de inspeções detalhadas.

Supervisão e Gestão de Riscos na Unicred

Importância da Supervisão e do Crédito

  • A supervisão é um aspecto crítico, especialmente em relação ao risco de crédito, que é considerado relevante no escopo da Unicred.
  • A gestão de riscos complementa a supervisão, sendo essencial para monitorar processos e garantir a segurança das operações.

Tecnologia e Processos

  • Investimentos significativos foram feitos em tecnologia para automatizar processos e trabalhar com dados, visando uma supervisão mais abrangente.
  • Ferramentas como o Databics permitem testes completos nas bases de cooperados, aumentando a eficiência na identificação de problemas.

Abordagem Baseada em Dados

  • A tecnologia possibilita uma análise detalhada dos cooperados, permitindo cruzamentos de dados para identificar irregularidades.
  • O uso de rastreamento e cruzamento de dados permite uma cobertura quase total da base durante os testes.

Automatização dos Testes

  • A ferramenta "monitora" automatiza o cadastro e execução dos testes, proporcionando visibilidade diária às cooperativas sobre as exceções encontradas.
  • Dependendo do grau das exceções identificadas nos testes, pode ser exigido um plano de ação das cooperativas.

Gestão Centralizada e Governança

  • O C Suit armazena resultados dos testes e planos de ação, permitindo uma gestão centralizada das auditorias realizadas nas cooperativas.
  • Apontamentos relevantes são tratados com governança diferenciada, muitas vezes exigindo reportes ao conselho administrativo.

Documentação e Credibilidade

  • Processos bem documentados garantem credibilidade à auditoria centralizada e à supervisão na Unicred.
  • Comparações entre práticas executivas e médicas destacam a importância da identificação precoce de problemas para garantir a saúde organizacional.

A Importância do Diagnóstico Precoce e da Supervisão nas Cooperativas

Diagnóstico Precoce e Tecnologia

  • A cura de problemas em cooperativas é mais efetiva quando diagnosticada precocemente, resultando em menos danos para os pacientes (cooperados).
  • O desafio é identificar riscos de continuidade nas cooperativas antes que se tornem críticos, o que exige tecnologia, estudo e investimento.

Desafios na Identificação de Problemas

  • É fácil identificar problemas em cooperativas apenas quando estão em situação deteriorada; a verdadeira dificuldade está na identificação antecipada.
  • A solução deve ser menos danosa para os cooperados, enfatizando a importância de agir rapidamente.

Governança e Envolvimento da Supervisão

  • A governança sólida e o envolvimento dos conselheiros são cruciais para decisões diárias eficazes nas cooperativas.
  • A supervisão deve auxiliar no desenho das soluções de negócio, garantindo que sejam adequadas e gerem indicadores sólidos.

Interação com as Cooperativas

  • O painel abre espaço para discussões sobre como as estruturas percebem a importância da supervisão no dia a dia das instituições.
  • Há um amadurecimento nas relações entre as cooperativas e a supervisão, facilitando uma comunicação mais próxima.

Maturidade das Estruturas

  • As cooperativas agora buscam mais apoio da supervisão, refletindo uma mudança na percepção sobre sua importância.
  • Essa proximidade permite um entendimento mútuo das fragilidades e fortalezas entre as entidades financeiras.

Conclusões sobre Supervisão

  • Mostrar vulnerabilidades pode ajudar na construção de relacionamentos mais fortes entre supervisores e cooperativas.
  • O diálogo aberto é essencial para fortalecer o sistema financeiro como um todo.

O Papel da Supervisão no Cooperativismo de Crédito

Importância da Supervisão para as Cooperativas

  • A supervisão é essencial para garantir a segurança das instituições cooperativas, assegurando que os associados tenham confiança na sua participação.
  • As cooperativas têm um compromisso maior com seus associados, pois eles são os donos da instituição, o que aumenta a responsabilidade em relação à supervisão.
  • A supervisão ajuda a manter a conformidade e segurança do modelo cooperativo, beneficiando tanto os sócios quanto a sociedade em geral.

Referência Internacional e Aprendizado

  • O sistema cooperativo brasileiro se destaca internacionalmente, aprendendo com modelos de outros países através de intercâmbios e viagens.
  • A integração entre o modelo cooperativo e as entidades de supervisão é admirada por muitos, destacando a relevância desse trabalho conjunto.

Crescimento Sustentável e Compartilhamento de Riscos

  • A evolução contínua na supervisão é crucial para evitar situações anormais e garantir a perenidade do modelo cooperativo.
  • A primeira resolução sobre supervisão auxiliar nas centrais foi fundamental para o crescimento do volume de ativos e número de cooperados.

Papel das Centrais Regionais

  • As centrais regionais desempenham um papel importante ao permitir uma atuação mais próxima das entidades supervisionadas, garantindo um olhar ampliado sobre as práticas locais.
  • É necessário observar comportamentos e movimentos sociais dentro das cooperativas para assegurar uma supervisão eficaz.

Reflexões Finais sobre Maturidade do Cooperativismo

  • O evento reflete a maturidade do setor, onde cada sistema tem suas peculiaridades mas compartilha propósitos semelhantes.
  • Há uma expectativa sobre tempos difíceis à frente, ressaltando a importância da preparação e adaptação às singularidades do mercado.

Desafios e Preparações do Banco Central

Questões de Provisionamento e Capital

  • Discussão sobre novos níveis de provisionamento e capital, enfatizando a necessidade de soluções eficazes para enfrentar os desafios atuais.
  • O PowerPoint é mencionado como uma ferramenta poderosa que pode apresentar soluções, mas a realidade é mais complexa do que as apresentações sugerem.
  • A supervisão auxiliar é destacada como um diferencial importante em tempos difíceis, com confiança na capacidade de enfrentar adversidades.

Medidas Proativas e Governança

  • É crucial determinar medidas preventivas antes que problemas surjam, incluindo administração temporária ou cogestão.
  • A expectativa é que o Banco Central esteja bem preparado para utilizar ferramentas adequadas em situações desafiadoras.

Importância do Capital Mínimo

  • O capital mínimo é uma preocupação central; a norma já está em vigor, mas os parâmetros de aferição começam em junho.
  • Há um desejo de antecipar-se a eventuais dificuldades no cooperativismo, aprendendo com experiências passadas.

Compromisso com o Futuro

  • O compromisso vai além do presente; envolve construir um futuro melhor para as próximas gerações e para o Brasil.
  • A supervisão auxiliar tem um papel fundamental em garantir soluções adequadas às necessidades do sistema cooperativo.

Reconhecimento e Gratidão

  • Expressão de gratidão pela oportunidade de participar desse movimento junto aos colegas do Banco Central.
  • Agradecimentos especiais à equipe da comunicação e eventos pelo suporte na realização do evento cooperativo.

Encerramento e Agradecimentos Finais

  • Conclusão das discussões com agradecimentos ao OCB, SECO e todos os sistemas cooperativos presentes no painel.
  • Reconhecimento da colaboração intensa entre o Banco Central e o sistema cooperativo, reforçando a importância dessa parceria.

Apresentação dos Participantes

Introdução aos Palestrantes

  • A diretora de ouvidoria do sistema Ailos, Viviane Tavares Rodrigues, e a diretora de riscos da Cressol, Caroline Jesser, foram apresentadas como participantes do evento.
  • Também foi mencionada a gerente jurídica da Central Sicred Sul Sudeste, Simone, e o moderador Eno Mini.

Abertura do Evento

Saudações Iniciais

  • O moderador agradece a presença dos participantes e aqueles que assistem remotamente pelo YouTube.
  • Ele elogia a escolha do tema e destaca a importância da representatividade feminina no evento.

Questões de Gênero

  • O moderador menciona que 45% das mulheres estão no quadro social das cooperativas de crédito, mas há uma falta de correspondência nas posições superiores de governança.
  • Ele considera isso um desafio e uma oportunidade para melhorar a equidade de gênero nas cooperativas.

Dinâmica do Painel

Estrutura do Debate

  • O moderador passa a palavra para Carolina, que fará uma abordagem geral sobre o Banco Central.
  • É mencionado que haverá espaço para perguntas da plateia ao final das apresentações.

Interação com o Banco Central

Importância da Colaboração

  • Carolina expressa gratidão pelo convite e fala sobre sua função como coordenadora na interação entre o Banco Central e a UCB.
  • Ela destaca que várias áreas do banco estão interessadas em discutir pautas relevantes para o cooperativismo.

Reunião Anual

  • Menciona-se uma reunião anual agendada com gerentes técnicos presentes para promover diálogo direto com as centrais.

Experiência na Autorização Auxiliar

Projeto Piloto

  • Carolina discute um projeto piloto iniciado em 2022 visando reduzir o tempo de análise dos processos eleitorais nas cooperativas.
  • A experiência foi positiva, resultando em melhorias na comunicação entre as centrais e o Banco Central.

Resultados Positivos

  • As centrais demonstraram maior clareza sobre os problemas reputacionais durante os processos eleitorais.
  • Observou-se um empoderamento das centrais no relacionamento com suas filiadas, permitindo soluções prévias antes das assembleias.

Detalhes Operacionais

  • Carolina enfatiza que detalhes operacionais são cruciais; por exemplo, informações precisas sobre dirigentes são necessárias durante liquidações.

Importância da Governança da Informação

Investimentos Necessários em Sistemas de Informação

  • A Unicad é destacada como uma ferramenta essencial para a governança da informação, sendo crucial tanto para fiscalização quanto para autorização.
  • É necessário um investimento contínuo na evolução do sistema, que já possui um tempo considerável de uso, visando melhorar a qualidade dos registros.
  • Problemas como registros incompletos e falta de dados exatos são considerados sérios e não meros detalhes; isso afeta diretamente a eficiência operacional.

Desafios Durante Transições

  • Durante transições entre entidades, pode ocorrer perda pontual de qualidade devido à mudança de equipe ou falta de treinamento adequado.
  • A importância da redundância nas equipes é enfatizada para evitar problemas operacionais e garantir continuidade no trabalho.

Capacitação Contínua das Equipes

  • O investimento em capacitação das equipes é fundamental para lidar com as demandas operacionais e melhorar o desempenho geral.
  • Exemplos práticos são utilizados para ilustrar a necessidade de autoavaliação e aprendizado contínuo dentro das organizações.

Aperfeiçoamento dos Processos e Padronização

Necessidade de Envolvimento das Confederações

  • Há uma chamada à ação para maior envolvimento das confederações na padronização de conceitos e práticas dentro do sistema.
  • A discussão sobre políticas específicas, como normas contra moral, é importante para garantir que todos sigam padrões estabelecidos.

Evolução do Escopo da Autorização

  • Existe uma intenção de aumentar o escopo da autorização auxiliar, mas isso depende da consolidação dos temas atuais tratados pelas centrais.
  • O avanço significativo desde 2022 é reconhecido, especialmente na análise técnica e imparcial dos candidatos durante processos eleitorais.

Reflexões Finais sobre Governança

Espaço para Evolução

  • Há um reconhecimento do espaço disponível para aperfeiçoamento nos processos atuais e abertura para sugestões sobre novos temas a serem discutidos.
  • A apresentação será compartilhada posteriormente com os interessados, reforçando o compromisso com a transparência e colaboração.

Estrutura e Governança do Sistema AOS

Introdução ao Sistema AOS

  • O sistema AOS é composto por uma cooperativa central e 14 cooperativas singulares, com um total de 1.700 cooperados, atuando principalmente no Sul e Sudeste do Brasil.

Estrutura de Governança

  • A governança é composta pelo conselho de administração, diretoria executiva e superintendência de governança, onde o gerente da cooperativa central assume a gerência de governança.

Processos Eleitorais

  • A gerência de governança é responsável pela condução dos processos eleitorais das cooperativas filiadas, garantindo uniformidade e responsabilidade nos procedimentos.

Diretrizes Assembleares

  • As diretrizes para mudanças estatutárias e eleições são definidas no Conselho de Administração da Central, assegurando que todos os processos assembleares sigam um fluxo padronizado.

Avaliação Contínua

  • Relatórios sobre a avaliação do processo assemblear são elaborados para promover melhorias contínuas nas práticas das cooperativas filiadas.

Padronização Estatual

  • Desde 2011, todas as cooperativas filiadas adotaram o mesmo estatuto social e regimento interno, promovendo maior coesão dentro do sistema.

Automação e Eficiência

  • O uso da ferramenta GOVBR para assinaturas digitais aumentou a eficiência na obtenção de certidões necessárias para os processos eleitorais.

Documentação Padronizada

  • Documentos como requerimentos de inscrição e currículos foram padronizados para facilitar o processo eleitoral nas cooperativas filiadas.

Pareceres de Conformidade

  • Após análise dos documentos apresentados pelas cooperativas filiadas, emite-se um parecer sobre a conformidade dos candidatos às eleições.

Análise Preventiva

  • A central realiza uma análise preventiva das certidões dos candidatos para garantir que atendam aos requisitos necessários antes das eleições.

Governança e Impedimentos em Cooperativas

Análise de Candidatos e Impedimentos

  • A análise curricular é crucial para garantir que os candidatos a cargos de direção em cooperativas estejam qualificados, evitando que pessoas com currículos incompatíveis assumam funções importantes.
  • A inadimplência pode ser um impedimento significativo para candidatos, pois problemas financeiros podem afetar a elegibilidade para cargos dentro da cooperativa.
  • É importante que os candidatos regularizem sua situação financeira e documentem todos os processos, garantindo transparência e conformidade com as políticas do Banco Central.

Dados sobre Eleições e Processos

  • Em 2024, houve uma média de três candidatos por cooperativa, totalizando 84 candidaturas. Esse número diminuiu ao longo dos anos devido a melhorias nos processos de supervisão.
  • O tempo médio de aprovação dos processos de movimentação de dirigentes caiu para 18 dias, refletindo um esforço contínuo da equipe em otimizar procedimentos.

Experiência do Sistema Cressol

Preparação e Maturidade do Sistema

  • A experiência compartilhada pela diretora Carol Gesser destaca o amadurecimento do sistema cooperativo Cressol ao longo dos anos, enfatizando a importância da governança.
  • Desde 2010, a central Cressol Baser iniciou um movimento de padronização dos estatutos sociais das cooperativas filiadas, essencial para alcançar maturidade organizacional.

Padronização e Requisitos

  • Em 2011, foi implementada a padronização do regimento interno das cooperativas filiadas, estabelecendo requisitos claros para o processo eleitoral e documentação necessária dos candidatos.

Processo Eleitoral e Centralização em 2018

Evolução do Sistema Eleitoral

  • O sistema eleitoral começou a se desenvolver com a padronização do estatuto e regimento, envolvendo trocas significativas com o Banco Central e DEORF.
  • Em 2018, a central passou a centralizar operações relacionadas aos pleitos assembleares, fortalecendo sua relação com as singulares.
  • A partir de 2018, houve um alinhamento consolidado entre a central e as bases regionais para processos assembleares e atos societários.
  • A análise dos processos não era apenas operacional; focava na qualidade dos pleitos e na capacidade dos dirigentes indicados.
  • Esse movimento preparou o terreno para mudanças futuras no sistema cooperativo.

Implementação do Projeto Piloto em 2022

  • Em setembro de 2022, foi apresentado um projeto piloto que visava modernizar os sistemas cooperativos.
  • A central já operava com um fluxo semelhante ao exigido pelo projeto piloto antes mesmo de sua implementação oficial.
  • O lançamento do projeto piloto fortaleceu a governança das centrais, recebendo apoio do Banco Central para alinhar-se às singulares.
  • Com a vigência da resolução 4970, houve uma maior rigorosidade na avaliação dos administradores e dirigentes das centrais.
  • O foco principal foi na implementação eficiente da instrução normativa 453, visando aprimorar os fluxos internos.

Aprimoramento dos Fluxos de Análise

  • A central priorizou o treinamento das equipes envolvidas nas análises eleitorais para melhorar a qualidade das avaliações feitas.
  • Um novo modelo de acompanhamento das eleições foi introduzido, aumentando a robustez da análise documental dos candidatos.
  • Observou-se uma redução nos prazos de análise devido à melhoria nos fluxos operacionais dentro da central Cressol Bazer.
  • As melhorias resultaram em maior agilidade no processo eleitoral, essencial para manter as operações das cooperativas sem interrupções.
  • Os principais avanços incluíram uma padronização maior nos pleitos e um reforço no papel da central como supervisora auxiliar.

Conclusões sobre Avanços Identificados

  • A redução do prazo nas análises é crucial para garantir que as operações continuem sem impactos negativos nas cooperativas.
  • Houve uma maior padronização e qualidade nos pleitos apresentados pelas singulares ao longo desse processo evolutivo.

Alinhamento e Governança no Sistema Cressol

Maturidade e Fortalecimento da Governança

  • A centralização gera um alinhamento e padronização sistêmica, contribuindo para a maturidade das instâncias e o fortalecimento da governança.
  • O sistema Cressol busca um alinhamento sistêmico que vai além das centrais, visando uma estrutura de três níveis.

Tecnologia e Processos

  • Há um foco em aprimorar fluxos e processos, especialmente com a crescente utilização de tecnologia para aumentar a agilidade e qualidade das análises.
  • Ferramentas tecnológicas são utilizadas para garantir conformidade nos atos societários, fundamentais para o avanço operacional do sistema.

Reconhecimento e Colaboração

  • A participação de Michele Matos é destacada como essencial na governança envolvendo 14 cooperativas centrais e 320 cooperados.
  • É incentivado que os participantes formulem perguntas durante a apresentação, promovendo interação.

Apresentação da Central Sicred Sul Sudeste

Estrutura da Central

  • Simone Rio representa a Central Sicred Sul Sudeste, que atua em quatro estados brasileiros com 41 cooperativas filiadas.
  • A central passou por reestruturação desde o final de 2022, buscando aprimorar processos através da automação.

Papel Estratégico da Central

  • Os verbos estatutários que guiam as ações da central são desenvolver, organizar, supervisionar e representar.

Desenvolvimento do Processo de Autorização Auxiliar

  • Capacitação dos colaboradores das cooperativas filiadas é promovida pela central para apoiar processos assembleares e eleitorais.

Organização do Processo

  • Implementação de uma plataforma tecnológica para gerenciar o processo de autorização auxiliar, assegurando controle documental.

Supervisão do Fluxo Operacional

  • O fluxo permite supervisão sobre a conformidade dos processos realizados pelas cooperativas filiadas.

Fluxo de Protocolo e Responsabilidades no Processo Eleitoral

Descrição do Fluxo de Protocolo

  • O processo de representação envolve a comprovação da aptidão dos eleitos ou nomeados, seguido pelo encaminhamento do protocolo ao regulador, conforme a instrução normativa 453.
  • A plataforma tecnológica mapeia as responsabilidades: cooperativa singular (verde claro), jurídico da central (verde escuro), regulador (azul escuro) e arquivamento na Junta Comercial (azul claro).
  • A cooperativa inicia o fluxo para esclarecer dúvidas sobre assembleias ou processos eleitorais, recebendo assessoramento jurídico antes de enviar documentos.

Processos Simples e Complexos

  • Assembleias sem reforma ou eleição têm um processo simples; após a assembleia, os documentos são enviados à área administrativa para protocolo na Junta Comercial.
  • Em casos de assembleias com eleições ou reformas estatutárias, a cooperativa seleciona suas necessidades e inicia contagem de prazos, com o jurídico enviando documentos ao UNICAD.

Homologação e Arquivamento

  • Após o envio ao Banco Central, declarações de conformidade são formalizadas. O processo é homologado pelo Bassen antes do registro no Unicad e arquivamento na Junta Comercial.

Cláusulas Pétreas e Adequações

  • A confederação desenvolveu cláusulas pétreas para o estatuto social das cooperativas, que devem ser respeitadas até 2028. Algumas cooperativas já estão em conformidade devido à minuta padrão anterior.
  • As singulares têm prazo até 2028 para adequar seus estatutos às novas cláusulas pétreas definidas sistemicamente pela CCRED.

Análise de Reputação e Monitoramento

  • Um processo de background check foi implementado para análise da reputação dos candidatos estatutários. Relatórios com grau de risco são gerados pela área de compliance.
  • Um novo sistema está sendo pilotado para monitorar a manutenção da reputação dos estatutários durante seu mandato, considerando fatores como endividamento e listas restritivas.

Eficiência Operacional

  • Os desafios enfrentados foram transformados em oportunidades através da padronização dos processos internos. A automação reduziu atividades operacionais e minimizou erros nas declarações enviadas ao Banco Central.

Experiência da Central Sul e Propostas de Intercooperação

Redução do Tempo de Homologação

  • A Central Sul conseguiu reduzir o tempo de homologação dos processos, aumentando a agilidade. Casos foram homologados em apenas duas semanas.
  • O foco atual é mapear riscos e implementar controles para garantir que os processos sejam adequados, permitindo testes na supervisão.

Contato e Colaboração

  • Foi compartilhado o contato da advogada especialista Thaí, responsável pelo processo, incentivando a interação com as participantes.
  • A proposta de aproximação entre diferentes centrais e sistemas foi elogiada, destacando a liderança feminina nas atividades.

Sistema Único para Centrais

  • Lúcio apresentou a ideia de um sistema único que poderia integrar todas as centrais com o Banco Central e DEOF, visando otimizar processos.
  • Ele convidou os interessados a conversarem com Thiago para formar um grupo que desenvolva essa proposta.

Desafios na Padronização de Estatutos

  • Rogério mencionou dificuldades enfrentadas por cooperativas ao tentar implantar estatutos padrão devido à resistência em mudar cláusulas específicas.
  • A diversidade regional das cooperativas gera desafios na aceitação da padronização dos estatutos, dificultando a unificação dos interesses.

Reflexões sobre Autonomia e Mudanças

  • As diferenças culturais entre estados impactam a aceitação da padronização; mesmo pequenas mudanças geram resistência nas diretorias das singulares.
  • É importante refletir sobre os impactos e riscos associados às mudanças propostas nos estatutos pelas cooperativas.

Discussão sobre o Sistema AES e Governança nas Cooperativas

Estrutura do Sistema AES

  • O sistema AES é composto por dois níveis, com uma padronização que não admite negociações desde 2011.
  • A responsabilidade das cooperativas filiadas aumenta com a presença de um conselho de administração representativo, que deve ser corresponsável pelas decisões tomadas.

Importância da Padronização

  • Mudanças na governança são necessárias para garantir a saúde das cooperativas, como exemplificado pela Via Cred, que passou por alterações significativas.
  • O processo jurídico para todas as cooperativas filiadas é gerido integralmente pela central, reforçando a falta de espaço para negociações.

Intercooperação e Sinergia

  • Vanildo Leone destaca que a intercooperação gera sinergia e eficiência, resultando em ganhos de qualidade além dos prazos.
  • A prática genuína da intercooperação deve ser exercitada continuamente para se transformar em valor real dentro do sistema.

Reflexões sobre Processos Futuras

  • Vanildo questiona por que ideias evidentes sobre processos em escala não foram implementadas antes, sugerindo uma necessidade de inovação contínua.
  • A discussão inclui a possibilidade de concessões futuras no campo da supervisão auxiliar, baseando-se no bom desempenho das estruturas regionais.

Conclusões e Pedidos ao Banco Central

  • A evolução normativa depende da confiança gerada pelo uso responsável das concessões recebidas.
  • Há um pedido formal ao Banco Central para permitir mais autonomia às cooperativas na execução de suas funções.

Discussão sobre Melhoria Contínua e Governança de Dados

Importância da Melhoria Contínua

  • A melhoria contínua é essencial para uma governança saudável, destacando a necessidade de processos claros e atualizados.
  • O UNICAD enfrenta desafios na governança de dados, com foco na atualização do manual e das declarações, o que melhora a qualidade do trabalho.

Desafios nas Assinaturas Digitais

  • A aceitação de assinaturas digitais pelo Banco Central é um ponto crítico; atualmente, há discrepâncias em relação à Junta Comercial.
  • A discussão sobre opções alternativas de assinaturas válidas é necessária para agilizar processos.

Automação e Transparência nos Processos

  • A automação dos processos pode facilitar o acompanhamento do status das análises, permitindo maior visibilidade para todos os envolvidos.
  • Um novo sistema foi implementado no Banco Central para informar o status dos processos, promovendo transparência.

Compartilhamento de Informações entre Confederações

  • Há uma proposta para compartilhar expedientes entre confederações e centrais, visando melhorar a comunicação e eficiência.
  • É importante discutir limitações processuais relacionadas ao compartilhamento de informações.

Atualização dos Modelos de Requerimento

  • A atualização dos modelos deve ser clara e acessível; um sistema que indique versões atualizadas ajudaria a evitar confusões.
  • Detalhar as razões pelas quais certos estatutos não estão dentro do padrão é crucial para evitar mal-entendidos futuros.

Banco Central: Atualizações e Comunicação

Proposta de Notificação por E-mail

  • Sugestão para que o Banco Central implemente um sistema de notificação via e-mail quando houver atualizações nos requerimentos, evitando a necessidade de acessar o site constantemente.
  • A implementação dessa funcionalidade é considerada tecnicamente viável, podendo ser uma simples atualização no sistema para gerar mensagens automáticas.
  • A preocupação com a divisão de fontes de informação é destacada; manter as informações centralizadas no sistema é crucial para evitar confusões sobre atualizações.
  • Recomenda-se que os usuários acessem periodicamente o sistema para verificar atualizações, embora a ideia de disparar mensagens automáticas seja considerada válida.
  • O campo de datas no sistema pode ajudar a identificar quando as informações foram atualizadas, mas ainda assim é importante que os usuários verifiquem ativamente.

Desafios do Arranjo Sistêmico

  • Reconhecimento dos desafios enfrentados na convergência e fidelidade ao núcleo do arranjo sistêmico, incluindo eficiência e segurança regulatória.
  • É necessário promover um maior diálogo e sensibilização entre as partes envolvidas para evitar conflitos entre autonomia e soberania dentro do arranjo sistêmico.
  • A importância da adaptação às especificidades locais é enfatizada; soluções padronizadas podem não atender todas as necessidades regionais.
  • O progresso deve ser gradual, com passos pequenos para garantir que todos os stakeholders estejam alinhados e satisfeitos com as mudanças propostas.
  • Envolvimento das centrais criativas em debates pode trazer novas ideias e soluções inovadoras para os desafios enfrentados.

Integração das Confederações

  • Lembrança sobre o artigo 16 da norma 453, que permite que atos realizados pela central de crédito sejam desempenhados pelas confederações autorizadas pelo Banco Central.
  • As confederações têm potencial para melhorar processos através da delegação de atividades originalmente destinadas às centrais, conforme previsto na norma 5051.
  • Discussão sobre como essa delegação poderia facilitar operações futuras e melhorar a eficiência do processo regulatório.
  • O encorajamento à colaboração entre diferentes entidades foi destacado como essencial para avançar nas práticas atuais.
  • Convite à participação ativa dos segmentos envolvidos na melhoria contínua dos processos regulatórios.

Discussão sobre Qualificação e Processos de Trabalho

Importância da Qualificação Contínua

  • A necessidade de investir continuamente na qualificação dos processos de trabalho foi destacada, enfatizando a importância do fluxo operacional.
  • As representantes mostraram que os tempos médios atuais são menores, indicando que é possível evoluir positivamente nesse aspecto.

Melhoria na Capacitação Técnica

  • Observou-se uma melhoria na capacitação técnica dos eleitos, com as centrais aplicando mais regras para cumprimento de programas de treinamento e certificação.
  • A diminuição nos indeferimentos de eleição foi mencionada, resultado do melhor preparo das centrais e cooperativas antes do processo eleitoral.

Diálogo Aberto e Aperfeiçoamento Contínuo

  • Foi solicitado um diálogo aberto para trazer sugestões ao processo, visando o aperfeiçoamento contínuo e enfrentamento de novos desafios.
  • A dificuldade em contratar mais funcionários foi abordada, sugerindo a redução do esforço em processos simples para focar em questões mais complexas.

Mensagens Finais e Reflexões

Confiança no Regulador

  • A confiança do regulador nas centrais e confederações foi ressaltada como fundamental para o fortalecimento da governança.
  • O agradecimento à equipe do Banco Central pela proximidade e apoio durante o processo foi destacado.

Avanços no Sistema Cooperativo

  • O sucesso da autorização auxiliar foi celebrado como um sinal da maturidade dos sistemas cooperativos prontos para novos desafios.
  • A manutenção do padrão de excelência é vista como crucial para garantir objetivos futuros relacionados às delegações e confiança do Banco Central.

Governança Saudável

  • O aumento da responsabilidade trazido pelo BACEM contribui para uma governança mais saudável, essencial para a segurança social dentro das cooperativas.
  • A oportunidade contínua de melhorias no sistema cooperativo foi apreciada por todos os participantes.

Contribuições Coletivas

  • O desenvolvimento das ideias discutidas desde 2021 até agora mostra a importância da colaboração entre todos os envolvidos no processo.
  • Um agradecimento final ao sistema OCB e ao Banco Central pela parceria durante as discussões.

Debate sobre Liberdade e Responsabilidade

Agradecimentos e Reconhecimento

  • O orador expressa gratidão a Alberto e Carolina pelo trabalho realizado, destacando a importância do reconhecimento e da confiança no segmento cooperativista.
  • Ele menciona que a liberdade está ligada à responsabilidade, enfatizando que não devemos ter medo de assumir essa responsabilidade para contribuir positivamente para o setor e a sociedade.

Encerramento do Debate

  • O orador agradece aos participantes pela presença até o final do debate, mencionando um presente do sistema OCB como forma de agradecimento pela colaboração.
  • É anunciada uma foto final para marcar o encerramento do evento, seguido por um convite para um coquetel que será servido no hall do auditório Dênio Nogueira.

Logística Pós-Debate

  • Informações sobre transporte são fornecidas, com microônibus disponíveis para levar os participantes aos setores hoteleiros norte e sul após o evento.
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Seminário BC/OCB - SNCC em Tranformação. Supervisão auxiliar, modernização prudencial, autorregulação e proteção. O evento, desenvolvido em conjunto entre a Organização das Cooperativas Brasileiras e o Banco Central do Brasil, tem o objetivo de fortalecer o diálogo entre o regulador e o setor cooperativista; discutir os avanços e desafios da modernização regulatória no SNCC; e promover o compartilhamento de experiências em supervisão, autorregulação e proteção, com foco no aprimoramento e na sustentabilidade do sistema. https://somoscooperativismo.coop.br