Palestra: O papel da Ouvidoria da Mulher da UFRJ - CM UFRJ-Macaé
Introdução
Visão geral da seção: Nesta seção, a ouvidora da UFRJ, Luzia Araújo, é apresentada e fala sobre o papel da ouvidoria na instituição.
Apresentação de Luzia Araújo
- Luzia Araújo é a ouvidora da UFRJ.
- Ela já ocupou o cargo de pró-reitora de pessoal PR4 antes de assumir a ouvidoria.
- A ouvidoria tem como objetivo lidar com denúncias e conflitos na universidade.
- A equipe da ouvidoria é composta por quatro pessoas: Luzia, Débora (assessora), Fernanda (assistente), Carla e Mônica (assistentes).
- A sala da ouvidoria tem um espaço reservado para escuta privada.
Papel da Ouvidoria
- A Ouvidoria Geral atende tanto homens quanto mulheres na universidade.
- O público feminino representa mais de 50% dos estudantes na UFRJ.
- A Ouvidoria Geral não possui competência administrativa, judicativa ou executiva.
Ações da Ouvidoria
Visão geral da seção: Nesta seção, a ouvidoria explica como lida com as demandas e manifestações recebidas.
Tratamento de demandas
- As ações são tratadas junto aos diretores de unidade.
- As manifestações são interpretadas de forma sistêmica.
- Gabriela é convidada a registrar sua demanda no sistema Fala BR, mas é solicitado que forneça materialidade e informações para contribuir com a avaliação.
Assédio Moral e Sexual
Visão geral da seção: Nesta seção, a ouvidoria discute o assédio moral e sexual e como lidar com esses casos.
Registro de Demandas
- A ouvidoria pede que Gabriela forneça evidências, como conversas por WhatsApp ou e-mail, para ajudar na avaliação do caso.
- Tipos de demandas que não deixam prova: assédio moral, assédio sexual e violência sexual.
- O agressor procura a vítima quando ela está isolada dos demais, tornando difícil obter provas.
Papel da Ouvidoria
- A ouvidoria é um espaço aberto para interlocução entre universidade e sociedade.
- Incentiva iniciativas descentralizadas das unidades para tratar desses temas.
- Oferece cursos online sobre assédio moral.
Comunicação com as Unidades
Visão geral da seção: Nesta seção, a ouvidoria discute como lidar com problemas de comunicação entre as unidades e os usuários.
Contato com as Unidades
- A ouvidoria não é um Fale Conosco e não fornece informações de contato das unidades.
- É recomendado que a comunicação seja feita por meio eletrônico, pois muitos telefones da universidade não funcionam bem.
- As unidades devem retirar os números de telefone da página quando estiverem inativos.
Papel da Ouvidoria
- A ouvidoria encaminha as demandas para as unidades responsáveis.
- Ajuda a esclarecer mal entendidos entre usuários e unidades.
Necessidade de capacitação para mexer na página
Visão geral da seção: A importância de capacitar alguém para mexer na página e a existência de conflitos entre os membros da equipe.
Conflito intenso
- É necessário capacitar alguém para mexer na página.
- Há um conflito intenso entre os membros da equipe, com o computador negando acesso à autora.
- O autor às vezes gosta dela, mas na maioria das vezes a nega tudo.
Meios de comunicação e denúncias
Visão geral da seção: A importância dos meios de comunicação e denúncias para lidar com problemas na universidade.
Meios de comunicação
- Fernanda é a servidora que mexe na página.
- É importante ter um meio de comunicação disponível, como o telefone ou o e-mail.
- Os telefones da Universidade não funcionam bem, então é importante ter outras opções disponíveis.
Denúncias
- As denúncias são importantes para identificar problemas na universidade.
- A Ouvidoria é um canal de denúncia que ajuda a identificar as principais situações-problema.
- Atuam na mediação de conflitos e ajudam a diminuir o índice de judicialização dos processos.
Problemas com diplomas e certificados
Visão geral da seção: Problemas relacionados aos diplomas e certificados emitidos pela UFRJ.
Diplomas e certificados
- A UFRJ precisa tomar uma decisão em relação aos diplomas e certificados emitidos.
- É importante deixar claro que o estudante não tem direito ao certificado se adiantou a colação e não terminou o TCC.
- As denúncias ajudam a identificar esses problemas para que possam ser resolvidos.
Atuação da Ouvidoria
Visão geral da seção: O papel da Ouvidoria na universidade.
Procedimentos
- A Ouvidoria avalia as solicitações e encaminha para os gestores.
- Mapeiam e localizam eventuais falhas nas unidades.
- Propõem medidas para resolver as situações-problema.
Retorno ao interessado
- É importante dar retorno ao interessado sobre o andamento do processo.
- Acompanham todas as denúncias transformadas em sindicância.
- São cobrados pela Ouvidoria Geral da União caso não haja resposta aos processos.
Área Hospitalar e Demandas
Visão Geral da Seção: Nesta seção, a ouvidora fala sobre as demandas que recebe na área hospitalar e como os responsáveis pelos pacientes podem buscar identificação para casos de discriminação.
Identificação Indígena
- Pacientes indígenas têm direito à identificação como tal.
- A ouvidora orienta um responsável a buscar a identificação de sua filha como indígena.
Tipos de Violência
- Diversos tipos de violência são relatados na área hospitalar, incluindo assédio moral, físico e sexual, violência de gênero, moral e patrimonial, capacitismo, etarismo, gordofobia, intolerância religiosa, intolerância com a população LGBTQIAP+ e intolerância étnica.
- Relações abusivas no ambiente de trabalho também são mencionadas.
Direitos Constitucionais
- Assédio moral e sexual constituem violação dos direitos constitucionais do cidadão.
- A UFRJ tem intensificado suas ações para minimizar essas situações no ambiente universitário.
Guia Lilás
Visão Geral da Seção: Nesta seção, é apresentado o guia Lilás como uma ferramenta útil para lidar com casos de assédio moral e sexual.
Guia Lilás
- O guia Lilás traz orientações sobre assédio moral, assédio sexual e discriminações.
- O guia é fácil de entender, com linguagem simples e sumário clicável.
Não se Calar
- É importante não se calar diante de casos de discriminação e assédio moral ou sexual.
- A cultura do silêncio em relação a esses temas precisa ser combatida.
Situação das Mulheres
Visão Geral da Seção: Nesta seção, a ouvidora fala sobre a situação das mulheres em relação à violência e ao assédio.
Culpa da Vítima
- Culturalmente, as mulheres são ensinadas a culparem-se por casos de violência e assédio.
- É difícil para as mulheres verbalizarem o que está acontecendo e denunciarem os agressores.
Importância da Denúncia
- É importante denunciar casos de violência e assédio para que possam ser combatidos.
- A ouvidora relata um caso pessoal envolvendo sua filha sendo vítima de masturbação no ônibus.
Cultura de Assédio Moral
Visão Geral da Seção: Nesta seção, a palestrante discute a cultura de assédio moral no ambiente de trabalho e como ela pode ser identificada.
Identificação do Assédio Moral
- O assédio moral pode ocorrer quando uma pessoa é privada do acesso aos instrumentos necessários para realizar seu trabalho.
- Atribuir tarefas inferiores ou superiores intencionalmente a uma pessoa também pode ser considerado assédio moral.
- Contestar sistematicamente as decisões de uma pessoa e criticar seu trabalho exageradamente são outras formas de assédio moral.
Exemplos de Assédio Moral
- Segregar uma pessoa no ambiente de trabalho, pressionando-a para que não exerça seus direitos trabalhistas, também pode ser considerado assédio moral.
- Agredir verbalmente, gritar ou fazer gestos de desprezo são outras formas de violência emocional que podem configurar o assédio moral.
Respeito à Privacidade
Visão Geral da Seção: Nesta seção, a palestrante discute o respeito à privacidade no ambiente de trabalho.
Respeito à Vida Privada
- A vida privada pertence ao indivíduo e ninguém tem o direito de criticá-la ou interferir nela.
- Espalhar boatos ou fofocas sobre alguém no ambiente de trabalho é uma forma de assédio moral.
Saúde no Ambiente de Trabalho
- Desconsiderar o problema de saúde de uma pessoa que está sendo assediada também pode ser considerado assédio moral.
Comportamentos de Assédio no Ambiente de Trabalho
Visão geral da seção: Nesta seção, a enfermeira discute comportamentos de assédio no ambiente de trabalho e como eles podem afetar a saúde mental dos funcionários.
Comportamentos de Assédio
- Realizar um controle excessivo e desproporcional apenas sobre uma pessoa específica.
- Isolar a pessoa das confraternizações e eventos sociais.
- Fazer comentários indiscretos quando a pessoa falta ao serviço.
- Ameaçar ou agredir fisicamente a pessoa.
- Invadir a intimidade da pessoa, como escutar suas ligações telefônicas.
- Ignorar a presença dessa pessoa e atribuir tarefas vexatórias ou humilhantes.
- Interromper constantemente mulheres no ambiente de trabalho ou em outros ambientes quando ela está falando.
Efeitos do Assédio na Saúde Mental
- Pode levar à admissão para avaliação da capacidade laboral, pois essa pessoa pode se mostrar chorosa e insegura.
- Dificultar ou impedir que as gestantes consultem seus médicos durante o pré-natal interfere no planejamento familiar das mulheres.
- Emitir críticas ao fato da mulher ter engravidado.
- Desconsiderar recomendações médicas das gestantes.
- Desconsiderar sumariamente ou repetidamente a opinião técnica da mulher em sua área de conhecimento.
- Proferir piadas de cunho sexista.
- Fazer contato físico não desejado.
Assédio Sexual e Discriminação no Ambiente de Trabalho
Visão Geral da Seção: Nesta seção, a palestrante discute o assédio sexual e as condutas discriminatórias no ambiente de trabalho.
Assédio Sexual
- O assédio sexual pode ser velado ou explícito, incluindo ameaças, perturbações, ofensas, contato físico não solicitado e insinuações.
- A pessoa que comete assédio sexual pode ser responsabilizada na esfera administrativa, penal e cível.
- No serviço público, o assédio sexual é considerado uma infração grave que resulta em demissão ou exoneração.
- Quando não há contato físico envolvido, o assédio sexual pode ser caracterizado como advertência leve.
Condutas Discriminatórias
- As condutas discriminatórias incluem pagar salários menores para mulheres do que homens (embora isso não ocorra no serviço público), preterir pessoas qualificadas por causa de sua idade ou orientação sexual/identidade de gênero e isolar/excluir pessoas com deficiência dos espaços.
- A falta de acessibilidade também pode ser considerada uma forma de discriminação contra pessoas com deficiência.
- No serviço privado, a discriminação baseada em gênero ou idade pode levar à não contratação/promoção ou até mesmo à exoneração.
Assédio Moral Organizacional
- O assédio moral organizacional ocorre quando os atos de assédio estão entranhados no ambiente de trabalho. Isso pode incluir gritar com funcionários ou falar com eles de forma desrespeitosa.
- É importante denunciar o assédio para que ele possa ser tratado.
Denúncias de assédio na Administração Pública
Visão geral da seção: Nesta seção, é discutido o problema do assédio na Administração Pública e como a ouvidoria pode ajudar a lidar com as denúncias.
Compromisso institucional e engajamento
- A alta administração deve estar comprometida em coibir o assédio na Administração Pública.
- O engajamento institucional pode ser demonstrado por meio da criação de ouvidorias e pela abertura de processos para apurar denúncias.
Educação e mudança cultural
- A educação é uma ferramenta importante para transformar comportamentos machistas e sexistas.
- É possível promover a mudança cultural por meio de workshops, capacitações e treinamentos.
Procedimentos da ouvidoria
- A ouvidoria recebe denúncias por diversos canais, incluindo o sistema Fala BR.
- As denúncias são avaliadas quanto à materialidade antes de serem encaminhadas para as unidades responsáveis pela investigação.
- Quando gestores estão envolvidos nas denúncias, elas são encaminhadas imediatamente ao gestor imediatamente acima.
Contato com a ouvidoria
- A ouvidoria pode ser contatada pelo site www.ouvidoria.ufrj.br, pelo sistema Fala BR, pelo telefone 39380653 ou pelo e-mail ouvidoria@reitoria.ufrj.br.
Demandas da Ouvidoria
Visão geral da seção: Nesta seção, a ouvidora apresenta as demandas recebidas pela ouvidoria e explica como elas são classificadas. Ela também discute o índice de satisfação dos demandantes e destaca que nem sempre eles têm consciência do que é direito deles.
Tipos de demanda
- As principais demandas recebidas foram reclamações, seguidas por solicitações e denúncias.
- Muitos demandantes não estão satisfeitos com as respostas recebidas.
Consciência dos direitos
- A ouvidora destaca que muitos demandantes não têm consciência do que é direito deles.
- A explicação sobre os direitos deve ser baseada nas legislações e feita por quem conhece essas leis.
Certificados e diplomas
- Muitos alunos reclamam do tempo de demora para receberem seus certificados e diplomas.
- A ouvidoria está trabalhando em conjunto com o reitor para resolver esse problema.
Demandas presenciais
- As pessoas que procuram a ouvidoria presencialmente, por telefone, e-mail ou WhatsApp não estão colocando suas demandas no sistema Fala BR.
- Isso aponta para a necessidade de iniciar ações pedagógicas para incentivar o registro das demandas no sistema Fala BR.
Proteção ao Denunciante
Visão geral da seção: Nesta seção, é discutida a importância da proteção ao denunciante e como o sistema Fala BR garante a privacidade do denunciante.
Proteção ao Denunciante
- O sistema Fala BR é seguro e garante a privacidade do denunciante.
- Os dados do denunciante podem ser pseudoanonimizados para manter sua identidade oculta.
- A retaliação contra o denunciante pode ser punida por meio de um processo administrativo.
- É importante reunir todas as provas e falas relacionadas à denúncia.
Como fazer uma denúncia
Visão geral da seção: Nesta seção, são fornecidas informações sobre como fazer uma denúncia de assédio.
Fazendo uma Denúncia
- A denúncia deve ser feita pelo canal da ouvidoria ou discando 180 (Maria da Penha).
- Em casos de terceirizados, a denúncia pode chegar até o Ministério Público do Trabalho.
- É fundamental falar com alguém de confiança nesse momento e evitar estar sozinho com a pessoa que está assediando.
Campanha de Enfrentamento à Violência Sexual
Visão geral da seção: Nesta seção, é discutida a criação de uma campanha de enfrentamento à violência sexual e como ela pode ser implementada.
Campanha de Enfrentamento à Violência Sexual
- A criação de uma campanha de enfrentamento à violência sexual pode incluir a colocação de cartazes orientativos em banheiros e a divulgação do aplicativo Evisu.
- É importante promover atividades pedagógicas para fortalecer o combate à violência sexual.
Expectativas da Ouvidoria
Visão geral da seção: Nesta seção, são discutidas as expectativas da ouvidoria e como ela pode ajudar a promover mudanças positivas.
Expectativas da Ouvidoria
- A ouvidoria deve realizar atividades pedagógicas e promover o enfrentamento aos grupos de violências e violações dos direitos humanos.
- É importante criar uma campanha em conjunto com a ouvidoria para fortalecer o combate à violência sexual.
Projetos de Extensão e Abordagem de Conflitos
Visão geral da seção: Nesta seção, os palestrantes discutem projetos de extensão para abordar questões como assédio moral e violência sexual. Eles também enfatizam a importância de ter gestores treinados em abordagem de conflitos.
Projetos de Extensão
- Foram realizados projetos de extensão para atuar em toda ação pedagógica no CCS.
- Os projetos falaram sobre assédio moral e violência sexual.
- Também foi abordada a importância de ter gestores treinados e capacitados para lidar com conflitos.
Aplicativo Evizu e Cartilha sobre Violência contra Mulher
Visão geral da seção: Nesta seção, os palestrantes apresentam o aplicativo Evizu e uma cartilha sobre violência contra mulher disponível na página da ouvidoria.
Recursos Disponíveis
- O aplicativo Evizu está disponível.
- Há uma cartilha sobre violência contra mulher disponível na página da ouvidoria.
Considerações Finais
Visão geral da seção: Nesta seção, os palestrantes encerram a apresentação citando Viola Davis e enfatizando que pequenas mudanças podem fazer a diferença na luta contra a violência.
Pequenas Mudanças Podem Fazer a Diferença
- Viola Davis disse que tudo o que é necessário é mover as pessoas um pouco para que as mudanças aconteçam.
- Basta uma mulher denunciar assédio ou um homem relatar mau atendimento para que ações educativas sejam tomadas.
- É importante ser resistente e resiliente para enfrentar todas as formas de violência e violações de direitos.
Perguntas e Comentários
Visão geral da seção: Nesta seção, os palestrantes abrem espaço para perguntas e comentários do público.
Participação do Público
- Um participante elogia a apresentação da ouvidoria da mulher e enfatiza a importância de estar preparado para reagir à violência.
- Outra participante destaca a importância de trazer homens para ouvir as demandas das mulheres e comenta sobre a sonegação de informações no ambiente acadêmico.
Espaços de trabalho e diálogo
Visão geral da seção: Nesta seção, a importância do diálogo no ambiente de trabalho é discutida. O caminho institucional para obter informações negadas também é mencionado.
Diálogo como primeiro passo
- Acredita-se que o diálogo com a chefia seja o primeiro passo para liberar informações cruciais para concluir as atividades.
- Se a pessoa continuar negando as informações, pode-se ir à direção da unidade e expressar insatisfação no ambiente de trabalho.
- Se ainda houver negação, pode-se recorrer à ouvidoria.
Demandas de ouvidoria
- A demanda de ouvidoria é importante para mediar conflitos internos na unidade.
- Se for uma questão de assédio, a demanda vai para a unidade e gestor acima deve constituir uma comissão investigativa.
- É importante diferenciar conflito humano e assédio. Maturidade é necessária para lidar com conflitos.
Conflito humano e cultura da paz
Visão geral da seção: Nesta seção, é discutido como a Ouvidoria contribui com a universidade na cultura da Paz.
Diferenças entre conflito humano e assédio
- É importante diferenciar conflito humano e assédio. Maturidade é necessária para lidar com conflitos.
- A cultura da Paz é um objetivo de desenvolvimento sustentável. A Ouvidoria contribui com a universidade na cultura da Paz.
Adaptação ao ambiente de trabalho
- É normal que as pessoas se adaptem melhor em diferentes ambientes de trabalho.
- Conflito humano é uma realidade e deve ser tratado com maturidade.
O papel da ouvidoria e a questão do assédio
Visão geral da seção: Nesta seção, os participantes discutem o papel da ouvidoria e a questão do assédio moral na universidade.
Papel da ouvidoria
- As pessoas muitas vezes não têm conhecimento do que é realmente o papel da ouvidoria.
- O registro é importante porque dá garantia de que algumas pessoas estão identificando aquilo ali e isso vai fazer com que o gestor queira conversar.
- Quando você traz essas provas, isso vai para um processo. Isso vai ser colocado inclusive na página da ouvidoria.
Questão do assédio
- Técnicos podem ter atitudes autoritárias por não entenderem o universo das brincadeiras.
- A sociologia está descobrindo esse universo. Todas nós discutimos e falamos sobre isso o tempo todo porque muitas vezes a gente pega em situações de assédio e nem sabe.
- Cobrar de um servidor a presença dele pode ser considerado assédio para aquele servidor, mas é uma característica legal daquela função.
- É preciso entender as nuances da questão do assédio moral, violência, importunação sexual, conflito e reclamação.
- É importante diferenciar denúncia de reclamação. Muitas vezes as pessoas acham que estão fazendo uma denúncia, mas na verdade é uma reclamação.
- É importante entender que 51% das pessoas não estão satisfeitas com as respostas da ouvidoria. Isso pode acontecer por alguns motivos, como a aluna que reclama do professor e não cumpre o que estava pré-determinado.
- Existem situações que perpassam a questão do que pode ou não fazer na ouvidoria. Nesses casos, é necessário envolver gestores e diretores.
- Quando nada disso resolve, a denúncia vai para uma investigação preliminar e pode resultar em advertência, suspensão ou demissão.
Mudanças de atitudes e comportamentos
Visão geral da seção: Nesta seção, os participantes discutem as mudanças de atitudes e comportamentos necessárias para lidar com a questão do assédio.
Capacitação
- Antigamente era mal visto fazer curso de capacitação na universidade pública. Hoje temos um plano de carreira que incentiva cursos de qualificação.
- A prática vai mudando atitudes e comportamentos. Viver em sociedade é isso.
Registro
- O registro é importante porque dá garantia de que algumas pessoas estão identificando aquilo ali e isso vai fazer com que o gestor queira conversar.
- Quando você traz essas provas, isso vai para um processo. Isso vai ser colocado inclusive na página da ouvidoria.
Diálogo
- As mudanças de atitudes e comportamentos só ocorrem quando a gente se coloca no diálogo.
- É difícil na prática registrar alguma coisa complicada, mas quando você vai juntando um e-mail, uma fala, uma testemunha, você está trazendo provas.
A Lei Maria da Penha e a importância da prática, insistência, resistência e persistência
Visão geral da seção: Nesta seção, é discutida a origem da Lei Maria da Penha e a importância de lutar pela causa. Também é destacada a necessidade de prática, insistência, resistência e persistência para alcançar mudanças significativas.
Origem da Lei Maria da Penha
- A Lei Maria da Penha surgiu porque as mulheres não conseguiam obter justiça em várias instâncias.
- Um grupo inicial de 17 pessoas cresceu para mais de 100 pessoas discutindo sobre o assunto.
- É difícil para alguém fazer uma denúncia de uma questão sexual contra um gestor ou colega.
Prática, Insistência, Resistência e Persistência
- É importante ter prática constante na luta contra a violência doméstica.
- A Ouvidoria está disponível para ajudar aqueles que não se sentem à vontade para falar com seus superiores.
- Recursos humanos pode ser o primeiro contato para servidores em situações complicadas.
- Os servidores podem ficar fragilizados emocionalmente ao relatar suas histórias.
Educação como solução principal para combater a violência contra as mulheres
Visão geral da seção: Nesta seção, é discutido o papel dos homens na luta contra a violência doméstica e como a educação pode ser uma solução eficaz.
Papel dos Homens
- A reunião deveria ser feita com homens principalmente, pois eles são os maiores assediadores.
- É importante ensinar aos homens sobre o tema da violência doméstica.
Educação como Solução
- A educação é uma ferramenta poderosa para combater a violência doméstica.
Mudança de comportamento
Visão geral da seção: Nesta seção, os participantes discutem a importância do diálogo e da mudança de comportamento para combater o assédio no ambiente de trabalho.
Diálogo e mudança de comportamento
- A mudança de comportamento começa com o diálogo entre colegas.
- É importante abrir espaço para que homens e mulheres possam participar do diálogo sobre assédio no ambiente de trabalho.
- Muitas vezes, as pessoas não percebem que seu comportamento é inadequado até que alguém fale sobre isso.
- O convite para participar do diálogo deve ser aberto a todos, homens e mulheres.
Busca por informação
Visão geral da seção: Nesta seção, os participantes discutem a importância da busca por informação para combater o assédio no ambiente de trabalho.
Busca por informação
- A ouvidoria disponibiliza informações sobre como lidar com casos de assédio no ambiente de trabalho em sua página na internet.
- É importante buscar informações sobre como lidar com casos de assédio no ambiente de trabalho, assim como fazemos ao buscar informações sobre imposto de renda ou outras questões legais.
Denúncia e sanções
Visão geral da seção: Nesta seção, os participantes discutem a importância das denúncias e das sanções para combater o assédio no ambiente de trabalho.
Denúncia e sanções
- A denúncia é uma via de mão dupla, e tanto a pessoa que denuncia quanto a pessoa acusada devem ser ouvidas.
- Quando as denúncias são levadas a sério e há sanções para os casos de assédio, isso pode levar à mudança de comportamento por parte dos homens no ambiente de trabalho.
- Exemplos como a Lei Seca mostram que mudanças culturais podem acontecer com o tempo e com práticas consistentes.
Trabalho educativo e cultural
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante fala sobre a importância do trabalho educativo e cultural, bem como sua função como gestor em criar um ambiente onde as pessoas possam falar livremente. Ele também menciona a mudança na abordagem de falar sobre suicídio e saúde mental.
Importância do trabalho educativo e cultural
- O trabalho educativo e cultural é importante.
- É um trabalho de formiga.
- A função do gestor é passar nos ambientes, sentir os ambientes e permitir que as pessoas tenham liberdade para chegar.
- O objetivo é criar uma atmosfera onde as pessoas possam falar livremente.
Mudança na abordagem de saúde mental
- Antes não se podia falar sobre suicídio porque era interpretado que existiria um efeito de contágio.
- Hoje em dia, sabe-se que pelo contrário, deve-se falar sobre suicídio para educar e abrir canais.
- É importante lembrar que não há bola de cristal para saber se algo vai resolver ou não.
Deveres como gestor
- Como gestor, há deveres específicos a serem cumpridos.
- Exemplo: ir ao consone presencialmente para tratar assuntos importantes.
Denúncias de assédio
Visão geral da seção: Nesta seção, o palestrante responde a perguntas relacionadas à denúncia de assédio. Ele enfatiza que qualquer pessoa pode fazer uma denúncia em nome da vítima e que a prova é importante.
Quem pode fazer uma denúncia?
- Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia em nome da vítima.
- A última denúncia recebida foi feita por um grupo de mulheres em nome da vítima.
Como conduzir a denúncia?
- Se você presenciar uma situação de assédio e tiver prova, deve fazer a denúncia.
- Mesmo que a vítima não tenha coragem de falar, qualquer pessoa pode conduzir a denúncia.
Conclusão
- O palestrante enfatiza que a educação transforma pessoas e cita Paulo Freire.
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