Th1 e Th2
Aula sobre Imunidade Mediadas por Linfócitos T
Introdução à Ativação dos Linfócitos T
- A aula inicia com uma introdução sobre a ativação dos linfócitos T, que ocorre na presença de células apresentadoras de antígenos, sendo as células dendríticas as mais eficazes nesse processo.
- Para ativar um linfócito T, são necessários três sinais: o primeiro é a interação entre o MHC da célula dendrítica e o TCR do linfócito T.
Sinais Necessários para Ativação
- O segundo sinal envolve a ligação da molécula B7 na superfície da célula dendrítica ao CD28 presente no linfócito T.
- O terceiro sinal consiste nas citocinas produzidas pela célula dendrítica, que também atuam na ativação do linfócito T.
Diferenciação dos Linfócitos T
- Após receber os três sinais, os linfócitos T se diferenciam em subtipos como Th1, Th2 ou Th17, dependendo do tipo de citocina recebida.
- As células Th1 são definidas como auxiliares do tipo 1 e produzem interferon-gama (IFN-γ), enquanto as Th2 produzem IL-4.
Citocinas e suas Funções
- A IL-12 é crucial para a diferenciação em Th1; sem ela, a célula não se diferencia adequadamente.
- Para a geração de células Th2, é necessária a presença da IL-4. As citocinas características das respostas Th2 incluem IL-4, IL-5 e IL-13.
Resposta Imune Mediadas por Linfócitos
- A resposta mediada por Th17 requer duas citocinas: IL-6 e IL-21. As principais citocinas produzidas pelas células Th17 são IL-17 e IL-22.
Tipos de Respostas Imunes
- A resposta imune tipo Th1 é gerada principalmente contra microrganismos intracelulares como bactérias e vírus que invadem as células.
- Exemplos de patógenos que desencadeiam uma resposta Th1 incluem Listeria monocytogenes e micobactérias causadoras da tuberculose.
Mecanismo de Ativação dos Linfócitos
- O processo começa com a captura do microrganismo pela célula dendrítica nos linfonodos.
Ativação e Função das Células T e B na Resposta Imune
Mecanismos de Ativação das Células T
- A célula é ativada pelo receptor GL12, que recruta o fator de transcrição STAT4, essencial para a expressão gênica.
- O STAT4 induz a produção de RNA mensageiro para interferão gama, uma citocina crucial na resposta imune.
- As células Th1 são responsáveis pela produção de interferão gama, que ativa macrófagos através do receptor específico.
Efeito do Interferão Gama nos Macrófagos
- O interferão gama ativa os macrófagos, aumentando sua eficiência na fagocitose e degradação de microrganismos.
- A ativação resulta em maior expressão de moléculas MHC e aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (ERO).
- Os macrófagos ativados produzem mais IL-1 e TNF-alfa, intensificando a inflamação e recrutando mais células imunológicas.
Papel das Células B na Resposta Imune
- As células B recebem interferão gama das células Th1, levando à troca da classe dos anticorpos produzidos.
- Inicialmente, as células B produzem IgM; com a presença do interferão gama, elas mudam para produzir IgG, um anticorpo mais eficiente.
Processo de Troca de Classe nas Células B
- A troca da classe dos anticorpos é chamada "swapping" ou "troca-troca", onde as células B deixam de produzir IgM/IgD para produzir IgG.
- Essa mudança permite que os anticorpos ativem o complemento pela via clássica e melhorem a fagocitose pelos macrófagos.
Estímulo da Resposta Th2
Células T e Respostas Imunológicas
Diferenciação das Células T
- A célula T se diferencia em Th1, cuja citocina de assinatura é o interferão gama.
- Para a diferenciação em Th2, a célula precisa da IL-4, que é crucial para respostas contra helmintos e processos alérgicos.
Citocinas na Resposta Th2
- A IL-4 recruta células e inicia a transcrição do RNA mensageiro, levando à produção de citocinas características da resposta Th2.
- As principais citocinas produzidas são IL-4, IL-5, IL-13 e IL-10, que definem o perfil Th2.
Mecanismos de Ação das Citocinas
- A presença de IL-4 faz com que as células B troquem sua classe de anticorpos, passando a produzir principalmente IgE ao invés de IgM.
- No intestino, a ação da IL-5 aumenta a produção de eosinófilos e promove peristaltismo para eliminar organismos indesejados.
Eosinófilos e Helmintos
- Os eosinófilos têm uma função direta na resposta contra helmintos; sua produção aumenta em resposta à citocina IL-5.
Interação entre Anticorpos e Eosinófilos
- A IL-5 induz a diferenciação dos progenitores mieloides em eosinófilos; isso resulta em um aumento na contagem desses leucócitos no sangue durante infecções por vermes.
Mecanismo de Destruição dos Helmints
- Eosinófilos possuem receptores para a região constante do anticorpo IgE; quando ativados, liberam grânulos tóxicos para tentar destruir os helmintos.
Conclusão sobre Eficiência da Resposta Imune
Citotoxicidade Celular Dependente de Anticorpos
Conceito de Citotoxicidade
- A citotoxicidade celular dependente de anticorpo (ADCC) envolve a ativação de células como os eosinófilos, que se tornam tóxicos quando um anticorpo se liga ao seu receptor.
- O processo é mediado pela ligação do anticorpo ao receptor, resultando em uma resposta tóxica contra organismos.
Resposta Alérgica e Histamina
- A resposta alérgica está relacionada à produção de histamina, que pode ser bloqueada por anti-histamínicos para reduzir os efeitos alérgicos.
- A presença da imunoglobulina E (IgE) é crucial na resposta Th2, que está associada a reações alérgicas.
Mecanismos das Reações Alérgicas
Papel dos Mastócitos
- Os mastócitos são ativados pela IgE ligando-se ao seu receptor, levando à liberação de substâncias como histamina e prostaglandinas.
- Essas substâncias são responsáveis pelas reações alérgicas observadas em indivíduos sensíveis.
Respostas do Corpo a Infecções
- O corpo também ativa respostas Th2 durante infecções por helmintos intestinais, demonstrando a versatilidade da resposta imune.
Finalização da Resposta Imune
Características da Resposta Th2
- A resposta Th2 é caracterizada pela produção de IgE e pela ativação dos eosinófilos e mastócitos, especialmente em pessoas alérgicas.