#801 Diário Econômico: Mercados iniciam dezembro sob cautela - 02/12/2025
Diário Econômico PicPay - 2 de Dezembro de 2025
Ambiente Global e Expectativas do Mercado
- O início de dezembro foi marcado por cautela nos mercados globais, com expectativa de redução de juros pelo Federal Reserve na próxima semana.
- O Banco do Japão sinalizou a possibilidade de elevar sua taxa básica, surpreendendo investidores e valorizando o Yen. Isso impactou as curvas de juros internacionais.
- As bolsas de Nova York tentaram se recuperar, mas encerraram no vermelho devido à queda em empresas ligadas a criptomoedas e ao desempenho fraco dos bancos.
- A avaliação predominante é que os próximos indicadores econômicos serão cruciais para confirmar ajustes nas expectativas sobre cortes em dezembro.
- Apesar do otimismo excessivo percebido por alguns, há uma expectativa moderada quanto à ação do Fed, com possibilidade de novas decisões em janeiro dependendo das condições financeiras.
Commodities e Impactos no Brasil
- A queda do dólar frente a outras moedas impulsionou o euro e a prata, que atingiram máximas recentes; o petróleo subiu mais de 1% devido à decisão da OPEP+.
- No Brasil, o dólar ganhou força ao longo da tarde, encerrando a R$ 5,35, influenciado pela demanda sazonal por remessas ao exterior típica do final do ano.
- A procura por dólar à vista aumentou após o encerramento da rolagem de contratos futuros, pressionando o cupom cambial curto; intervenções do Banco Central são esperadas caso haja disfuncionalidade no mercado.
- O Ibovespa tentou manter patamares históricos mas sofreu correção no setor financeiro; commodities como minério e petróleo ofereceram suporte temporário.
- Declarações conservadoras do presidente do Banco Central reforçaram uma postura cautelosa diante dos sinais mistos na economia brasileira.
Expectativas para Dados Econômicos
- Para hoje, destaca-se a divulgação da PIM (Produção Industrial), que mostra recuperação desigual entre setores.
- Foco internacional recai sobre dados de inflação da zona do euro e vendas totais de veículos nos Estados Unidos para calibrar expectativas econômicas futuras.