Farmacodinâmica | Aula 8 | Farmacologia rápida e fácil | Flavonoide
Introdução à Farmacodinâmica
O que é Farmacodinâmica?
- A aula inicia com uma introdução animada sobre a farmacodinâmica, destacando sua importância como base para o restante da farmacologia.
- A farmacodinâmica é definida como o estudo do que o medicamento faz ao corpo, em contraste com a farmacocinética, que analisa o que o corpo faz ao fármaco.
Receptores e Ligantes
- Um fármaco geralmente se liga a um receptor específico no organismo, onde esse local de ligação é chamado de sítio de ligação.
- A analogia entre receptores e chaves é apresentada: assim como uma chave deve ter características específicas para abrir uma fechadura, um fármaco precisa ter afinidade para se ligar ao seu receptor alvo.
Especificidade e Efeitos Adversos
Especificidade dos Ligantes
- É necessário haver especificidade na ligação entre ligante e receptor; isso depende das características de ambos.
- Nenhum ligante é 100% específico, podendo levar a ligações indesejadas e efeitos adversos quando as concentrações do fármaco são altas.
Comparação com Relações Pessoais
- Uma comparação divertida é feita entre ligações químicas e relações pessoais, enfatizando que nem sempre a primeira impressão (ou ligação) resulta em sucesso.
Tipos de Ligações Químicas
Forças de Ligação
- Os tipos de ligações entre ligantes e receptores incluem forças fracas (como Van der Waals), ligações de hidrogênio, iônicas e covalentes.
- As ligações covalentes podem ser problemáticas por serem muito fortes; em algumas situações podem ser desejáveis na farmácia.
Agonistas vs Antagonistas
Definição dos Tipos
- Os agonistas se ligam aos receptores provocando modificações e gerando respostas celulares.
- Antagonistas também têm afinidade pelo receptor mas não ativam sua função; eles competem pelos mesmos sítios de ligação.
Classificação dos Agonistas
- Existem diferentes tipos de agonistas: integrais (plenos), parciais e inversos. Cada tipo tem um efeito distinto sobre os receptores.
Gráficos Biológicos
Visualização dos Efeitos
- Gráficos são utilizados para ilustrar como os agonistas afetam a atividade biológica em relação à concentração do fármaco.
Agonista Integral vs Parcial
- O agonista integral ativa completamente o receptor enquanto o agonista parcial provoca apenas uma resposta parcial mesmo se ligando a todos os receptores disponíveis.
Agonista Inverso
- O agonista inverso desativa o receptor estabilizando-o numa forma inativa abaixo da atividade basal normal.
Antagonistas Competitivos
Funcionamento dos Antagonistas
Mecanismos de Ação dos Antagonistas e Agonistas
Interação entre Agonistas e Antagonistas
- Os antagonistas competitivos bloqueiam o sítio ativo do receptor, impedindo que agonistas se liguem. Isso significa que uma resposta biológica só ocorrerá quando o antagonista se soltar.
- Na presença de um antagonista competitivo, é necessária uma maior concentração de agonistas para alcançar o mesmo efeito biológico devido à competição entre eles.
- Antagonistas não competitivos se ligam a outros sítios no receptor (sítios alostéricos), alterando a conformação do receptor e dificultando a ligação do agonista ao sítio ativo.
Tipos de Receptores
Canais Iônicos e Receptores Acoplados à Proteína G
- Os canais iônicos regulados por ligantes permitem a passagem de íons quando ativados pelo ligante, funcionando como túneis na membrana celular.
- Receptores acoplados à proteína G atravessam a membrana celular sete vezes. A subunidade alfa da proteína G ativa-se ao ligar-se ao GTP após a ativação do receptor.
Funções das Proteínas G
- A troca de GDP por GTP na subunidade alfa torna-a autossuficiente, permitindo interações com outras moléculas que geram efeitos celulares significativos.
- A proteína GS ativa a enzima adenilato ciclase, que produz AMP cíclico (um segundo mensageiro importante), enquanto a proteína GI inibe essa produção.
Mensageiros Secundários
Importância dos Mensageiros Secundários
- O AMP cíclico atua como um segundo mensageiro, provocando alterações fisiológicas como aumento da frequência cardíaca.
- A proteína GQ ativa fosfolipase C, gerando dois tipos de mensageiros secundários: DAG e IP3, sendo este último crucial para liberação de cálcio intracelular.
Receptores Ligados a Enzimas
Tirosina Quinase
- Os receptores ligados a enzimas são predominantemente tirosina quinases. Quando ativados por ligantes, promovem fosforilações em tirosinas específicas nas proteínas-alvo.
- A formação de dímeros entre os receptores leva à fosforilação e ativação de proteínas inativas dentro da célula, resultando em respostas celulares efetivas.
Receptores Intracelulares
Mecanismo dos Receptores Intracelulares
- Diferente dos outros receptores que estão na membrana celular, os receptores intracelulares requerem que o ligante atravesse a membrana para formar um complexo que pode modificar diretamente a expressão gênica no núcleo.
Conclusão sobre Farmacodinâmica
Preparação para Estudos Futuros
- É recomendado assistir aulas sobre fisiologia antes das aulas de farmacologia para melhor compreensão dos fármacos e seus mecanismos de ação.