O crescimento das cidades e a periferização.

O crescimento das cidades e a periferização.

Transformações Urbanas e Desigualdade

Crescimento das Cidades

  • As cidades são organismos dinâmicos que se transformam constantemente, refletindo contradições e disputas por espaço e valorização.
  • O crescimento urbano no Brasil, especialmente na América Latina, é caracterizado pela expansão horizontal em área e população, seguindo as frentes imobiliárias.

Modelos de Ocupação

  • A pobreza tende a ser deslocada para as periferias, resultando em um modelo de ocupação extensiva que encarece serviços públicos devido à necessidade de infraestrutura mais ampla.
  • Cidades compactas com uso misto oferecem serviços públicos mais acessíveis e eficientes, reduzindo a poluição e promovendo um estilo de vida sustentável.

Urbanização com Exclusão

  • O exemplo do Portal da Amazônia ilustra como projetos urbanos podem resultar na remoção forçada de famílias que habitam áreas há décadas.
  • A cidade neoliberal prioriza o mercado sobre valores sociais, levando à segregação urbana e aprofundamento das desigualdades.

Desafios Habitacionais

  • A falta de opções habitacionais formais para a população de baixa renda resulta em precarização da moradia nas periferias urbanas.
  • Em Belém do Pará, existem mais de 100 ocupações precárias; o diagnóstico revela uma crescente exclusão social no processo urbanizador.

Consequências Sociais da Urbanização

  • A urbanização sem planejamento adequado gera problemas como falta de serviços públicos essenciais e aumento da vulnerabilidade social.

Modelos de Segregação Urbana

A Segregação em São Paulo e Outras Metrópoles

  • O modelo clássico de segregação urbana é exemplificado por São Paulo, que representa a expulsão dos pobres para as periferias, sendo mais uma exceção do que uma regra.
  • Em contraste, cidades como Rio de Janeiro e Recife apresentam uma combinação de favelização nas regiões centrais e formação de anéis periféricos, onde os pobres disputam espaço na cidade.
  • A "periferização da pobreza" é uma tendência observada, mas as favelas resistem e lutam para permanecer em suas localizações, apesar das condições precárias e falta de infraestrutura básica.

Papel do Poder Público na Reforma Urbana

  • O papel do poder público deve ser qualificar áreas desqualificadas em vez de continuar a qualificação das áreas já desenvolvidas.
  • É essencial garantir qualidade urbanística mínima para todos os cidadãos, incluindo infraestrutura adequada e áreas verdes, além de promover polos de desenvolvimento econômico próximos às residências.

Conflitos Urbanos e Resistência

  • As tensões urbanas surgem onde há resistência à remoção ou à privatização do espaço público; grupos diversos se manifestam contra injustiças sociais.
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O segundo episódio mostra como as cidades brasileiras – em grande maioria – crescem de forma espraiada, ou seja, horizontalmente . É um tipo de cidade cara e onde não há controle urbano e social nas periferias. Uma cidade compacta seria um lugar onde há uma mistura maior de serviços e habitação, o que os urbanistas chama de mix de uso, de forma que as pessoas não precisam utilizar automóveis para ir de casa até um supermercado, por exemplo. Tudo está ao alcance de uma boa caminhada. As cidades são dinâmicas e estão sempre em evolução. O documentário traz também depoimentos que reforçam a tese de que a maioria das cidades brasileiras não permite que as classes menos favorecidas permaneçam nas regiões que se valorizam. É a chamada periferização criada pelas forças da especulação imobiliária. Um exemplo vem da Região Norte do Brasil. Em Belém, no Pará, uma área habitada por ocupações irregulares há várias décadas está sendo removida para que a região possa ser reurbanizada de forma a absorver os interesses do mercado imobiliário.