4 POLÍTICA EXTERNA ARGENTINA THIAGO GEHRE 1
Introdução à Política Externa Argentina
Visão Geral da Seção: Nesta seção, vamos explorar as origens e a formação da política externa argentina, bem como sua relação com o Brasil.
Origens da Política Externa Argentina
- A política externa argentina tem suas raízes na formação do estado argentino no século XIX.
- A construção da nacionalidade argentina envolveu compartilhamento de experiências e momentos históricos com outros países latino-americanos, como Uruguai, Paraguai e Chile.
- A política externa argentina foi influenciada pela política externa desses países vizinhos.
Oscilação entre Cooperação e Rivalidade
- Ao longo do século XIX, a política externa argentina passou por períodos de cooperação e rivalidade com diferentes países.
- Essa oscilação entre cooperação e rivalidade é uma característica constante na política exterior argentina.
- Durante esse período, houve cooperação com os países do Cone Sul e rivalidade com os Estados Unidos e a Inglaterra.
Relacionamento com o Brasil
- O relacionamento entre Argentina e Brasil moldou a percepção mútua dos dois países.
- O Brasil via a Argentina como um potencial rival geopolítico na América do Sul.
- A anexação da Província Cisplatina pelo Brasil em 1821 gerou tensões entre os dois países.
Comportamentos na Política Externa Argentina
Visão Geral da Seção: Nesta seção, vamos analisar os comportamentos presentes nas origens da política externa argentina.
Ciclotimia entre Cooperação e Rivalidade
- A política externa argentina no século XIX foi marcada por uma ciclotimia entre momentos de cooperação e rivalidade.
- Essa oscilação constante influenciou as estratégias de inserção internacional da Argentina.
Leitura Geopolítica do Brasil
- O Brasil tinha uma leitura geopolítica em relação à Argentina, considerando-a um potencial rival na disputa pelo poder na América do Sul.
- O encontro entre os espaços luso-espanhóis na América gerou tensões e disputas entre Brasil e Argentina.
Relacionamento com o Brasil
Visão Geral da Seção: Nesta seção, vamos explorar o relacionamento entre Argentina e Brasil.
Disputas Territoriais
- A anexação da Província Cisplatina pelo Brasil em 1821 gerou tensões com a Argentina.
- Esse episódio marcou o encontro geopolítico entre os espaços luso-espanhóis na América do Sul.
Percepção Mútua
- O Brasil via a Argentina como um potencial rival geopolítico na região.
- Esse contexto influenciou a percepção mútua dos dois países em relação às suas relações internacionais.
Conclusão
Visão Geral da Seção: Nesta seção final, faremos algumas considerações sobre a política externa argentina e seu relacionamento com o Brasil.
Oscilações na Política Externa
- A política externa argentina ao longo do século XIX foi marcada por oscilações constantes entre cooperação e rivalidade com diferentes países.
- Essa dinâmica influenciou as estratégias de inserção internacional da Argentina.
Relacionamento com o Brasil
- O relacionamento entre Argentina e Brasil foi moldado por disputas territoriais e rivalidades geopolíticas.
- A percepção mútua dos dois países como potenciais rivais influenciou suas relações internacionais.
Processos de Entendimento e Neutralidade do Brasil
Visão Geral da Seção: Nesta seção, discute-se a política de neutralidade adotada pelo Brasil a partir de 1828, buscando manter o status quo na região.
Política de Neutralidade do Brasil (1828)
- O Brasil adota uma política de neutralidade a partir de 1828, buscando garantir o status quo na região.
- A ideia do status quo é que o Império do Brasil não sente mais necessidade de avançar sobre determinados territórios no Cone Sul.
- A presença brasileira e a disputa pelo poder no Prata marcam esse primeiro momento da política externa brasileira.
Rivalidade entre Brasil e Argentina
Visão Geral da Seção: Nesta seção, explora-se a rivalidade entre o Brasil e a Argentina, especialmente durante os primeiros momentos da formação dos Estados.
Disputa pelo Poder no Prata
- A disputa pelo poder no Prata marca as origens tanto do Estado argentino como da sua própria política exterior.
- A Argentina se fortalece com uma postura expansionista liderada por Juan Manoel Rochas, governador de Buenos Aires.
- Isso incomoda o Brasil, que passa a ver a Argentina como uma ameaça à sua posição na região.
Aliança entre Rosas e Urquiza
Visão Geral da Seção: Nesta seção, aborda-se a aliança entre Juan Manoel Rosas (governante argentino) e Manuel Urquiza (governante uruguaio) e como isso afeta a política externa brasileira.
Ameaça Brasileira
- Rosas percebe o Brasil como uma ameaça devido à sua dimensão continental e ao fato de ser o único país de língua portuguesa na América do Sul.
- Rosas busca se aproximar dos vizinhos, formando uma aliança com Urquiza, para contrabalançar a influência brasileira na região.
- A aliança entre Rosas e Urquiza é motivada pela proximidade linguística e cultural entre Argentina e Uruguai.
Equilíbrio de Poder no Cone Sul
Visão Geral da Seção: Nesta seção, discute-se a estratégia do Brasil em buscar o equilíbrio de poder no Cone Sul por meio de alianças e militarismo.
Estratégia do Equilíbrio de Poder
- O Brasil busca contrabalançar seu poder por meio de alianças e expansão militar.
- Uma das ações diplomáticas brasileiras foi a aliança com o Paraguai e as províncias da Confederação Argentina que se opunham a Rosas.
- A fragmentação dos países vizinhos era interessante para manter a hegemonia brasileira na região.
Lógica da Fragmentação para Manter Hegemonia Brasileira
Visão Geral da Seção: Nesta seção, explora-se como a lógica da fragmentação dos países vizinhos era interessante para manter a hegemonia brasileira na região.
Manutenção da Hegemonia Brasileira
- O Brasil buscava evitar a formação de um grande país que pudesse fazer oposição ao seu poder.
- A lógica da fragmentação, com países independentes e sem uma união forte, era favorável à manutenção da hegemonia brasileira.
- O Império do Brasil utilizou a força e a violência para manter sua unidade e impedir a formação de polos de poder contrários aos seus interesses.
Comportamento de Neutralidade do Brasil
Visão Geral da Seção: Nesta seção, discute-se o comportamento de neutralidade do Brasil em relação aos países vizinhos.
Posição de Neutralidade entre Cooperação e Rivalidade
- O Brasil adota uma posição de neutralidade em relação aos países vizinhos, como Uruguai, Paraguai e Argentina.
- Essa posição é caracterizada por um equilíbrio entre cooperação e rivalidade.
A Guerra do Paraguai como Marco Importante
- A guerra do Paraguai é um evento significativo que abala a estabilidade regional.
- Os traumas deixados pela guerra levam ao surgimento da política externa pacifista no Brasil e na região.
Ascensão do Paraguai como Potência Emergente
- O Paraguai surge como uma potência emergente na região, com pretensões políticas e econômicas.
- Para evitar a supremacia paraguaia, o Brasil e a Argentina se aproximam na formação da Tríplice Aliança.
Impacto da Guerra do Paraguai na Argentina
- A guerra do Paraguai tem um significado fundamental para a Argentina, contribuindo para sua unificação nacional e modernização econômica.
Fortalecimento do Brasil após a Guerra
- A ascensão do Brasil na região é fortalecida após a guerra do Paraguai.
- O Brasil passa por um período de retração na política externa devido a problemas internos no final do período imperial.
Declínio do Império e Ascensão da República
- O declínio do império brasileiro e a ascensão das forças republicanas são evidenciados após a guerra do Paraguai.
- A formação da República Argentina e sua consolidação também são influenciadas pelo conflito.
Rivalidade entre Brasil e Argentina
- O Brasil se torna o grande rival nas pretensões argentinas de influenciar a política regional.
- A Argentina busca rearmar suas forças armadas e estabelecer relações bilaterais com países vizinhos menores para fazer frente ao gigantismo brasileiro.
Inserção Internacional de Interesses dos Países Menores
Visão estereotipada do imperialismo brasileiro: O Brasil não buscava expandir seu território nacional, abdicando dessa expansão territorial.
Conformação das Fronteiras: Depende dos tratos diplomáticos e não do avanço imperialista. A mídia alimenta visões de rivalidade entre Brasil e Argentina.
Debates no Parlamento Brasileiro: Frequentes discussões sobre a Argentina como alvo de críticas.
Ressonância Crítica no Parlamento Brasileiro
O parlamento brasileiro é uma caixa de ressonância importante para críticas à Venezuela na atualidade. No passado, a Argentina era o grande alvo das críticas brasileiras.
Instabilidade Conjuntural na Política Externa Argentina
A política externa argentina é marcada por instabilidade conjuntural, com mudanças políticas e governos que afetam sua importância econômica e política.
Períodos de Cooperação e Rivalidade
Entre 1880 e 1915, ocorrem períodos curtos de cooperação e rivalidade entre Brasil e Argentina. Destaque para Stanislau Zebádios como figura importante nesse contexto.
Rivalidade Pessoal entre Zebádios e Rio Branco
Zebádios busca equilibrar o poder em relação ao Brasil, defendendo um "destino manifesto" para a Argentina. Destaque para a gestão do Barão do Rio Branco, que busca reaparelhar militarmente o Brasil.
Argentina como Interlocutora Internacional
Zebádios busca colocar a Argentina como interlocutora tanto na Europa quanto na América do Sul, tornando-a importante para os países da região. O Brasil se associa aos Estados Unidos, enquanto a Argentina se associa à Inglaterra.
Ascensão do Nacionalismo na Argentina
O nacionalismo argentino surge no mesmo momento do regime republicano no Brasil, reforçando as forças políticas em ambos os países. A guerra das Malvinas rompe com a relação cordial entre Argentina e Inglaterra.
Política Externa Argentina e a Liderança Regional
Visão Geral da Seção: Nesta seção, discutiremos a política externa argentina e sua pretensão de liderar a região em disputa com o Brasil. Também abordaremos o fim do contexto contencioso territorial e como os argentinos administraram sua paz após os custos financeiros e humanos da guerra contra o Paraguai.
A Pretensão de Liderança Regional da Argentina
- A Argentina historicamente busca liderar a região e disputar essa posição com o Brasil.
O Fim do Contexto Contencioso Territorial
- Os argentinos demonstram capacidade de administrar sua paz após os custos financeiros e humanos da guerra contra o Paraguai.
- Inicialmente, o país fica debilitado, mas essa situação acaba possibilitando um crescimento posterior.
Mudança na Política Externa Argentina
- O Brasil adota uma postura defensiva, buscando organizar a cooperação com a Argentina.
- O chanceler Rio Branco inicia a construção do modelo de comportamento conhecido como "cordialidade oficial".
- Há uma inflexão na política externa argentina em relação à política exterior do Brasil.
Relação Direta com Brasil, Paraguai e Uruguai
- A política exterior argentina está diretamente conectada à região, especialmente ao Brasil, Paraguai e Uruguai.
Espero que tenham gostado.