PLEXO BRAQUIAL - PARTE 1

PLEXO BRAQUIAL - PARTE 1

Plexo Braquial: Estrutura e Função

Introdução ao Plexo Braquial

  • O plexo braquial é uma rede de nervos que inerva o membro superior, formado pelas raízes dos nervos cervicais.
  • A estrutura do plexo inclui a porção supra-auricular e infraclavicular, com relevância na inervação do braço, antebraço e mão.

Nervos Principais do Membro Superior

  • Os principais nervos originados do plexo braquial incluem:
  • Nervo músculo-cutâneo
  • Nervo axilar
  • Nervo mediano
  • Nervo radial
  • Nervo ulnar

Relações Anatômicas Importantes

  • O plexo braquial está relacionado aos músculos escalenos no pescoço, onde suas raízes emergem entre o escaleno anterior e médio.
  • A artéria subclávia se relaciona com o plexo na região supraclavicular antes de se tornar a artéria axilar.

Estruturas Vertebrais e Meninges

  • A anatomia vertebral inclui corpo vertebral, arco vertebral e processos espinhosos; as meninges (dura-máter, aracnóide e pia-máter) envolvem a medula espinal.
  • Os espaços epidural, subdural e subaracnoide são importantes para entender a relação entre os nervos periféricos e a medula.

Formação do Plexo Braquial

  • As raízes dos nervos espinhais atravessam o forame intervertebral; os ramos ventrais formam os plexos como o braquial.
  • O plexo é constituído pelas raízes C5, C6, C7, C8 e T1. Contribuições adicionais podem vir de C4 em alguns casos.

Ramos e Troncos do Plexo Braquial

  • Os ramos que compõem o plexo braquial se unem para formar troncos:
  • Tronco superior (C5 + C6)
  • Tronco médio (C7)
  • Tronco inferior (C8 + T1)

Divisões do Plexo Braquial

Estrutura e Função da Artéria Axilar

Divisão da Artéria Axilar

  • A artéria axilar apresenta uma divisão anterior e uma posterior, com a anterior sendo formada por troncos superiores e médios, além de receber elementos do tronco inferior.
  • A divisão anterior é composta pelo tronco superior e pela união com o tronco médio, enquanto a divisão posterior recebe contribuições dos três troncos: superior, médio e inferior.

Fascículos do Plexo Braquial

  • Existem três fascículos principais no plexo braquial: lateral, medial e posterior. O fascículo lateral é formado pelas raízes C5 a C7.
  • O fascículo medial é constituído pelas raízes C8 e T1, enquanto o fascículo posterior recebe informações de todos os três troncos.

Ramos Terminais do Plexo Braquial

  • Os ramos terminais do plexo braquial incluem nervos como o músculo-cutâneo (C5-C7), nervo axilar (C5-C6), nervo radial (C5-T1), nervo mediano (C5-T1) e nervo ulnar (C7-T1).
  • O nervo mediano possui duas divisões: uma mais lateral e outra mais medial, recebendo fibras dos fascículos lateral e medial.

Nervos Emergentes das Raízes

  • Além dos ramos terminais, alguns nervos emergem diretamente das raízes do plexo braquial, como o nervo dorsal da escápula e o frênico.
  • Esses nervos são importantes para a inervação de músculos específicos na região cervical.

Inervação Muscular

  • As raízes C5 a C7 estão relacionadas à inervação dos músculos escalenos que auxiliam na flexão lateral da cabeça.

Plexo Braquial: Estruturas e Funções

Estruturas do Plexo Braquial

  • O fascículo medial é introduzido, mencionando a presença do nervo pectoral medial e dos nervos cutâneos medial do braço e antebraço.
  • Discussão sobre os nervos no fascículo posterior, incluindo o nervo supra-escapular superior, nervo toracodorsal e nervo subescapular inferior.
  • Explicação das divisões anterior e posterior dos troncos do plexo braquial, com foco na relação com a artéria subclávia e artéria axilar.

Importância Clínica do Plexo Braquial

  • Os ramos terminais dos fascículos são cruciais para entender as lesões relacionadas ao plexo braquial em traumas ou afecções.
  • Exemplificação de paralisias obstétricas, como a paralisia alta de Erb (C5-C6) e paralisia de Klumpke (C7-C8-T1), destacando suas características clínicas.

Causas de Lesões no Plexo Braquial

  • As lesões podem ser causadas por avulsões traumáticas das raízes do plexo braquial devido a acidentes automobilísticos ou durante o parto.
  • Outras causas incluem tumores que afetam a inervação, fibrose pós-radioterapia e reações inflamatórias que alteram a função do plexo.

Manifestações Clínicas das Paralisias

  • Discussão sobre as manifestações comuns das paralisias do plexo braquial, especialmente em acidentes que causam estiramento excessivo das raízes.
  • Exemplos de complicações em crianças devido à avulsão durante o parto ou trauma, resultando em disfunções motoras significativas.

Testes de Integridade do Plexo Braquial

  • A importância da avaliação da integridade funcional do plexo braquial é enfatizada para entender sua influência na motricidade dos membros superiores.

Movimentos Articulares e Nervos Envolvidos

Flexão e Extensão da Articulação do Cotovelo

  • A flexão do cotovelo é controlada pelas raízes nervosas C5 e C6, enquanto a extensão envolve as raízes C6 e C7.
  • Para a supinação, utiliza-se a raiz C6, enquanto a pronação está relacionada com as raízes C7 e C8. O bíceps é destacado como um músculo supinador importante.

Movimentos dos Dedos

  • Os movimentos articulares dos dedos são fundamentais para avaliar a integridade das raízes nervosas envolvidas.
  • A abdução do ombro está associada ao nervo dorsal da escápula e ao nervo supra-escapular.

Adição e Rotação

  • A adução também envolve o nervo toracodorsal, além dos nervos peitorais medial e lateral.
  • Para rotação lateral, o nervo supra-escapular é crucial, assim como o maxilar. Já a rotação medial envolve os nervos subescapular superior.

Controle Motor da Mão

  • O movimento de flexão do cotovelo é dominado pelo nervo musculocutâneo; já a extensão é controlada pelo nervo radial.